Notas iniciais
Oi gente! Demorei, mas cheguei! Aqui em casa está o caos. Mas finalmente postarei o proximo cap. Preparem o coração que de agora em diante vai ser tenso! Espero que gostem! Bjos ^_^

– Amor, quem é... – Yoochun parou instantaneamente quando viu quem estava à porta.

– Amor? – O homem disse em tom de sarcasmo.

– Pai? – Yoochun disse involuntariamente, desviando seus olhos rapidamente para Junsu, que mantinha uma expressão curiosa, mas ainda tranquila.

O homem entrou no apartamento caminhando elegantemente e com um ar de superioridade. Olhou em volta e depois parou para encarar o filho.

– É... Parece que você realmente conseguiu se virar sozinho. Sua casa não é das piores.

– O que você quer aqui? – Yoochun perguntou o olhando seriamente.

– Negócios meu filho, apenas negócios. Eu fiquei de olho em você nos últimos dias, andei descobrindo umas coisas interessantes sobre sua nova... Hum... Vida. – o homem disse a última palavra direcionando seu olhar frio para Junsu. Imediatamente Yoochun se colocou a frente ao namorado, impedindo que seu pai o encarasse.

– Que bom então, me poupou o trabalho de ter que te contar. Mas já que está aqui, esse é Kim Junsu, meu namorado. – Yoochun disse friamente dando a mão ao menor e o colocando ao seu lado.

Junsu que ainda estava alheio àquela cena toda, se deixou levar pela mão do namorado. Arrepiou-se quando o homem mais velho o encarou com um olhar enfurecido. Involuntariamente voltou a se posicionar atrás de Yoochun.

– Namorado? E pelo jeito vocês moram juntos.

– Sim, há muito tempo. E pelo o que eu me lembre o senhor não tem nada haver com isso, certo? Ou já se esqueceu do nosso trato?

– Não, eu não me esqueci, mas eu não imaginava que sua concepção de independência total de vida significava virar um gay e sair por aí se exibindo para todo mundo com esse aí à tiracolo.

– O senhor, por favor, respeite o Junsu! Está na minha casa e ele é meu namorado. Se veio nos ofender, saia agora! – Yoochun cuspiu cada palavra.

– Eu não vou. Precisamos ter uma conversinha. Não estou gostando nada dessa sua vidinha, está acabando com a minha imagem. Já vieram comentar comigo que tinham visto o meu filho, o meu único filho, de mãozinha dada com outro homem andando na rua. Imagina a minha decepção e a vergonha que fiquei! Isso é um absurdo!

– Eu não tenho nada haver com o senhor e com seus negócios. Pouco importa o que as pessoas dizem ou pensam.

– Só que para mim importa e nós vamos acabar com essa palhaçada agora. Eu quero essa moleque fora daqui agora! – o homem apontou para Junsu.

– Mas nem pensar, quem tem que sair é você! – Yoochun aumentou o tom de voz. – O Junsu mora aqui e não vai a lugar nenhum.

– Então tudo bem, eu vou, mas já deixo avisado. Marquei seu casamento com a filha dos Shin, será no mês que vem. E não há desculpa dessa vez, você vai se casar com ela. Será ótimo para minha imagem e também para os negócios. Portanto trate de se livrar desse aí.

– O que? Que ridículo! Você vem na minha casa, me ofende e ofende o meu namorado e ainda acha que pode me obrigar a fazer o que você quer? Eu tenho 26 anos e você não manda mais em mim. O trato foi assim, independência total se eu conseguisse consertar aquela droga de empresa que você tinha! Eu fiz e pronto. Por que isso agora?

– Porque eu não vou permitir que meu único herdeiro saia por aí manchando o nome da minha família desfilando com um homem e dizendo que é viado! – o homem perdeu a paciência e aumentou o tom de voz.

– SAI DAQUI AGORA! – Yoochun gritou e abriu a porta para o homem sair. – Sai, se não te coloco para fora!

– Estou indo, mas você está avisado. Seu namoradinho vai ser o primeiro a saber do que seu pai é capaz quando quer alguma coisa. – o homem disse em tom gentil e saiu do apartamento.

Yoochun ficou parado no mesmo lugar. Sua respiração estava descompassada e suas mãos tremiam. Junsu , que ainda estava no mesmo lugar, se aproximou do namorado e o abraçou bem forte. Não disse nada, até porque nem sabia o que falar depois de presenciar tudo aquilo. Nunca soube que Yoochun tinha problemas com o próprio pai.

– Calma Yoo... Ele já foi, por favor, se acalme. – Junsu pediu sem ter outras palavras para dar ao namorado.

– Ele é... Ele é desprezível. – Yoochun disse rangendo os dentes pela raiva que o consumia. Abraçou Junsu e o apertou em seus braços. Por um momento as palavras de seu pai ecoaram em sua cabeça.

“Seu namoradinho vai ser o primeiro a saber do que seu pai é capaz quando quer alguma coisa.”

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Uma semana se passou desde que Jae soubera que Changmin era tio de Junho. Em casa estava tudo bem. Junho estava mais sociável e estava chorando menos durante as noites. Sempre que chorava, ele pegava o presente dado por Yoochun e o apertava em suas mãozinhas. Jae e Yun se deitavam ao lado dele e contavam histórias e cantavam, até o pequeno adormecer.

Jae soube por funcionários da livraria que Changmin não apareceu para trabalhar desde a discussão que tiveram. Não gostou disso, apesar do desentendimento, o outro era um bom funcionário e faria falta. Mas achou melhor assim, até resolverem definitivamente aquela situação. Pediu à outro funcionário para assumir a gerência até tudo aquilo acabar.

Yun andava muito impaciente e nervoso. Temia que algo saísse errado e tivessem que abrir mão de Junho. Em casa tentava ao máximo parecer tranquilo, queria manter a cabeça fria para apoiar o marido que não conseguia esconder de forma alguma sua tristeza.

– Jae? – Yun chamou depois de minutos de silêncio na sala. Ouviam apenas o barulhinho do lápis arranhando o papel no qual Junho estava desenhando.

– Sim, meu amor.

– Vamos viajar?

– Hã?

– Sair por uns dias. Não estou aguentando mais essa situação. Vamos sair por uns dias, só nós três. Acho que não teremos problema algum, Changmin não deu sinal de vida até agora.

– É, seria bom passarmos uns dias fora dessa bagunça né... Mas para onde vamos?

– Não sei, qualquer lugar, não precisa ser longe. Só quero sair daqui. – Jae então percebeu a angústia que Yun estava tentando ocultar nos últimos dias. Ele também sofria, mas tentava se manter forte para o bem da família.

– Já sei meu amor! – Jae disse dando um pulo ao lado de Yun no sofá. – Tem uma pousada na saída da cidade. Podíamos passar uns dias lá, que tal?

– É, seria bom. Vamos depois de amanhã? Será sábado, nós podemos ir bem cedo e voltar na quarta-feira. Para mim é mais tranqüilo o começo da semana lá no trabalho.

– Pode ser. Eu vou começar a organizar as coisas. – Jae disse saindo em disparada pra o quarto de Junho, arrumaria as coisas do filho primeiro.

Mas antes disso, ligou na livraria e informou que viajaria dali dois dias e que se precisassem era para ligar para Junsu. Também ligou para o melhor amigo para avisar.

– Mas me conta Junsu, você conseguiu resolver as coisas com o Yoochun? – Jae disse ao telefone enquanto arrumava as roupinhas de Junho na mala.

– Sim Jae, foi difícil, mas consegui falar. E sabe, eu que fui bobo, o Chunnie é muito fofo e me disse que quer uma família também.

– Eu te disse Su, é só conversar. Agora então está tudo bem, né?

– Ah, nem tudo. O pai do Chunnie veio aqui e eles brigaram. Eu não entendi direito, pois o Chunnie ainda não falou comigo sobre esse assunto. Mas parece que ele e o pai tem uma relação péssima e o pai dele exigiu que ele se afastasse de mim, pois não queria um filho gay. Até falou sobre um casamento arranjado, mas o Chunnie simplesmente colocou ele pra fora aqui de casa. Agora nem sei mais o que acontece com eles.

– Que chata essa situação Su. Mas calma, o Yoo te ama e não vai deixar o pai estragar isso. Calma que tudo dá certo. Olha, eu vou desligar, estou arrumando as coisas para a viagem. Qualquer coisa me liga tá? E cuidado com esse pai do Yoo, não sei, mas pelo que você disse ele é traiçoeiro, com certeza vai aprontar para cima de vocês.

Jae desligou e voltou a arrumar as coisas. Passou a tarde toda de um lado para outro arrumando tudo para a tal viagem. Só parou para preparar o jantar.

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Junsu desligou o telefone e ficou pensando sobre o que falara com o amigo. Resolveu conversar com o namorado assim que ele chegasse do trabalho, precisava saber exatamente o que aconteceu com entre ele e o pai. Aquela situação estava tirando seu sono e percebeu que Yoo andava muito triste também.

– Su? – Yoo chamou assustando Junsu que estava na cozinha ainda com o telefone na mão pensando. Olhou no relógio e percebeu que estava ali parado há mais de trinta minutos.

– Oi meu amor! Chegou cedo? – Junsu disse abraçando o namorado que entrou na cozinha.

– Estou cansado, então resolvi vir mais cedo. E você? O que está fazendo?

– Nada de mais, eu estava com o Jae no telefone. Eles vão passar uns dias fora, numa pousada. Parece que estão muito nervosos com a situação do Junho.

– Imagino, eu ficaria também. Mas e nós? O que quer fazer hoje? Temos o resto da tarde e a noite. Que tal sairmos um pouco hein? Faz tempo que não jantamos fora.

– Sim, faz tempo. Vamos ao shoppping primeiro? Preciso comprar umas coisas, depois podemos ir direto jantar, que tal?

– Ok, vamos. Vai lá se trocar, vou te esperar aqui.

Junsu saiu rapidamente para o quarto. Ficou feliz pelo ânimo do namorado ter melhorado. Arrumou-se rapidamente, mas quando chegou na sala, encontrou Yoochun sentado, de olhos fechados e braços cruzadas sobre o peito. Sua cabeça estava tombada para trás, apoiada no encosto do sofá. Junsu ficou um tempo olhando o outro, observou seu peito subindo e descendo conforme sua respiração. Lentamente uma lágrima brotou no canto do olho de Yoochun e desceu por seu rosto até seu pescoço.

Junsu sentiu um frio percorrer-lhe a espinha e andou até o namorado, sentando em seu colo e apoiando a cabeça em seu peito. Yoochun se assustou com a ação do outro, mas logo o abraçou.

– Chunnie, converse comigo. Desde que seu pai veio você está assim. Às vezes desabafar faz bem, sabia? Não quer falar sobre isso? – Junsu disse acariciando o rosto do maior.

– Junsu... Eu não consigo esconder nada de você não é... – Yoochun suspirou apertando os braços em volta de Junsu. – É tão difícil para mim, mas acho que você tem que saber de tudo. Afinal, você é meu companheiro e é com eu quero ficar para o resto da minha vida. – Junsu sentiu o calor das palavras de Yoochun inundarem seu coração.

– Então fala, me conta o que aconteceu.

– Meu pai sempre foi assim ignorante. – Yoochun começou depois de alguns minutos de silêncio. – Você viu aqui aquele dia. Ele se acha muito poderoso e quer mandar em todo mundo. Quando eu tinha 19 anos ele queria me obrigar a casar com a filha de uns amigos da família, por puro negócio mesmo. Eu até te contei lembra? – Junsu balançou a cabeça positivamente. – Então, essa moça não era uma pessoa ruim, mas eu nunca a amei. Então um dia acabei brigando com meu pai e disse que eu não me casaria. Ameacei sair de casa e desaparecer para sempre, mas ele tentou me amarrar de novo propondo um trato. Meu pai é dono de muitas negócios espalhados pela cidade e uma empresa de cosméticos dele estava com problemas e quase falindo por causa de um gerente ladrão. Ele me propôs que se eu conseguisse tirar a empresa do vermelho, ele deixaria eu ir e me daria uma pequena quantidade de dinheiro só para eu começar uma nova vida, sem depender dele.

– E pelo jeito você conseguiu. – Junsu disse se ajeitando no colo do maior.

– Sim, e meu pai não esperava por essa. Eu estava na faculdade e tinha pouco tempo para me dedicar à tal empresa, mas eu queria tanto me livrar daquela vida que passava noites e mais noites em claro olhando todos aqueles documentos e balanços da empresa. Me reuni várias vezes com meus professores para que eles me orientassem em algumas questões. Mas meu pai não imaginou que eu me dedicaria tanto e conseguiria erguer a empresa novamente. Ele me deu um ano e em seis meses a empresa já tinha lucros e propostas de compra. Meu pai não teve escolha e teve que cumprir o trato. Depois que peguei meu dinheiro, sumi de casa e não o procurei mais.

– Mas e sua mãe?

– Ah, ela faleceu na época que ainda cursava a faculdade. Ela tinha câncer e essa ignorância constante do meu pai não ajudou em nada em sua recuperação.

– Ah Chunnie, sinto muito.

– Tudo bem, já faz muito tempo. Então, eu aluguei um apartamento e comecei a trabalhar no escritório de um conhecido. Meu apartamento não tinha nada, só uma geladeira, um fogão e um colchão. Guardei todo o dinheiro que eu ganhava por quase um ano. Depois disso abri a minha empresa em sociedade com um antigo professor. Deu muito certo e logo estávamos ganhando dinheiro. Depois de um tempo ele se aposentou e me vendeu a parte dele, por isso hoje sou o único dono. E meu pai nunca aceitou minha ascensão muito bem, achou que eu dependeria para sempre do dinheiro dele. E agora ele aparece com essa conversa louca de que quer que eu me case. Mas eu não vou ceder.

– Eu sei como deve ser difícil, mas eu estou aqui. Não vou deixar você de jeito nenhum. Você é meu para sempre. – Junsu disse acariciando o rosto de Yoochun suavemente.

– Eu sei meu amor, e eu serei seu para sempre. Nada vai mudar isso. Agora vamos passear? Precisamos de um pouco de alegria aqui não?

O casal se levantou e saiu de casa, de mãos dadas e com sorriso estampado no rosto. Que viessem os problemas, o amor seria sempre mais forte.

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Era noite, Jae, Yun e Junho estavam na sala assistindo desenho animado. Viajariam na manhã seguinte para a pousada.

– Yun, acho que eu vou na padaria comprar alguns doces. – Jae disse de repente.

– Mas agora? Já está tarde. Não tem nada lá na dispensa?

– Tem, mas só ingredientes. Não estou a fim de cozinhar agora e a cozinha já está limpa para viajarmos.

– Quer que eu vá?

– Não, eu vou lá rapidinho. Você quer alguma coisa?

– Não, obrigado. Junho quer alguma coisa? O appa Jae vai na padaria? — Yun perguntou ao pequeno que não estava prestando atenção.

– Doceee! – o pequeno disse alegremente fazendo os outros dois rirem.

– Hum, tem gente que está ficando viciado em doces que nem o pai. – Yun disse baixinho para Jae.

Jae deu um beijinho em Junho e em Yun e se encaminhou para porta.

– Appaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!! Eu quero ir!!! – Junho correu e grudou nas pernas de Jae.

Jae parou por um instante com a mão na maçaneta. Não acreditou no que tinha acabado de ouvir. Yun por sua vez até prendeu a respiração para prestar atenção no que houve ali.

– Appa? – Jae disse baixinho olhando para o pequeno que ainda estava pendurado em sua perna. – Yun, você ouviu isso?

– Ouvi meu amor, ele te chamou de appa... – Yun disse sorrindo.

Jae tomou o pequeno nos braços e o apertou contra o peito.

– Ah meu anjinho, você me chamou de pai!

Junho não entendeu nada, fez força para se soltar e voltou correndo para Yunho.

– Appa, o appa Jae tá me apertando... – disse fazendo biquinho.

Novamente Yunho e Jae ficaram perplexos, não esperavam que Junho já os chamasse de pai, sendo que o garoto sempre evitou falar sobre pais. Sempre chamava pelos dois puxando a roupa ou os cutucando.

– Ah meu amor, ele nos chamou de pai. Não acredito nisso! – Jae disse correndo e abraçando os outros dois.

– Appa Yun, o appa tá me apertando de novo... – Junho reclamou franzindo a testinha.

– Appa, quero doce, vamos... – Junho pedia ainda sendo esmagado pelo abraço.

– Vamos então. – Jae se levantou e pegou pequeno pela mão. – Hoje você escolhe o doce, tá bom?

– Ebaaaaaaaaaaaa... – o pequeno saiu saltitando pela porta.

– Tomem cuidado vocês dois, está muito tarde e pode ser perigoso ficar na rua.

– Pode deixar meu amor, rapidinho nós estaremos de volta.

Os dois seguiram para a padaria a pé. O comércio era pertinho, na mesma rua e o ar da noite estava gostoso.

Chegando lá, compraram pudim, rosca recheada, uma caixa de chocolate e um monte balinhas e pirulitos. Jae não resistiu à atender a todos os pedidos do pequeno, tamanha era sua felicidade. Voltaram de mãos dadas e rindo, cantarolando a música do desenho que estavam assistindo antes.

Quando estavam quase chegando no portão do condomínio, Jae foi surpreendido por mãos fortes em volta de seu pescoço. Tentou lutar, mas levou um chute no estômago e caiu, não conseguindo manter sua mão segurando Junho. Chamou mais uma vez pelo pequeno, mas quando conseguiu enxergar novamente em volta, o garoto não estava mais.

Levantou correndo e procurou nos lugares próximos, mas não viu nada. Pegou o telefone e ligou para Yun.

– Yun!

– Oi Jae, o que foi?

– Chama a polícia agora, alguém levou nosso filho! – Jae disse entre as lágrimas que teimavam em cair.

– Como assim Jae, quem levou? – Yun disse alterando a voz.

– Não sei Yun, só chama a polícia, rápido! – Jae disse desligando telefone e correndo para casa.

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Numa casa não muito longe do centro de Seul, Changmin preparava o quarto para a chegada da criança.

– Ele será muito mais feliz aqui. – pensou em voz alta.

Escutou o barulho do motor do carro do lado de fora e foi ver se era quem esperava.

– Por que ele está desacordado? – perguntou fechando a cara para os dois homens que mantinham um garoto no colo.

– Ele não podia sair gritando por aí né. Alguém podia ver e saber que estava sendo forçado a vir com a gente.

– Mas precisava fazer isso? É só uma criança! Andem, me dêem ele aqui, e tomem o dinheiro de vocês. Sumam daqui!

Changmin pegou o pequeno nos braços e o levou para o quartinho preparado com muito carinho. Enconstou a porta e foi preparar um lanche, estava faminto, pois ainda não havia jantado.

Algumas horas depois foi surpreendido pelo grito vindo do quarto do pequeno.

– Appaaaaaa!!! – o menino estava sentado na cama e chorava muito.

– Shiiii! Calma! Sou eu, o tio Chang. Lembra?

Mas o menino não parou. Continuou a gritar pelos pais, até o seu pequeno corpo não aguentar mais e adormecer.

Changmin notou que a criança segurava um pequeno objeto nas mãos. Tirou das mãozinhas frágeis e viu o pequeno globo com uma casinha dentro. Não prestou atenção nos detalhes, apenas colocou de volta na mãozinha da criança e saiu dali.

– Ele já chama aqueles dois de pai? – sussurrou pra si mesmo. Por um instante pensou que podia ter feito a escolha errada trazendo o garoto a força.

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Após o passeio shopping, Junsu e Yoochun foram comer em uma pizzaria. Estavam felizes , mesmo com os últimos acontecimentos. Após jantarem foram caminhar de mãos dadas. Viram uma pracinha de longe e Junsu com seu jeito criança de ser, saiu correndo chamando pelo namorado.

– Vem Chunnie! – Junsu dizia olhando o namorado e andando de costas enquanto atravessava a rua.

Yoochun não pode deixar de sorrir, era hipnotizante ver o sorriso que de Junsu chamando por ele. Ele era tão lindo, tão doce, tão angelical. Mas sua alegria morreu quando viu um carro em alta velociade ir de encontro à Junsu, que ainda o chamava sorrindo.

– Junsuuuuuuu! – Yoochun gritou e correu até o namorado, se jogando sobre ele. Os dois caíram um pouco a frente e viram o carro passar direto pelo local exato onde Junsu estava à poucos segundos atrás.

– Chunnie... Junsu gemeu assustado ainda olhando fixamente para o carro que sumia na esquina. – O que foi isso?

– Eu não sei meu amor... Eu não sei. – disse abraçando o menor. Mas por dentro só uma pessoa martelava seus pensamentos.

“ Pai...”

Notas finais
Bem, tenso não é... *medo* Prometo postar o proximo rapidinho para niguém morrer do coração. kissus