My Life is one Sadness
16 come with me, I can help you.
Notas iniciais
– Salve ele! Salve o nosso filho! — falou ela poucos segundos antes sumirmos.
***
A cidade em que paramos era parecida com qualquer outra cidade pequena, pelo menos com qualquer cidade pequena moderna. Elsa andava a passos curtos e assustados, ela nunca havia visto outro lugar alem de Arendelle. Eu me mative atrás dela, refletia sobre as palavras de Elinor e prometi para mim mesmo que iria salvar Jack, a qualquer custo.
POV: Elsa
Eu andava confusa por entre as estranhas construção do lugar, que segundo Pitch era uma cidade, vi pessoas com trajes ainda mais estranhos. Uma mulher de cabelos loiros e aparentemente uns 30 anos, olhava fixamente para mim, um arrepio percorreu meu corpo e fiquei mais proxima do meu companheiro pensativo. A mulher estava em uma espécie de taverna mais moderna, rustica em madeira e pintada em cores alegres. A mesma moça começou a se mover em direção a porta do estabelecimento e eu me encolhi com a ideia de ser outro conhecido de Pitch ( afinal as duas ultimas pessoas que eram conhecidas dele tentaram matá-los). Pitch me abraçou e afagou meus cabelos sussurrando "vai ficar tudo bem". A mulher agora estava a poucos passos de nós e notei que vestia um grosso casaco, com um manta quente enrolada no pescoço.
– Ei, moça! — exclamou ela abraçando o próprio corpo e se aproximando mais ainda de nós, olhei diretamente em seus olhos verdes. Ela pareceu preocupada pois este foi o tom que ela usou em seguida — Você está bem? — refleti sobre o motivo da pergunta até notar que as ruas estavam cobertas de neve, claro Elsa! Até mesmo daqui a 300 anos as pessoas ainda sentirão frio. Fingi uma voz trêmula e abracei meu corpo sendo abraçada por Pitch.
– F-frio — bati, falsamente, o queixo e me encolhi mais ainda no abraço de meu companheiro, agora sorridente. — E-e-estou c-c-com f-frio — falei mais tremulamente do que antes e pareceu convencê-la.
– Venham comigo, posso ajudá-los — disse ela estendendo a mão para mim, eu exitei antes de segurar sua mão. Tentei tremer um pouco para passar a impressão de estar mesmo com frio, ela notou e soltou a manta, enrolando-a em meus ombros. Sussurrei um 'obrigada' ainda "trêmulo" e ela sorriu calorosamente para mim.
Andamos alguns quarteirões até chegarmos a uma casa. A mesma tinha tijolos vermelhos a vista, cobertos por uma fina camada de geada, em seus dois andares. Na entrada se encontrava uma simpática sacada em madeira, na esquerda havia uma cadeira de balanço bem trabalhada e ao seu lado tinha uma mesinha de canto. No centro havia a porta simples de ébano. Na direita tinha o número da casa no alto da parede "2906".
– Finn, a lareira está acesa? — perguntou a mulher ao entrar pela soleira da porta. O clima dentro daquela casa era mais agradável que o do lado de fora, apesar de eu não ter nenhum problema com o frio, gosto mais da temperatura do outono que não chega a ser muito fria nem muito quente.
A sala para onde fomos guiados tinha duas paredes em branco e a outra em tijolos, estranhamente não possuia uma quarta parede conectando o cômodo a uma cozinha. Todos os móveis eram de madeira escura, uma mesinha com vidro no centro da sala, uma cristaleira do lado esquerdo cheia com os diversos tipos de louça possuidos por quem morasse ali, um aparador estava posicionado no lado contrario e na parede acima dele havia um espelho. Cercando a mesinha de centro estavam três sofás, um com três lugares e os restantes com apenas dois, os três possuiam o mesmo estofado verde fazendo certo contraste com a madeira dos pés e a cor clara do ambiente. Em frente ao sofá de três lugares estava uma magnifica lareira de marmore negro. Varios quadros e pinturas estavam pendurados em pontos extratégicos para a visão. Um deles me chamou mais a atenção, tinha um jovem e uma moça de braços dados, uma pintura de casamento aparentemente.
– Está sim ... — falou o tal Finn decendo rapidamente uma escadaria que ficava no hall da casa. O jovem de cabelos loiro morango parou no final da escadaria e olhou para mim e para Pitch, em seguida encarou a mulher loira que nos havia acomodado no sofá mais próximo a lareira. — Quem são? — perguntou nos olhando novamente com uma expressão confusa.
– Eu os encontrei no centro ... — começou a mulher e ele revirou os olhos — eles estavam congelando lá fora, segure a mão dela é como tocar uma pedra de gelo! — argumentou a mulher. O loiro continuou com uma expressão meio desconfiada — só vou dar a eles uma roupa quente, um café e eles irão embora. Prometo. — ele revira os olhos novamente e assente.
– Vou passar o café — murmura o rapaz indo para a cozinha com os olhos fixos em nós, isso me assustou um pouco, mas a mulher procurou me tranquilizar.
– Não liguem para ele, é meio desconfiado, mas tem bom coração — eu sorri e ela pressegue — Bom, meu nome é Annie e o chato resmungão que chamo de marido é Finnick — grita ela voltando do andar superior com grossos casacos, um azul com detalhes em branco e outro preto com detalhes em dourado — então ... Quem são vocês? — falou ela calmamente depoisitando os casacos em nossos colos. Eu e Pitch nos entreolhamos discretamente e coloquei o casaco para ganhar tempo antes de responder por nós dois. Tive certo problema com uma coisinha prateada que fechava a frente do casaco, descobri depois que se chamava ziper. Depois de mais ou menos 3 minutos descobri como abrir aquela coisinha e coloquei o casaco, fechando-o até meu pescoço. Pitch com certeza já tinha prática, com aquele tipo de vestimenta, pois colocara aquele casaco tão rapidamente que estranhei ao notar o quanto eu demorei para fazer aquela proeza. Limpei a garganta e olhei para Annie, preparando-me para várias perguntas.
– Meu nome é Elisabeth de Arendelle, mas pode me chamar de Elsa — meu tom era calmo e alegre, na medida do possível — Ele é Kosmotiz Pitchiner, mas chame-o de Breu — vi o rubor tomar rapidamente a face de Pitch quando pronunciei seu nome verdadeiro e em seguida o apelido que o pessoal da ilhas do sul deu para ele.
– Breu? — perguntou Finnick se aproximando com uma bandeja, nela haviam 4 canecas de café preto fumegante. Annie ofereceu uma para mim e outra para Pitch. Eu aceitei a xicara tomando cuidado para não tocá-la diretamente, puxando as mangas um pouco para cima tentando cobrir as mãos.
– Como vieram para aqui? — perguntou Finnick. 'direto' pensei. Revirei os olhos e aspirei o doce aroma do café quente.
– Isso não importa. — fala breu, rispido. Annie olha para mim confusa e Finnick nos olha sério enquanto eu me ajeito no sofá .
Uma voz surge em meio ao silêncio mortal que permanecia até então. Annie e Finnick se entreolham, Annie sorri docemente para nós e se levanta indo em direção uma porta na cozinha. Finnick franze o cenho e se ajoelha a nossa frente com um olhar sério. Podemos ouvir ainda a voz engasgadissa atrás daquela porta.
– Eles estão ai? — pergunta a voz. Viro meu rosto em direção a porta e Finnick pigarreia, fazendo com que eu retornei a encara-lo. Annie responde.
– Eu não sei de quem está falando ...
– Claro que sabe, ouvi a voz dele! Onde eles estão? — insiste a voz, Annie solta um longo suspiro e fala com um tom frustrado.
– Certo, vou chamá-los.
Annie aparece pela porta e anda até a sala em passos pesados. Chagando até nós ela gesticula para que Finnick fosse falar com ela, Annie sussurra algo discretamente e Finnick parece ter ficado mais tenso. Agora ambos olham para nós e eu me levanto, indo até eles.
– Annie — suplico — me conte o que está acontecendo!
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