My Immortal

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Hello pessoinhas, eis-me aqui com uma songfic deveras triste, me proibam de fazer isso genti!! E.E sempre choro nessas coisas, fico sem glândula lacrimal um dia desse... Estava ouvindo essa música bem antiguinha de Evanescence, My Immortal e me veio essa inspiraçãozinha! Aqui o link da música com a tradução: https://www.vagalume.com.br/evanescence/my-immortal-traducao.html Dedico a vocês, Drastoria fans! Espero que gostem !

Aquela época era chuvosa e turbulenta em pleno Novembro em Londres, mais precisamente na zona nobre bruxa de Wiltshire, Draco Malfoy tinha acordado, já era comum naquela altura de sua vida, ele evitava fechar os olhos porque a sensação de agonia, impotência e dor vinham daquela época em que ele mais desejava esquecer.

Fosse de Dumbledore olhando com pena para si, dizendo que ele não era um assassino ou então de Katie Bell, adoentada nos corredores e ele sabendo que tinha sido por culpa do seu colar enfeitiçado, ou fosse ver o Goyle morrer pelo fogo maldito que ele próprio havia criado, esses eram os sonhos padrão.

Mas de uns tempos para cá, seus pesadelos mais reais eram com Astoria tendo uma crise da sua doença, como se a respiração lhe faltasse e ele sentisse fraco e impotente, como sempre naquela situação.

Era um medo bem real, naquela altura de sua vida era o que mais lhe doía.

Eram tantos pecados, eram tantas revoltas, tanta dor que ele não sabia lidar e sempre tinha ao lado, quem menos merecia, aquela mão gentil e delicada apertava o seu ombro com algo de firmeza como para dizer que estava ali.

E ele sabia que ela estava.

I'm so tired of being here

Suppressed by all my childish fears

And if you have to leave, I wish that you would just leave

'Cause your presence still lingers here

And it won't leave me alone

Ele erguera-se da cama, sob o olhar atento da sua morena, ela tinha um olhar incrivelmente preocupado na sua direcção e ele sentia-se culpado por deixá-la assim, ainda mais ao olhar seu ventre avolumado.

Devia de dar-lhe calma e tranquilidade, não sinais de fraqueza como aquele, dando-lhe um frouxo sorriso, sairá do quarto sob seu olhar nada convencido daquela demostração de sorriso.

Descera as escadas, indo no local que normalmente o acalmava aquelas horas, em frente da lareira, com um copo de hidromel de companhia, ele realmente não queria voltar a dormir, não o desejava de todo.

Sentia as lágrimas formarem em suas pálpebras e num tom forte e repreensor, dissera-se a si próprio.

—Já chega, Draco Malfoy…

—Eu acho que não, Draco…

E aquele tom suave e calmo, ele sabia que era ela, não precisava nem sequer voltar-se para confirmar.

—Não devia de estar dormindo, Astoria?

These wounds won't seem to heal

This pain is just too real

There's just too much that time cannot erase

Mas, como sempre acontecia, ela ignorava metade do que ele dizia e sentava-se na poltrona ao lado dele ao que ele desviava o olhar para a mulher maravilhosa que tinha do seu lado, ela era tão linda.

De longos cabelos castanhos -escuros, seus brilhantes olhos azuis que encaravam as labaredas do fogo crepitar na lareira, de modo que acariciava seu ventre de modo bem carinhoso e distraído. Ela voltara-se para ele, falando bem claramente com um leve sorriso.

—Você também devia de estar dormindo e está aqui, Draco…

Ele dera um frouxo sorriso para o que ela havia dito, não respondera por livre vontade e ela notara.

—Draco…

—Sim?

—Chore…

Voltara o olhar para a esposa, que o encarava naquele momento seriamente e sem ar de quem estava fazendo piada com ele, ou outra expressão jocosa, era claramente um pedido do jeito dela de ser, direto e honesto.

—Não…- Dera por si, dizendo ao que ela sorrira de leve, erguendo-se com algo de dificuldade, devido ao ventre, aproximara-se dele devagar, ajoelhando perto dele, tocando os joelhos ao que ele acarinhara seu rosto com tanto carinho, que ela alongara seu singelo sorriso.

—Você precisa…se libertar…

Ele sentia as suas palavras com demasiada intensidade, engolindo em seco, segurara com firmeza e a colocara em seu colo, alisando-lhe a face.

—Eu te amo, sabia…-Confessara-lhe, ao que ela sorrira feliz e depositara um beijo despreocupado sob os seus lábios ao que ele aprofundara.

—Eu sei …e eu também te amo…e isso significa que te conheço mais do que nunca …- Falara-lhe de modo convicto, ao que ele optara por distrai-la do que havia dito e ela fingia que se deixava levar.

Ele sabia que ela o conhecia, mais do que ninguém Astoria Malfoy conhecia seu coração, suas dores e suas penas, ele nunca conseguia esconder nada dela, era inútil.

Mas tudo que ele precisava para se acalmar, era aquele corpo perto do seu, sua voz sorridente e cheia de vida, seus beijos e sua presença em seus braços, era tudo que ele precisava, não lhe importava os pesos que tinha em sua vida ou os pecados que ainda estava pagando, ela era tudo que importava para ele.

When you cried I'd wipe away all of your tears

When you'd scream I'd fight away all of your fears

And I held your hand through all of these years

But you still have all of me

E anos depois, ele acordara novamente entre pesadelos quase sempre idênticos e contínuos, dessa vez, ele não sentira a mão sob seu ombro como acalmando-o instantaneamente, não mais.

Ele erguera-se repreendendo-se de sentir aquela tremedeira que lhe dera naquele momento, dirigira-se como num ritual único na direcção do local que sempre ia, lareira da sala onde tinha seu copo de hidromel.

Erguera a sua visão para o quadro sob o topo da lareira, encontrava-se dormindo naquele horário, mas acordara ao menor sinal de barulho, mas ao contrário dos quadros da mansão Malfoy, aquele quadro nunca reclamava do barulho, sempre lhe sorria.

—Outro pesadelo, Draco?- Perguntava-lhe o quadro, ao que ele sorrira frouxamente como sempre.

—Sempre sabe, não é Astoria…

—Quase sempre…

Ele sorria amargamente, para a sua resposta e para a expressão angustiada que o quadro de Astoria ficava na sua direcção naquela hora.

—Você precisa chorar, Draco…

—Você é um maldito quadro, não me diga o que fazer, não quero chorar, não vou chorar…

You used to captivate me by your resonating light

Now I'm bound by the life you've left behind

Your face it haunts my once pleasant dreams

Your voice it chased away all the sanity in me

Se ele fosse parar para analisar, era meio ridículo despertar a sua raiva e dor no quadro, mas ele não conseguia parar. Mas, o quadro parecia ter a sabedoria que sua esposa possuirá em vida, porque somente olhava-o com aquela expressão de quem não liga para a grosseria porque sabe a realidade.

—Você precisa…

E quando ele dera por si, vira uma lágrima rolar por seus olhos, mesmo contra a sua vontade, já havia perdido conta da ultima vez que havia chorado e não conseguira conter, dera por si chorando e chorando imenso, como se toda a sua alma precisasse lavar toda a sua dor naquele momento.

Não soubera quanto tempo durara até que voltara seu olhar na direcção do quadro novamente, que tinha lágrimas no canto do olho, vendo o seu sofrimento.

—Porque?

—Porque é o primeiro passo para você seguir em frente…

—Eu não quero seguir em frente…

No quadro, Astoria tinha uma expressão bem triste, como ouvir aquilo lhe fosse doloroso.

—Scorpius casou-se, Draco…você precisa me esquecer, precisa seguir em frente…não pode viver nessa solidão…

—Mas, eu vou e viverei…porque você nunca irá sair daqui…- E como para enfatizar colocara sua mão sob o peito, onde seu coração batia acelerado á medida que ele erguia-se e subia novamente as escadas, sob o olhar desolado e triste do quadro de Astoria.

Fora na sala do piano, onde sua mãe tinha composições e costumava tocar, sozinha e outras vezes com Astoria, antigamente e pegara numa partitura que era sua conhecida, uma das favoritas de ambas, “My Immortal”, começara a tocar.

These wounds won't seem to heal

This pain is just too real

There's just too much that time cannot erase

Ele sabia que não podia seguir em frente, além de não merecer, aquela dor no peito que pujava sem cessar, desde a perda da esposa era a única coisa que lhe mantinha com a sanidade no lugar, sem contar que era a prova concreta do que viver com ela não tinha sido um sonho louco de sua mente.

Ela era a sua rendição e sua parte melhor, sua bênção, como poderia deixá-la ir?

Ele sempre amaria Astoria e ela nunca iria de seu coração.

Notas finais
Se leu até aqui , deixe seu comentário, eles são o alimento do escritor! ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!