My Little Dreams
7 Cap. VII – Um começo.
As garotas ainda corriam em direção à casa de Sophie, era a mais próxima. Logo estavam à frente do portão, e sem mesmo se importarem com o fato de deixá-lo aberto. Quando entraram, Layla se impressionou com o tamanho do lugar. Era apenas o andar debaixo, mas somente a sala deveria ter no mínimo vinte metros. Era decorada de uma maneira luxuosa e bela. Sofás de cor negra com almofadas brancas espalhadas por cima. Uma mesa de vidro no centro, com um vaso mediano compondo pequenas flores avermelhadas, parecidas com rosas, porém de outra espécie que não tinha como identificar logo no início. Atrás dos sofás, na parede havia um quadro do que pareceu serem os pais de Sophie, a mãe sentada com um longo vestido e o pai com um Smoking preto, informal e autoritário. As paredes da casa eram cor lilás bem fraca, quase beirando ao branco, dando um ar agradável ao ambiente.
Enquanto observava admirando tudo o que estava li, Sophie parecia se divertir com a expressão curiosa que a nova amiga estava fazendo. A mesma caminhava tocando tudo com cuidado, como se fossem relíquias das mais preciosas que precisavam ser bem tratadas e com minuciosa delicadeza pega.
- Você parece estar surpresa. – Disse Sophie com uma voz mais amena do que todas as anteriores.
- No lugar onde eu moro, as coisas são muito simples. Não temos esse tipo de “casa”, por lá. – Respondeu ainda admirando todo o lugar, chegando à frente do quadro. – Seus pais eram bonitos. Você se parece com sua mãe.
- Beatrize fala a mesma coisa.
- Beatrize? – Enfatizou o nome da suposta pessoa que ainda não conhecia. –
- Minha empregada. Esteve na família antes de eu nascer, e como minha mãe não podia me amamentar, e ela tinha perdido um filho na época, servira como minha ama. – Cessou um pouco as palavras. A lembrança de Beatrize era confortante. Apesar de a muito não vê-la. – É uma pessoa que eu gostava de estará perto.
- Era sua amiga?
- Não exatamente uma amiga, mas uma companheira com quem eu podia contar.
- Ela está aqui?
- Não, está em Washington resolvendo problemas de sua família. Vai fazer mais de um ano que não a vejo. – Abaixou a cabeça, enquanto continuava. – Espero que volte logo.
Não perguntara mais nada, pois sabia que Beatrize era uma pessoa importante e logo não poderia se esquecida com facilidade. Assim, surgira uma pequena idéia em sua mente. Estava na hora de começar a mostrar o quão valioso um amigo pode ser, e nisso sempre fora boa.
- Bem, que tal tomar um banho? Eu preparo uma comida. Sou boa nisso!
- Mas... Tem certeza? – Sophie pareceu meio desconfiada, notava-se pelo cenho franzido. – Consegue mesmo?
- Hey! Não duvide de meus dons culinários! Mas, pode ir tranqüila tomar banho, apenas preciso saber pra que lado é a cozinha.
Levou o dedo a boca, a casa era realmente grande e isso dificultava e muito sua localização. Apesar de ser boa em achar coisas, não queria passar a imagem de uma pessoa intrusa e curiosa, apesar de achar difícil que Sophie não o tivesse percebido. E, tão logo esta se convenceu da idéia, fora de encontro a Layla, passando pela mesma, parando em frente a um corredor.
- Vem, é por aqui.
- Certo!
“ Mesmo que em certos momentos esqueçamos o que as pessoas representam para nós, não é mais fácil pensar que todas elas nos valem algo? São partes de nós? Assim, poderíamos encontrar com facilidade aqueles que sabemos que estão conosco, especialmente nos esperando.”
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