My Hero
1 My Hero
Notas iniciais
Lembram quando Bellatrix torturou Hermione? Pois é, a fic se passa nessa hora, mas é óbvio que está COMPLETAMENTE diferente.
Aconselho que escute: http://www.youtube.com/watch?v=dPvT1ffYm7U
Os olhos de Bellatrix brilhavam e olhavam para seu Lord sentado em um trono de ouro e esmeralda com serpentes entalhadas no mesmo, o olhar frio e superior dele analisava a garota de cabelos castanhos caída no chão com os olhos cor de âmbar quase opacos e sem vida; Hermione Granger chorava silenciosamente com as lágrimas grossas caindo sobre o chão de carvalho negro. A varinha de Bellatrix apontava para o rosto da garota imóvel e indefesa.
_ Quem sabe, Mi Lord, eu pudesse tortura-la... _ Sugeriu Bellatrix, a voz saindo eufórica e angustiante para Hermione. A garota gemeu de dor apenas por sentir que a faca que cortara suas pernas, estava escorregando para dentro do ferimento. Abafou um grito que sairia alto e agudo. _ Oh querida, não reprima, grite! Quero ouvir você sofrendo... _ Bellatrix se virou para ela e deu uma risada esganiçada, mas depois voltando a atenção ao seu Lord. _ E então, Mi Lord?
Os olhos de Hermione foram para o fim da sala, Harry Potter e Rony Weasley estavam caídos no chão imóveis e Hermione temeu ter perdido os dois para sempre, ela se contorceu sentindo a faca enfiar mais nela e ela viu os murmúrios de Harry, ele não estava morto, é claro que não, Voldemort teria o prazer de mata-lo quando estivessem na frente de todos, seria mais humilhante para Harry.
_ Faça o que quiser Bellatrix... _ Voldemort abanou a mão de um modo indiferente e deu um sorriso cruel ao ver os olhos de Bellatrix brilharem e a boca e abrir em um sorriso como o dele.
A varinha de Bellatrix levantou um pouco do pescoço da garota e o sorriso de Bellatrix alargou-se.
_ Crucio. _ A voz saiu cheia de entusiasmo e maldade o veneno contido nelas poderiam simplesmente fazer Hermione chorar de medo, mas a dor angustiante que lhe atingiu em seguida foi maior.
Hermione se contorcia de dor e parecia que cada vez que me mexia a dor aumentava, dessa vez ela não continha os gritos, ela gritava e pedia que a matasse, mesmo que não tivesse consciência que aquelas palavras saiam de sua boca. A faca enterrava cada vez mais em seu corpo e ela podia ouvir Harry gritar por seu nome e a risada de Bellatrix ecoar distante. Então, ela parou, Hermione caiu imóvel no chão e respirava ofegante tentando conter as batidas de seu próprio coração. Ela ouvia a risada dos Comensais e de Bellatrix que já estava a levantar a varinha para lhe fazer outra tortura.
_ Pare! _ Uma voz gritou em meio aos comensais, Bellatrix se virou a tempo de ver o garoto loiro sair entre eles o garoto loiro com feições amedrontadas, Hermione quase chorou ali mesmo. _ Por favor, Bella, pare.
_ Draquinho? _ Ela perguntou, confusa. _ Por que parar?
_ É Draco... _ A voz de Lúcio soou calma atrás dele, como se o testasse. _ Por que parar?
_ E-eu gostaria de tentar... _ Ele disse vendo um sorriso aparecer nos lábios de Bellatrix. _ Gostaria de tortura-la.
A risada Bellatrix ecoou no grande salão e ela o puxou colocando-o onde ela estava segundos antes e dando-lhe palavras de incentivo. Draco observou o rosto da garota a sua frente, os olhos suplicando para que ele não o fizesse. O que acontecera com ela? Não, ele não deixaria nunca fazer isso com sua Hermione.
_ Cru... _ Ele começou devagar, atrás deles olhares ansiosos para o corpo da garota e sorrisinhos maléficos estampados em seu rosto, então Draco se virou e gritou: _ Expelliarmus!
A varinha de Bellatrix voou para longe de sua mão e Draco a pegou, em seguida fazendo o mesmo com Lúcio Malfoy. Como se já soubesse o que faria, Dobby apareceu com Luna Lovegood ao seu lado, a garota desarmava o máximo que podia os comensais enquanto eles batiam com força na parede quase inconsciente. Lutaram com o máximo que pôde, mas Voldemort ainda estavam lá. Ele os olhou com nojo e apontou a varinha para Draco, mas Dobby já aparatava com o grupo de alunos.
O raio verde lançado pela varinha de Voldemort atingiu um de seus comensais ao invés do grupo que sumira segundos antes e ele urrou de raiva.
[...]
Os olhos de Hermione se abriram, ela encarava o teto esbranquiçado e depois o círculo de pessoas em sua volta. Harry tinha um corte em seus lábios e um curativo entre seu nariz e seus olhos, Gina estava o abraçando intacta e Rony abraçando a irmã, ele estava com um enorme corte na bochecha e sujo de poeira, ao lado de Rony estava Luna sem nenhum machucado, mas completamente suja e tinha Dobby, ela tentou sentar, mas foi impedida por Harry que a deitou novamente.
_ Você lembra de algo? _ Gina perguntou, esperançosa.
_ Depois do Crucio que Bellatrix me deu? Nada. — Ela disse, amargamente.
_ Draco te salvou. _ Rony explicou, ainda pensando na possibilidade de isso ter realmente acontecido. _ Ele foi lá e bam! Enfrentou tomo mundo!
_ Espera... O que? _ Hermione perguntou, confusa. _ Por quê?
Luna ia falar algo, mas ela foi interrompida por Molly que apareceu na porta com um sorriso doce.
_ Hermione precisa descansar... _ Disse ela. _ Vamos, saiam.
Eles deixaram Hermione a sós fechando a porta atrás de si. Ela não descansou, considerava aquilo impossível, ela se sentou na cama e sentiu o mundo girar, e então viu algo cair de seu casaco, era uma carta e tinha seu nome com letras perfeitas estrita na carta, mas não tinha quem a enviou, ela a abriu.
“Querida Granger,
Tudo bem, eu deveria dizer que fui eu, Draco Malfoy, que enviei esta carta, mas você possivelmente teria jogado fora sem nem ao menos ler e eu peço, por favor, que você leia então vamos lá. Você deve estar curiosa por que eu lhe salvei, certo? Eu não poderia deixar Bellatrix torturar você, é demais para mim e eu estava sofrendo muito mais que você, acredite, eu tinha que fazer algo. Eu gosto muito de você, Granger, admito e acho que você percebeu, por isso sempre te evitei e te xinguei e agora estou contando tudo por uma carta. Eu fiquei aí por algumas horas com seus amigos esperando você acordar, mas agora eu já estou longe.
Eu me mudei, vou viver como um trouxa até a guerra terminar porque se eu aparecer aí, bem, os dois lados estarão contra mim, mas eu tenho certeza que vocês vão ganhar, torço por isso e não esqueça que eu poderei ajudar, anonimamente, mas uma ajuda de qualquer forma. Então, quando a guerra acabar, eu vou voltar, certo? Vou voltar para que você seja minha, porque eu não vou desistir até que você se torne uma Malfoy e é bom que se acostume com a ideia.
Eu não sou muito de expressar sentimentos e talvez você saiba disso, mas eu te amo muito e quero que você sinta o mesmo por mim, mas não vou pressionar você. Fique salva, com amor, Draco Malfoy”
Os olhos de Hermione encheram*se de lágrimas e ela aperou a carta contra o peito.
_ Eu te amo, Draco. _ Ela sussurrou. _ Volta logo, por mim. Me deixa ser sua Malfoy.
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