Notas iniciais
Oie, como estão? :D Bom, pra vocês se recuperarem do capítulo chatinho que foi esse último, trouxe um romântico... *-* Boa leitura!

Ah, vou deixar para vocês um texto que fiz já tem um ou dois anos, mas estava relendo esses dias e me lembrei um pouco da EvilQueen.

"Sinto como se cada lágrima que escorre pela minha face fosse um pequeno pedaço de mim dando-me o seu doce adeus. Cada suspiro de agonia, cada parte da dor que me golpeia sem piedade. São pequenas partes de mim que, uma a uma, se despedem, deixando-me sozinha. Cada grito que passa com facilidade pela minha garganta faz com que eu me encolha mais e mais. Eles machucam meus ouvidos. A sensação de que nada vai mudar age em mim como se fosse uma lâmina afiada, fazendo diversos cortes profundos em minha pele.
É difícil me olhar no espelho e não perceber a máscara que envolve meu rosto. A qual foi coloca há pouco tempo e que, hoje, faz com que nem mesmo eu, que costumava me conhecer tão bem, reconheça a pessoa que me tornei."

– Senhora Prefeita? – a pequena garota de cabelos vermelhos enfiou a cabeça pela porta entreaberta do gabinete da Prefeita. Sua voz irritante estava agora ecoando na cabeça de Regina, que sentia uma dor de cabeça infernal.


– Sim, Lexie – Regina tirou os olhos dos relatórios que estava lendo e olhou por cima dos óculos de grau.

– Desculpe atrapalhar, mas o Senhor Gold ligou – ela disse e entrou na sala, deixando um pequeno pedaço de papel em cima da mesa. – Ele pediu para que a senhora retornasse a ligação.

Regina respirou fundo e voltou a olhar para os papeis que tinha em mãos.

– Ah, e a Xerife Swan está aqui para falar com a Senhora – a Prefeita voltou a olhar para a menina a tempo de ver um largo sorriso se formando em seus lábios com uma argola prateada em cada canto do lábio inferior. Ela nunca tivera tanta vontade de arrancar aqueles cabelos coloridos e todos os piercings do rosto da secretária. “Lembre-se de pensar no por que de ter deixado essa criatura by Text-Enhance\">trabalhar aqui” pensou.

– Mande-a entrar – Regina disse entre dentes.

Lexie abriu a porta por completo e chamou Emma para dentro. Regina baixou o olhar de volta para o papel e, quando percebeu que a loira já estava dentro da sala, ordenou que a secretária saísse e fechasse a porta, com uma voz firme e determinada. Mas a sua sorte era que estava sentada; suas pernas estremeceram no exato momento em que o perfume embriagante da loira chegou até ela. Era hora de deixar seus sentimentos de lado e se mascarar novamente.

– Seja breve, Xerife Swan – sua voz era fria e cruel. Lembrar-se da cena que vira pela manhã, cujas protagonistas eram Emma e a garçonete, facilitou a sua indiferença. – Como pode ver, estou ocupada com esses relatórios que, por sinal, deveriam ser os que a Senhorita ficou de me entregar.

– O prazo termina na sexta feira – Emma, que tinha as mãos nos bolsos da jaqueta, franziu as sobrancelhas.

– Ah, novatos... – Regina virou os olhos. – Enfim, diga o que quer.

– Você – a Xerife tinha o olhar fixo nos olhos marejados de Regina. “Sem lágrimas!” se repreendeu mentalmente, engolindo o choro.

– Engraçado – Regina disse friamente. – Pensei que já tinha encontrado calor nos braços daquela garçonete de quinta categoria.

– O que? – Emma indagou confusa e então se lembrou daquela manhã. – Ah, não, Regina... Ruby e eu não somos nada além de amigas. Eu juro.

– Não foi o que pareceu – ela voltou a ler os relatórios. – Enfim, senhorita Swan, se já terminou...

– Não – Emma quase gritou interrompendo-a, aproximou-se da mesa da Prefeita. – Eu vou falar agora – ela disse sem vacilar. A morena largou os papeis e assentiu. – Eu... Olha, eu não faço a mínima ideia do que aconteceu entre você e o Gold naquela manhã, e isso tá me matando! Nós não podemos ficar assim, Regina – os olhos da Xerife já abrigavam algumas lágrimas quando ela deu a volta na mesa e se aproximou da Prefeita, tocando sua mão e fazendo-a se levantar. – Eu não consigo... Eu... – ela já estava chorando. – Eu te amo, Regina – a voz da loira quase não se fez ouvir.

Mas Regina ouviu. Ouviu e aquelas palavras foram como a música mais perfeita que poderia existir.


***



– Eu não consigo... Eu... – Emma podia sentir se coração quase saindo pela boca quando se deu conta do que estava prestes a dizer. – Eu te amo, Regina – sua voz não passava de um sussurro.


Mas ela soube que a morena havia entendido quando, subitamente, ela entrelaçou os dedos nos pesados cachos loiros e uniu seus lábios. Como era de se esperar, seus lábios encaixaram-se perfeitamente e suas línguas se moviam em sintonia em um beijo urgente e apaixonado. Os lábios macios de Regina estavam com o mesmo gosto deliciosamente doce de que Emma se lembrava. Emma colocou as mãos na cintura da morena e a apertou ainda mais contra seu corpo; ela queria mais. Mais calor, mais proximidade, mais sentimento... Mais Regina. Ela estava quase morrendo de saudades e sabia que isso era recíproco. Mas a Prefeita se afastou. As lágrimas escorriam descontroladamente por suas bochechas.

– O que foi? – Emma estava confusa. “Será que fiz algo errado?”. Pensou em tudo que fizera nos últimos minutos, mas não conseguiu encontrar uma falha sequer. Estreitou os olhos.

– Nós não podemos Emma – Regina chorou baixinho.

– Porque não? – a loira perguntou e de repente uma dor cortante invadiu seu peito. Seus olhos verdes encheram-se de lágrimas novamente. – Você... Você não me ama – não era uma pergunta e sim uma afirmação. Seu coração parecia estar em pedaços.

– Não! – Regina se aproximou rapidamente, segurando o rosto de Emma com as duas mãos. – Não pense isso querida – seus polegares passeavam pelas bochechas rosadas e molhadas da outra. – Eu te amo, Emma. Nunca pensei que fosse dizer isso novamente, nunca pensei que fosse sentir isso novamente, ainda mais por você, minha “inimiga”. Mas é exatamente esse o problema: os sentimentos. Eu te amo. Te amo muito, mas não podemos ficar juntas.

– Porque não? – Emma parecia uma garotinha que tinha acabado de ter um pedido recusado.

– É complicado – a morena se afastou lentamente com a cabeça baixa.

– Regina – a Xerife se aproximou da outra e aproximou seus rostos. – Eu preciso saber.

E precisava. Não seria justo com ela se a Prefeita não abrisse o jogo de uma vez por todas e contasse o que as estava impedindo. Era óbvio que Emma lutaria contra o que quer que fosse para ficar ao lado da mulher que amava. “Amor...” a loira pensou. Mesmo sendo um sentimento já conhecido, tudo parecia muito novo para ela. Ela não achou que pudesse sentir isso por alguém outra vez. Quando a Prefeita abriu a boca pra falar, a porta se abriu. Emma se afastou rapidamente e foi até a janela, secando as lágrimas.

– Por Deus, Lexie! – Regina gritou estressada. – Você não foi treinada para bater na porta antes de entrar?!

– D-Desculpe... – a face da garota ficou quase tão vermelha quanto seus cabelos.

– Tanto faz – até Emma sentiu medo do tom de voz de Regina. – O que diabos você quer?

A secretária ficou sem fala. Ela tentou formular alguma frase, mas som algum saia de sua boca.

– Eu não tenho todo o tempo do mundo! – Regina estava realmente estressada, mesmo que alguns minutos antes estivesse sendo um amor com a Xerife. “Bipolar...” Emma constatou mentalmente antes de se aproximar.

– Regina – ela tocou o braço da morena que não afastou os olhos da garota à sua frente nem por um minuto. – Regina – a Xerife repetiu atraindo a atenção da morena que parecia mais calma. – Não seja tão dura com a garota... Ela cometeu um erro, apenas. Essas coisas acontecem.

Regina a encarava em silêncio. Emma deu um olhar encorajador para Lexie que falou rapidamente.

– Senhor Gold ligou mais uma vez.

– Gold? – Emma indagou. A menina assentiu. – Regina, o que ele quer?

– Deixe-nos a sós – Regina se dirigiu à menina que saiu sem dizer nada.

– O que ele quer? – a loira insistiu.

– Eu preciso que você vá embora, Emma – a Prefeita disse apenas alto o suficiente para que a outra ouvisse.

– Você não tá falando sério, não é?

– Sinto muito...

Emma não quis acreditar. Ah, mas é claro! Que tolice achar que as coisas poderiam dar certo. “Lembre-se de nunca mais acreditar nisso, Emma Swan” pensou.

– Pode ficar tranquila, Madame Prefeita – essa foi a vez de Emma mudar. Sua voz demonstrava o quanto ela estava magoada. – Vou sair da sua vida.

– O que? – Regina franziu as sobrancelhas.

Ela não sabia se conseguiria fazer isso, se teria coragem para tal ato. Mas seria melhor... Para Regina. Seria o melhor para ela, com certeza. Emma encheu os pulmões e, antes de sair da sala, falou em um fôlego só.

– Estou deixando Storybrooke.



Notas finais
E aí, curtiram? Se gostaram e querem mais, deixem reviews! Se não gostaram e estão querendo me matar, deixem reviews também! hahaha Como sou a DramaQueen mais DramaQueen que eu conheço, não poderia dar certo. Não dessa vez D: hahaha

Sobre a música: "Why Am I The One?", do fun.

"E só quero ficar na cama e te abraçar como costumava. Você sabe que estou em casa, então querida se você me ama, você me dirá? Ou continue, continue, continue, se você estava pensando que o pior ainda está por vir. Por que sempre sou o único que embala todas as minhas coisas? Pela primeira vez, tenho a sensação de que estou bem onde pertenço. Por que sempre sou único que embala todas as minhas coisas?"

Kisses!