My Little Girl
4 Capítulo 4
Eles acordaram cedo no dia seguinte. Daryl, Rick e Glenn voltaram ao engarrafamento para procura algumas coisas que eles pudessem precisar. Eles andaram pelos carros novamente e pegaram mochilas e roupas que serviam neles. Pegaram a comida e água que tinham deixado para Sofia. Daryl abriu a porta do carro e pegou a chave. Quando ele abriu a porta-malas encontrou algumas roupas de menina, pelo tamanho ele jugou que serviriam em Sofia. Ele pegou a mochila cor de rosa que tinha ali e jogou no ombro. Mexendo mais um pouco, encontrou uma boneca e alguns carrinhos. Ele os pegou e colocou em sua bolsa. Sabia que a boneca de Sofia tinha ficado no trailer e viu ela abraçando a coberta para dormi. Ao notar que ele estava olhando para a filha confuso, Carol, explicou que Sofia tinha a mania de dormi abraçada com a boneca. Ele voltou a fuçar as coisas. Encontrou roupas de meninos, mais eram muito pequenas. Passou para o próximo carro. Levou três carros sem encontra nada de último, até que encontrou uma mochila com roupas de menino.
– Rick? – chamou olhando por cima do ombro.
– Oi? – o xerife perguntou olhando para ele entre os carros.
– Você acha que essas roupas dão no Carl? – ele disse tirando uma blusa da mochila.
Rick se aproximou dele e examinou a roupa. Ele notou a bolsa rosa no ombro de Daryl, mas não disse nada quanto a isso. Ele sabia que o caipira gostava de Sofia, mesmo que se questionado quanto a isso, ele negaria até a morte.
– Vão ficar um pouco grandes. Mais vai servi. – ele disse colocando a blusa dentro e fechando a mochila, antes de colocar ela nas costas.
Daryl andou de carro em carro, e não encontrou nenhum roupa que fosse parecida com as que ele usava, mas mesmo assim pegou algumas calças e blusas. Ele também pegou algumas roupas para Carol. Assim como para os outros no acampamento, afinal, todos tinham saído sem nada. Quando eles voltaram para o acampamento, Rick entregou as roupas para o filho e foi entregar as da mulher. Daryl foi até onde Carol estava sentada com Sofia.
– Oi. – ele disse chamando a atenção das duas. Ele se sentia desconfortável ali.
– Oi. – Sofia respondeu sorrindo. Um sorriso verdadeiro e brilhante.
– Aqui. Acho que essas roupas dão em você. Foi a única feminina pequena que encontramos. – ele disse estendendo a mochila rosa para Sofia.
– Obrigada. – ela disse pegando a mochila sorrindo para ele. – Acharam para Carl também?
– Rick disse que as que achamos vai ficar um pouco grande, mas sim, achamos para ele também. – ele respondeu vendo Sofia tirar as roupas da mochila e dá uma olhada.
– São meu número. – ela disse olhando para a blusa em seu colo. – Obrigada.
– Que isso. Todos estavam procurando. – ele disse dando os ombros. – Aqui também tem umas roupas para você.
Ele tirou outra mochila das costas e entregou para Carol. A mulher ficou surpresa com isso, mas mesmo assim pegou a mochila. Diferente da filha ela não abriu para checar no número.
– Obrigada. – ela disse sorrindo para o caçador na sua frente.
Daryl apenas rolou os olhos. Para ele não tinha sido grande coisa, uma vez que Rick e Glenn também estavam pegando roupas para o resto da acampamento. Daryl concordou com a cabeça e se afastou delas. Ele se sentou em um troco e ficou olhando para longe.
– Oi. – Sofia disse se sentando ao lado dele depois de um tempo. Daryl apenas balançou a cabeça. – Obrigada por trazer as roupas. As minhas e as da minha mãe.
– Não foi nada. – ele disse olhando para longe. – Vocês não podiam ficar com essas roupas para sempre, não é?
– Você é estranho, Daryl. – ela disse olhando para ele. Daryl franziu a testa. – Um estranho bom. Mamãe me disse que os outros desistiram de mim, acreditaram que eu estava morta, mas você continuou. Você foi atrás de mim. Mesmo machucado, você me procurou. Eu nunca vou conseguir pagar o que você fez para mim. Eu não menti ontem quando disse que você é meu pai para mim. Aqui, — ela colocou a mão no peito. – você é. Ed nunca foi meu pai. Eu o chamava assim por que era obrigada. Vendo ele e minha mãe, ou até mesmo os meus amigos na escola com os pais deles, notei que eu não tinha um pai. Agora, em você eu vejo um pai. Não apenas por te me salvado, mas principalmente, por não me olhar do mesmo modo que Ed olhava. Se ele ainda estivesse aqui, nunca teria ido atrás de mim. Nunca.
Daryl olhou para aquela menina sem saber o que falar. Ele também tinha tido um pai ruim, um pai que não ligava para ele, um pai que o machucava. Sofia era uma menina tão doce, tão pura.
– Eu também gostaria de ser seu pai. – ele se viu falando isso.
– Então eu posso te chamar de pai? – Sofia perguntou como quem não quer nada.
– O que?
– Bom, você queria ser meu pai, eu queria ser sua filha, então posso te chamar de pai? Viu? É perfeito. Eu vou ter o pai que eu sempre quis e você vai ter uma filha. Não terá que acorda de madrugada com choro de bebê e nem ter que trocar fralda. Já vai ganhar uma filha grande. Você está me ensinando caçar, podemos sair juntos. Como pai e filha. É perfeito.
Daryl olhou para a menina como se esperasse que ela falasse que estava brincando. Mas não, podia ver a sinceridade no rosto dela. Podia ver que era justamente isso que ela queria. Ele olhou para onde Carol estava e depois para Sofia de novo. A menina olhava para ele com expectativa, esperando sua resposta.
– Sofia, mesmo se essa for minha volta e a sua, antes teríamos que falar com a sua mãe. Teríamos que ver o que ela acha disse, se ela não se importa com isso. Entende?
– Sim. – ela disse olhando para ele. – Mãe, tudo bem se eu chamar Daryl de pai?
Todos no acampamento olharam para os dois, já que o grito de Sofia não foi nada sutil. Daryl sentiu seu rosto esquentar e teve uma vontade enorme de jogar aquela garota de um penhasco.
– O que? – Carol perguntou confusa.
– Bom, ele me ver como filha e eu o vejo como pai. Então posso chamar ele de pai? Ele me disse que tinha apenas que pedi para você.
Daryl se viu tentando em falar que ele não tinha dito nada daquilo, apenas que também queria ser pai dela e que antes dele concorda com qualquer coisa, ela teria que falar com a mãe. Mas não podia fazer isso. Não quando dizer isso, queria dizer que apagaria o brilho nos olhos da menina.
– Bom, se ele não ver nenhum mal, nisso. Por mim tudo bem. – Carol disse ainda confusa.
– Ahhhhh, obrigada. – Sofia gritou pulando em cima de Daryl o fazendo ir para o chão pelo susto.
A menina abraçou ele rindo. O caçador levou alguns segundos para devolver o abraço, ainda sem saber o que tinha acontecido. Ele tinha uma leve noção que os outros estavam rindo, apesar dele não saber se era por causa da animação de Sofia ou por causa da sua cara de susto.
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