My Heart Belongs To You
7 Mean.
Notas iniciais
Boa leitura!
– Finalmente – Regina a esperava no final da escada. – Parou para desistir de outro filho no caminho?
O coração de Emma ardeu de raiva e de dor. Como Regina conseguia ser tão perversa? Tão fria, tão sem coração? Por um momento Emma questionou a si mesma... Como poderia ter sentimentos por ela? A loira não respondeu à provocação, apenas encarou a Prefeita com o olhar mais gélido possível, aquela imensidão verde abrigando já algumas lágrimas. Regina se mostrava indiferente, e mesmo que se arrependesse de ter dito aquilo, não se desculparia. Era orgulhosa demais para isso.
– Enfim, quero lhe apresentar uma velha amiga – a Prefeita falou, andando em direção ao quarto do Desconhecido. Abraçada com ele estava uma mulher loira, e a colega de quarto de Emma assistia aquilo através da porta de vidro. Mary Margaret quase abraçava a si própria, e Emma conhecia aquele gesto; ela estava a ponto de desabar. Emma passou por Regina e correu até Mary M. Colocou a mão direita em seu ombro.
– Mary... – Emma começou.
– É a esposa dele – Mary M disse, lutando contra as lágrimas. – Ele é casado, Emma.
A loira não soube o que dizer, apenas envolveu a cintura de Mary M com seu braço direito, e a morena deitou a cabeça em seu ombro. Emma sentiu Regina se aproximar.
– Reencontro familiar – ela disse de braços cruzados e sem tirar os olhos do Desconhecido e sua esposa. – Lindo, não é? Quase me faz querer chorar.
– Porque nos chamou aqui, Regina? – Emma perguntou com o maxilar trincado.
– Oras, foram vocês que encontraram o Senhor Nolan – ela olhou para Emma e fez uma cara de “inocente”, mas Emma sabia o porquê de elas estarem ali: Regina queria ferir Mary Margaret.
A esposa do Senhor Nolan quebrou o silêncio que havia se estabelecido.
– Ah, foram vocês que encontraram o meu David? – ela estava chorando e junto com suas lágrimas, podia-se ver felicidade em seus olhos. Emma assentiu com a cabeça e a mulher continuou. – Céus, muito obrigada! Vocês não sabem o quanto sou grata a vocês! Me chamo Kathryn. Kathryn Nolan.
“Então o nome era mesmo esse”, Emma pensou, lembrando-se do que Henry dissera naquele dia mais cedo.
– Eu sou Emma, e essa é a Mary Margaret– Emma apresentou a si e a Mary M. – Ela visitava o seu marido todos os dias... Acho que a senhora não deve ser grata a mim, e sim a ela. — Mary tentou sorrir, mas não conseguiu. Ela era transparente demais. – Desculpe, ela está passando por problemas... – Emma afagou o braço de Mary M.
– Ah, coitadinha! – a mulher disse sinceramente. – Eu sinto muito, Mary Margaret! Espero que você melhore... O que você fez, o que vocês fizeram, pelo meu marido vai trazer boas consequências, eu tenho certeza!
– Obrigada – Mary falou, a voz quase desaparecendo.
– Sra. Blanchard? – Dr. Whale apareceu na porta. – David Nolan quer vê-la agora.
A surpresa nos rosto de Mary Margaret foi visível.
– M... Me ver? – ela gaguejou.
– Sim – Whale virou os olhos, impaciente.
Mary Margaret olhou para Emma, seus olhos suplicando por ajuda. A loira fez que “sim” com a cabeça, encorajando-a, e Mary acompanhou Dr. Whale até a cama em que David Nolan estava deitado.
– Ah, eu estou tão feliz por vocês terem-no encontrado! — Kathryn olhou, sorrindo, para a cena que se passava dentro do quarto: Mary, Whale e David conversando, David tentava sorrir para Mary Margaret, que dava o seu máximo para controlar as lágrimas. – Vou pegar um café. Vocês também querem?
– Não – Regina e Emma responderam juntas. Emma acrescentou um “obrigado”, com um sorriso educado nos lábios, enquanto a Prefeita manteve sua cabeça erguida e seu tom de voz “superior”.
Kathryn saiu e Emma, sem olhar para Regina, disse.
– Como você consegue?
– Consigo o que? – Regina perguntou erguendo uma das sobrancelhas e olhando de canto para a loira.
– Ser tão gélida – Emma continuou. – Como consegue viver destruindo os sentimentos das pessoas, Regina? Não é nem um pouco difícil pra você?
Os olhos de Regina permaneceram iguais: uma imensidão negra e vazia, inteiramente desprovidos de qualquer tipo de emoção.
– Não é – Regina deu de ombros, os movimentos cheios de altivez.
Emma não podia acreditar. A única coisa que ela esperava é que Regina fosse diferente com Henry... Claro que a loira não era o melhor exemplo de mãe, mas não podia acreditar que Henry vivera toda a sua infância com uma víbora como a Regina. Aquele pensamento trouxe uma dor cortante em seu peito. “Culpa”, Emma pensou. Reconhecer que Regina era a pessoa que era só a fez sentir mais culpada por ter abandonado seu filho.
– Você não tem coração – Emma cuspiu as palavras em Regina.
A Prefeita olhou com indiferença e com um meio sorriso irônico nos lábios.
– Está errada, Senhorita Swan – ela disse. – Eu tenho, sim, um coração. Apenas não me importo.
Sob o olhar indignado de Emma, a Prefeita caminhou graciosamente até o elevador.
Notas finais
Ah, e sobre a música: "Mean", da Taylor Swift. Define os pensamentos de Emma sobre a Regina nesse capítulo... E com razão né hahaha
"But all you are is mean,
All you are is mean."
Kisses!
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