My Home is Neverland

10 Conversas do Passado


Notas iniciais
Bem, preciso falar que estarei mudando algumas coisas sobre Peter Pan e de como ele perdeu o poder de voar. Bem... vai ficar um pouco diferente e espero que gostem!

Eu pude fazer algo muito melhor que fizesse com que Pan me soltasse. Por mais que devo admitir que ele beija bem, eu não podia continuar fazendo isso: retribuir. Então, eu mordi seu lábio fazendo com que ele tirasse suas mãos da minha cintura e desses dois passos para trás. Quando olhei para ele, vi uma mancha vermelha em seus lábios. Embora eu não tenha planejado o que ele faria em seguida, eu tinha a razão de que ele ficaria zangado e sairia do seu esconderijo.

Mas sabe o que é engraçado? Ele não o fez, ficou parado tocando na mancha de sangue. Ele devia estar acostumado com a dor, e em meio ao costume, deva gostar disso. Oque é um péssimo sinal.

Eu não tinha o que falar, mas já ensaiava oque falaria se ele gritasse comigo. Eu não tirava os olhos dele e antes que desviasse o olhar, eu vi ele morder o lábio inferior e sorrir. Droga, será que ele não se cansa?

– Selvagem, certo? – Nunca imaginei que ele falaria isso, embora ele seja aqueles tipos de garotos mulherengos, essa era a última coisa que eu podia esperar.

Quando olhei para ele, o vi se aproximar.

– Peter, pare – Digo urgentemente, saindo de perto, para não ter mais aquele problema de ficar com as costas na parede.

– Por que? – Ele perguntou e depois sorriu – Entendi, você ainda é virgem, não é?

Arregalei os olhos e notei que minhas bochechas arderam, queria me enfiar em um buraco. Francamente…

Eu não respondi sua pergunta, apenas cruzei os braços e fuzilei Peter Pan. Mas depois, entendi que estava cedendo – de alguma forma – para ele. Ele queria me deixar furiosa, e eu estava. Não podia demonstrar isso.

Relaxei os ombros e olhei normalmente para ele.

– Já acabou?

Ele sorriu e mas não assentiu.

– Responda a minha pergunta – Ele cruzou os braços e arqueou uma das sobrancelhas, curioso.

Revirei os olhos e pensei se aquilo estava realmente acontecendo.

– Não te devo resposta – Digo friamente e ele se sentou em seu “trono”.

– Então… Você é virgem – Ele concluiu cruzando as pernas e sorrindo.

Cerrei os punhos e me controlei para não acabar com aquele personagem. Falando em personagem, eu nunca pensei seriamente o verdadeiro motivo de Peter Pan ser assim. Nos contos, ele era um verdadeiro príncipe encantado, mas aqui, no mundo real, ele era um vilão, do tipo que assusta as garotinhas.

Ele ficou me olhando, sorrindo. Por que isso tinha que acontecer comigo?

Ficamos um olhando para o outro. Depois de alguns minutos Peter chamou por Felix, que identifiquei como sendo um garoto-perdido. O mesmo, apareceu logo em seguida. Loiro e de uma aparência misteriosa, ele olhou para mim e revirou os olhos. Virei meu rosto.

– Fique com ela – Ouvi Peter dizer. Olhei para ele.

– Por que? Aonde vai? – Quis saber, e de repente, percebi que estava demonstrando que estava preocupada. Droga.

Peter Pan sorriu com aquilo mas não respondeu minha pergunta, apenas desapareceu por um corredor.

Felix parecia incomodado comigo ali, não sei se era ciúmes, ou outra coisa. Tentei me aproximar lentamente, talvez conseguisse tirar algumas respostas do que estava realmente acontecendo.

– O que você quer? – Ele perguntou, cruzando os braços.

– Respostas – Respondi, também cruzando os braços. – Porque Peter Pan está “perdendo seus poderes”?

Felix respirou fundo, mas não respondeu minha pergunta. Tentei outra vez:

– Por que ele precisa que eu acredite nele?

– Por que você é uma arma, é como seu irmão, acreditam. Não foi à toa que vocês vieram para cá.

Franzi a testa e me aproximei.

– Apenas dizemos a palavra “mágica” e viemos para cá por causa de uma sombra estranha – Dei de ombros e Felix riu.

– Você nunca se perguntou o porquê dele não voar?

Engoli seco e neguei com a cabeça.

– Já mencionaram quem foi Thalia? – Ele perguntou e eu neguei com a cabeça, não me lembrando. – Ela era uma Fada, e não foi muito bom, ela se juntou ao Hook e eles acabaram usando magia contra Pan. Ele não podia mais voar, porque tiraram sua sombra, e somente sua sombra consegue fazer isso.

– Por que fizeram isso?

– Ciúmes talvez, ou o Hook fez a cabeça dela, assim como quase fez com a sua.

Engoli seco e me perguntei se Hook era mesmo confiável.

– O que aconteceu com Thalia? – Perguntei curiosa.

Felix deu de ombros.

– A única coisa que sei é que, Peter a baniu de Neverland.

Nesse momento, Peter chegou. Felix foi em direção a saída como se não tivesse acontecido nada. Respirei fundo, e olhei para Pan.

– Aonde foi? – Retornei a perguntar, mesmo que eu não quisesse. Para assim, ele não perguntar o que estava conversando com Felix.

Peter não respondeu, apenas foi em direção a um armário e tirou de lá uma besta. Minha saída estava tão perto de mim, uma arma. Ele olhou para mim.

– Fique…

– Não vou ficar aqui – Disse urgentemente.

Peter Pan estava sério, e minha resposta o fez me fuzilar.

– Isso foi uma ordem, e não um pedido – Ele disse friamente caminhando de volta ao corredor.

– O que vai fazer? – Arrisquei a pergunta.

Peter parou e olhou de relance para mim.

– Vou matar um Pirata.

E assim ele saiu. Corri até onde ele havia ido mas a passagem por onde ele saiu estava trancada. Comecei a chutar e a usar vários objetos para forçar a saída, mas nada funcionou. Fui até o armário e tirei de lá uma espada. Corri de volta para a passagem, mas um grito me fez parar. O grito de dor de Hook.

Notas finais
Espero que tenham gostado ^^