My Little Cat
32 32. A volta à escola!
Notas iniciais
Abri os olhos lentamente. Deparei- me numa sala escura, porém, levemente iluminada por uma pequena luz numa mesinha ao lado na cama. Decidi sentar- me, minutos depois de acordar lentamente, e arranjar coragem para raciocionar direito, e lembrar de tudo.
–Ah... -Murmurei, lembrando que estava na enfermaria escolar, graças a alguns ferimentos que todos nós ganhamos na casa.- Lembrei...
Nesse momento, a imagem de Gray controlando a White apareceu- me na mente. Sinceramente, estava assustado, quer dizer... Ela parecia poder controlar tudo sobre a White, e eu tenho apenas 36 ou 35 dias agora. Não sei quanto tempo estive desacordado.
Porém, tenho a certeza. No fundo, sei que White poderá superar isso lado a lado com os meus amigos, e principalmente comigo.
O problema era... Como?
–Black? -A enfermeira da escola entrou no quarto, fechando a porta delicadamente. Sorri docemente para a mulher.
O nome dela é Jessica, uma das três infermeiras escolares. Normalmente, ela é a que trata dos ferimentos mais graves. As outras duas são Joanah e Jasmine. Elas são todas irmãs, e cada uma tem uma especialidade principal: Jasmine trata dos ferimentos normais; Joanah dos alunos ou professores responsáveis que necessitam de ficar a passar a noite na supervisão dela; E finalmente Jessica, que trata dos ferimentos bem graves.
Para ela estar aqui, aposto que alguém se machucou muit-
Oh não....
–Como estão os outros? -Perguntei preocupado, e a mulher de cabelos ruivos sorriu gentilmente para mim.
–Graças a todo o trabalho de equipa entre nós as três, estão todos a salvo. Rosa não se machucou muito, assim como Hugh, após vocês todos serem atacados pela Team Plasma.
É verdade, não contei esse promenor... Todos fomos atacados pela maldita Team Plasma enquanto escapava- mos. Porém, alguns se machucaram muito, outros não... Irei explicar melhor.
[Flashback On]
Eu carregava White nos braços, após ela desmaiar pelo controlo de Gray. Aposto que ela sempre deve desmaiar quando isso acontece, aliás, é como se ela estivesse morta por meros minutos. Hugh e Rosa seguiam- me, enquanto Nate e Bianca tratavam de ir na frente, observando o caminho limpo. Cheren vigiava tudo em volta, e algo suspeito era logo detetado por ele.
Porém, Cheren avisou tarde demais, pois já guardas vinham na nossa direção.
–Alto!! -Berrou um deles. Aí, foi o fora de controlo total: Todos correram o máximo que conseguiram, até porque nenhuma Pokébola funcionava dentro do local. Existia muita falta de energia no local, para que nenhum de nós se pudesse proteger.
Eramos apenas adolescente normais sem proteção. Cada um por si. Mas, eu não deixei a White para trás, nem ninguém deixou ninguém. Todos corremos ao mesmo ritmo, apesar de eu falar para irem na frente. Mas era verdade: Eu com a White não corria tão rápido, mas todos preferiram machucar- se a deixar- me para trás.
Então, N nos esperava na entrada. Já possuia a sua Zoroark, e começou a atacar todos sem dó nem piedade. A Juniper estava chegando, pois já se via ela de longe, mas N parecia atacar vezes sem conta, a uma velocidade louca. Juro que achava que eu ia morrer ali.
Mas graças a Arceus, Hugh e Rosa conseguiram esquivar- se de quase tudo, e eu pedi para que fossem na frente, e levassem a White, embora a mesma fosse atingida muitas vezes já, pelas malditas garras daquela Pokémon do demónio.
Agora, sobrava eu, Bianca e Cheren: Amigos de infância. Não me lembro de muita coisa, mas sei que eu fiquei na frente deles, e a menos atacada foi a Bianca, porque nem eu, nem Cheren deixa- mos.
[Flashback off]
–Bianca dormiu durante um dia, mas está como nova agora; Nada que um descanço de uns dois dias não resolva.- Jessia sorriu amávelmente, levantando- me a Tshirt, mostrando os meus peitorais.- Você foi bem machucado, para falar a verdade, mas mesmo assim, nem é o pior.
Aquela frase assustou- me. O meu corpo estava bem feio, mas não desfeito. Tinha uns ferimentos normais, outros mais profundos, e algumas zonas estavam negras e doiam. Alguns locais possuíam ligaduras, e alguns ferimentos em sangue. Mas uma semana era mais que suficiente para ficar tudo bem.
–E como estão Nate, Cheren e White? -Perguntei sem enrolar. Estava preocupado com eles os três, aliás, foram os mais atacados dali.
–Nate ainda está dormindo. Você dormiu por um dia, e Bianca acordou faz pouco tempo também. Nate não corre perigo de vida, nem como Cheren, mas eles só devem acordar pela manhã de amanhã. -Afirmou, apontando para a janela.- São agora 2 horas da manhã.
–Espere... E como está a White?! -Falei bem alto, preocupado, ao perceber que White não fora mencionada pela ruiva. Ela perdeu o sorriso, sentando- se na minha cama.
–Ela não está lá muito bem. Admito, que ela tinha 20% de chances de morte, porém, agora não tem mais. Não foi muito grave assim. -Suspirei de alívio.- Mas não se anime já Black... Ela ficou bem ferida.
–Entendo... Posso vê- la? -Sabia que seria uma resposta negativa, mas, eu queria tentar.
–Oh Black... -Ela suspirou, olhando- me nos olhos.- A White está mal, e você precisa de descançar. Você não a precisa de ver já.
–Preciso sim!! -Exclamei alto.- Tenho o direito de a ver, por favor. Nem que seja por quize minutos! -Implorei, olhando nos olhos dela com esperança e medo. Ela libertou um sorriso pequeno, de lado.
–Quinze minutos, e nem mais um segudo senhor Black Hilbert... E não se espante se vir algo feio. -Murmurou, enquanto eu sorri de orelha a orelha.- Mas, se você for apanhado pela Juniper, não reclame também de levar uma boa lição de moral.
–Tudo bem, vale a pena o risco. -Afirmei, rindo baixinho.
Jessica retirou- me todos os tubos que estava ligados a mim, a umas máquinas. Coloquei ums chinelos no pé, e fiquei um pouco tonto a primeira vez que me levantei, mas logo melhorou. Observei que continuava com a minha Tshirt e calças, e o meu casaco estava numa cadeira distante da minha cama. Não me preocupei com isso, e decidi seguir Jessica até ao quarto da White.
Mal a enfermeira ruiva, de olhos verdes, abriu a porta, observei uma mulher loira de olhos cor de mel tratar de alguns dos ferimentos da garota gato. Era nada mais nada menos que Jasmine, uma das três enfermeiras.
–O Black pediu para ficar uns quize minutos ao lado dela. Ele pode agora? -Sussurrou Jessica para a sua irmã, que era ligeiramente mais alta. A loira sorriu, deixando a mesma uma visão possível para o rosto de White. Ambas sairam, enquanto eu me sentei ao lado da cama dela, segurando a mão dela.
–Está fria... -Murmurei baixinho. Continuava a observar as máquinas ligadas a ela, que eram identicas às que haviam estado ligadas a mim. Ocorreu- me que talvez ela tivesse frio, e decidi voltar lentamente ao meu quarto, para não chamar a atenção de ninguém.
Peguei o meu casaco e voltei, colocando- o sobre a garota gato, que parecia agora mais confortável. Beijei- lhe delicadamente a testa, retirando mechas de cabelo do rosto dela.
–Eu amo- te... -Murmurei baixinho. Finalmente havia obtido coragem para dizer tal coisa à garota, porém... A mesma não podia ouvir. Não sei porque, poucas lágrimas começaram a escorrer- me do rosto.- Eu... Eu amo- te White...
Porque estava chorando? Homens não choram, é para os fracos. Mas, eu não aguentava mais. Queria que tudo acaba- se: Queria que White pudesse ser apenas uma amiga minha, e ficar ao lado dela para sempre; Queria que ela não fosse uma Pokémon, e sim aquela humana especial ao meu lado... Porém, parece que nem N, nem o destino queriam isso.
–Por favor, minha Neko- Chan, volta a acordar; Volta para mim... -Murmurava, enquanto a voz era trocada por soluços baixos de choro. Eu sabia que ela iria acordar, mas eu queria desabafar.- Eu... Quero que tudo acabei logo. Quero que N suma logo, e a gente possa fazer uma jornada juntos, como é o seu sonho... E- Eu irei capturar aquela Zorua para você: Eu juro. Viajaremos pelo mundo inteiro, se quiser mas... Só me prometa...
–...Que essa tal Gray não nos irá matar, minha pequena White.
[...]
Eram quatro da tarde. Estava sentando na minha cama, jogando na minha 3ds XL do tema de Pikachu (Morram de inveja), quando Joannah entrou. Encarei a mulher morena, de olhos azuis, que sorria gentilmente para mim.
–White acabou de acordar. Ela quer ver você.
Essa frase foi o suficiente para ignorar totalmente a mulher, e correr a toda a velocidade, abrindo a porta do quarto dela, mesmo sem premissão.
–Black- Kun! -Berrou animada a garota, no momento em que a mesma estava se...
...Trocando.
–W-White!! -Gritei de volta, fechando a porta e tapando os olhos.- J- Juro que não vi nad-
Fui interrompido quando a mesma abriu a porta e me puxou para dentro, trancando a mesma. Corei violentamente, ao ver que a mesma só possuia duas peças de roupas íntimas (... Nem preciso de dizer quais são né?), e além disso, estar com ela num quarto tracado... Não seria algo bom de imaginar. Ela sorriu inocente para mim, embora eu já tivesse pensado algo a mais. O meu rosto não desmentia isso.
–O que foi Black- Kun? -Perguntou a garota num tom inocente, como se estranha- se de tudo.- Estou só trocando de roupa.
–N- Não troque na frente de garotos!! -Exclamei, tapando os olhos, cheio de vergonha. Ela dirigiu- se lentamente a mim, tocando- me delicadamente na mão, desviando a mesma, possibilitando a visão novamente. Corei uma vez mais, olhando- a de alto a baixo, mas sempre evergonhado.
–Não tem mal se for você. -Afirmou sorrindo, beijando- me a testa.- Afinal, a gente já se beijou e tudo... E somos irmãos.
–W- White, você sabe que a gente não é 'mesmo irmãos' né? -Fiquei com medo que a garota agora pensa- se algo de errado.- Você é uma Purrloion, nunca se esqueça disso.
–Eu sei, mas... -Ela colou os nossos corpos. Conseguia sentir o calor do corpo dela no meu, o que me deixava arrepiado. Ela sorriu mostrando os caninos uma vez mais, enquanto eu quase tinha um infarto.- Não me importo. Gosto de ser sua irmã, e nem me importo se você vir, porque eu confio em você!
Depois dessa frase, abracei- a com força, deixando a garota gato corada.
–White... -Murmurei, abraçando- a cuidadosamente, e afundando o meu rosto nos cabelos dela, enquanto a mesma parecia sem reação.- Obrigado por estar sempre aqui...
–...A Gray voltou né?–Perguntou em tom de preocupação, e eu acenei positivamente com a cabeça. Ela suspirou, mas desta vez, não ficou com medo. Ela sabia que eu estaria ali: Para o que der e vier.- E... Ela machucou alguém?
–Não muito... -Murmurei, até me separar lentamente dela, e sorrir docemente. OBservei poucos arranhões na bochecha direita dela, e coloquei a mão no rosto dela levemente, deixando- a corada. Passei levemente o dedo desta vez, observando que não era nada profundo.
–... -Ela ficou em silêncio, meia nervosa. Baixei- me ao nível dela, virando levemente o rosto dela, beijando- lhe o local esquerdo, na bochecha. Demorei a ficar lá, uns quatro segundos, e separei- me delicadamente.
Ela corou, enquanto eu ri um pouco.
–A Gray não irá aparecer mais White! Eu prometo!
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