My Last Memory!NewYork
9 Capítulo 9
Notas iniciais
Desculpem a demora, não sei se o capítulo ficou bom. Só sei que fiquei com uma preguiça bem grande pra postar -qqq
Enfim, me avisem se encontrarem algum erro de português, ok?
Boa leitura ^^
A garota engoliu em seco. Irmã? Aquela garota loira e misteriosa era sua irmã? Aquele lugar estava acabando com a sanidade mental de Sophie. Aquelas bonecas de Meiko e Toneide nos braços de Mitsuki não podiam significar coisa boa. Sua boneca despedaçada no chão, cujo um dos olhos rolou até os pés de Sophie, dava arrepios à garota. O sorriso sádico de Mitsuki a assustava. Tudo lá a assustava. Os cachorros que latiam no quarto ao lado. As bonecas com rachaduras, quebradas, deformadas ou sem olhos... Reparando melhor, Sophie notou que havia bonecas que representavam todos os seus amigos. Tinha um boneco do Guii, cujo estava sem um dos pés. Tinha um de Lola, com uma atadura em um dos olhos. Um de Pierre, com uma grande rachadura na face. O boneco de Gegaito tinha um grande buraco no peito, que agora estava cheio de aranhas. O de Lucky estava sem um dos braços. E o de Gee tinha um grande buraco na bochecha, e um dos olhos estava se desprendendo.
— Você não é minha irmã. – Sophie afirmou. – Nem nunca será. Os Lamonier são dignos, e você não chega nem aos pés de uma dignidade.
— Você tem que falar isso pra tonta da sua mãe, que me adotou quando eu tinha sete anos. Você devia ter uns quatro anos, nem sabia nada ainda. – Mitsuki riu, agitando as bonecas em seus braços. – E, dignos? Não parece ter dignidade uma mulher que engravidou aos 15 anos enquanto estava bêbada em sua própria festa.
— MINHA MÃE NÃO É TONTA! – Sophie gritou. Assim, os cachorros começaram a latir mais alto. Mitsuki aproximou-se da morena e lhe deu um tapa no rosto.
— Cale a sua boca. – Ela mandou séria. Largou as duas bonecas no chão, que racharam um pouco da face. Sophie olhou para ela aflita, com os olhos turquesa transparecendo tanto medo que chegavam a lacrimejar. – Você é uma irmã incrivelmente chata. Tão chata quanto a mãe.
— Não... Não fale assim dela...
— CALADA! – Mitsuki pisou com força na boneca de Toneide, espalhando pedaços de porcelana por todo o chão. – Da próxima vez que falar alguma coisa, eu vou te cortar com um pedaço de vidro.
— Não vou ficar calada vendo você falar mal da minha mãe. – Sophie disse firme. – Posso ser fraca, mas ainda sei defender a dignidade da minha família. Da qual, você não faz parte.
— Está me provocando? – Mitsuki olhou para Sophie como um psicopata.
— Não. – A morena secou as lágrimas com sua mão e olhou para Mitsuki séria. – E eu vou embora, você é louca.
— Ah, não vai não. Nossa conversa ainda não terminou. – A loira aproximou-se de Sophie devorando-a com os olhos. Segurou-a pelo braço, porém Sophie empurrou-a com toda sua força, vendo-a cair sobre os pedaços de porcelana. – MALDITA! DESGRAÇADA!
Mitsuki se levantou, com cortes sangrando nos braços e nas pernas. Sophie correu para a porta, mas percebeu que ela estava trancada.
— EU VOU TE MATAR, SUA VADIA!
— Meiko, o clipe vai ser assim. – Mack entregou o roteiro do clipe para a morena, que leu-o rapidamente.
— Borboletas? O que acha que nós somos? A banda da Barbie? – Meiko arqueou as sobrancelhas, irritada.
— Mas a música fala de borboletas, ora! – Mack deu de ombros. – Primeiro vocês tocarão em uma floresta obscura, na qual eu vou colocar uns efeitos de algumas borboletas rodeando vocês. Os figurinos já estão separados ali.
— Você só pode estar brincando com a minha cara. – A morena disse, vendo o seu figurino. Ele era um short verde-musgo desfiado e um top preto com alguns pingentes vermelhos pendurados na parte de baixo. Também tinha uma bota que ia até a panturrilha da garota. – Meus seios não vão caber dentro desse top minúsculo.
— Essa é a intenção. – Ele riu. – Você faz a alegria dos adolescentes Meiko, se é que me entende.
— Argh, que nojo. – Meiko pigarreou.
As roupas de Lucky consistiam em uma regata branca, uma calça jeans com alguns rasgos e um tênis preto. Também tinham alguns braceletes com os mesmos pingentes vermelhos para completar o figurino.
Já o de Gee, era apenas uma bermuda jeans com uma corrente pendurada, um cordão com os mesmos pingentes e um tênis vermelho.
— O Gee vai parecer sem camisa no primeiro clipe? – Meiko perguntou indignada. – Por acaso foi a Toneide que escolheu as roupas dele?
— Quem diabos é Toneide? – Mack franziu o cenho. – E o Gee faz a alegria das garotas. O Lucky também ia ficar sem camisa, mas acho que ele combina mais com a regata.
— É, por que meu tanquinho é só da Meiko. – O moreno riu, levando um tapa de Meiko logo em seguida.
— Ok, a parte dois do clipe é a Meiko andando em diversos meios de transporte. Primeiro é uma bicicleta, depois um avião, depois a parte de cima de um caminhão, e por último um carro. Quando você entrar no carro e fechar a porta, começa um cronômetro pra ele explodir. Então quando estiver bem próximo, você sai do carro e caminha lentamente até um penhasco e...
— Vai ter bungee-jump nessa merda também? – Meiko perguntou.
— Não. Quando você chegar na ponta do penhasco, vai dá pra ver uma floresta escura com várias borboletas diferentes que iluminam ela. – Ele disse. – Claro que eu vou fazer elas no computador.
— Mas e isso de avião, bicicleta... Pra quê?
— Por que na música diz que o limite é o horizonte, e não um mapa de papel. Isso quer dizer que você está tentando de tudo pra se aproximar do horizonte. – Ele diz. – Sem falar que terá uma borboleta negra te seguindo em todos os percursos.
— Que trabalhoso. Ainda prefiro a ideia da animação pobre com a música no fundo. – A morena suspirou.
— E a parte três do clipe...
— O QUÊ? TEM QUANTAS PARTES NESSA COISA? – Meiko perguntou irritada.
— São só três mesmo. Mas nós vamos intercalar as três partes, pra ficarem mudando de parte aleatoriamente no mesmo ritmo da música. – Mack diz. – Então, a terceira parte é você enrolada em um tecido branco presa em uma teia de aranha pelos pulsos e calcanhares. A borboleta negra vai continuar ao seu lado, e uma aranha gigante vai se aproximar de você lentamente. Feita no computador, óbvio.
Ao ouvir isso, Lucky e Gee tiveram uma grande hemorragia nasal e foram até o banheiro se limparem do sangue.
— Isso é uma pouca vergonha, usar meu corpo pra trazer mais sucesso pra banda. – Meiko sentou-se em um banco do estúdio e suspirou. – Bom, vamos ter que apelar pra tudo depois da crítica da japonesa fresquinha no blog dela.
— Quer dizer que você já viu? – Mack perguntou, apoiando-se na parede.
— Sim. O título da postagem era “O lado do Blood Demon que você nunca viu! (E nunca viu mesmo, já que vocês só olham pros seios da Meiko)”. Que vadia estúpida.
— Bom, não temos tempo pra conversa. Vão vestir seus primeiros figurinos que a equipe das câmeras e iluminação já está chegando. – Mack alertou-os.
— Se eu souber que eles colocaram close nos meus seios, eles vão mais do que engolir as câmeras. – Meiko disse, entrando no vestiário com passos firmes.
— Obrigado. – Guii disse, sentando-se no sofá do apartamento. Ninguém havia chegado ainda, só estavam ele, Nicholas e Mel.
— De nada. – Nicholas disse. – Esse apartamento é muito bonito. A Sophie tem bastante bom gosto.
— Nem tanto assim. – Guii revirou os olhos, lembrando-se de Sophie com as roupas exageradas com laços e babados para todos os lados. – Vocês não teriam tanto trabalho se a Brenda não tivesse rasgado o vestido.
— A Brenda é retardada mental. – Mel disse, abrindo a geladeira. – O quê? Só tem vinho e cerveja?
— Essa é a geladeira do Pierre. – Guii disse, rindo. – As coisas de beber mesmo estão no frigobar perto da pia e... VOCÊ NÃO PODE BEBER CERVEJA!
— Ué, por que não? – Mel perguntou, dando uma grande golada na cerveja da lata. – Pede pro Pierre comprar umas melhores, essa aqui tá meio sem gosto.
— Tá, tanto faz. – O garoto disse. – Só estou com vontade de voltar no teatro e enfiar o vestido na garganta daquela garota. Mas não vou por que o tecido foi caro demais pra isso.
Nicholas riu.
— Ah, falado nisso, o que vocês e o Nathan tinham? Eu notei as risadinhas dele. – Guii arqueou as sobrancelhas, curioso. Nicholas esbugalhou os olhos e corou instantaneamente. – Me conta, eu não vou espalhar pra ninguém!
— Eles são ex-namorados. – Mel disse, bebendo sua terceira lata de cerveja. Guii olhou surpreso para Nicholas, que cobria o rosto de vergonha.
— É sério isso? – Guii perguntou. – E eu achando que a Sophie tinha mal-gosto.
— O Nathan é legal, mas ele fica muito arrogante em cima dos palcos. – Nicholas comentou. – Por isso terminei com ele.
— Por que não me disse que era gay? – O garoto de olhos verdes levantou-se do sofá com dificuldade e pegou seu caderno. Fluffy miava com fome, mas Guii ignorou-o.
— Não acha que é cedo demais pra eu admitir isso? – Nicholas arqueou a sobrancelha. Guii deu de ombros. – Além do mais, isso não tem nenhuma importância. A Mel já foi alcoólica com 13 anos e ninguém se importou.
— Nicholas, cala a boca. Ninguém te perguntou nada. – Mel disse, bebendo sua 9º cerveja. O loiro levantou-se e tomou a lata da mão da garota. – Ei! Eu estava bebendo, seu animal!
— Você já está bêbada. – O garoto jogou a lata no lixo e voltou-se ao sofá. – Guii, ainda consegue fazer os figurinos mesmo com o pé torcido?
— Claro, seu idiota. – Mel disse, com o timbre de voz típico de uma pessoa bêbada. – Ele costura com a mão, e não com os pés.
— Eu quis dizer do tipo, ir comprar os tecidos, as linhas... Ele não pode andar direito. – Nicholas respondeu impaciente. Guii riu.
— É, eu não vou conseguir andar direito. – Guii disse, desenhando os futuros figurinos em seu caderno. Nicholas observava atentamente. – Vai dar um trabalho pra eu poder ir comprar as coisas. Oh, eu vou sofrer tanto! Meu pé irá doer cada vez mais! Quem poderá me ajudar?
Guii pousou as costas de sua mão na sua testa, com a cabeça ligeiramente levantada. Uma típica cena clichê de drama.
— Não se preocupe, eu e a Mel vamos te ajudar! – Nicholas sorriu entusiasmado.
— Mantenha-me fora dessa. – A garota cobriu o rosto com a mão irritada. – Eu quero outra cerveja, droga!
— Não. – Guii disse. – Se o Pierre descobrir que nove cervejas dele sumiram misteriosamente, ele não vai descansar até descobrir quem foi que pegou.
— Ai, tá! Agora me deixa cochilar um pouco. – A garota pediu, lançando uma almofada em Guii.
Mitsuki aproximou-se de Sophie com um sorriso macabro e psicopata na face. Retirou um canivete do grande decote de seu vestido, e, apertando um botão oculto, uma grande lâmina surgiu. Sophie estava desesperada, tentando lembrar algum feitiço que pudesse tirá-la de lá. Que ingênua.
A loira ergueu o braço com o canivete na mão, pronta para fincá-lo no corpo de Sophie. A morena fechou os olhos e virou o rosto, esperando que a dor tomasse conta de seu corpo e ver seu sangue escorrer e pingar sobre os tecidos que estavam largados no chão. Porém, a dor não veio.
Quando abriu os olhos, Mitsuki não estava mais lá.
— Joe? O que está fazendo aqui? – Toneide perguntou, irritada. – Já falei que não vou ficar com pirralhos do colégio.
— Fica fria gata, só vim acompanhar você no almoço. – Ele sorriu largo. Toneide revirou os olhos seguido de um longo suspiro.
— Caso não percebeu, eu estou acompanhando ela. – Patch disse, com um olhar fatal. Joe arqueou uma das sobrancelhas e ignorou Patch totalmente, voltando sua atenção à ruiva que o olhava com raiva.
— O que vamos comer? – O loiro sorriu galanteador à Toneide, que observava o cardápio ignorando-o.
— Patch, acho que eu vou querer um espaguete e um suco de laranja. – Ela disse, colocando o cardápio de volta à mesa. O moreno analisou o cardápio com calma e logo depois o colocou na mesa também.
— Vou comer o mesmo, então. – Ele disse. Uma atendente veio, usando um vestido verde com um avental branco e um lacinho vermelho preso ao pescoço.
— O que vão querer? – Mitsuki sorriu gentilmente.
— Eu vou qu...
— Dois espaguetes e dois sucos de laranja. – Toneide interrompeu Joe, com um sorriso satisfeito no rosto. Depois lançou um olhar de irritação ao loiro, que já demonstrava um pouco de irritação também.
— Certo. – A garota anotou. – Você tem seios bonitos.
— Por quê todos falam dos meus seios? – Toneide perguntou ofendida. Mitsuki sorriu e entrou para os fundos da loja.
— Ela nem anotou o meu pedido! – Joe bufou, esticando-se na cadeira.
— Sabe, Patch, estou ouvindo um zumbido no meu ouvido... – Toneide disse sarcástica, sorrindo maquiavélica para o punk. Não demorou muito para que Mitsuki trouxesse os pedidos. Dava pra notar nitidamente que havia algumas bolhas azuis flutuando no copo de Toneide, mas a loira tratou de mexer melhor para que as bolhas desaparecessem. Toneide, distraída, não percebeu.
— Bom apetite. – A loira deu um sorriso malvado e entrou para os fundos do restaurante novamente. Toneide deu de ombros e quis dar o primeiro gole no seu suco. Pegou o copo e aproximou-o da sua boca, divertindo-se com a expressão de tédio na face de Joe.
No primeiro gole, a ruiva caiu desacordada por cima da mesa.
Pierre entrou no apartamento. Guii, Nicholas e Mel ainda estavam lá. O moreno jogou os scripts por cima da mesa e foi em direção ao seu quarto, sem dizer uma palavra.
— Oi pra você também. – Guii disse irônico. Pierre trocou de roupa rapidamente e logo foi à cozinha.
— A Sophie não voltou ainda da loja de bonecas? – Pierre perguntou, com expressão de desdém. Ele podia negar quantas vezes fosse, mas todos podiam perceber que ele se importava com a “pirralha”.
— Ainda não. – Guii disse surpreso, notando a ausência da garota. – Vai fazer o jantar?
— Ei, vê se compra umas cervejas melhores, tá? – Mel pediu, com aquele hálito de álcool espalhando-se pelo ar. Também mal podia ficar de pé – estava se apoiando nas paredes. Pierre olhou Guii com um olhar conhecido como “vou-te-matar-lenta-e-dolorosamente”.
— E-Eu não sei do que ela tá falando... ALIÁS, QUEM É ELA? – Guii fingiu medo. – UMA LADRONA!
— Véi, fala baixo. – Mel pediu.
— E o correto é “ladra”. – Nicholas corrigiu. Guii revirou os olhos, entediado.
— E sim, vou fazer o jantar. Hoje vamos ter lagostas como prato principal. – Pierre disse, levantando as mangas de sua camiseta exibindo seus grandes músculos. Amarrou o avental e notou que os três o observavam. – O que foi?
— Ah, sei lá. Faz tempo que não te vejo cozinhando. – Guii senta-se a mesa com um sorriso aparentemente falso.
— Sempre que você diz isso tenho a impressão que quer saber o que tem pra sobremesa. – Pierre arqueou uma das sobrancelhas, com o mesmo semblante sério de sempre. Guii suspirou frustrado. – Vai ter uma torta de caramelo com castanhas e pedaços de morango na massa.
— Que coisa frescurenta. – Mel comentou. – Bom, vou indo. Não quero chegar em casa e ver meu tio com outra mulher diferente. Já basta aquela que eu expulsei de casa com uma garrafada na cabeça.
— Sua família parece ser bem normal. – Nathan comentou sarcástico, levando um soco no braço pela garota. Guii levantou-se percebendo que alguém entrara também.
— Aqui é a casa da Toneide? – Patch perguntou.
— Sim...
— Ela desmaiou e está no hospital agora.
Sophie batia na porta de Brandon desesperadamente. A imagem de dama já fora há tempos, agora parecia apenas uma cosplayer descabelada e ofegante. Ela precisava avisar para seu primo que a namorada dele era uma psicopata que tentou lhe matar e desapareceu no último segundo. Sem falar nas bonecas macabras e todos aqueles elementos que apenas reforçavam ainda mais o cenário de terror da misteriosa loja.
— Brandon, que bom que você abriu! – A morena abraçou o primo com bastante força, reconfortando-se em seu peito. O maior passou os braços ao redor do pequeno corpo de Sophie, aparentemente estava confuso.
— O que houve? – Ele perguntou, abraçando-a forte também. – Você está pálida. Quer um pouco de chá, calmante, água com açúcar...?
— Eu só quero que você me ouça. – Ela separou-se dele e fitou seus olhos cor-de-avelãs. Em suas bochechas ainda havia rastros de lágrimas e seus cílios ainda estavam umidificados. Alguns fios rebeldes de seu cabelo insistiam em se eriçarem. Sophie pode notar que o tremor de suas mãos havia cessado por alguns momentos. – Eu fui à loja de bonecas e... A sua namorada, Mitsuki, me falou sobre quase a história da minha mãe... Xingou ela e até tentou me matar!
— Você tem certeza? – Brandon perguntou surpreso.
— Ela disse que foi adotada pela minha mãe e agora é minha irmã! – Sophie gaguejava e fazia longas pausas entre as palavras. – Eu estou com medo. Muito medo. Ela tinha uma boneca igual a mim e destruiu ela na minha frente. D-Depois ela... Ela pegou uma boneca da Meiko e da Toneide e... Destruiu elas também!
— Calma, Sophie. – Brandon puxou-a para mais um abraço. – Vai ficar tudo bem.
— Você precisa acreditar em mim. – Sophie sussurrou, com mais lágrimas descendo de seu rosto. – Por favor.
— Eu acredito. – Ele sorriu levemente. – Não se preocupe. Nada de mal vai acontecer com você.
— Eu não me importo comigo! Eu estou preocupada com meus amigos! Se algo acontecer com eles, eu não sei o que faço!
— Calma. Tudo vai ficar bem, eu prometo. – Brandon deu um pequeno beijo na testa da morena e abraçou-a novamente.
— Está pronta, Meiko? – Mack perguntou. – Essa é a última parte, a que o carro explode e você chega no penhasco e...
— Você já repetiu isso umas dez vezes. – Meiko pigarreou, tentando de todos os jeitos colocar seus seios por completo dentro do top, mas parecia impossível.
— Quando você entrar no carro e fechar, automaticamente o cronômetro começará a contar. Você vai pisar no acelerador com toda a força, até chegar bem perto do penhasco. Quando faltar 10 segundos, o motor vai desligar sozinho. Aí você sai, caminha like a boss até o penhasco e o carro explode. Certo? – Mack perguntou.
— Entendi. – A morena revirou os olhos.
— Antes, a nossa técnica vai ver se tem algo errado. – Mack disse, e então uma garota loira com um macacão bege saiu no aglomerado de pessoas com câmeras e holofotes. Mitsuki aproximou-se do carro e ajustou algumas coisas na porta.
— Pronto. – Ela disse. – Nossa! Você tem seios tão lindos e deliciosos. Posso tocar?
— Claro que pode. – Meiko colocou as mãos na cintura e sorriu maliciosa. – Você pode tocar que quiser ter a cabeça arrancada de um jeito lento e doloroso. Que tal?
Mitsuki simplesmente revirou os olhos e voltou a sua posição inicial.
— AÇÃO. – Mack disse. Meiko andou lentamente até o carro, esbanjando sensualidade com sua jaqueta preta com alguns detalhes em strass e o pequeno top que mal cobria seus seios. Abriu a porta, entrou, e fechou-a rapidamente. Logo, o cronômetro ligara e começara a contar os segundos. A garota girou a chave e pisou fundo no acelerador, observando o carro movimentar-se para frente como um raio. Notou que havia outros carros ao seu lado, na qual estavam filmando com várias câmeras de todos os tipos.
Aproximando-se do penhasco, o motor desligou-se. Essa seria a hora de Meiko sair do carro, tendo 10 segundos para isso. Puxou lentamente a alavanca que abriria a porta, mas a mesma continuara fechada. A morena olhou se a porta estava travada, mas aparentemente estava aberta. Empurrou a porta com força, mas nada adiantava.
0:05
Droga! Se estivesse com seus poderes de demônio, poderia facilmente arrombar a porta com apenas um dedo. Era triste sentir-se inútil como os humanos. Socou a janela pra ver se a mesma se quebraria, mas parecia que era blindada. Um pequeno desespero começou a aflorar dentro de seu peito.
0:02
Meiko chutava a porta com uma força inimaginável, mas ela continuava fechada. Olhou para o cronômetro e deu o último suspiro. Do lado de fora, Mitsuki dava um sorriso diabólico.
0:00
Notas finais
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