My Little Piece Of Heaven
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Essa é minha primeira fic, então pfvr, não sejam cruéis comigo. ;)
Espero que gostem, bj.
Acordei subitamente, sentando-me na cama. Cocei os olhos e olhei no relógio, eram 4:00 horas da manhã. Ótimo, pensei, pra quem trabalhou até tarde ontem acordar uma hora dessas é muito bom. Pesadelos eram bem comuns comigo, não sei ao certo por que. E acho que já me acostumei, eles eram bem constantes.
Meu nome é Jennifer Hudson, tenho 25 anos, mas Robert diz que eu tenho 35, por que não sou muito faço nada que uma pessoa comum da minha idade deveria fazer. Não tenho emprego fixo e ainda não terminei a faculdade, tranquei a matrícula por que o salário que eu recebo não para dividir para pagar todas as despesas da minha casa. Minha vida é complicada, moro sozinha a 6 anos.
Meus pais, Andy e Riley, são divorciados desde os meus 10 anos. Fui obrigada a ir morar com minha avó, Samantha, em Los Angeles, porque minha mãe viajava muito a trabalho e nunca tinha tempo pra mim. E essas viagens malucas da minha mãe foram uns dos motivos da separação deles, meu pai reclamava com ela que não tinha tempo para nós e ela sempre dizia que não podia abandonar isso agora, por que era um sonho que ela estaria realizando.Minha vó faleceu a 7 anos, e desde então eu moro sozinha, em Londres. Estava fazendo intercâmbio, mas decidi morar por aqui mesmo. Meu pai passa as férias comigo, me ajuda a pagar algumas coisas. Mas a maior parte do tempo eu fico aqui, sozinha. O único amigo de Los Angeles que ainda mantenho contato é Robert. Ele veio pra Londres comigo, por que, na época, estávamos namorando. Terminamos a uns 4 anos. Ele me traiu, mas esse não foi o principal motivo pra que eu terminasse com ele. Antes de tudo aquilo acontecer, antes mesmo dele ser meu namorado, eu sempre fui apaixonada por um amigo meu.
Conheci ele quando ainda morava com minha vó, estudei junto com ele e com mais os outros 4 amigos deles, mas perdi o contato com todos os eles. As últimas notícias que tenho é que eles formaram uma banda, que sempre foi o sonho deles, e que Matt ainda estava namorando com aquela loira frescurenta com quem ele estava desde a sexta série. Robert sempre soube que eu fui apaixonada por Matt, mas ele disse que não se importava, que queria me fazer feliz.E fomos muito felizes, apesar de tudo. Mas chegou uma hora, antes dele ter me traído, que não tinha mais como ficarmos juntos. Eu me sentia culpada por ainda gostar de Matt, e mais ainda por estar enganando ele. E no final das contas, eu sai dessa história como vítima, a namorada traída. Mas agora que tudo isso passou, ele se tornou alguém mais importante do que antes, ele se tornou meu melhor amigo.
Resolvi levantar, não ia conseguir voltar a dormir mesmo. Decidi pertubar Robert. Liguei pra ele, e ele, como sempre, já estava acordado. Nos finais de semana ele passava a noite em claro, jogando 'Call Of Duty'. -Oi Rob, — eu disse, me sentando no sofá.- Já tá acordado, né?
-Oi Jenny. Você sabe que sim. – ele disse. – Mas diga, o que quer uma hora dessas? Não era pra você estar dormindo?
-Pois é, era. Mas, eu precisava ouvir sua voz. – eu menti.
-Jenny, não é isso. O que houve? — ele insistiu.
-Eu... eu tive um pesadelo.
-De novo?
-Aham.
-Me conte, então.-Tudo bem. – e eu o contei do meu pesadelo.
-É só isso mesmo? – ele disse.
-É. Mas só isso tirou meu sono.
-Hmm. Quer que eu vá pra sua casa? Ficamos conversando, aí quem sabe você se esquece disso e acaba dormindo como sempre faz quando eu estou com você?
Eu ri.
-Você sabe que não faço isso de propósito... Mas tudo bem, venha pra cá.
-Ah, claro, daqui a pouco estou aí. Beijo.
-Beijo. — e desliguei.
Liguei a televisão. Como sempre, uma hora dessas não tinha nada de bom passando. Fiquei trocando os canais, já que não tinha nada passando. Mas quando, finalmente, achei um filme passando, a campainha tocou. Saltei do sofá e corri até a porta. Abri a porta e ele estava lá, com seu sorriso torto nos lábios. Retribui o sorriso e o abraçei. Ele retribui, me apertando. Os abraços dele sempre me acalmavam.
-Melhor agora? — ele perguntou, ainda me abraçando.
-Aham.
Ele se afastou e olhou pra mim.
-Se ainda você ainda fosse minha namorada, eu cudaria muito mais de você. — ele acariciou meu rosto. — E faria você se esquecer do...
-Robert.- eu o interrompi, não permitindo que ele dissese o nome dele.
-Tá, tudo bem, nada de falar do passado. — ele ergeu os braços.
-Isso mesmo. — peguei sua mão e o puxei. — Entra logo.
Ele se sentou no sofá. Eu me sentei ao seu lado, cruzando os braços. Ele passou o braço pr cima do meu ombro.
-Mas o que eu disse era verdade, faria você esquecer do Matthew.
Suspirei. O nome dele ecoava em minha mente.
-Por que você insiste em dizer o nome dele? — eu disse, sem olhá-lo.
-Não é como ele se chama?
-Você sabe muito bem do que eu estou falando. — eu disse, rispidamente.
-Claro que eu sei. Sei que você ainda pense nele e sente falta dele, por isso quer que eu não fale nele. Não só dele, mas de todos os outros. — ele infatizou nos outros.
-Da pra parar? Está fazendo isso pra quê? Pra me deixar pior? — eu gritei. Ia começar a chorar logo. — Se for assim, não precisa, eu consigo ficar assim sozinha.
-Calma... Eu não estava tentando fazer isso, só estava dizendo o que sei, que você sente falta deles. — ele olhou pra mim. Eu começei a chorar. Abraçei ele.
- Ah... poxa, não queria te fazer chorar... — ele afagou meu cabelo.
-Não... — eu disse, entre soluços. — A culpa é minha mesmo, se eu continuasse a manter o contato com eles... E ainda tem o Jimmy... — eu lembrei dele e chorei mais ainda. — Ele foi embora... e nem deixou eu me despidir...
-Ah, Jenny... Eu sinto muito.Jimmy foi uns dos meus melhores amigos quando ainda morava com minha vó. Ele havia falecido a 2 anos. Fiquei sabendo por Johnny, ele me ligou a alguns meses e me deu a notícia. Eu chorei a semana inteira, lamentando por não ter passado mais tempo com ele. A última vez que nos vimos, ele me contou de seus planos futuros. Daqui pra frente, ele me disse, eu vou ser feliz, dane-se os outros. Ele era uma pessoa incrível.
Depois de tanto chorar, o dia já estava amanhecendo.
-Ai... — eu disse, me levantando do sofá. — Eu estou com fome. Vamos comer alguma coisa?
-Claro, — ele disse, também de pé. — estou morto de fome.
Fomos até a cozinha e eu preparei o café da manhã. Estava cantando, baixinho, 'Buried Alive', para que Rob não ouvisse. Mas acho que não adiantou, por que ele saiu da cozinha e foi pra sala. Ele voltou, sorrindo. Começou a tocar a música na sala, ele havia ligado o rádio e colocado o cd.
-Nossa, eu canto tão mal assim? — eu perguntei.
-Claro que não, sua voz é linda. É que eu gosto do solo dessa. — ele disse, se sentando na cadeira.
-É, o Brian é incrível.
-Em que sentindo? — ele disse, rindo.
-Idiota. Ele é um guitarrista incrível, anta. — eu mostrei a língua pra ele. Ele mostrou a língua pra mim também.
Depois de tomarmos café, nos sentamos novamente na sala e terminamos de ouvir o meu cd do Avenged Sevenfold, a banda do Matt. Estavamos conversando, quando meu celular tocou. Era um número estranho, mas atendi.
-Alô? — eu disse.
-Oi Jenny, — disse uma voz conhecida do outro lado. — sabe quem é?
-Ahmm... não. — eu disse. A voz dele não era estranha, mas não reconheci.
-Nossa, não lembra mais dos seus amigos? — ele disse. — Sou eu, Matt. Lembra agora?
Meu queixo caiu.
Notas finais
Mas então, o que será que ele quer, hein? Já dá até pra imaginar...
Não demoro pra postar o próximo capítulo, que por sinal, já está pronto.
Bj gente e até a próxima ;)
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