My Heart In Your Eyes

11 Aumentando a família


Notas iniciais
Oi pessoal!Primeiro, muito obrigada pelos reviews, adoro vocês!Me perdoem pela demora. Tive uma avalanche de idéias para a história e tive problemas em colocar tudo para fora.Anyway... aí está mais um cap. O começo de uma nova fase na vida dos meus queridos personagens.Espero que gostem.

Quando o sol finalmente despontou completamente no céu, o casal se retirou de volta para o hotel. Ainda tinham dois dias para aproveitar na ilha. Depois que voltassem para casa, teriam que se organizar para a chegada de um novo membro na família.

Jae acordou com o toque dos lábios de Yunho em sua pele. O moreno distribuia beijinhos suaves pelos ombros e costas do namorado que dormia de bruço.

– Bom dia amor da minha vida! – Yunho sussurrou no ouvido do outro.

– Bom dia... hum... que preguiça, que horas são?

– São nove horas meu amor. Temos que nos levantar, daqui a pouco o Junsu e o Yoochun passam aqui.

– Só mais cinco minutos...

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Já haviam passado dois dias desde que chegaram da viagem à ilha. Yunho e Jae estavam imensamente felizes pela nova fase de suas vidas. O casamento simbólico havia fortalecido como nunca o amor entre ambos e havia também a novidade de serem pais. Yoochun e Junsu já sabiam da novidade mesmo antes que Jae, foram os primeiros a apoiar a idéia de Yunho construir uma família com o namorado, agora0 “esposo”.

Naquele dia os quatro amigos haviam combinado de saírem à procura de um novo apartamento para os recém casados, pois precisariam de uma casa maior para receber o pequeno Junho. Junsu e Yoochun chegaram super animados na casa dos amigos e os arrastaram para a rua rapidamente.

– Su, vamos aproveitar e dar uma passada lá na livraria? Eu não fui lá essa semana ainda. – Jae sugeriu quando já estavam dentro do carro, com Yoochun ao volante.

– Nossa, é mesmo Jae. Eu também não fui lá. Amor, se importa se pararmos lá um minuto?

– Claro que não. Vamos lá.

Os quatro chegaram à livraria que já estava movimentada. Todos os funcionários estavam ocupados, mas Jae percebeu que o mais importante deles, o gerente, se encontrava atrás de um balcão com a cabeça baixa e os braços cruzados sobre o peito.

– Oi Chang! Tudo bem? – Jae se aproximou enquanto Junsu saiu andando para dar uma olhada nos outros funcioários. Yoochun e Yunho ficaram na porta conversando.

– Hã? Oi Jae, tudo bem? Não te vi chegar. – sorriu sem graça.

Jae então notou que o rosto de Changmin estava inchado e levemente rosado, indicando que este havia chorado.

– Chang, o que foi? Você não está bem, desde o meu casamento que você está assim. Está acontecendo alguma coisa?

– Não Jae, estou bem. Só preocupado. – as lágrimas ameaçaram cair novamente e Chang se viroude costas para esconder isso.

– Chang... – Jae tocou o ombro do outro e o fez se virar novamente. – Desabafar faz bem, sabia? Não fique sofrendo sozinho, converse comigo, quem sabe eu não possa ajudar.

As lágrimas de Changmin então vieram à tona. Jae abraçou o outro sentindo pena pelo desespero e tristeza que este demonstrava naquele momento.

– Você sabe que eu tenho uma irmã mais velha Jae... – Changmin começou a falar em voz baixa, quase sussurrando.

– Sim, eu sei. Aconteceu algo com ela?

– Ela ficou grávida há cinco anos atrás e teve um menino. Só que ela nunca cuidou direito dele, minha mãe é que fazia isso por ela. Nós nem sabemos quem é o pai, achamos até que nem ela mesma sabe, pois teve uma fase rebelde onde ela saía com um monte de caras. Mas há seis meses atrás a nossa mãe faleceu.

– Mesmo? Por que não disse nada Chang? Não sabia disso, sinto muito mesmo. – Jae disse o abraçando novamente.

– Foi tudo tão rápido que eu nem falei para ningém. Mas enfim, minha irmã disse que não queria cuidar sozinha da criança e eu falei que iria ajudá-la. Ela aceitou, mas eu achei estranha a facilidade que foi convencê-la. Então há dois meses ela saiu de casa deixando apenas um bilhete dizendo que ia levar meu sobrinho para morar com ela em outra cidade. Desde então não o vi mais. Só que eu a vi andando na rua aqui, tentei alcançá-la, mas ela entrou num táxi e sumiu de novo.

– E seu sobrinho?

– Esse é o meu problema Jae, não sei onde o garoto está. Ela estava sozinha quando eu a vi, estou com medo que ela tenha deixado meu sobrinho em qualquer lugar, ou dado ele para alguém na rua. Não sei o que fazer.

– Por que não foi à polícia?

– Eu fui, mas eles disseram que ela deixou o bilhete dizendo que estava partindo e como a criança é dela, eu não podia fazer nada até provar que ela abandonou o filho. Estou em desespero, não sei onde procurar mais, meu sobrinho pode estar largado por aí e eu aqui, sem poder fazer nada.

– Calma Chang, você vai encontrá-lo. Olha, se eu puder ajudar em algo é só falar. Não fique assim. – Jae disse colocando a mão sobre o ombro do outro. Sentiu um leve frio na barriga, mas ignorou a sensação. Por um momento pensou em Junho, ele também havia sido abandonado e precisava muito de carinho e atenção. A ansiedade para estar com seu filho em casa aumentou de repente.

Quando os quatro amigos estavam novamente dentro do carro, Jae contou a história de Changmin.

– Por isso ele estava com aquela cara no casamento... – Junsu pensou alto.

– Estava? – Yun obviamente não tinha visto.

– Estava. E sabe, nos desculpe por falar Yunho, mas o Junsu e eu achamos que o Chang estava apaixonado pelo Jae. Pois era a única explicação para a cara que ele estava no casamento.

– Como assim? – Yunho se surpreendeu com a declaração de Yoochun e se endireitou no banco traseiro do carro.

– Hey, calma! Nós só pensamos nessa hipótese, mas como você viu, nós pensamos demais.

– Que bom, porque o Jae é mais que comprometido agora. – Yunho disse passando a mão pela cintura do esposo que estava ao seu lado dando gargalhadas.

– Ah Yun, você fica tão lindo quando está com ciúmes. – Jae passou a mão pelo rosto do moreno o fazendo corar.

– Fiquei mesmo. Não quero nem saber de outra pessoa gostando de você assim. – Yunho declarou sério fazendo com que todos caíssem na gargalhada.

–Ué, o que foi? Estão rindo de que? Nunca falei tão sério em minha vida.

O dia passou rápido. Entre muitas visitas à apartamentos à venda e imobiliárias, os rapazes pararam para almoçar e também para gastarem um pouquinho comprando presentes para o pequeno Junho. Junsu estava tão empolgado que parecia ser ele o pai da criança. Compraram alguns brinquedos e alguns itens necessários, como roupas, produtos de higiene, e até arriscaram comprando os móveis do quarto do garotinho.

Ao final da tarde, estavam todos exaustos. Nenhum apartamento havia agradado Jae. Yunho deixou que ele escolhesse e a única coisa que pediu, foi um apartameto que tornasse a vida dele prática, afinal ainda não sabia quando voltaria a enxergar.

Estavam indo visitar o último apartamento do dia. Depois desse, iriam embora e procurariam mais no dia seguinte. Mas ao entrar no imóvel, a previsão tornou-se desnecessária. Jae ficou parado à porta como uma estátua e seus olhos brilharam imediatamente ao observar o espaço que se seguia.

– É perfeito. – Foi tudo o que disse antes mesmo de dar o próximo passo.

– Mas já? – Yun estranhou. – Nós nem entramos ainda. É bom assim?

– Meu amor, você nem imagina. É lindo! O piso é todo branco, as janelas são enormes molduras de vidro. É tão iluminado, tão bonito... – Jae começou a andar puxando Yunho pela mão.

– Vamos ver o resto meu anjo. Temos que verificar os outros cômodos. – Yun deixou-se ser levado pelo outro.

– Sim vamos.

– Eu falei que o Jae iria gostar. – Yoochun cochichou no ouvido de Junsu. Ele que havia indicado o edifício aos amigos.

– Como você sabia Yoo?- Junsu o encarou curioso.

– Eu já morei neste prédio, mas não neste andar. Eu gostava muito daqui.

– Por que se mudou então?

– É que o apartamemto que eu moro está mais próximo do trabalho. Facilita muito, mas não me desfiz do meu apartamento daqui. Ele está alugado, mas ainda é meu.

– Sério? Você é dono de um desses apartamentos?

– Sim. Só não indiquei o meu para os meninos, porque o aluguei. Mas depois de algumas ligações descobri que tinha este aqui à venda.

–Ai meu amor, você é tão maravilhoso. – Junsu o abraçou e selou os lábios de Yoochun.

Enquanto isso Jae e Yunho andavam pelo imóvel para ver todos os detalhes. Jae descreveu cada pedacinho para que Yunho entendesse como era o lugar. Havia três quartos, todos suítes, uma sala de televisão, uma sala de jantar, um escritório e uma imensa cozinha planejada que fez Jae dar pulos de alegria e todos os quartos e a sala possuíam varanda. Tudo era muito iluminado devido as grandes janelas de vidro que havia em quase todos os cômodos. Não tiveram dúvidas em momento nenhum, aquele era o lugar que construiriam sua família.

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Faltava pouco para a grande chegada de Junho. Yunho e Jae já haviam mudado para o novo apartamento. Os últimos dias tinham sido agitados e cansativos. Depois de sentarem com um papel, uma calculadora e um lápis à mão, Jae e Yunho planejaram cada compra e cada dívida que estavam fazendo. Afinal, o apartamento que estavam comprando não era barato e teriam muitas despesas para comprar tudo o que era necessário para o novo membro da casa.

Contas feitas, mudança terminada e as compras para Junho empilhadas pela casa. Jae ficou em casa por uma semana inteira para colocar tudo em ordem. Além de arrumar tudo no lugar de forma que facilitasse tudo para Yunho, também tinha que arrumar o quarto e lavar as roupas novas de Junho, para que quando ele chegasse estivesse tudo no lugar e pronto para usar.

– Jae? – Yunho chamou ao entrar em sua nova casa após um longo dia de trabalho.

– Oi amor! Estou na cozinha! – Jae respondeu alto.

Yunho se encaminhou para a cozinha e imediatamente sentiu o cheiro delicioso da comida de Jae.

– Hum, que cheirinho bom! O que está fazendo?

– Nada de mais. Vim fazer o jantar e já aproveitei para fazer uma torta salgada, um bolo, e uns biscoitos, afinal amanhã nosso pequeno vai chegar. – Jae disse abraçando Yunho pela cintura.

– Nossa, ele vai adorar. Eu fiquei com fome só de sentir o cheiro. E não há uma pessoa nesse mundo que não gostaria da sua comida meu anjo.

– Ai pára Yun, você está exagerando. – Jae disse sem graça. – Vamos jantar? Quero dormir mais cedo hoje, afinal amanhã bem cedinho quero estar em pé para conferir tudo para a chegada do Junho

– É, nosso pequeno Jung Junho. Estou muito nervoso com isso, será que serei um bom pai?

– Claro meu amor, você vai ser um pai maravilhoso, já te falei isso. Nós seremos muito felizes, você vai ver.

Na manhã seguinte Jae pulou da cama, tomou um banho e correu para a cozinha preparar o café para Yunho, para que este fosse finalmente buscar Junho. Aproveitou e deixou os ingredientes para o almoço preparados. Aquele seria o primeiro almoço dos três juntos e Jae queria que fosse perfeito.

– Já de pé meu anjo? – Yun disse entrando na cozinha vestindo apenas uma calça de moleton e com o cabelo molhado e bagunçado.

– Ai que susto Yun! – Jae foi pego de surpresa. – Assim você me mata do coração meu amor.

– Calma meu anjo, você está muito nervoso. – Yun disse se aproximando e esperando Jae completar o restante do caminho entre eles. Sempre era assim, Yun dava dois passos em direção à voz do outro e este vinha ao seu encontro. Não sabem exatamente se foi por causa da deficiência de Yunho, mas aquilo se tornara um hábito.

– Bom dia meu amor! Preparado? – Jae disse aconchegando-se no abraço de Yunho.

– Sim meu anjo, mas confesso que estou nervoso.

– Eu também, mas sei que vai ficar tudo bem. Que hora você vai buscá-lo?

– Daqui a pouco, depois que tomarmos café. Você vai comigo?

– Acho que não, eu prefiro esperar aqui. Vou terminar de arrumar algumas coisas e já vou começar a preparar o almoço.

– Tudo bem então. Vamos tomar café?

–Vamos, mas não esqueceu de nada? Você ainda não me deu um beijo de bom dia.

– Hum, achei que você não ía pedir... – Yun sorriu e depois tomou os lábios de Jae, o envolvendo em um beijo doce e longo.

– Yun... – Jae chamou após deixar os lábios do outro.

– Oi...

– Você está feliz?

– Claro meu anjo, nunca estive tão feliz. Mas por que pergunta?

– Nada, é que nossa vida mudou tanto em tão pouco tempo. Às vezes tenho medo de fazer alguma coisa que não te faça feliz.

– Não pense assim meu amor. Por que eu não estaria feliz? Eu tenho você, que é motivo suficiente para eu viver feliz o resto da minha vida. E agora nós teremos uma criança para cuidar, temos uma família completa. Em um apartamento que segundo um certo alguém é maravilhoso e também tenho amigos leais e que me fazem feliz graças à esse alguém. O que eu poderia desejar além disso? E não vale dizer que é ter minha visão de volta, que apesar de ser um grande desejo meu, não vai interferir na imensa felicidade que estou sentindo.

Jae ficou por alguns momentos com a cabeça repousando no peito de Yun, sentindo sua respiração e ouvindo o palpitar de seu coração.

– Yun...

– Sim?

– Eu te amo.

– Eu também te amo meu anjo.

Depois de desfrutarem do café da manhã, Yunho saiu para buscar Junho, deixando Jae em casa terminando os últimos preparativos. Este foi até o quarto e pegou a câmera para tirar uma foto de Junho no seu primeiro dia em casa. Aproveitou a ausência de Yun para olhar sua caixa de fotos que estava bem cheia.

– Hum... preciso arrumar um tempo para terminar de arrumar essas fotos, senão depois vão ter tantas que não darei conta de arrumar tudo. – Jae pensou em voz alta. A idéia das fotos ainda martelava em sua cabeça e em breve daria um jeito de realizar seus planos.

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– Jae? – Yunho chamou quando abriu a porta de casa. – Olha quem chegou?

Jae estava no quarto mexendo em suas fotos. Distraiu-se com seus planos e não viu o tempo passar. Guardou rapidamente a caixa e foi para sala para receber o tão aguardado Junho.

Quando entrou na sala viu Yunho parado á porta segurando a mão de um pequeno garotinho que tinha o olhar assustado.

– Oooii! – Jae disse se aproximando e abaixando para olhar nos olhos do menino.

– Oi.- Junho respondeu abaixando a cabeça envergonhado.

– Junho, esse é o Jaejoong, o moço que te ajudou aquele dia do hospital lembra? – Yun explicou para Junho que se mantinha quietinho segurando a mão do moreno.

– Eu lembro, ele é o moço bonzinho, ele mora aqui também? – Juno perguntou erguendo a cabeça para olhar para Yunho.

– Sim, ele também mora aqui. E agora você também vai morar aqui. Eu, você e o Jaejoong.

– Me chame de Jae. Quantos aninhos você tem Junho?

Junho se deteve em apenas mostrar quatro dedinhos de sua pequena mãozinha.

– Quatro? Nossa, mas já um moço crescido. Você está com fome?

– Sim...

– Venha, vamos à cozinha comer alguma coisa bem gostosa.

Junho pegou a mão de Jae e puxou a mão de Yunho para que este fosse também. Os três foram para cozinha e Jae arrumou uma mesa bem bonita com torta salgada, biscoitos, suco, leite e frutas. Colocou Junho sentadinho na cadeira mais alta, feita especialmente para ele, sentou ao seu lado e Yun sentou do outro lado.

– Posso comer isso tudo? – Junho perguntou olhando a quantidade de coisas que havia sobre a mesa.

– Sim querido, pode comer o que quiser. Qual você quer primeiro? Mostre que eu pego para você.

Junho apontou para o pote de biscoitos e também pediu leite. Jae o serviu e ficou olhando o pequeno devorar tudo.

– Por que eu vou morar com vocês? Cadê minha mãe? – Junho pegou Yunho e Jae desprevenidos.

– Bem, eu vou tentar explicar. – Yunho começou. – Nós também não sabemos onde sua mamãe está. Nós gostamos muito de você naquele dia que o conhecemos no hospital e como não encontramos sua mamãe, nós resolvemos te trazer para cá para morar com a gente e estamos muito felizes de ter você aqui.

– Você vai ser meu papai? – Junho perguntou olhando para Yunho. – Eu nunca tive um papai.

– Ele olhou para você amor. – Jae explicou ao outro rapidamente.

– Eu? – Yun se surpreendeu pela esperteza da criança. – Sim querido, eu serei seu papai. E o Jae também.

– Mas eu vou ter dois papais?

– Bem, isso é difícil de explicar, você ainda é pequeno. Mas o Jae também será seu pai. Nós agora vamos ser uma família.Você, o Jae e eu, tudo bem?

– Uhum... – Junho respondeu com a boca cheia.

Jae sentiu seu peito explodir em alegria quando ouviu Yunho explicar aquilo para o pequeno. Finalmente tinha sua tão sonhada família junto à pessoa que tanto amava.

– Junho, você quer conhecer seu quarto?

– Eu tenho um quarto?

– Sim meu anjinho, um quartinho só seu e com um monte de brinquedos. Quer ver? – Jae disse estendendo a mão para o pequeno.

– Quero.

Os três seguiram para o quarto do pequeno. Ao entrar Jae viu os olhinhos de Junho brilharem. O quarto era todo no tom azul claro, com um baú ao pé da cama que estava cheio de brinquedos. Tinham prateleiras brancas na parede que guardavam vários ursos de pelúcia de forma organizada. Um tapete enorme ao lado da cama com várias almofadas em formatos diferentes, como bola de futebol, estrela, tênis e bala. No canto do quarto havia uma cômoda com uma pequena televisão e um vídeo game em cima. As gavetas da cômodo e o guarda roupa estavam completamente cheios de roupas e sapatos.

– Pode ir querido, é tudo seu. Pode brincar.

Junho entrou correndo no quarto e pulou sobre as almofadas que estavam no tapete. Abriu o baú e começou a remexer em todos os brinquedos.

– Meu amor, ele está sorrindo. Parece que gostou. – sussurrou para Yun que ainda estava à porta.

– Que bom. Expliquei bem as coisas para ele? – Yun sussurrou de volta.

– Sim meu amor, acho que explicou da melhor forma possível. Ele ainda é pequeno, não vai entender essas coisas agora.

– É, foi nisso que eu pensei.

– Eu vou começar a preparar o almoço, você fica com ele?

– Fico, pode ir.

Jae foi para a cozinha e Yun entrou no quarto e sentou no tapete ao lado de Junho para brincar. A criança permaneceu calada, só respondendo o que lhe era perguntado. Mas ainda assim, estava se divertindo com todos os brinquedos novos.

Quando o almoço estava pronto, Jae foi buscar os dois no quarto e para a sua surpresa, Junho estava dormindo com a cabeça no colo de Yunho e este estava acariciando os cabelos do pequeno.

– O almoço está pronto? – Yun sussurrou ao sentir o perfume de Jae dentro do quarto.

– Ai que susto Yun. Você e essa mania de me sentir chegando, sempre me assusta. Mas o almoço está pronto sim, devemos acordá-lo?

– Acho que não, o deixe dormir, na hora em que acordar nós damos almoço à ele. Me ajude aqui, vamos colocá-lo na cama.

Jae pegou o pequeno no colo e o ajeitou na cama. Depois foi com Yun para a cozinha para almoçar.

Depois de duas horas, Jae e Yun foram surpreendidos pelo choro de Junho. Correram até o quarto e encontraram o garoto sentadinho na cama como rostinho vermelho e molhado.

– Oi meu anjo, o que foi?

– Eu quero a minha mãe. – gritava o pequeno soluçando.

– Calma, calma, está tudo bem. Vocês está em sua nova casa lembra? Não precisa chorar.

Yun ficou apenas escutando Jae consolar o pequeno e quando este parou de chorar, foi rapidamente convencido à almoçar.

– Meu anjo? – Yun chamou enquanto Junho devorava a comida que estava na mesa.

– Oi.

– Vem cá.. – Yun o chamou no canto da cozinha. – Eu esqueci de te contar. A moça do orfanato que ele ficou, disse que ele acorda todas as noites chamando pela mãe. Nós vamos precisar de paciência para lidar com isso. Eles acham que a mãe o abandonou no dia do acidente.

– É, faz sentido. Pelo que eu lembro, ele estava até bem vestido e limpinho quando o vi na rua. Não parecia uma criança abandonada.

– É. Vamos ter que lidar com isso pelo menos até ele se acostumar com a nova vida.

– Tudo bem, eu não me importo. Mas acho que vai ficar tudo bem, ele parece estar gostando daqui. Parece meio tímido, mas acho que logo logo vai se acostumar. – Jae disse enquanto observava o pequeno tentar morder um pedaço de frango que segurava com a mãozinha.

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Naquela mesma tarde, Junsu e Yoochun foram para o apartamento dos amigos para visitarem Junho.

– Oi Junho! – Junsu já foi entrando e correndo para o garotinho.

– Oi. – Junho se escondeu atrás das pernas de Yunho.

– Eu sou Junsu. Pode me chamar de tio Junsu. Olhe, eu trouxe uma coisa para você. – Junsu estendeu um pacote colorido e grande para o pequeno. Junho ficou com medo, mas a curiosidade de ver o presente foi maior. Saiu de trás do pai e pegou o presente. Abriu e viu que era um enorme urso de pelúcia segurando uma bola de futebol.

– Ai meu Deus, Junsu já quer fazer o menino virar fanático por futebol.

– Eu não, mas se ele gostar de futebol, vai ser muito bom. – Junsu disse e voltou para o lado de Yoochun o empurrando para o garotinho. – Vai lá Yoo, sua vez.

– Oi! – Yoochun se aproximou devagar do garoto e se abaixou para ficar do tamanho dele. – Meu nome é Yoochun, mas pode me chamar de tio Yoo. Eu também trouxe uma coisa para você. – disse estendendo um pequeno embrulho para o pequeno.

Junho desfez o laço e rasgou papel de presente., nele continha uma pequena caixa azul. Quando o abriu ficou olhando o presente sem entender.

– Espera um pouco, deixa eu te ajudar. – Yoochun disse se aproximando e pegando a caixinha. – Olhe aqui.

Yoochun apontou para o centro do presente e fez com que Junho espremesse seus olhinhos para enxergar.

– Está vendo lá dentro, bem na porta da casinha? Essas são as iniciais sua, do seu pai Yunho e do seu pai Jae. É para você sempre se lembrar de que sua família está aqui e te ama muito. – Yoochun explicou para o pequeno que ergueu as mãozinhas e pegou o globo de vidro das mãos do maior.

Yoochun havia mandado fazer um globo de vidro com uma casinha dentro. Na porta da casinha havia as inicias dos três membros daquela nova família. Jaejoong que observava a cena se aproximou e viu o presente de perto.

– JYJ. – Repetiu lendo as letras que estavam na portinha.- Somos nós meu anjo, J de Junho, Y de Yunho e J de Jaejoong. Bonito não é?

– Sim, é bonito.

– Você não me contou que seu o seu presente era esse. Que lindo! – Junsu disse se aproximando do namorado.

– Ah, eu achei que um presente assim seria legal, fará ele sempre se lembrar da família. – Yoochun explicou distraidamente.

Junho sentou na tapete da sala, segurando o urso com uma mão e com a outra ficou balançando o globo de vidro vendo alguns pontinhos brilhantes oscilarem conforme o movimento que fazia.

Yunho ficou calado, ouvir aquelas iniciais lhe fez ter uma idéia, mas ficou quieto, queria fazer uma surpresa para sua família. Os rapazes sentaram-se todos no tapete na sala para brincar com Junho enquanto Jae preparava um lanche.

Junho apesar de estar ainda tímido, não rejeitou ninguém e respondia educadamente a tudo que lhe falavam. Por ser o primeiro dia em casa, tudo estava bem.

Durante a noite Jae e Yun acordaram com o choro do pequeno gritando pela mãe. Jae pegou o filho e o levou para seu quarto e o colocou no meio, entre Yunho e ele próprio. Ficaram um tempão conversando com Junho até ele adormeceu ainda segurando o pequeno globo que ganhara de seu tio Yoo. O presente não havia sido deixado desde o momento em que o havia ganhado. Pareceu que Junho se agarrou firmemente à idéia de ter uma família feliz.

Notas finais
E então? Gostaram?Vou postar mais cap até domingo, tem muita coisa para acontecer com a chegada do pequeno Junho.Obrigada por acompanharem!bjos