My Life Upside Down
5 Provocações...
Notas iniciais
Desculpem por qualquer coisa nesse capítulo u.u e ele está meio hot -v- rçrçr até lá em baixo õ/
—Bom dia, classe! – disse a professora de artes, entrando na sala, ninguém respondeu, estavam com muito sono para isso – Hoje faremos um trabalho bem divertido, e vai ser em dupla – todos pareceram se animar, menos Sam e Kyle, eles pareciam entediados – a dupla vai ser um casal –alguns na sala não gostaram, enquanto outros se animaram ainda mais. Sam e Kyle continuavam indiferentes
—Nós que vamos escolher as duplas, professora? – perguntou uma menina que estava sentada em uma das primeiras cadeiras, enquanto sorria tímida para o garoto ao lado
—Não, eu vou escolher como sempre – todos ficaram revoltados, mas a professora tentou acalmá-los, sem sucesso – Calma gente, vai ser um trabalho bem legal, não se desesperem, vai ser uma grande oportunidade de interagir com pessoas diferentes – ela sorriu
—Sobre o que vai ser? – perguntou um aluno, sem entusiasmo
—Bem, como eu disse antes, as duplas vão ser em casais, vocês terão que interpretar uma peça – todos se revoltaram ainda mais – mas também podem fazer cartazes, pesquisas, caso não queiram interpretar. Eu vou dar um tema para cada dupla, agora, por favor, me deixem escolher – ela sentou-se em sua cadeira, enquanto analisava os alunos, e escrevia em um pedaço de papel. Enquanto isso, alguns alunos conversavam, e outros nem pareciam estar ali.
Samantha
Nossa, mas que aula chata, eu não entendi nada do que a professora disse, mas não era para menos, não estava prestando atenção mesmo. Só sei que teve uma hora que todo mundo se animou, mas depois ficaram mega revoltados, povo bipolar esse, hein. A única parte que eu escutei foi que ia ter um trabalho em dupla, que ótimo, contato com pessoas desconhecidas, como eu adoro essa professora! Na última aula dela, eu fui parar na diretoria, e fiquei de castigo, espero que nada ocorra dessa vez.
Daniel e a vaca oxigenada estavam sentados na minha frente, nossa, mas como ela era atirada, meu deus! E ele parecia estressado, mas não é para menos, uma garota chata e irritante pegando no seu pé, e se jogando pra você não deve ser nada legal. Mas não estava nem aí, eu não sabia se vomitava por ela ser tão puta, ou se ria pela cara dele.
A professora começou a falar umas coisas lá, mas eu não estava dando a mínima, acho que estava escolhendo as duplas. Ela ficou um bom tempo escolhendo os casais, a maioria deles não gostava da pessoa que foi escolhida para ser o par, mas não podiam protestar, enquanto outros só faltavam se agarrar ali mesmo.
Aquele uniforme estava me incomodando. A saia de pregas azul era extremamente curta, e a regata branca era totalmente justa e os três primeiros botões estavam abertos – se não eu ia acabar morrendo sufocada – fazendo com que se formasse um enorme e chamativo decote, mas estava escondendo ele com meu casaco de couro. Assustei-me com a voz da professora perto de mim, mas ela não estava falando comigo.
- Sophie, sua dupla é o Kyle, aqui esta o tema de vocês – a professora entregou o papel para a vaca oxigenada, enquanto ela só faltou ter um chilique.
-Mas..professora..e-eu, não quero fazer com ele, me deixa fazer com o Daniel, por favor –eca, é muito atirada mesmo
-Não, eu já escolhi, agora vá se juntar a ele para poderem discutir sobre o tema – eu ri baixo, enquanto a vaca batia os pés, furiosa, e se sentava com Kyle.
-Samantha, você e o Daniel, tomem aqui o tema – eu olhei incrédula pra ela, mas como assim??? Eu não posso fazer dupla com ele.
-OOOOOOOOOOOI? COMO ASSIM? ISSO NÃO É JUSTO, EU NÃO QUERO FAZER DUPLA COM ELE – essa professora só pode ter comido merda, puta que pariu, estava quase voando no pescoço dela.
-Isso mesmo que você ouviu agora se acalme e junte-se a ele, vai logo, não tenho tempo pra palhaçadas – Vadia! Essa professora é uma vadia que come merda, só pode!
-Hunf, to indo – me sentei ao lado de Daniel. Ele estava rindo da minha cara, isso mesmo? – Você ta rindo de que, retardado?
-Cala a boca, me dá logo essa porra de papel – ele parou de rir e roubou o papel da minha mão. Eu ia fazer algo, mas vi a professora me encarando, então resolvi ficar quieta.
-Eu prefiro fazer uma pesquisa, nem fodendo que vou encenar uma peça com você – eu disse sem humor
-Por quê? Está com medo de ceder aos meus encantos?
-Encantos de que, retardado? Tem problema, é?! Nunca que eu ia me deixar levar por alguém como você
-Tem certeza? – ele disse com um olhar desafiador
— Absoluta – eu o encarei
—Ta bom, ta bom. Onde e quando vamos fazer o trabalho?
—Ah, pode ser hoje, quanto mais rápido melhor, e na minha casa, tudo bem para você?
—Tudo ótimo – ele sorriu galanteador. Revirei os olhos – que horas?
—Sei lá, umas 15:00 horas ta bom?
—Está sim, só que eu não sei exatamente onde é sua casa, esqueceu?
—Hum...verdade. Na hora da saída você me leva até em casa, aí aprende de uma vez,ok?
—Pode ser, mas...hoje não vim de carro
—Nossa! Com certeza você vai morrer se andar um pouco não é? Ah, me poupe.
As próximas aulas correram normalmente, cada um no seu canto, até que a hora da saída finalmente chegou.
Daniel
—Daaaaaaaaan, me espera – ah, não, é a Sophie, o que ela quer agora?
—Oi, Sophie
—Será que você pode me levar para casa hoje, bebê? – ela disse com aquela vozinha irritante
—Poxa, não vai dar, hoje tenho que ir à casa da Sam,e meu carro está na revisão.
—O QUÊ? FAZER O QUÊ?
—Nada que te interesse, oxigenada. Vamos, Danny – a Sam nos interrompeu, e espera...ela me chamou de Danny na frente de todos? Aposto que foi pra irritar a Sophie. Ai ai,essa encrenqueira. A Sophie ficou com lá com cara de tacho, enquanto a Sam me arrastava pela rua
—Calma aí, vai devagar ne, ta com pressa?
—To sim, não esta vendo que vai chover? – nem tinha reparado, mas o dia estava frio, e bastante nublado, e com certeza não demoraria a chover mesmo.
-Você é feita de açúcar, por acaso? — ela me olhou com aquele olhar assassino. Nossa, mas ela se estressa fácil. Não respondeu nada, só olhou para frente e continuou caminhando, mais devagar dessa vez. Enquanto a gente virava a esquina, começou a chover fraquinho, mas a chuva foi ficando mais grossa, e nós continuávamos andando normalmente, sem dizer nada.
Ela estava usando a blusa do colégio, que era branca e totalmente apertada, com um belo decote de fora. A chuva tinha deixado a blusa completamente transparente, e pude ver seu sutiã roxo de renda, e seus seios fartos que estavam espremidos por ele. Meu Deus, que vontade de agarrar ela aqui mesmo! Mas não sou nem louco de fazer isso, é capaz de ela tentar me matar.
—Er...quer meu casaco?
— Não, não precisa
—É que...sua camisa é branca e...- ela olhou para baixo e como reflexo tapou os seios com as mãos
—Er... – ela estava corada, e olhando para o chão
—Tem certeza que não quer o casaco?
—A gente já chegou, não precisa
Ela saiu correndo em direção a uma casa- casa não, mansão – branca e lilás, com um jardim impecavelmente bem cuidado na frente. Enquanto ela rodava a chave na fechadura, me aproximei em silêncio. Ela entrou na casa e ficou olhando pra mim como se esperasse alguma reação da minha parte.
—Que? — perguntei
—Está esperando o que para entrar?
—Não vou entrar e...
—ENTRA LOGO, ANIMAL! QUER FICAR NA CHUVA? – levei um susto e fui logo entrando. Sabe-se lá o que essa louca vai fazer.
A casa era linda e enorme, até um pouco maior que a minha, mas só um pouco. As luzes estavam todas apagadas, e ali reinava um completo silêncio.
—Não tem ninguém em casa? – me atrevi a perguntar.
—Não, eu moro sozinha – ela disse enquanto tirava os sapatos, e eu fiz o mesmo.
—Tipo...sozinha mesmo? Você cuida da casa sozinha?
—Claro que não, lesado. Tenho a Thalia que organiza tudo pra mim de vez em quando, além de fazer uma comida maravilhosa. E uma vez por mês alguns empregados vêm aqui pra dar uma geral.
—E onde ela está agora?
—Não faço idéia. Hoje não é dia de ela estar aqui. Mas agora chega de perguntas, não é? Vou subir pra tomar um banho, quer ir também?
Isso que ela falou teve duplo sentido, e com certeza não vou perder essa oportunidade. Fui me aproximando dela e a imprensei na parede. Ela ficou me olhando como se eu estivesse louco. E talvez eu estivesse mesmo.
—Junto com você? Claro que quero – tirei um pouco de cabelo que tinha em cima de seu pescoço, e depositei um beijo ali. Seu cheiro era maravilhosamente doce. Senti que ela se arrepiou e resolvi arriscar ainda mais. Dei uma leve mordida em seu pescoço, e senti suas mãos apertando meus ombros e um gemido saiu de sua boca. Estava ficando ainda mais animado. Subi minha cabeça e aproximei meu rosto do dela, nossos olhos se encontraram e ficaram fixos um no outro. Mordi seu lábio inferior e ela fechou os olhos e respirou fundo.
De repente, ela abriu os olhos e me empurrou com uma força absurda.
—Ta ficando maluco? Sai daqui garoto, tenta isso mais uma vez e arrebento sua cara. – ela começou a andar, mas a agarrei pela cintura, a apertei contra o meu corpo,e sussurrei bem baixinho em seu ouvido:
—Não finja que não gostou, Sammy. Adorei te ouvir gemendo no meu ouvido, e quero ouvir mais vezes. Muito mais – depois de dizer a última parte, mordisquei o lóbulo de sua orelha, e ela deu um suspiro.
—Me larga – ela sussurrou. Dei um sorriso de canto e a soltei.
Ela subia as escadas enquanto tentava ver por baixo de sua saia, mas infelizmente ela estava de short. Da próxima vez juro que consigo. Quando ela estava quase lá em cima, parou e pareceu ter se lembrado de algo.
—Tem um banheiro logo ali. Segunda porta á esquerda – ela apontou pra um corredor – lá tem toalhas e mais algumas coisas, caso precise. Vou deixar umas roupas na frente da porta e você coloca essas aí na secadora que tem lá no banheiro. Tchauzinho, até daqui a pouco.
Ela terminou de subir as escadas e sumiu por um caminho que tinha ali. Um sorriso malicioso apareceu na minha boca. Ai ai, não é que esse trabalho estava me rendendo boas coisas?
Lembrei que estava com a roupa toda molhada, e andei pelo corredor que ela apontou. O banheiro era enorme e branco. Tinha uma secadora pequena no canto, e milhares de outras coisas espalhadas por ele. Tirei minhas roupas e joguei dentro da secadora. Empurrei a porta de vidro do Box e me deparei com uma banheira de hidromassagem enorme. Não queria perder tempo tomando banho de banheira. Fechei a porta do Box, e abri a outra que tinha ao lado. Dessa vez era só um chuveiro comum. Entrei e tomei uma ducha quente. Tinha um sabonete lá com um cheiro muito bom. Enrolei-me em uma toalha e caminhei até a porta.
Lá fora, como ela disse, tinha uma muda de roupas dobradas no chão. As peguei e entrei no banheiro de novo. Vesti uma cueca Box preta, a blusa branca de gola v, e um jeans claro. Era exatamente do meu tamanho, que ótimo.
Sai do banheiro e fui andando, seguindo um cheiro de frango frito. Achei a cozinha e encontrei Sam com um moletom cinza três vezes maior que ela – mas que mesmo assim, não cobria suas coxas completamente. Ela estava na beira do fogão, fritando frango. Ainda não tinha percebido minha presença. Fui me aproximando dela, e a peguei pela cintura, colando nossos corpos, e fazendo-a dar um pulo de susto. Dei uma pequena risada.
—Se assustou pequena? – não pude deixar de usar meu tom malicioso
—Não me chama de pequena, cacete, não te dei essa intimidade. E sai daqui, porra, não está vendo que to ocupada?
Ri e me afastei dela. Ela apagou o fogo e foi colocando um pouco de comida em dois pratos.
—Fome? – ela perguntou enquanto se sentava na cadeira
—Um pouco
—Senta aí e come te garanto que minha comida não é tão ruim assim.
Sentei na cadeira em frente a ela e comecei a comer. Não é que ela cozinhava bem? Comemos bem rápido, e em completo silêncio. Percebi que ela desviava sempre que olhava em seus olhos. Quando terminamos, ela pegou os pratos e começou a lavar.
—Acho que vou embora – disse ficando ao seu lado na pia
—Ainda está chovendo, estrupício. Sem contar que você teria que vir aqui mais tarde, então é melhor ficar direto mesmo.
—Hum...ok então. – fui chegando mais perto dela, e ela foi andando pro lado, fugindo de mim. Ela se encostou no balcão e a apertei ali, fazendo ela sentir como meu corpo estava.
—Não começa com isso de novo, Daniel – ela disse, com a voz falhando.
—Começar com o quê? Com isso? – a peguei no colo e a fiz se sentar no balcão. – Esperava mais de você, é tão fraquinha.
—Você não me conhece Daniel. Não julgue antes de conhecer, eu posso ser muito mais do que você imagina – ela aproximou seu rosto do meu, e nossas respirações estavam se misturando.
—Então me prova.
—Não me desafie – ela chegou mais perto. Tão perto que nossos narizes estavam se encostando. Não agüentei e colei meus lábios nos seus com muita pressa. Eles eram macios e deliciosos. Minha língua pediu passagem e ela logo cedeu. O beijo foi ficando mais calmo, suas mãos massageando meus cabelos, e as minhas apertando sua cintura delicada. Fui abaixando a mão até chegar à barra do moletom. Arranhei de leve sua coxa, e ela deu um gemido que me enlouqueceu.
Com pressa, levantei o moletom e tirei pelo seu pescoço. Apreciei seu corpo maravilhoso e seus seios enormes e perfeitos por um tempo, mas depois ataquei seus lábios novamente. Puxei seu corpo junto ao meu, a fazendo sentir o quanto estava excitado. Ela colocou as mãos por baixo de minha camisa e arranhou meu abdômen. Dei um gemido enquanto ela mordia meus lábios. E quando ela estava prestes a tirar minha camisa...a porra da campainha toca. Porra, logo agora? Cacete!
Ela me empurrou e saiu correndo da cozinha, enquanto vestia o moletom e arrumava os cabelos. Dei um suspiro frustrado e fui atrás dela, pra ver quem era o filho de uma quenga que nos atrapalhou. E sabe quem era? Aquele garoto que ela tinha abraçado com tanta força no intervalo.
—WILL! VOCÊ POR AQUI? SEU SAFADO,ENTRA LOGO
Quase que eu fico surdo com essa maluca gritando. O cara entrou e ficou me encarando com muita curiosidade. Mas que porra será que ele queria?
Notas finais
moletom da Sam,caso queiram ver u.u ->> http://www.polyvore.com/cgi/set?id=95683441
Quero reviews,gente ♥
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