My Killer | Jikook
1 One
Oriental > 3:56 AM
— Você é mesmo uma vagabunda, imprestável. — Ouvi o tom raivoso de Meu pai gritar da sala. E logo um discussão começar.
Era evidente que isso aconteceria. Na verdade, eu mesmo já previa isso acontecendo. Era sempre assim. Meu pai — que fora sempre viciado em bebidas alcoólicas —, saía no período da manhã, e só voltava mais tarde com uma garrafa em mãos. Sem contar do cheiro de cerveja que vivia impregnado em si.
Minha mãe sempre tentou de todas as formas o fazer parar, mas era questão de uma semana — Ou até mesmo um mês — para que tudo voltasse a tona de novo.
Foi por uma dessas coisas, que minha mãe desistira de tudo, e tomara decisão de acabar de uma vez esse casamento fajuto. Segundo ela, não estava dando mais certo.
— Não dá para ajudar uma pessoa que não quer ser ajudado, meu filho. — Disse uma vez a mim, logo após um longo dia de briga e discussões. — É por isso que acabou, você me compreende Jeon?
— Sim mamãe. — Ela sorriu e logo me deu um abraço em seguida de um beijo na bochecha.
Depois disso, era só esperar o momento do divorcio, que fora marcado por minha mãe mesmo. O advogado Lee até a ajudou com tudo. Mais assim que o papel do divorcio chegou as mãos do meu pai, foi como se tudo fosse água baixo.
— Eu não assinarei divorcio nenhum. — Jogou o papel no chão e saiu da casa sem mais nem menos. Olhei para minha mãe que ajoelhara até o chão, para pegar o papel amassado que meu pai havia jogado. E mais uma vez, lá estava seu semblante entristecido.
Era difícil vê-lá daquela maneira. Aquilo me partia o coração. Por isso fiz o que tinha que ser feito. Corri até ela e dei um abraço apertado, que logo ela tratou de corresponder.
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Quando meu pai voltou, deu inicio a uma outra discussão. — Na qual vocês puderam presenciar logo de inicio. — Só que essa não fora como as outras.
Não era apenas, gritos, xingamentos ou algo parecido. Essa discussão, me causou tanto medo em mim e em minha mãe, que a única coisa que ela pode dizer a mim foi:
— Vá para o seu quarto e tranque a porta. Só saía de lá quando eu lhe chamar. — Tentou me esconder atrás dela enquanto meu pai discutia consigo bêbado.
— Mais mamãe... — Minha voz que saía chorona, aumentava ainda mais a vontade de meu pai querer avançar para me bater.
— Vá logo, e só saía quando eu mandar.
Larguei de sua mão e corri para escadas afim de chegar de pressa em meu quarto e me esconder como sempre fazia. Mais quando ele viu que eu estava tentando fugir, apenas foi atrás de mim.
Quando o vi próximo a mim, meu pé acabou tropeçando e eu acabei por cair entre os degraus da escada. Sua mão fora levantada para me bater, mas foi impedida pela suplica de minha mãe que o segurou com as duas mãos antes que de fato tocasse em mim.
— Tire nosso filho da reta. Ele não tem nada haver com nossa briga. — Foi o que minha mãe disse antes de receber um tapa no rosto.
— Jungkook não é e nem vai ser meu filho. — Estreitou seu olhar para mim, ainda enfurecido— Pensa que eu não sei que você dormiu com outro cara, Sun-hee? Você acha mesmo que eu sou idiota?!
Aquele ponto meu rosto já banhava lágrimas. Lágrimas estas que não paravam nunca de escorrer pelo meu rosto. Não gostava quando eles brigavam. Nunca gostei. As vezes penso em como teria sido se eu tivesse nascido em outra família. Será que eu seria feliz? Ou se, minha mãe tivesse se casado com outro, será que nossas vidas teriam seguido outro rumo?
Eu vivia me perguntando sobre isso sempre que eles brigavam, e agora, nesse momento. O que eu mais queria era que tudo fosse normal. Que meu pai não fosse um alcoólatra e que minha mãe não sofresse tanto por isso.
Agora vendo os dois daquele jeito. Minha mãe jogada no chão pelo tapa que recebera, meu pai me encarando com nojo e eu ali completamente inútil, sem saber o que fazer, me dava ainda mais raiva por aquilo que eu tanto penso não ter acontecido.
— Que? Eu nunca fiz isso contigo, e você sabe muito bem! — Minha mãe indaga enquanto tentava se levantar.
— Como vou ter tanta certeza, sendo que quando eu te achei você era só uma vagabunda que só queria dá?!
Aquela conversa já estava sendo de mais para mim. Por isso, busquei forças de onde eu nem sabia que tinha e fiz o possível para sair dali. Só que mas uma vez fui interrompido pelo meu pai, que me puxou pelo cabelo, me fazendo gemer de dor pelo seu ato.
— Onde você pensa que vai? — Puxou mais uma vez meu cabelo. — Fica aqui e tenta proteger essa imprestável que você chama de mãe.
Minha mãe chorava, e aquilo era a pior coisa do mundo para mim. Vê-lá caída, sem forças era como se meu coração partisse em vários pedacinhos.
Quando fui tentar ajudá-lá, mais uma vez ele me puxou pelo cabelo. Minha mãe viu isso, e foi aí que eu vi pela primeira vez nela um ódio crescer.
— Você até pode me xingar de vagabunda ou do que você quiser, mais deixe Jungkook fora disso.
— E por que eu deixaria? — Ouvi uma risada sarcástica vindo dele.
Nesse momento, ouvimos outro som, só que dessa vez pelo lado de fora. Era a sirene da polícia.
— Você chamou a polícia sua...?? — Ele me largou e segurou o pescoço dela e a encostou na parede com força.
— E-Eu cha...
Nisso a polícia bate na porta, fazendo meu pai desviar brevemente sua atenção para mesma.
— Polícia, abra a porta se não iremos arrombá-lá.
Depois disso, foi como se tudo ocorresse em câmera lenta. Como aqueles filmes de ação. Não sei como, mais a polícia deu um chute na porta fazendo-a ser aberta e revelar eu e meus pais na sala.
Após isso, meu pai é preso. Eu e minha mãe fomos levados de pressa para o hospital. Lá, fui medicado, passei por exames que não deram em nada. — O que foi um verdadeiro alívio para mim — E por último, fiquei até me sentir realmente bem.
Fiquei sem noticia da minha mãe. O que era estranho, pois sempre que perguntava para os médicos eles sempre diziam para eu não me preocupar. Me preocupar com o que afinal? Ela estaria bem, não estaria?
Três dias se passaram desde o acontecimento na minha casa. Nesse período, recebi visitas como minha vó, meus tios. Tanto que no dia em que sai do hospital, eles estavam lá. Eles conversaram comigo e disseram que eu passaria um tempo com eles. Aquilo foi realmente uma ótima noticia, tanto que assim que recebi a noticia, dei um largo sorriso para eles.
— Vou contar a mamãe. — desci da cama cuidadosamente, mais ao mesmo tempo eufórico para contá-lá que finalmente nosso sofrimento havia acabado.
— Jungkook, espera. — Meu tio me chama. — Temos mais uma noticia para te contar.
Não sei por que, mais meu coração logo começou a bater em um ritmo acelerado que me fez realmente temer para o que viesse pela frente. Esse nervoso aumentava ainda mais acada passo que ele dava em minha direção.
— Querido, não sei como lhe dizer isso mais... — Ela e meu tio se entre-olharam me causando ainda mais nervoso. — Sua mãe, ela... Não suportou e, faleceu. — Disse por fim minha tia.
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