My Heart Will Go On
8 Bad Romance
Devo estar vivendo um sonho. Em minha cama eu não conseguia conciliar com o sono. Eu estava eufórico e feliz. Eu estava apaixonado. Por um cara. E eu não poderia amar um.
Não havia problema. Aquilo seria meu segredo e dele. Ninguém precisava saber. Eu me sentia tão feliz ao pensar na primeira letra de seu nome.
Depois de tomar o café sozinho, fui procurar pelos irmãos. Não tive sucesso em minha busca. Apenas às três horas encontrei com Gerard. Ele disse que Mikey passaria o dia jogando cartas para arranjar mais dinheiro. O rebelde então disse que me mostraria suas artes. Fomos até sua pequena cabine. Ela estava cheia de desenhos. A luz do quarto fora apagada, deixando apenas uma vela aromática de patchuli iluminando e perfumando o pequeno cômodo. Senti um leve tremor no corpo. Gerard se aproximou com passos ora firmes, ora hesitantes. Mas faltando pouco, ele puxou meus cabelos, fazendo minha cabeça tombar. Antes que eu esboçasse qualquer reação, ele chupou meu pescoço de pele fina e macia. Eu já estava entregue as carícias, ao perfume e ao suor do meu artista, quando me surpreendi com suas mãos desabotoando minha camisa, de cima para baixo, lentamente. Enquanto ele fazia tal atividade, me enchia de beijos. Quando terminou, tirou a própria camisa velozmente, e partiu com os dedos ágeis para minha calça. Em resposta, também tirei a dele, e me livrei de meus sapatos, ficando quase nu. Gerard me empurrou, fazendo-me deitar na cama. Apagou a vela e veio para cima de mim como um leão faminto. E eu era sua doce presa. Senti sua boca chupando meu corpo. Eu gemia de prazer com suas mordidas de dentes pequeninos. Provavelmente eu iria à loucura aquela noite. Eu já estava deitado e sentia meu sangue descendo para minha virilha. Já notei o quanto Gerard estava excitado. Mordi o lábio. Será que iríamos fazer...?
Sim. Ficamos nus em sua cama, dopados de tesão, entregues à luxuria e ao pecado.
Já estava me sentindo desconfortável. Gerard, então, se levantou e me puxou. Colocou-me contra a parede, e sussurrou palavras doces. Senti seus dedos fazendo desenhos em minhas costas. Respirei fundo quando ele inseriu um deles em mim. Ele foi colocando mais e eu estava sentindo muita dor. Depois de um tempo, ele tirou seus dedos e senti algo maior querendo penetrar em meu corpo. Ia entrando vagarosamente, e doía muito. Gemi baixinho. Ele lambia meu pescoço e chupava o lóbulo de minha orelha. Depois que estava completamente dentro de meu corpo, ficou alguns segundos parado. Depois começou a investir em mim. Agora a dor já não existia mais. Era só amor e prazer. O quarto cheirava a incenso e libido. Meu gatuno tentava encontrar meu ponto doce. E não demorou a acha-lo. Quando ele tocou, céus, me senti no paraíso. Gemi alto como um gatinho novo e senti seus lamurios de prazer. Seus gemidos eram gostosos de ouvir. Ele investiu no meu ponto delicado mais vezes, até chegarmos ao clímax e nos desfizemos juntos. Após sair de mim, se jogou na cama exausto. "ó criança, você realmente é um doce" ele sussurrou.
Deitei junto com ele, e dormimos abraçados entre as cobertas.
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