My Life is one Sadness
5 I'm a MONSTER! or Go Away!
Notas iniciais
– Não dá. Anna, seu lugar é em Arendelle. — disse tentando afastá-la
– O seu também. — falou ela subindo a escada.
– Dê atenção pra mim,
não se isole e
não se mantenha distante assim
Por uma vez na eternidade,
consigo entender.
Por uma vez na eternidade,
nós podemos resolver.
– Nós podemos descer a montanha!
Não precisa se afligir
por que, por uma vez na eternidade
eu vou estar aqui.
Ela subiu até meu quarto me seguindo e cantando. Virei para ela e cantei:
– Volte por favor,
as ocupações
aproveite o sol e
abra os portões.
– Mas ... — falou Anna e eu a interrompi.
– Eu sei,
me deixe aqui,
se quer meu bem,
estou sozinha,
mas livre também.
Estão seguros se
eu não vir ninguém.
– Não estamos não- cantarolou
– Como não estão? — cantei perguntando
– Tenho a impressão que não notou ...
– Não notei o que? — falei encarando-a
– Arendelle, na neve ... se ... a ... fun ... dou — disse juntando as mãos
– O que? — disse, olhando-a assustada.
– Você acabou espalhando um inverno eterno por todo lugar.
– por todo lugar? — perguntei aflita
– Mas ta tudo bem ... você pode descongelar tudo — falou tentando se aproximar
– Não Anna, eu não posso ... eu não sei como! — falei, pude ver que se formar uma nuvem ao meu redor e começou a nevar.
– É claro que pode, eu sei que pode!
Por uma vez na eternidade ...
– oh meu sofrimento não tem fim!
– Não precisa mais temer ...
– Esse frio, essa dor não sai de mim ...
– toda essa tempestade ...
– Não dá com a maldição ...
– Nós podemos reverter ...
– Oh, desse jeito as coisas piorarão!
– Não tema.
– Como eu temi!
– Faremos o sol brilhar .
– você vindo aqui.
– Vamos enfrentar unidas ...
– Não, não ...
– aquecer as nossas vidas e tudo em ordem vai ficar ...
– Não dá ... — eu segurava minhas mãos e girei soltando uma rajada de gelo que atingiu Anna.
– Urgh! — exclamou ela caindo no chão com a mão no peito, me virei e vi ela caída.
– Anna! — exclamou um jovem loiro de ombros largos, vestido com roupas de neve e sapatos pontudos, que entrou correndo — você está bem? — perguntou ele ajudando-a a se levantar
– Sim eu estou bem! — disse ela ríspida.
– Quem é esse? — falei e chacoalhei minha cabeça. — N-não é isso que importa, vocês devem ir embora!
Fractais de gelo começaram a aparecer e se transformarem em estalactites e estalagmites. Congelei Arendelle e atingi minha irmã. Eu sou um monstro!, era a unica coisa que pensava.
– Anna acho melhor a gente ir ... — falou o loiro.
– Não! Eu não vou embora daqui sem você Elsa! — exclamou Anna, ficando a frente do jovem.
– Sim, você vai ... — fiz uma pausa e depois gritei — Guardas! — os meu guardas de gelo apareceram de trás de mim — mostrem a minha irmãzinha e o amigo dela a saída! — exclamei e foi isso que eles fizeram.
Dois deles seguraram os braços do loiro e dois deles seguraram os ombros de Anna arrastando-os para fora. Eu desabei no chão chorando e tudo estava ruindo a minha volta. Rosalie empurrou a porta de gelo maciço e se ajoelhou ao meu lado, pondo minha cabeça em seu colo e entre meus soluços falei:
– UM MONSTRO! ROSE, EU SOU UM MONSTRO! — olhei em seus olhos azuis "gelo" e ela falou
– Não, Elsa você não é um monstro! Você ... — ela secou algumas das minhas lágrimas me afagando o cabelo — você só nasceu assim e não pode mudar isso.
– NÃO É ISSO ROSE, EU FUI ISOLADA DE TUDO E QUANDO TENHO UMA CHANCE DE LIBERDADE, ESSE "DOM" IDIOTA DESTRÓI! — eu gritava e me debatia
– Elsa se acalme, ficar nervosa não ajuda. — disse Rose, igual ao meu pai.
lembrança modo on:
Meu quarto estava congelado eu estava assustada, as luvas não estavam mais funcionando.
– Está ficando mais forte! — disse para meu pai que estava a minha frente e ele se aproximou um pouco
– Ficar nervosa não ajuda — falou ele tentando encostar em minhas mãos
– Não! Não me toque. Eu não quero machucá-lo — disse escondendo as mãos.
Minha mãe tocou seu ombro e eles se entreolharam.
– Nós te amamos Elsa. — disse ela saindo e puxando meu pai para fora de meu quarto. No corredor ela comentou.:
– Você não vê? — ela falava com raiva — Essa sua ideia de isolamento só piorou tudo!
– Eu ... — começou meu pai a formular uma desculpa mas foi interrompido.
– Você fez isso com ela, veja, não posso mais nem tocar em minha própria filha, porque ela acha que vai me machucar. — ela agora quase gritava e estava incontrolável.
– Mamãe? -Uma vozinha sonolenta entrou em cena. Anna.
– Anna, minha flor, Por que esta acordada? está tão tarde. — disse disfarçando a raiva
– estou ... uahhhhh ( bocejo) ... sem ... Uahhhhhh ... sono .... — Anna estava claramente exausta, pela sua voz.
– Tudo bem, vamos te por para dormir. — disse minha mãe, ficando com a voz mais distante.
Eu estava com os ouvidos grudados a porta ouvindo seus passos distanciarem e do nada alguém se aproxima da porta correndo e diz:
– Boa noite Elsa! — era Anna que em seguida saiu em direção ao seu quarto.
Apenas me sentei e deixei que aquelas palavras tivessem o efeito que ela desejava. Adormeci.
lembrança modo off.
* * *
POV Rosalie:
Eu alisava seus cabelos tentando acalma-lá, mas isso era quase como fazer tempestade em copo d'agua. Elsa ficou assim, chorando, por horas e quando escureceu falei:
– Elsa ... vamos, eu vou fazer seu jantar . — ela me olhou sem entusiasmo, com os olhos vermelhos.
– Não ... — ela soluça — estou com fome ...
– Mas, Elsa você precisa comer, se não vai morrer ! — falei segurando seus ombros.
– E-eu quero ... — falou desviando os olhos dos meus.
Deixe-a no chão congelado e sai a procura de Jack. O que eu poderia fazer? Ele deve ser o único capaz de ajuda-lá a não se perder. Elsa era uma fortaleza, mas sua irmã a deixava vulnerável. Não a conheço a muito tempo, mas quando ela me criou, me encheu de suas lembranças, incluindo as sobre Anna, a dor que sentia quando a mandava ir embora e outras coisas. Outra coisa de que ela me encheu foram as lembranças de alguém, digamos ... especial.
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