Notas iniciais
Sentiram saudades? Não? Ok, desculpa -q
Soooooo... Ficou "meio que" uma mistura da música My Heart, do Paramore, e da música Back To December, da Taylor Swift.
É, eu gosto de Taylor Swift. Problem?
Enfim, misturei as duas letras, deve ter ficado horrível, mas não estou nem aí, vai ficar assim -q
Enjoy!
Flashback
-Gerard, por que você me ignora?
-Eu não te ignoro, Frank.
-Não, imagina. Já faz mais de dois dias que você não me dá um beijo, não me abraça e nem me chama de “Frankie”...
-Ah, pelo amor de deus, eu não vou ficar todo melosinho com você!
-Não estou pedindo isso, estou pedindo uma simples demonstração de amor, é tudo o que eu peço!
-Aham.
-Gerard, seja sincero... Você realmente me ama?
-Não sei.
-Ah. Que bom. Eu... Eu vou indo.
-Até amanhã.
-Acho que não, Gerard... Acho que não...
-Está terminando comigo?
-Estou, Gerard. Adeus.
Fim do Flashback
-Gerard?! O que está fazendo aqui?
Você não mudou nada, mesmo após tantos meses depois da nossa briga em dezembro... Continua a mesma criaturinha doce e baixinha de sempre. Tudo o que mudou foi o jeito com que fala comigo...
... Virou um tom frio e distante.
Por que estou aqui?
Porque não dá mais para ficar sem você, Frankie. Eu te amo demais para ficar sem você, apesar de só notar isso agora. É por isso que estou aqui, batendo na sua porta, como se nada tivesse acontecido. Mas eu e você sabemos o que aconteceu, é óbvio.
-Frank... Tudo bom? – sorri fracamente. Você não deu indícios nem de um pequeno sorrisinho. Não o culpo, afinal, nosso último encontro não foi nada amigável e resultou em muitas lágrimas e uma separação horrível que me afetou de um jeito que eu jamais imaginei que me afetaria. Cheguei até a sentir falta das nossas brigas, tamanha foi a minha dor.
-É, estou bem. Mais ocupado que nunca. – você relutou por alguns segundos – Quer entrar? – convidou, de má vontade.
Assenti, entrando na casa. Também não havia mudado nada. A mesma bagunça, o mesmo sofá preto em frente a TV...
Mas os porta-retratos de nós dois juntos haviam sumido, é claro.
Você se sentou no sofá. Sentei-me ao seu lado. Conversamos um pouco sobre coisas fúteis, como trabalho e essas coisas. Enquanto falamos, noto que sua guarda está levantada e eu sei muito bem por que. A última vez que você me viu ainda queima na sua mente.
Você me deu rosas e eu deixei que elas morressem.
-Frank... Eu precisava falar com você.
-Pode falar.
-Er... Eu... Eu descobri que talvez eu estivesse errado... Que eu caí e que não posso fazer isso sozinho...
-Hm. – replicou – E o que quer que eu faça sobre isso?
-Fique comigo, é só isso que eu preciso... – sussurrei. Observei sua muralha cair e um olhar de pena tomar conta de seus olhos cor de avelã. Mas foi por pouco tempo. Logo, sua muralha voltou a se reerguer e seus olhos endurecerem novamente, sem deixar nenhum resquício da pena que esteve lá poucos segundos antes.
-Eu... Gerard, não. Desculpe, mas eu fui bonzinho por muito tempo.
Suspirei fundo e comecei a falar:
-Frank, sem você, eu não sou nada. Pra falar a verdade, eu não sou nada agora e já faz muito tempo desde que ouvi minha única esperança, mas dessa vez eu estarei escutando. Entenda, Frank, que, sem você, eu não sou nada. Aqui estou eu, engolindo meu orgulho na sua frente, pedindo desculpas por aquela noite... Porque eu volto para dezembro toda hora. Acontece que a liberdade não passa de simples saudades de você... Eu queria ter percebido isso quando você era meu... – suspirei novamente – Se eu pudesse, eu voltaria para dezembro, mudaria de ideia e faria tudo certo, mas eu não posso, portanto, estou aqui lhe pedindo minhas sinceras desculpas.
-Eu não posso te desculpar. Você jogou meu amor no lixo, não entende o quanto isso doeu em mim?!
-Eu sei disso, mas, por favor, acredite em mim quando eu digo que não tenho dormido recentemente, fico acordado, relembrando de como você foi embora, de quando seu aniversário passou e eu não liguei. Lembro-me do verão e todos os momentos bonitos, nós dois no carro enquanto eu assistia você rir ao meu lado... E quando eu percebi que amava você no outono. Mas aí veio o frio do inverno, com os dias escuros e o medo ser arrastou na minha mente, me fazendo duvidar de meu amor por você... E você me deu todo o seu amor e tudo o que eu lhe dei foi um “adeus”. Sinto muito, muito mesmo, Frankie.
Vi lagrimas nos seus olhos, mas você ainda tentava retê-las. Continuei a falar, quem sabe, assim, você desistisse e voltasse para mim. Era uma esperança muito vaga, mas ainda era uma esperança.
-Eu sinto falta de sua pele clara, seu sorriso doce. São tão bons para mim... E eu ainda me lembro de como você me segurou em seus braços na noite de setembro, foi a primeira vez que você me viu chorar. Eu só quero isso tudo de volta...
-Gerard, para. Você sabe que não quer. – algumas lágrimas escorriam em sua face.
-Quero sim. Toda noite, eu sonho em nós dois juntos, abraçados e nos beijando... Talvez isso seja só um pensamento positivo, provavelmente um sonho sem fundamento, mas se nós nos amassemos novamente, eu te amaria direito... Eu voltaria no tempo para mudar tudo, mas eu não posso.
Você fungou e passou a mão nos olhos, tentando se livrar das lágrimas.
-Eu... Gerard, eu não acho que... Ah, que se dane, e-eu te desculpo.
Arregalei os olhos.
-Sério?
-S-sim...
Corri para seus braços e você me beijou longamente, como se tivesse sentido minha falta. Sorri em meio ao beijo e senti seus dedos se entrelaçarem em meu cabelo. Meus braços foram em direção à sua cintura. Ficamos naquela posição por um tempo, até que nos separamos, mas mantivemos nossas testas coladas.
-Esse coração bate só por você, Gee...
-Meu coração pertence a você...
Nos olhamos mais uma vez antes de nos beijarmos. Você nunca saberá o quanto eu senti falta dos seus beijos, dos seus toques, do seu amor, do seu carinho... Senti falta de tudo em você, meu Frankie.
E estou imensamente feliz que possamos voltar ao que éramos antes.
E dessa vez, farei tudo certo. Eu prometo.
Notas finais
Yea '-'
Beijo '-'
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