My Heart Belongs To You
1 The Way You Look At Me.
Notas iniciais
Mesmo sem o batom, os lábios dela continuam convidativos. Especialmente quando, mesmo sem perceber, ela umedece os lábios com a ponta da língua e morde nervosamente o canto do lábio inferior... E então respira fundo. A respiração faz seu colo, geralmente nu, mover-se lentamente para cima e para baixo... Para cima e para baixo, fazendo seus seios moverem-se também. Ah, mas eu odeio como a by Text-Enhance\">pele dela parece ser tão macia! Tão macia... E tão... Tão quente...
– Você não acha, Emma? – Henry disse. – Emma?
– Ahn? – Emma respondeu rapidamente, olhando para ele por um momento e logo em seguida voltando a olhar para a estrada. – Eu... Eu acho o que?
– Você não ouviu nada do que eu falei, não é? – ele se ajeitou no banco do carona e virou para ela. – No que você tava pensando?
– Nada, garoto – ela falou, respirando fundo e tamborilando seus dedos no volante.
– “Nada” não te deixaria desse jeito – ele insistiu e sorriu curioso. – O que é?
– Henry, por favor, senta direito e coloca o sinto de segurança – disse, olhando para ele do canto do olho.
– Tá – ele disse, e colocou o sinto de segurança. Virou a cabeça para olhá-la e abriu um largo sorriso. – Então, o que acha do jantar?
– Que jantar? – ela perguntou franzindo a sobrancelha, totalmente perdida naquela conversa.
– O jantar do qual eu falei enquanto sua cabeça estava ocupada com alguma coisa que não sei o que é, mas parece ser muito importante – ele suspirou – então eu vou acabar descobrindo.
Não vai MESMO, pensou.
– Tá, tanto faz – mentiu. – Pode me explicar de novo, filho?
Ele virou os olhos e deu um sorrisinho incrivelmente fofo.
– A Rainha... Minha mãe – ele corrigiu. – Ela te convidou pra jantar com a gente.
– Ela... Me convidou? – a loira estranhou. Não era do feitio de Regina Mills convidar a mãe biológica do seu filho adotivo para o jantar. – Tem certeza que ouviu direito?
– Mais do que certeza, Emma – Henry olhou para ela com uma cara de quem diz “eu sei, mas não faço a mínima ideia do porque”, e fez um leve movimento com os ombros para cima e para baixo logo em seguida.
– Tudo bem... Não entendi isso – Emma ergueu uma das sobrancelhas – mas vou falar com ela assim que chegarmos. O que você acha disso?
– Interessante – ele disse. – Quer dizer que ela tá tentando. Não acha?
– Sim... – ela respondeu, e sorriu para ele. Ele sorriu em resposta e olhou para a lua.
Após alguns minutos, chegaram à casa da Prefeita. Henry abriu a mochila e tirou de dentro dela o livro de histórias que Mary Margaret havia lhe dado, olhando para ele por um instante antes de coloca-lo cuidadosamente em baixo do banco do carona.
– Tem certeza que quer deixá-lo comigo? – Emma perguntou, enquanto soltava o cinto de segurança.
–É o lugar mais seguro por enquanto – ele respondeu quase sussurrando. – Ela não pode encontrar o livro, senão a Operação Cobra irá por água a baixo e...
– Henry – ela o interrompeu, segurando o riso. – Acho que sua mãe não consegue nos ouvir daqui.
– Ela tem PODERES, Emma – ele abriu a porta do carro e saltou para fora. Antes de fechar a porta, disse: — ela é a Rainha Má.
Emma virou os olhos e sorriu. A fé que Henry tinha naquela história era inacreditável; é lógico que essa loucura toda não poderia ser possível, mas ele fazia com que Emma tivesse uma vontade quase incontrolável de acreditar em suas palavras e resolver esse “mistério” que tinha se desenvolvido em sua mente. Mas, como ela dissera tantas vezes para ele – e para ela mesma –, era impossível. Contos de fadas nunca foram reais.
Quando Emma abriu a porta do carro e se colocou em pé do lado de fora, Henry já havia tocado o interfone e as luzes da varanda se acenderam. Henry abriu o portão e correu para dentro, dando um abraço rápido em Regina e entrando rapidamente na casa. E a cada passo que Emma Swan dava, o número de borboletas em seu estômago aumentava... O que era estranho, porque ela nunca se sentira dessa maneira a respeito da Senhorita Mills. É claro que, desde que Emma chegara a Storybrooke, as duas tiveram suas desavenças, tanto a respeito de Henry quanto a respeito de... Bem, a respeito de tudo. Era normal para ela sentir certo “nervosismo” estando perto de Regina, mas ela nunca sentira nada como o que estava sentindo naquele momento. Talvez isso fosse por culpa dos pensamentos que Emma tivera durante a última semana, pensamentos que ela também não sabia dizer o porquê de eles existirem. Emma analisou discretamente a mulher que estava parada à porta. Ela calçava sapatos de salto pretos, e as pernas seguiam nuas até pouco acima dos joelhos e, desde aí, seu corpo estava coberto por uma saia preta de cintura alta e uma blusinha social branca colocada por dentro da saia. Os dois primeiros botões da camisa estavam abertos, deixando à mostra seu colo e a renda preta de seu sutiã. “Ah, céus”, Emma pensou, “isso é tortura!”. Seu colo era enfeitado por um colar com uma pérola negra, que combinava perfeitamente com seus brincos. A pele clara do rosto, com pouca maquiagem, contrastava perfeitamente com os olhos castanho-escuros assustadoramente profundos, e... Sexy.
– Senhorita Swan – Regina disse, e um sorriso de canto surgiu em seus lábios. Emma tentou manter-se indiferente ao efeito que a voz forte e o sorriso de Regina tinham sobre ela.
– Senhora Prefeita – Emma deu um breve sorriso.
– Não pensei que traria o Henry até a porta... Você, geralmente, me evita ao máximo – Regina colocou as mãos na cintura, como de costume, e fixou o olhar no da loira que estava tensa na sua frente, sem desfazer o sorriso um tanto quanto... Maroto. Emma não soube o que responder. Ela costumava, sim, evitar Regina o quanto podia pelo simples fato de odiar ver seu filho sofrer; ter duas mães que viviam brigando não era a melhor coisa para uma criança na idade dele, ainda mais uma das mães sendo “difícil de lidar”, como a Regina, e a outra estando sempre fugindo, como a Emma.
– Ér... – Emma começou, procurando nervosamente as palavras em sua cabeça. – Nós temos nossos problemas, Senhorita Mills, e...
– Regina – a morena disse.
– Ahn?
– Regina – ela repetiu. – Sem “Senhora Prefeita” ou “Senhorita Mills”. Me chame apenas de Regina... Emma. Posso lhe chamar assim?
– C... Claro... – Emma franziu as sobrancelhas. “Regina Mills sendo simpática comigo? Só pode ser um sonho. Só pode!”, ela pensou.
– Ótimo, Emma – Regina desceu os dois degraus da varanda que as separavam, se aproximando lentamente da garota, e parou a poucos centímetros da mesma. – Eu sei que tivemos e provavelmente ainda temos algumas diferenças...
– Muitas – Emma disse, respirando nervosamente. Ela quase não estava conseguindo controlar a vontade insana de acariciar aquela pele... Beijar aqueles lábios... Sentir os cabelos negros por entre seus dedos... Levar Regina para dentro e...
“Emma... Chega!”, pensou, “você é doente? Seu FILHO está LÁ DENTRO!”.
– Mas acho que deveríamos deixar isso de lado – a morena continuou. – Você sabe, para o bem do Henry...
– Claro – Emma engoliu em seco. Regina estava tão perto que Emma podia sentir a respiração dela em seu rosto, e isso a estava deixando desconfortável.
– Bom, ahn... – a loira deu um passo para trás, desconsertada. – Henry me falou a respeito de um jantar...
–Ah, sim, o jantar! – Regina sorriu dessa vez um sorriso que, se Emma não a conhecesse, diria ser um sorriso quase envergonhado. – Henry veio conversar comigo sobre você, e percebi que ele precisa que você esteja na vida dele. Sabe, Emma... Por mais que isso me machuque, eu acho justo, tanto com o Henry quanto com você, que tenhamos um relacionamento saudável... Próximo – ela se aproximou novamente. – Então, proponho um jantar aqui em casa amanhã à noite. O que acha?
– Sem objeções – Emma sorriu levemente, tentando quebrar o clima tenso que se estabeleceu entre as duas quando Regina fixou novamente seu olhar no dela.
– E então, “mães”, o jantar está marcado? – Henry surgiu entre as duas. Emma deu novamente um passo para trás, sorrindo para o Henry, e Regina afagou os cabelos dele.
– Sim, querido – ela sorriu para ele e logo em seguida olhou para Emma, que batia levemente os dedos na coxa direita. – Amanhã, às seis horas?
– Amanhã, às seis – a loira sorriu e respirou fundo.
Regina encarou-a por um momento, e então olhou para o garoto ao seu lado. Ele sorria como se tivesse ganhado um brinquedo que desejara por muito e muito tempo, e Regina tinha em seus lábios um meio sorriso indecifrável. Parecia estar feliz por ela mesma, e não pelo seu filho... O que, mais uma vez, não fazia sentido. Com um rápido aceno de cabeça e um sorriso, Emma deu as costas para ambos e começou a andar até o carro.
– Tchau, Emma, até amanhã à noite! – Henry gritou. Emma sorriu para ele e olhou mais uma vez para Regina, que moveu lentamente os lábios sem expressar som algum, dizendo um “até amanhã”.
Notas finais
Kisses!
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