My Little Secret
4 Capítulo 4
Eu necessitava novamente de cafeína e nicotína: A cada dia mais isso tomava conta de mim. Era incrível o quão viciante ambos são.
Lembrei-me do vídeo game que tinha na sala de jogos e corri para lá, na esperaça de jogar um jogo qualquer. Um jogo de luta, estava me divertindo com aquilo, horas e horas se passaram, até surgir um ser sobre a porta, observando-me jogar e a minha cara de criança feliz ao fazê-lo. - Isso me lembra os teus cinco anos, Iero. — Aquele branquelo jogou-se sobre o sofá tomando-o por completo. — Por que acordou tão cedo?- Dormi demais, quase um dia. — Comentei ao pausar o jogo. — São que horas?- 11h. Os meninos estão terminando de arrumar as coisas. Você não ouviu nada? Eles pensaram até mesmo que você tinha saído, nem passou pela cabeça deles que você encontrava-se aqui.- Nossa, e eu estava gritando tanto. Mas enfim, temos que arrumar as coisas. - Não se preocupe, a nossa parte eu arrumei, achei que você voltaria tarde, então decidi adiantar as coisas. Está tudo pronto, só eles que são meio... Atrasados.- Típico deles. Meia hora depois estávamos todos prontos, saímos não com uma animação, pois todos nós sabíamos que teríamos que andar horrores, isso era a parte ruim de tudo. Não queríamos dormir por lá, porque parecia fazer um dia totalmente frio... As duas primeiras horas foram as mais calmas, cantávamos músicas inúteis, falávamos merdas e comentávamos coisas idiotas. Após isso começamos a nos tornar um pouco chatos, por conta do cansaço. As horas passaram-se com rapidez, nossas pernas doíam um pouco, mas nada tão insuportável. Já estávamos em quatro horas andando. - Estamos perto, acho que vamos chegar antes do que esperávamos. — Ray comentou. - Realmente, acho que em menos de 15 minutos. — Comentei.Andamos apenas um pouco mais... Chegamos enfim, ao local. Era belíssimo, o sol ainda era vísivel, aquele verde vida era esboçado por dentre os montes que possuía aquela vasta \"floresta\" sobre aquela bela montanha. O céu dava um belo contraste àquela ótima visão, meu desejo era observar aquilo eternamente, um sorriso encontrava-se em cara rosto que estava alí, observamos abobalhados por vários e intensos minutos. Como era bom estar em contato com a natureza, com aquela natureza, aquelas belas e lindas árvores esverdeadas, aqueles lagos que percorriam aquele local, era uma combinação incrível, inimaginável.- Como é lindo. Tu tinha razão, quando comentou. — Gerard comentou.Ficamos algumas horas por lá e logo, tivemos que partir, pois estava anoitecendo. Os meninos estavam mais a frente, enquanto eu e Gerard estavamos fazendo uma pequena brincadeira, de quem conseguia encher a mão com uma folha de cada árvore... Mas os meninos estam muito a frente, lê-se: 10 minutos a mais.O céu começava a se fechar, as nuvens estavam começando a fechar o céu, estava tudo tão escuro, que eu não vi... Senti uma dor intensa sobre a minha perna, um corte profundo havia feito em uma das pernas enquanto a outra havia sido torcida. Por conta da queda que acabara de ter, em um buraco... Pequenas gotas de chuva caíam do céu, mas aos poucos aumentava... A um ponto qu estava descontrolado... Árvores balançavam sem controle, ventos estavam fortes, a escuridão da noite estava começando a me apavorar, sem contar com a dor que estava sentindo.- Gerard! Gerard! — Gritei, meio que ainda gemendo de dor. - Frankie? Aonde você está? — Ele gritou, procurando-me.- Aqui, aqui em baixo. Acho que torci alguma coisa. — Falei, com certa dificuldade.- Venha. Dê-me sua mão. — Ele ergueu seu braço na intenção de me ajudar, mas estva impossível, eu estava sem controle em ambas as pernas e doía, muito. - Puxe-me com mais força, estou com ambos os pés machucados. Tire-me daqui! - Acalme-se, Frankie. — Ele me puxou com toda a sua força e encaixou seus braços envolta de minha perna, carregando-me do colo e seguindo até uma pequena caverna que ele avistou por alí. — Vamos esperar a chuva passar. Está com frio, pequeno? — Ele perguntou-me preocupado. — Deixe-me ver a sua perna. - Sim, estou. — Ergui minhas pernas a ele, como ele havia mandado. - Tome. — Ele retirou seu casaco, encaixando-o envolta de meu corpo, cobrindo, protegendo-me do frio. Ele levantou a parte da minha calça, expondo o machucado que fôra feito. Cortou um pedaço de sua camisa e limpou o sangue que se encontrava em minha perna. - Obrigado, Ger. — Observei-o por um longo espaço de tempo, percebendo que ele encontrava-se molhado e com frio, estava tremendo. — Vem cá, você está com frio. — Abri meus braços esperando-o que ele se encaixasse.Ele foi com calma, para dentrode meus braços, com medo de machucar-me mais do que eu já estava. Eu fechei meus braços envolta de suas costas, para que ele pudesse se aquecer com teu casaco e o calor de meu corpo. O seu rosto encontrava em meu pescoço, seus lábios estavam incrivelmente gélidos. Senti um arrepio tomar o meu corpo ao sentir aqueles lábios entrano em contato com a minha pele.
\"Arrepio. Lábios. Pele.\" Que diabos está acontecendo comigo? Ele percebeu que eu estava completamente arrepiado com o contato dele em mim, foi aí que ele prosseguiu. Seus lábios tocavam carinhosamente a minha pele, subindo diretamente a minha bochecha. Fixamos ambos os olhares um no outro, no lábios estavam mais que próximos... Eu estava sentio prazer com toda aquela situação, o calor da pele dele, o contato dele... EU aproximei os meus lábos dos dele. Minhas mãos encontravam-se sobre a nuca dele: Nossos lábios encostaram-se inúmeras vezes antes de dar espaço para a língua se libertar, entreabri os lábios dando espaço para a minha língua ir ao encontro da dele, pedi espaço ao que ele me cedeu. Um intenso calor era percorrido por nossos corpos e línguas, o beijo tornavasse cada vez mais caloroso, nossas mãos encontravam-se insanas, puxavam-se e arranhavam-se costas e cabelos. Afastei os meus lábios dos dele, acordando do surto que eu acabara de ter...\"Eu. Gostaria. De. Não. Ter. Gostado. Mas. Aqueles. Lábios. São. Deliciosos.\" Mas eu sou hétero? Ops. Que merda é essa?- Me desculpe, Frank. — Ele abraçou-me com intensa força. Falou quase em um sussurro...- A culpa foi... Minha. — Proferi com certa dificuldade. Ficamos em silêncio por várias horas, nossos corpos aderindo ao calor por conta abraço. Até que adormecemos. Gerard estava encostado contra uma parede e eu havia mudado de posição, encontrava-me agarrado a cintura dele, com os lábios envolta de seu pescoço e com a perna laçada na cintura dele. Agora eu percebera que estava sentado sobre ele... Vozes começaram a ecoar sobre a floresta, nós ouvíamos de fundo, até que Ray adentrou-se na caverna, dando o encontro de meu corpo sobre o de Gerard e fazendo inúmeros cometários com Ray.- Depois o pigmeu se dizia hétero. — Ray falou rindo.- Eles devem ter tepado a noite inteira. — Com o comentário de Bert todos riram em tom altissímo, fazendo eu e o Ger, acordarmos.Meus olhos demoravam para abrir, enquanto eu detectava apenas aonde eu estava, com quem eu estava e... Olhei no fundo dos olhos de Gerard e encontravam-se inexpresivos e quase que saltados. Lancei meu olhar automaticamente para trás, vizualizando os meninos rindo de toda a situação. Em um salto saí do colo de Gerard, perguntando-me como eu havia parado alí.- Eu sou hétero! Não aconteceu nada. NADA! — Eu batio pé quando senti o pensamentos dos meninos, esquecendo-me de que eu estava com o pé supostamente torcido e o outro cortado. Uma dor intensa percorreu o meu corpo. — Ai, Ai.- Quem mandou bater o pé. — Ele ficou de pé e encaixou seus braços sobre as minhas costas e o outro envolta de minha perta, segurando-me com intensa força. — Ele torceu o pé, por isso não seguimos com vocês ontem, daí começou uma ventania que tornou-se impossível de andar.- Você está louco? Não teve nenhum vento por aí ontem.- Teve sim. — Eu acrescentei. — E chuveu, o céu encontrava-se preto.- Vocês estão viajando... Não teve nada.Começamos a caminhar, eu estava sendo carregado praticamente por Gerard. Sabíamos que ainda tínhamos intensas horas de caminhada. As horas até que correram rápido. Quando chegamos em casa, decidimos voltar para New Jersey, para que eu possa ir a um bom médico e resolver a situação de meus pés. Resultado: Fim de semana acabado, por minha culpa. A viagem foi tranquila, ainda estava sofrendo com as intensas dores que percorríam o meu pé, mas nada tão insuportável.Fim do capítulo 4.
Notas finais
Eu esqueci de lhes avisar que eu modifiquei a idade dos meninos só para que a história ficasse melhor, sim?
Obrigada pelos comentários! Beijos, meus anjinhos.
Obrigada pelos comentários! Beijos, meus anjinhos.
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