Notas iniciais
Olá! Tudo bom? Well well, demorei um pouquinho pra postar porque estou com uns probleminhas, que consequentemente me trazem um bloqueio enorme. Por isso esse chapter não está tão bom... Mas enfim, acontece! haha Boa leitura!

Os raios de sol atravessavam o vidro da janela alcançando o rosto de Regina, que dormia um sono calmo. Há tempos ele não se sentia tão em paz como estava se sentindo naquele momento. Desde que Emma chegara à Storybrooke a Prefeita passava seus dias inquieta, sentindo-se ameaçada, com um medo imensurável de perder o seu filho para aquela estranha; mas agora, com o cheiro viciante da loira em seus lençóis, ela percebia que toda aquela insegurança fora totalmente desnecessária. Emma era uma garota forte, determinada, com uma história dolorosa por trás daqueles olhos verdes que transmitiam uma sensação de segurança, e que lembravam Regina da mais bela floresta que ela já visitara. Mas, muito além disso, ela era uma garota doce e delicada, e tudo que ela queria era encontrar alguém com quem pudesse se abrir, baixar a guarda, se permitir sentir... Exatamente como Regina, uma mulher a quem a vida ensinara a ser como era: uma pessoa fria que todos pensavam não sentir medo de nada, mas que, às vezes, temia até as coisas mais simples.

E, mais uma vez, o medo tomou conta de Regina quando ela percebeu que o lado da cama em que Emma dormira estava vazio.

– Emma? – ela perguntou sentando-se na cama e procurando a loira com o olhar.

– Eu poderia me acostumar com isso – ela estava parada na porta, vestindo apenas sua camisa azul-clara e sua calcinha preta. Tinha um grande sorriso nos lábios e uma bandeja nas mãos.

– Hum? – Regina resmungou franzindo as sobrancelhas.

– Amo esses lençóis – Emma deu uma piscadela, e só então Regina percebeu que, quando se sentara, o lençol havia escorregado até sua cintura, deixando seus seios à mostra. Ela deu um sorrisinho envergonhado e se cobriu com o lençol. Emma riu baixinho. – Hm... Não sou tão boa cozinheira quanto a senhorita, Madame Prefeita, mas preparei seu café da manhã. Bom... Tentei preparar.

O sorriso envergonhado dessa vez foi da loira, que colocou a bandeja sobre o criado-mudo e se sentou ao lado de Regina, encarando-a com um sorriso que de envergonhado passara para bobo. “Bobo e incrivelmente lindo” Regina pensou. Sem dizer nada, a morena agarrou os cabelos loiros de Emma e a puxou para que pudesse alcançar seus lábios num beijo doce, que rapidamente se tornou intenso e voraz. O lençol que cobria Regina deslizou por sua pele que foi rapidamente alcançada pelas mãos urgentes de Emma, alternando entre massagear os seios da morena e acariciar seu abdômen e sua cintura. Quando o ar se fez necessário, ambas se afastaram. A camisa de Emma estava amassada e com um botão faltando.

– Desculpe – Regina riu baixinho.

– Tudo bem – a loira também riu, e após se encararem por uns dois segundos, as duas gargalharam juntas. – Tome seu café da manhã, Senhora Prefeita – Emma disse quando conseguiu parar de rir.

Regina pegou a bandeja e colocou sobre suas pernas que estavam esticadas.

– Ual, muito bom, Senhorita Swan – ela fez cara de aprovação quando analisou o que a outra havia preparado: panquecas com mel, torradas com manteiga, uma pequena tigela com ovos mexidos e dois grandes copos de suco de laranja. Tudo em dobro. – Só me ofende saber que você pensa que eu comeria tudo isso...

– E quem disse que é só pra você? – a loira ergueu uma das sobrancelhas e sorriu, dando uma piscadela logo em seguida. – Mas, espera. Faltou uma coisa.

Regina franziu as sobrancelhas enquanto Emma se levantava e saía do quarto. Ouviu os passos da loira descendo a escada e, pouco tempo depois, ouviu-a subindo. Ela entrou e sentou-se ao lado da Prefeita, colocando na bandeja um pequeno vaso de vidro com uma rosa de papel dentro.

– Ah, Emma... – Regina sorriu e olhou para ela. – Foi você quem fez?

Emma assentiu.

– Não sabia que era voltada às artes – a morena disse.

– Um pouco – a loira corou.

– Bom, não estou reclamando, porém poderia ter pegado uma das rosas do jardim... – Regina riu.

– Eu... Gosto de rosas de papel... São perfeitas para representar alguns sentimentos, afinal... Elas não morrem.

As duas se encararam por um curto período de tempo, até que Emma quebrou o silêncio.

– Ah... Droga, que clichê! – a loira bateu a mão direita na testa. – Não soou tão ruim quando pratiquei na frente do espelho! – ela fez uma cara de quem estava decepcionada consigo mesma e depois riu sem muito humor. A pele branca de seu rosto estava vermelha feito um tomate.

– Ei... – Regina, com um largo sorriso no rosto, segurou o queixo de Emma e ergueu a cabeça da mesma, de modo que seus olhares se encontrassem. – O clichê só é clichê por uma razão.

– E qual é? – Emma olhou curiosa.

– Ele funciona Senhorita Swan – a morena ainda sorria.

Os olhos verdes de Emma brilharam, e ela selou os lábios de Regina com um selinho demorado e carinhoso.

– Agora vamos ver se está aprovada como cozinheira, Swan.


***



Após o café da manhã, enquanto Regina levava as coisas para a cozinha, Emma foi para o banho. Ela regulou a temperatura do chuveiro e o ligou, deixando a água quente escorrer por todo seu corpo. Apoiou as mãos na parede, abaixou a cabeça e fechou os olhos, seus pensamentos voltando à noite anterior. “Ela se permitiu” Emma pensou. “Ela se deixou levar... Se entregou pra mim. Isso quer dizer alguma coisa, não é?” A loira respirou fundo e sentiu um sorriso se formar involuntariamente em seus lábios... Mas tudo bem, o sorriso era aceitável considerando o quão feliz e realizada ela se sentia por estar ali. E o melhor de tudo: não tinha ninguém além de Henry para que se preocupassem... E, dependendo do rumo que as coisas tomassem, o garoto entenderia perfeitamente... “Você está pensando como se fosse possível algo sério acontecer, então para, porque não é”. E provavelmente não aconteceria mesmo. Apesar do pouco tempo de convivência, Emma parecia conhecer bem a Prefeita pelo simples fato de que eram muito parecidas, então ela sabia que, por mais que a Prefeita declarasse estar apaixonada – o que, ao ver da loira, não aconteceria -, ela não entraria em um relacionamento com a estranha mais irritante, desorganizada e atrevida de Storybrooke.



Emma de repente foi arrancada de seus pensamentos pelo toque inconfundível de Regina.



– Posso me juntar a você, Senhorita Swan? – a morena estava trás da loira, seus seios pressionados contra as costas de Emma e suas mãos envolvendo da cintura da mesma. A voz sussurrada e sexy de Regina em seu ouvido fez Emma estremecer.


– Pode não, Senhora Prefeita – Emma se virou para Regina que apertou ainda mais a cintura da loira. – Deve – ela apoiou os braços sobre os ombros da Prefeita, acariciando seus cabelos escuros.

– No que estava pensando? – Regina beijou o pescoço de Emma, dando beijinhos leves e demorados até chegar a sua orelha, mordendo levemente seu lóbulo. Um arrepio percorreu o corpo da loira que jogou a cabeça para trás deixando mais fácil para Regina o acesso ao seu pescoço.

– Eu... – a xerife sussurrou, não conseguindo conter um gemido quando sentiu as mãos da morena apertando sua bunda. – Não... – Emma gemeu e então sorriu. – Não consigo formular uma frase decente com você me tocando desse jeito.

– Desse jeito? – Regina sussurrou passando a mão direita pela barriga de Emma e descendo até sue sexo, estimulando o clitóris da loira enquanto, com a outra mão, acariciava um de seus seios. – Ou... – ela disse com um sorriso malicioso nos lábios -... Desse jeito?

Ao dizer isso, a morena introduziu dois dedos na xerife, fazendo-a arquear as costas e se apoiar em Regina. – Ah... – ela respirou fundo. – Desse jeito, Regina...

A Prefeita entrava e saia de Emma em estocadas lentas e fortes, sem nunca afastar seus lábios do corpo da loira, que se apoiava na parede do banheiro. Assim que Emma alcançou o orgasmo, ela deixou seu corpo cair, sendo segurada pela morena que tinha um sorriso vitorioso nos lábios.

– Sabe, Swan – Regina disse colando seu corpo ao de Emma quando a loira se “recuperou”. – Acho que esse está começando a ser meu “esporte” favorito.

– Concordo, Senhora Prefeita – Emma riu agarrando a cintura de Regina e arranhando suas costas. Regina gemeu baixinho. – E nem preciso dizer qual som se tornou o meu favorito, não é?

A morena mordeu o canto do lábio inferior e selou os lábios de Emma com os seus, beijando-a com desejo enquanto as mãos da loira passeavam por todo o corpo da Prefeita. Após se afastarem, as duas tomaram seu banho e saíram do chuveiro. Regina foi até seu closet e Emma começou a juntar suas roupas que ainda estavam espalhadas pelo chão.

– Aqui – Regina disse entregando para Emma uma camisa social negra. – E mais uma vez... Desculpe-me pelo botão.

– Tudo bem, eu já disse – Emma sorriu. – Chega a ser engraçada essa sua necessidade de me destruir, independente de como seja.

Ambas riram.

– Não é bem necessidade... – Regina, já vestida com uma calça jeans justa e uma camiseta branca de mangas curtas, passou por Emma e sussurrou em seu ouvido antes de ir para o corredor: — faço isso por puro prazer.

A xerife admirou o belo corpo de Regina enquanto ela passava pela porta e ia em direção ás escadas. Emma se vestiu rapidamente e, antes de sair do quarto, ouviu Regina conversando com alguém. A loira sabia que não era certo ouvir conversas que não lhe diziam respeito, mas não poderia descer afinal como ela explicaria estar saindo do quarto da Prefeita àquela hora da manhã? Então ela parou na porta do quarto e prestou atenção.

– É claro que podemos conversar – uma voz masculina se fez ouvir, a qual Emma recordava vagamente, mas não conseguia saber quem era.

– Eu preferiria que fosse em um outro momento – Regina dizia, seu tom de voz frio como gelo. – Estou ocupada.

– Isso não vai levar mais que dois minutos, queridinha – o homem disse. – Ou... Dez. Depende.

– Sr. Gold, eu já lhe disse que...

– Estarei no seu escritório – Sr. Gold a interrompeu, e seus passos puderam ser ouvidos por uns segundos, até que uma porta se fechou. Emma desceu as escadas rapidamente.

– Sr. Gold? – perguntou franzindo as sobrancelhas. – O que ele quer aqui nesse horário?

– Não faço a mínima ideia – Regina estava inquieta, tamborilava nervosamente os dedos na cintura. – Ahn... Se importa de buscar o Henry na escola hoje, Senhorita Swan?

– Claro que não – Emma respondeu e olhou de canto para a porta fechada do escritório. – Não gosto dele – ela voltou a olhar para a Regina, com um olhar preocupado. – Você vai ficar bem? Não quer que eu fique por perto, caso aconteça algo?

– Ah, querida, não se preocupe – Regina olhou para a porta do escritório e depois para Emma, os mesmos movimentos que a loira fizera segundos atrás. Sua expressão mudou de uma hora pra outra; raiva e superioridade, e logo depois agradecimento. – Obrigada, mas... Eu me entendo com o Gold.

– Ok... – a loira falou baixinho, sem confiar muito nas palavras de Regina. Porém, decidiu que era melhor ir ao trabalho e deixar a morena resolver seus problemas. – Quando vamos nos ver de novo?

– Assim que possível – a Prefeita sorriu e deu um selinho demorado na xerife. – Agora vá ao trabalho.

Emma assentiu e abriu a porta.

– Não se esqueça de buscar o Henry! – ouviu Regina dizer e confirmou com um “pode deixar” antes da porta se fechar.

Por mais que aquilo definitivamente não fosse da sua conta, Emma sabia que não deixaria, nem por um segundo, de pensar no que Sr. Gold, o “dono” da cidade e homem que todos temiam, queria com Regina. Quando chegou ao carro, seu celular tocou. Era Mary Margaret.

– Emma, onde você esteve durante a noite toda?! – a amiga atropelava as palavras do outro lado da linha. – Até parece que não tivemos uma conversa sobre isso! Você não pode me deixar preocupada desse jeito, ouviu?! Eu quase não dormi e...

– Mary M, calma! – Emma riu, ligando o carro e dirigindo a caminho de casa. – Eu chegarei aí em poucos minutos.

Um longo suspiro pôde ser ouvido.

– Venha logo, Emma – Mary Margaret ordenou.

– Tá bom, mãe – a xerife brincou e desligou o celular.

Notas finais
E aí, curtiram? Sem sim ou se não, podem deixar comentários, eu deixo! hahaha Tentei colocar um pouquinho de humor ali na parte da rosa... Adorei a imagem da Emma com as bochechas vermelhinhas de vergonha *-* haha e a frase "Clichê só é clichê por uma razão: ele funciona" é da série Grey's Anatomy. O Mark, um dos meus personagens favoritos, fala enquanto ajuda o Derek a arrumar um quarto cheio de rosas para pedir a Mer em casamento. Acho lindo *-* E gente, os olhos da Emma... Eu estava vendo umas fotos aqui, em umas eles são azuis, em outras eles são verdes... São iguais os meus, nunca consigo decidir entre o verde e o azul D: haha então se os olhos dela forem mesmo azuis, me perdoem. Eu consigo ter uma imagem melhor dela de olhos verdes, não sei porque D: >.

E sobre a música: "Paperweight", do Joshua Radin. Ela toca no filme Querido John, se não me engano. É linda demais... Calma, suave, romântica... Exatamente como a nossa querida Rainha está se sentindo! haha

"Bagunce minha cama comigo, chute as cobertas, eu estou esperando. Cada palavra que você diz eu acho que eu deveria anotar... Não quero esquecer quando chegar luz do dia."

Kisses!