Notas iniciais
ah, bem. não sei o que falar aqui hoje... whatever, curtam. hahaha

Chegamos na minha casa e Lena ficou admirada com ela. Não é um lugar enorme, mas certamente não é pequeno. Fomos ao meu quarto e ela se apaixonou pelos pôsteres de banda que estavam grudados na parede.
— No Doubt, Beatles, Queen? Amo todos.
— então com certeza vamos nos entender direitinho, ruiva.
— alias quem toca piano na sua casa? Tem um na sala — olhou curiosa pra mim.
— tá sou eu... Mas eu não tive muita escolha quando era pequena. Meus pais me botaram pra ter aulas. Eu hoje em dia não toco muito, mas, cheguei a fazer uma apresentação só. Eu economizei pra comprar uma guitarra e cá esta ela! — apontei pro instrumento
— ah, eu gosto de piano. O som é suave... Guitarra é muita distorção, muito feio.
— isso é o que você diz... Todos os sons são lindos e únicos.
— aaaw, Yu poeta.
— mulher, você não conhece meus dotes.
— e você não me tente a conhecer.
Nem deu pra continuar conversando. O telefone tocou. Era Illya dizendo que as meninas queriam sair pra "dançar". Sim, sempre que elas saem eu acabo ficando sozinha. Mas enfim, elas estavam me chamando pra ir. Perguntei pra Lena e ela concordou. Decidido, vamos sair. E agora pra se arrumar.
Quando minha mãe chegou, já estávamos prontas e quase saindo.
— meninas, aonde vocês vão?- perguntou curiosa e olhando pra mim.
— vamos sair mãe.
— pra onde, Srta.?- perguntou com a mão na cintura, já olhando pra mim. Parei, fiquei olhando a cena e resolvi brincar com ela.
-mãe, amor meu... "sair" é verbo intransitivo, não precisa de complemento. — e corri — mas se quiser, vou sair com as meninas. Besos
— Cuidado, vocês!
Lena riu com a situação e com o jeito que eu tratava minha mãe. Ela me conhecia, sabia que eu não faria nada errado e sabia muito bem que eu não era boba. Nos encontramos com as outras na entrada do lugar.
Tenho que dizer, parecia ser um casarão abandonado, a entrada estava lotada, parecia que a festa seria na rua. Logo encontramos as meninas e entramos.
— Yulia! — as três até junto falam agora.
— oi Lena -Illya falou e logo depois deu uma olhada rápida pra mim. Conversamos e dançamos um pouco.
Me separei de Lena e das meninas e fui buscar algo pra beber. Não posso fazer muito enquanto namoro mesmo e dançar com elas a noite toda não é uma opção...
— pensando em que, crânio? — como a Illya aparece assim do nada?!
— no que eu vou fazer quando vocês se arranjarem.
— é algo a se pensar... Quando você vai admitir?
— hã? Pelo que eu saiba você não bebeu ainda, Illya.
— idiota. Diz que eu tava certa desde o início.
— do que falamos, mulher?
— de quem mais?! Da Lena, oras. — ela realmente quer que eu admita isso. Ela em parte ta certa. A outra eu tô tentando descobrir ainda...
— eu não sei...
— como não Yulia?! Vocês ficam juntas o tempo todo, tem apelido carinhoso, você não tá dormindo nas aulas, não para de olhar pra ela e nunca, eu digo NUNCA, esteve tão próxima de alguém, nem do seu namorado! Eu te conheço bem, Srta. Volkova. Quando você vai parar de se enganar? — ok... O que eu respondo? Eu realmente não tenho o que falar.
-...
-e ai...?
— eu não sei. Illya, vou ser sincera com você. Eu não sei o que é isso? Não é que eu tenha escolhido isso tudo, sabe? O que há comigo?- eu realmente não sei o que me faz ser assim com ela. Era meu passatempo observá-la e agora que estamos mais próximas eu não sei mais o que é.
— é amor, Yulia. É bem pequeno ainda mas, é.
— assim disse minha conselheira amorosa.- ela me deu um soco de leve no ombro.
— agora vai falar com ela antes que eu te bata de verdade.
— assim eu gamo, Illya. — depois disso sai correndo. Se antes ela ameaçava, depois disso se eu ficasse ela certamente ia me bater.

-x-

A música tocava, animando todos os corpos naquele lugar. Todos menos um. O meu. Lena estava conversando com um babaca qualquer... Não, eu não falei com ela ainda, cheguei um pouco tarde. Mas eles estavam perigosamente próximos. Perigosamente pra ele, claro. Afinal, eu ainda tô aqui.
Ela olhou de relance pra mim. Nossos olhares se cruzaram por um segundo e lá estava ela nos braços de um brutamonte. Eu senti raiva de mim mesma... Tive tantas chances de dizer e desperdicei. A dor de amor é a pior do mundo e se esse é pequeno ainda, eu não ouso amar mais. E como uma masoquista, eu continuei a olhar a cena.
E vi claros sinais, ele queria mais. O beijo cessou e ele falou algo no ouvido dela, ela negou com a cabeça, ele falou mais algo, e ela respondeu, pela cara que ele fez a resposta não foi positiva pra ele. Pra mim pode ter sido, acho.
Eles se separaram, ele foi pra um lado e ela veio em minha direção. Eu obviamente não estava olhando faz um tempo. Continuei com o mesmo copo.
— dá um gole? — ela perguntou pra mim. Tudo o que eu fiz foi estender o copo. Convenhamos que ver a pessoa que você gosta com outra é horrível.
— cansada?- ela perguntou de novo.
— entediada. Não posso fazer muito e dançar nunca foi uma opção.
— como assim?
— santa ingenuidade, eu sabia que eu ficaria sobrando num canto.
-ah... Entendo. — ela me olhou com os olhos emanando culpa — desculpa Yu. É que eu fui meio que agarrada de surpresa, eu disse que eu não queria, mas ele ficou insistindo e me puxou do nada. Eu juro que tava doida pra aquilo acabar.
— não precisa se explicar. Eu já tô acostumada, sempre volto sozinha.
— mas eu não queria Yu.
— Len, tudo bem. Anyway, eu to meio cansada e tá um pouquinho tarde.
— vamos então.
Minha casa não era longe e sexta as ruas são movimentadas mesmo àquela hora. Fomos em silêncio, chegamos em casa e todos estavam dormindo. Subimos pro meu quarto, nos arrumamos e estávamos prontas pra dormir. Luzes apagadas.
— Yu...
— fale.
— desculpa...
— não tem porque se desculpar, você pode ficar com quem você quiser, Lena.
— mas eu não queria. Eu não queria ele...
Eu estava de olhos fechados já. Senti um corpo quente do meu lado. Não tem como conter um sorriso mesmo que irritada.
— e o que você queria?
-... Você ainda pergunta Yu? — isso foi proferido a centímetros de distancia da minha orelha, eu podia sentir o hálito quente da ruivinha no meu pescoço. Ela era irresistível mesmo. Só precisei virar para que nossos lábios se encontrassem na escuridão do meu quarto. Um abraço apertado extinguia o espaço entre nós, um beijo carinhoso nos unia mais ainda, beijo esse que foi ficando cada vez mais quente. Cada toque, um arrepio. Cada arrepio, uma nova sensação, algo novo a ser explorado. Ela era meu passatempo pessoal e eu seu jogo experimental. Eu desci até seu pescoço e consegui retirar alguns gemidos abafados, Lena tremia com cada toque meu. Puxou-me de novo ao encontro de seus lábios, suas mãos passeavam livres pelo meu corpo. Eu estava no paraíso e ela não se esforçava pra conseguir isso, mas, o beijo foi interrompido bruscamente por ela.
— pera me deixa entender isso direito. O que vai acontecer a partir de agora?
— eu não sei — ela ficou me olhando, o quarto estava escuro, mas eu enxergava seu contorno.
— ah, tá... Entendo.
— não, acho que você não tá entendendo — dei uma risada pelo tom triste que a voz dela tinha obtido — eu quero você. Desde o dia que você sentou longe de mim. Desde a primeira vez que eu te vi. Entende agora?
Ela não conseguiu falar nada. A luz da rua batia no meu braço e fazia o pequeno anel na minha mão direita aparecer na escuridão.
— e o seu namorado? — ela perguntou olhando pra mim.
beats me. Não sei o que fazer.
— é... Imaginei.
— eu quero você, mas, ele é muito importante pra mim. É o cara mais incrível que eu conheço que me ajudou tanto. Ele é o cara...
-... Que você ama.
— não, Eu te amo.
Silêncio mais uma vez.
— então fica comigo.
— o que eu tô fazendo agora, ruivinha?- Fiquei curiosa sobre algo também que não havia sido explicado — alias o que você falou com aquele babaca que fez ficar de cara amarrada?
— que eu não ficaria com ele porque eu já estava apaixonada por alguém...

- Senhor! e eu estava preocupada em não ficar com ninguém na festa.- Preciso dizer o que eu fiz?

Notas finais
vai ser meio difícil postar agora. vestibular tá chegando e o medo e nervosismo estão bem visíveis. desejem-me sorte, please º3º
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.