My Life Under Great Secrets.
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Hoje é dia 15 de Abril de 2013, faz duas semanas que tudo aconteceu, ainda me lembro nitidamente de tudo . Eu estava tirando a mesa do jantar quando minha mãe de repente mandou que eu subisse, ela me levou até seu armário e mandou que eu ficasse ali não importasse o que acontecesse, no momento me assustei muito, pois ela me abraçou forte e disse que ela e meu pai nos amavam muito, me fez prometer também que eu cuidaria do meu irmão Leandro de 9 anos. Até hoje agradeço pelo fato de que Leandro não estava em casa. Então ela fechou a porta e silêncio foi só o que houve durante um minuto, até que barulhos de tiros me tiraram tudo, naquele momento senti tanto desespero que não tive forças para me mover, meu mundo e meu chão haviam caído. Depois disso a única coisa da qual me lembro foi de minha madrinha me tirando de dentro do armário e me levando ao carro e depois para o aeroporto.
Enfim hoje estou em Great Falls cidade natal de minha mãe, em Montana. Ainda não entendo o por que da nossa mudança de Denver pra cá.
É um recomeço pelo menos foi o que minha madrinha Joanna Foster me falou, o que mais me indigna é que ela me disse que foi um assalto, uma tragédia natural da vida, mas sei que é a pura mentira e quando tento saber mais ela fala sempre a mesma frase. É mas não posso debater, que chances eu Elena Swilver uma adolescente de 16 anos tem contra uma rígida diretora de escola.
Todas as noites acordo assustada por sonhar com a noite que tudo aconteceu, apesar de que minha madrinha não ter me revelado nada prometi a mim mesma que irei descobrir o que aconteceu detalhe por detalhe. São exatamente 5 horas e 21 minutos da madrugada e daqui duas horas e meia tenho que sair de casa para o começo e tão esperado " primeiro dia de aula". Acredite isso não me deixa nem um pouco animada. Que saco!
Acordei com despertador apitando, nossa eu havia pegado no sono e me atrasado. Havia me esquecido que minha madrinha tinha que ir mais cedo para resolver alguns problemas.
–Maravilha! Estou atrasada e sem carona.- tive uma ideia e me arrumei rapidamente, desci as escadas correndo e me deparei com um bilhete sobre a mesa dizendo:
Lena
Talvez não me encontre na escola hoje, pois terei uma reunião com o conselho. Então quero que depois da aula passe na casa de sua avó para buscar Leandro. Obrigado.
Qualquer coisa ligue,(chegarei em casa em torno das 21;00 horas, levarei o jantar).
Como eu não soubesse me cuidar, essa super-proteção me matava por dentro. Fui até a garagem e peguei a bike de Leandro, de relance vi a hora eram 8;19 no relógio da parede da sala e o sinal tocava 8;30, praticamente voei naquela bicicleta, há detalhe quase morri atropelada(até que não seria má ideia), mas lembrei da promessa que fiz a minha mãe. Cheguei a escola faltando 1 minuto para o sinal, quando cheguei a sala por incrível que pareça a única classe vaga era do lado do garoto que quase me atropelou.
Ele era moreno, estilo meio rebelde, lindo e mais alto que eu, ele não parava de me encarar, eu já estava incomodada suficiente para aturar mais isso. Me sentei e ele continuou a me encararar:
–Algum problema?!?-perguntei.
–Não, só tenho a estranha impressão que te conheço-ele.
–Pôh a estranha impressão?!?
–O que?-ele
–Ata, sinceramente? Você quase me atropelou!-não acreditava que aquilo estava acontecendo.
–Sério?!?- ele começou a rir e isso me deixou pê da vida, já não bastava ele ter quase me matado, agora estava rindo disso!-Você era aquela menina toda desengonçada de bicicleta que parecia que tinha saído de uma manada?-ele começou a rir novamente-Prazer meu nome é Caio Underwood, mas prefiro que só me chame de Caio e os seu nome?
–Não te interessa-eu
–Prazer não te interessa, desculpa por hoje mais cedo?- ele com um ar debochado.
–Aham, agora a professora chegou acho melhor que você fique quieto!-espero que ele cale a boca, humor: furiosa.
–Tá bom, espero que não tenha se machucado fugindo da manada!- ele voltou a rir.
Queria sumir, o dia não poderia piorar!
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