My Heart Belongs To You
10 Now or Never.
Notas iniciais
Os olhos verdes de Emma se dirigiram rapidamente para o chão. “Que bagunça”, pensou e então sorriu. Regina não era capaz de passar por um lugar sem deixar rastros... Aquela mulher era como um furacão em tudo que fazia: forte e assustadora, porém magnífica. Emma estremeceu só de lembrar-se do que sentia quando sua pele entrava em contato com a de Regina. Ela sentia como se fosse preciso apenas esse contato para mantê-la, como se o toque da Prefeita fosse tudo o que precisaria dali em diante. Ela se levantou e começou a se vestir.
- Mas... – ela disse em voz alta para si mesma enquanto vestia suas roupas íntimas. – Eu ainda não sei se... Ah, Emma, pare de ser idiota! – ela virou os olhos em sinal de irritação. – É claro que ela não tem sentimentos por você. É só sexo. O melhor sexo da sua vida... – ela suspirou. – Mas ainda assim, só sexo.
A loira terminou de se vestir rapidamente e começou a juntar as coisas que estava no chão, organizando-as em cima da mesa.
- Hum, olha só o porta canetas preferido do Graham – ela pegou as duas partes do objeto nas mãos. – Se ele algum dia voltar, não vai gostar nadinha disso – Emma colocou os pedaços em cima da mesa e analisou o que ainda estava no chão. – Ah, um belo prejuízo. Mas tudo bem. Valeu a pena e...
- Falando sozinha, Emma? – a voz de Henry a assustou, fazendo-a dar um pulinho onde estava. – Quem fez essa bagunça toda?
- Ér... – Emma gaguejou. Pela primeira vez não conseguiu pensar rapidamente em algo.
- Você tá estranha... – Henry franziu as sobrancelhas. – E o que o brinco da minha mãe está fazendo aqui?
Emma olhou rapidamente para onde o garoto apontava. No chão, perto de um dos pés da mesa, estava um dos brincos negros que Regina usava naquela manhã.
- Ah... – a loira pensou um pouco, e então respondeu. – Ela esteve aqui há poucos minutos... Provavelmente o brinco caiu e ela não percebeu. Vou devolver assim que eu encontrá-la.
- Não seria mais fácil se eu devolvesse? – o garoto indagou. – Eu moro com ela, afinal.
- Claro, claro – a loira entregou o brinco para ele e pegou sua carteira na segunda gaveta da mesa. – Vamos almoçar?
- Sim – Henry respondeu andando em direção à porta. – E, Emma?
- O que?
- O zíper da sua calça tá aberto – ele riu, e Emma não pôde deixar de rir também.
Alguns minutos depois, seguravam os cardápios no Granny’s pontos para fazerem seus pedidos.
- Eu vou querer um X-Burguer, batatas-fritas com bacon e um Milk-shake grande de chocolate – Ruby anotou rapidamente o pedido de Henry.
- E você, Emma? – perguntou.
- Eu? – a loira disse. – Vou arrumar encrenca com a Regina, tenho certeza.
Os três riram.
- Pode ser o especial do dia pra mim, Ruby – Emma sorriu. – Obrigada.
Ruby falou “é pra já” e levou os pedidos até sua avó.
- E então, vai me explicar o porquê da bagunça na delegacia? – Henry começou.
- Não – Emma disse com um sorriso brincalhão nos lábios.
- Ah – ele fez cara de bravo e cruzou os braços. – Não gosto de você desse jeito. Escondendo coisas de mim, eu digo.
Emma sorriu.
- Coisas de adulto, garoto.
- Deve ser mesmo – o menino suspirou. – Minha mãe tá agindo da mesma forma.
-Da mesma forma? – as palavras despertaram um interesse especial em Emma.
- É – ele deu de ombros. – Exatamente igual. Ela anda por aí toda pensativa, e quando eu pergunto algo sobre o que ela está pensando, ela também diz que são “coisas de adulto”. Vocês viraram amigas por acaso?
- Não exatamente – Emma franziu as sobrancelhas e depois sorriu. – Bom... Digamos que nós estamos começando a nos entender.
- Isso é bom, Emma – ele disse, e baixou o tom de voz assim que Ruby veio trazer os pedidos. Assim que ela saiu, ele continuou. – Mas você sabe que pode ser perigoso.
- Henry, por favor – Emma virou os olhos. – Regina é a sua mãe.
- Mas ela continua sendo a Rainha...
- Henry – a loira suspirou.
- Tá legal – ele deixou os ombros caírem em sinal de desistência. – Mas eu ainda vou provar pra você que eu estou falando a verdade.
Emma respirou fundo e sorriu. Ele realmente não desistiria dessa história tão cedo. Quando eles começaram a comer, o sino que ficava em cima da porta da lanchonete tocou. Era Regina.
- Senhorita Swan, eu não acredito no que estou vendo – ela disse incrédula. – Quer dizer que não posso deixar de almoçar com o meu filho por um dia que a senhorita deixa-o se alimentar com porcarias?!
A loira teria levado a sério se não tivesse percebido a pequena dose de divertimento no tom de voz de Regina.
- É bom fugir um pouco da rotina – ela sorriu de canto para a Prefeita que respondeu com um sorriso discreto.
Ruby se aproximou rapidamente.
- Olá, Senhora Prefeita – disse atenciosa. – Gostaria de pedir alguma coisa?
- Vou querer o mesmo que a Senhorita Swan – Regina apontou para o prato de Emma.
- Ótima escolha – Ruby sorriu. – Sinta-se a vontade.
Regina sentou-se ao lado de Henry enquanto a garçonete levava o pedido. Henry e Regina estavam sentados de frente para Emma. – Então, qual o assunto? – a morena perguntou.
- Estávamos conversando sobre como você e Emma estão se entendendo, mãe — Henry disse inocentemente, dando uma mordida em seu X-Burguer.
Os olhares de Emma e Regina se cruzaram, quase colocando o estabelecimento em chamas. Regina sorriu para Henry e afagou seus cabelos castanhos.
- Estamos sim, querido.
- Isso é bom – Henry sorriu. – Quer dizer que vamos poder passar mais tempo juntos, certo? Eu, você e Emma.
Os olhares se cruzaram novamente. Essa era uma ideia que ambas aprovavam.
O pedido de Regina chegou e os três comeram tranquilamente, com Henry tagarelando sobre o que fizeram na escola e perguntando o porquê de a Senhorita Blanchard ter faltado.
- Bom, pelo visto vocês não vão me responder, então vou ao banheiro – Regina levantou-se para Henry passar e então se sentou novamente.
Assim que Henry estava longe o suficiente, Regina disse:
- Fugimos um pouquinho do propósito hoje.
- Um pouquinho? – Emma deu um sorrisinho malicioso. – Eu diria que fomos MUITO além de qualquer propósito.
- É – Regina concordou, sem tirar os olhos dos de Emma. Ela sorriu. – Quero que vá até a minha casa hoje à noite. Dessa vez nós vamos conversar, eu prometo.
Emma fez um biquinho manhoso.
- Ou... – Regina continuou. – Podemos colocar em prática algumas ideias que tenho em mente. Aí fica ao seu critério.
Quando Emma estava prestes a dar algumas ideias a mais, Henry chegou.
- E então, quem vai me levar pra casa?
- Eu levo – Regina disse levantando-se e deixando o dinheiro do almoço dela e de Henry na mesa. Emma também se levantou e colocou o dinheiro de volta na mão da Prefeita.
- Eu pago – ergueu a sobrancelha direita, ainda segurando a mão de Regina e encarando-a. Henry pigarreou e ambas caíram em si.
- Tchau, Emma – Henry abraçou a loira que deu um beijo em sua testa.
- Tchau, garoto.
Henry correu até a porta e a abriu, esperando por sua mãe.
- Nos vemos hoje à noite – Emma sorriu.
- As sete – Regina disse com um meio sorriso nos lábios. – Até mais, Senhorita Swan – ela sussurrou perto do rosto de Emma e andou até a porta.
Notas finais
E o título não é de nenhuma música... Foi o que veio na minha cabeça depois do tempo cansativo que fiquei procurando um título decente... :c hahaha
Kisses!
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