My Heart is Yours - Scorpius & Rose
5 Olhos de apaixonado
Notas iniciais
Pov Rose
As aulas começaram faz pouco menos de um mês, e daqui a cinco dias teria uma visita à Hogsmead. Eu quero comprar alguns doces e visitar a loja do meu tio Jorge, é bom ver a família.
Eu estava estudando para os N.O.M.s na biblioteca, quando fui importunada por Malfoy. Ele se aproximou sorrateiramente por trás, pensando que eu levaria um susto. Quando eu percebo que ele está prestes a fazê-lo, digo:
– Boa tarde, Malfoy.
– Como você sabia que eu estava aqui? – ele pergunta, magoado, mas sorrindo.
– Primeiro, não sou surda, nem idiota. Segundo, eu reconheceria seu perfume de longe, é muito forte.
– Ah, Weasley, reparou tanto em mim que até sabe como é meu perfume, né? – ele diz, com um sorriso malicioso.
– Me poupe, Malfoy. É que o cheiro é tão ruim que não tem como não notar. – digo. Imediatamente sua expressão feliz some e no lugar dela volta seu desprezo por mim.
– O que você estava fazendo? Ah sim, estudando, como sempre. E eu? Beijando. Quem está na vantagem?
– Deixe-me ver... Eu. Pelo menos vou obter bons N.O.M.s, enquanto a única matéria que você sabe bem são aquelas que envolvem boca, língua e outras partes do corpo.
Ele vai embora, mas não sem antes me olhar com desdém. Suspiro e volto a estudar, como antes. Mas desta vez não estava cem por cento concentrada na matéria, e sim na lembrança do meu primeiro beijo. Scorpius mentiu para todos quando estávamos no trem de ida para Hogwarts. Eu já fiquei com alguém, já beijei alguém.
E esse alguém foi Scorpius Malfoy.
Pov Lily
Eu saio da última aula do dia (Tranfiguração) e procuro por Rose. Olho no salão comunal, nos jardins, mas não a encontro. Lembro então que o lugar onde ela mais frequenta é obviamente a biblioteca, então me dirijo para lá. Mas, no caminho, sou barrada por um loiro de olhos azuis. Percebo que é Lysander, não Lorcan, pois este é tímido demais para bloquear meu caminho do jeito que este está fazendo agora.
– Olá, Lysander. Algum problema?
– Sim Lílian. Você.
– Eu? Por quê?
– Eu quero saber por que você resiste a mim. Você está apaixonada por alguém?
– Mas você se acha mesmo, hein garoto? Agora só porque você não consegue me beijar eu devo dar satisfações a você.
– Você não deve satisfação nenhuma a mim, pimentinha. E quem disse que não consigo te beijar?
– Se você pudesse, já teria feito.
– E por que eu não posso?
– Porque meus irmãos iriam de matar, você sabe.
– Só me matariam se soubessem, e você não contaria a eles.
Antes que eu pudesse falar alguma coisa, ele se aproximou de mim, colocou uma mão em minha cintura e outra na parte de trás da minha cabeça, me puxou para perto de si e me beijou. Foi calmo, como se nós tivéssemos todo o tempo do mundo e todos os dias de nossas vidas para fazê-lo novamente. No começo, fico um pouco assustada com a surpresa, mas acabo correspondendo. Nossas bocas entram em sintonia, e nossas línguas também. Era como se fossemos feitos um para o outro.
Então me lembro que aquele garoto é um galinha, que ele faz isso com todas e só está me usando. Não passo de mais um brinquedo para ele, mais uma diversão diária. Me afasto dele, interrompendo aquele momento que tinha sido tão bom. Embora não fosse o primeiro menino que já beijei, eu era especial e não deixaria qualquer um se aproximar.
Dou um tapa na cara dele e falo:
– Seu idiota! O que você estava pensando?
– Por que você me bateu?
– Eu só estava sendo usada por você! Você faz isso sei lá quantas vezes por dia, mas eu não vou permitir você entrar na minha vida, para destruir meu coração um dia.
– Eu não estava te usando, além disso, eu se que você gostou. Se não tivesse, não corresponderia.
– Isso não vem ao caso! Seu pervertido!
Saio pisando duro e vou para o salão comunal da Grifinória. Sento em uma poltrona fofa na frente da lareira e fico com um sorriso bobo no rosto. Eu tinha gostado do beijo do Lysander, acho que queria isso faz muito tempo.
Rose entra pelo buraco do retrato e me encontra olhando para o nada.
– Que bicho te mordeu Lily? – ela pergunta curiosa.
– Lysander... – digo sonhadora.
– O quê? Vocês se beijaram?
Conto tudo para ela e termino dizendo que se atrevesse a contar para meus irmãos, eu não falaria com Rose pro resto da vida.
– Pena que você nunca sentiu essa sensação... – digo, com dó dela.
– Na verdade Lily... Eu nunca te contei uma coisa. – ela fala, receosa.
– Não acredito que você já beijou alguém e nunca me contou!
– Foi no primeiro ano, você nem tinha entrado para Hogwarts! Eu não podia contar a ninguém... Não era o tipo de coisa que eu me sentia a vontade para dizer ao Albus ou às meninas.
– Por que não? Ah, agora você vai me contar tudo. – digo brava.
– Calma... Eu estava treinando quadribol, e começou a chover. Tinha poucas pessoas nas arquibancadas, e estas foram embora, com exceção de uma, que tinha a mesma tática que eu tenho: observar e conhecer o adversário no treino dele. Logo eu fiquei toda encharcada e voei até o vestiário. Mas enquanto eu o fazia, eu caí da vassoura e fiquei meio inconsciente. A última coisa que eu vi foram dois olhos cinzentos e um cabelo loiro. Acordei na enfermaria algumas horas depois, não foi nada grave. Essa mesma pessoa que me levou para lá estava de pé ao meu lado, esperando eu acordar. Reconheci-o como Scorpius Malfoy, que papai apontou para mim antes de entrar no Expresso de Hogwarts. Ele tinha dito para eu não me aproximar dele, que seu pai havia sido um comensal da morte e que ele deveria ter os mesmos princípios. Por isso tentei me afastar quando o vi, mas minhas costas estavam doendo demais para tanto. Ele falou para eu não me preocupar, que tudo ficaria bem. Adormeci novamente quando Madame Pomfrey me deu alguns remédios e o expulsou de lá. Quando acordei, me deu alta e as, mas no caminho, tropecei em Scorpius e ele me segurou com uma espécie de abraço. Agradeci e começamos a andar e conversar. Antes de entrar no nosso salão comunal, ele disse que eu era linda e me beijou apaixonadamente. Foi meu primeiro e infelizmente último beijo, nunca mais aconteceu nada parecido comigo até hoje.
Escuto tudo de boca e olhos arregalados, e quando ela termina, digo:
– Então você está me dizendo que a primeira e única pessoa que você beijou em toda a sua vida foi justamente a que mais odeia? Scorpius Malfoy?
Ela fica corada e diz que não o odeia totalmente, que essa rixa entre seus pais era ridícula. Percebo então que eu sempre estive certa: ela gosta dele.
Pov Scorpius
Após de sair da biblioteca, depois daquela pequena briga entre mim e a Weasley, vou para o salão comunal da Sonserina e encontro Lysander com os olhos vidrados no nada. Balanço minha mão na frente dele e pergunto se está tudo bem. Ele acorda do transe e eu rio dele.
– O que foi? – ele pergunta irritado.
– Você, parece um bobo apaixonado. Quem é agora?
– Eu não estou apaixonado! – ele me olha bravo.
– Eu te conheço, Scamander. Você vai me dizer quem é. Por falar nisso, cadê seu irmão?
– O Lorcan? Não sei, deve estar no jardim. Quer falar com ele?
– Sim, preciso de um conselho sobre uma coisa.
– Quer deixar recado? – ele debocha da minha cara.
– Não, obrigado. É particular.
Ele fecha a cara e diz:
– Pois também não vou te contar por quem estou apaixonado.
– Então você admite! Quem é?
– Me fale o que você quer falar com meu irmão.
– Está bem, você venceu. Tem uma ex-namorada dele, Gabi Eaton, que é super difícil. Quero saber como ele fez para arrancar um beijo dela.
– Hm... Ainda não me convenci, mas eu te falo por quem estou apaixonado. Lily.
– O que? A Weasley caçula?
– Sim... Ela me deixa louco, consegui dar um beijo nela, mas em troca recebi um tapa. Amo marrentinhas.
– Você não toma jeito Lysander... Pode deixar que não conto para o Albus. Mas vou ter que bolar um plano para juntar vocês dois.
– Valeu Scorpius, sabia que podia contar com você. Mas e essa história de querer pegar a Eaton? Pensei que você gostasse da Rose.
–Você enlouqueceu? Eu nunca gostaria daquela sabe-tudo. – digo com o olho arregalado.
– Está bem... – ele diz desconfiado.
Eu sabia que nunca conseguiria esconder aquilo dele, mas acho que eu estava começando a me apaixonar pela ruivinha.
Pov James
Eu tive a ideia perfeita e estava louco para contá-la para Fred e para os outros. Uma festa seria ótima para acalmar os nervos de todos por causa das provas. A sala precisa era o local perfeito, e no dia de visita à Hogsmead daria para trazer toda a comida e bebida. Se Rose dissesse alguma coisa para a diretora Minerva, que adora ela, e que a convencesse a deixar essa festa acontecer, seria melhor ainda, já que não correríamos o risco de ser pegos, perdermos pontos para nossa casa e levar de brinde uma detenção. Não tinha como dar errado.
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