Notas iniciais
Uhul, finalmente estou de volta õ/ com muito, muito drama :c hahaha Enfim, espero que gostem!

— E você, Branca de Neve, promete aceitar o Príncipe como seu legítimo esposo, amá-lo e respeitá-lo na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, até que a morte os separe?

- Eu prometo.

- Eu agora vos declaro marido e mulher. Pode beijar a noiva.

Seus olhares se encontraram, apaixonados, e seus rostos se aproximaram lentamente ao som dos aplausos e gritos de todos ali presente. A comemoração do casamento que libertaria o Reino da...

- Oh! – todos fitaram, assustados, a porta de entrada que fora aberta com um ruído estrondoso. Parada à porta estava ela,a tão temida Rainha Má... Regina, a madrasta daquela que eles tanto amavam. Ela vestia um vestido negro que ia até seus pés, e seus longos cabelos pretos estavam presos em um rabo alto de cavalo, com um acessório que se colava em sua cabeça e parte de sua testa. O batom de um vermelho sangue gritava sem seus lábios.

- Desculpem o atraso – sua voz estava carregada de ironia. Um sorriso de prazer surgiu em seu rosto quando ela deu os primeiros passos em direção ao casal que estava abraçado no altar. Dois guardas tentaram impedi-la, mas ela apenas moveu suas mãos e os jogou entre a multidão.

- Corram! – um dos sete anões disse. – É a Rainha Má!

- Ela não é mais a Rainha – Branca disse quando desembainhou a espada do Príncipe e apontou para Regina. – Ela nada mais é do que uma Bruxa Má.

- Não se rebaixe ao nível dela – o Príncipe tirou a espada das mãos de sua amada e olhou para a morena à sua frente, que tinha um olhar desafiador e superior. – Você está perdendo seu tempo. Já perdeu, na verdade, e não deixarei que estrague esse casamento.

- Mas eu não tenho a intenção de estragar nada – Regina se fez de desentendida deixando seus lábios curvarem-se em um meio sorriso que quase poderia ser definido como “maligno”. – Muito pelo contrário, querido. Eu vim lhes dar um presente.

- Nós não queremos nada de você – Branca de Neve cuspiu as palavras.

- Mas deveriam! – a Rainha disse e deu alguns passos em direção aos convidados, que recuaram, com medo, e depois se voltou para os recém-casados. – Meu presente para vocês é este dia feliz... Mas amanhã meu trabalho de verdade começa. Vocês fizeram os seus votos, e agora eu farei os meus – o tom de sua voz era assustadoramente firme. – Logo tudo que vocês amam, tudo o que vocês todos amam – ela sentenciou enquanto andava ao redor do altar, apontando para os convidado – será arrancado de vocês para sempre. E o seu sofrimento será a minha vitória – então ela parou em frente aos noivos e olhou demoradamente dentro dos olhos assustados de cada um deles. – Eu irei destruir a sua felicidade nem que seja a última coisa que eu faça.

Com um último olhar ameaçador ela se virou andando em direção à grande porta, mas parou ao ouvir o grito do Príncipe. Quando se virou para o casal, ele atirou a espada em sua direção... Mas tudo que o aço atingiu foi uma enorme fumaça roxa que apareceu no lugar onde ela estava.

— Emma, nós não queremos te machucar – Leroy olhou diretamente nos olhos da loira e então olhou para Regina, a raiva tomando conta de seu olhar. – Pelo contrário, nos queremos machucar ela.

- Que pena, Leroy, porque terão que passar por mim primeiro – Emma disse firmemente, e isso fez com que todos ali presente arregalassem os olhos.

- Como assim? – Granny disse com os olhos apertados.

- O que diabos vocês acham que estão fazendo?! – a Xerife gritou, dando alguns passos à frente e saindo da casa. Ela empurrou Leroy e Whale, que já estavam dentro do hall, e ficou parada à porta bloqueando a entrada.

- Nós é que devemos perguntar isso, Salvadora – Whale ironizou. – O que você está fazendo com a Rainha? Você deveria nos proteger, e não proteger a ela.

- Ela te tirou dos seus pais, Emma – Ruby falou baixinho, mas ela estava próxima o suficiente para que Emma ouvisse, e isso obviamente mexeu com a loira que abaixou a cabeça.

A loira ficou em silêncio por tempo demais e Regina estava ficando assustada. Ela não culparia sua namorada se esta decidisse não estar ao seu lado, mas o medo tomou conta de seu ser ao perceber que, sem Emma para defendê-la, ela provavelmente morreria.

- De fato, ela o fez – a Xerife levantou a cabeça com os olhos marejados, mas sua voz continuou forte. – Ela me tirou dos meus pais, mas, em compensação, me deu aquilo que eu sempre quis em toda a minha vida. Uma família.

Todos a olharam confusos. É claro que eles não entenderiam, afinal não fazia o menor sentido a filha da Branca de Neve apaixonada pela maior inimiga de sua mãe.

- Ah meu Deus, Emma! – Branca correu até a porta da grande casa branca de número 108 sendo acompanhada por David. – Saia de perto dela! – ela agarrou o braço de Emma e tentou puxá-la para perto de si, mas a garota não se moveu para nada além de puxar seu braço para longe do alcance das mãos de sua mãe.

- Não – ela sentenciou. – Eu não vou sair de perto dela para ter certeza de que nenhum de vocês vai se aproximar enquanto esse... Instinto assassino não passar! E eu definitivamente não me importo com o que vocês vão pensar, tá legal? Não importa o que ela tenha feito, a Regina não merece isso. Agora eu quero que todos vocês voltem para suas casas e esperem até serem capazes de resolver isso civilizadamente!

- Quero ver quem vai me obrigar! – Whale gritou e avançou, mas foi impedido por um soco certeiro de Emma em seu nariz. Ele caiu de joelhos no chão, praguejando.

- Eu vou – Emma abaixou-se até ficar da altura dele. – E não tente nenhuma outra gracinha do tipo porque a minha paciência já está esgotada graças a você! – então ela ficou em pé, ajeitou sua postura e mudou seu tom de voz. – Eu não sei como as coisas funcionavam no mundo de vocês, mas ainda estamos no meu mundo, então eu continuo sendo a Xerife da cidade. Então, por gentileza, eu gostaria que todos fossem para suas casas para evitarmos problemas maiores... Pelo menos por enquanto – ela pediu educadamente sussurrando a última parte, sabendo que “evitar problemas maiores” não seria inteiramente possível.

Aos poucos as pessoas foram deixando o quintal da casa da Prefeita, entre comentários maldosos e assustados a respeito de como a Xerife da cidade se colocou à frente da situação para defender Regina. Os pais de Emma, Mary Margaret e David, tentaram conversar com a filha, mas ela disse que ela ainda não estava preparada, então eles foram até o apartamento de Mary Margaret, cabisbaixos. Emma entrou na casa a bateu a porta atrás de si, respirando pesadamente e de olhos fechados. Abriu os olhos assim que ouviu os soluços baixos de Regina e viu a Rainha sentada ao final da escada, no último degrau, com as pernas encolhidas e os braços envolvendo os joelhos. A morena não ousou levantar a cabeça para encarar Emma. Ela estava envergonhada, quebrada, machucada... Arrependida. Emma se aproximou.

- Amor – sua voz denunciava que ela estava chorando, então Regina ergueu apenas um pouco a cabeça para poder encará-la. Seus olhos verdes estavam banhados em lágrimas.

- Me desculpa – Regina pediu baixinho encarando o chão. – Por favor, Emma, me desculpa... Por favor...

- Shh – a outra pediu sentando-se no segundo degrau da escada. Fez Regina sair daquela posição e puxou-a para seus braços, onde a morena se sentiu desconfortável a princípio, mas logo se aninhou no colo de sua namorada. – Não se desculpe meu anjo... Não se preocupe com isso agora, ok? – ela afagava os cabelos negros de Regina, e deu um beijo no topo de sua cabeça.

- Seus pais... Eu... – Regina soluçou, uma nova onda de lágrimas lutando para sair, e ela nem mesmo lutou contra. Depois de se recuperar, ela continuou. – Eu não me importava com nada até conhecer você... Você não faz ideia de quantas vezes eu desejei que tudo isso fosse um sonho maluco... Que eu, na verdade, nunca tivesse feito a maior burrada da minha vida... Eu me arrependi no minuto em que eu soube que eu te amava. Eu fiquei tão envergonhada, eu...

- Regina, chega – Emma puxou delicadamente o rosto da amada para que pudesse olhar em seus olhos. – Eu... Olha, não vamos falar sobre isso agora, tá bom? Não precisamos...

- Mãe?! – Henry abriu a porta a, ao ver suas mães daquele jeito, correu abraçar Regina. Os dois ficaram abraçados por um tempo antes que alguém dissesse algo, e foi Henry quem quebrou o silêncio. – Grace e os pais dela, eles... Eles acordaram, como isso é possível? – Emma tentou responder, mas ele a interrompeu. – Mãe, eu fiquei tão preocupado!

- Eu estou bem, Henry – Regina disse sem olhar para ele. – Só... Estou cansada. Mas obrigada, querido.

O garoto olhou assustado para Emma como quem pergunta o que fazer depois. A loira apenas pediu que ele fosse tomar um banho que logo ela o colocaria na cama e eles conversariam sobre isso no dia seguinte. Depois de colocar o garoto para dormir, foi a vez de fazer isso com Regina. Emma a levou para o quarto e preparou um banho quente enquanto Regina esperava sentada na cama com o rosto sem expressão. Ela levou a morena até o banheiro, esperou que ela tirasse suas roupas e então tirou as próprias roupas, entrou na banheira e acomodou Regina entre suas pernas, com as costas encostadas em seu peito. Apoiou o rosto no ombro da Prefeita e a abraçou forte... O que a fez voltar a chorar. Após um tempo abraçadas ouvindo apenas os soluços de Regina, a morena perguntou baixinho:

- Emma?

- Sim, meu amor – a loira sussurrou em seu ouvido.

- Você... – ela engoliu em seco. – Você me odeia?

- Regina! – Emma a repreendeu por pensar daquela maneira. – É claro que não. Não há motivo no mundo que me faça te odiar, eu quero que saiba disso.

- Obrigada... – Regina se moveu para que pudesse encarar a outra. – Obrigada por me amar, Emma – ela disse sem tirar seu olhar daqueles maravilhosos olhos verdes. – E, mais do que isso... Obrigada por me deixar te amar.

Emma sorriu calorosamente e aproximou seus lábios do da morena, beijando-a com ternura. Da árvore que ficava ao lado da janela, um pássaro negro que estava pousado ali havia algum tempo, voou. Bateu asas até o telhado da oficina do Gepetto, e então se dissipou em meio a uma espessa fumaça negra.

Notas finais
E aí, curtiram? :D A música é "Never Let Me Go", da Florence + The Machine. É tão perfeitinha... *--*

"Nunca me deixe partir, nunca me deixe partir... E os braços do oceano estão me carregando, e toda essa devoção avançou sobre mim, e o peso do paraíso, para uma pecadora como eu... Mas os braços do oceano me livraram. E está acabado, e eu estou afundando mas não estou desistindo... Apenas estou me entregando".
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.