My Heart

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Eu assisti esse episódio e eu simplesmente não consigo superá-lo e não consigo não escrever nada sobre.
Espero que gostem ♥

"Everybody wanted to know, what I would do if I didn't win... I guess we'll never know."

(*)

— Isso é o que você faria — Josephine disse. Algo em sua voz soou estranho, como se avisasse do perigo que Clarke estava prestes a correr. — Sinto muito.

E ela entendeu, quando o que seria uma espécie de machado atravessou sua garganta. Mas era tarde demais. As últimas palavras também se misturaram com algo do lado de fora.

Era uma voz masculina?

Ela estava tão fraca para entender melhor.

Concentre-se, Clarke.

Sua visão estava turva. Um loop infinito de todas as suas memórias correram por sua mente com um flash. E se alguém estava se desculpando, então significava que…

Ela ia morrer. Sua luta acabou.

Ela se arrependia de todos os seus pecados, mas era reconfortante saber que ela poderia vê-los novamente. Seu pai. Wells. Finn. Jasper. Monty.

Mas Bellamy…

Doía saber que jamais o veria de novo. Pelo menos até que ele a encontrasse do outro lado.

O seu coração, ou a falta dele agora, ela supõe, doía por saber que ela nunca chegou a lhe dizer.

Eu te amo.

Porque ela tinha desperdiçado todas as chances de dizer como se sentia e não o fez.

Amava tanto que doía estar tão perto e longe ao mesmo tempo. De agora ele parecer ser tão inalcançável.

E o que aconteceria com Madi, sua filha? Ela torcia para que Bellamy cuidasse dela, que ele fosse a sua família, como tinha sido a dela por todos esses anos.

Me perdoe, Madi… Eu não vou estar aí por você.

Me perdoe, Bellamy. Eu te deixei para trás novamente, mesmo dizendo que jamais faria isso de novo.

— Clarke, eu preciso de você… Madi precisa de você.

Eu também preciso de você. Muito. Ela quis responder.

Sua respiração dói. Seu peito dói.

Mas por que o peito dela doía tanto? Era isso, morrer?

— Levante-se e lute! — ela escuta novamente, ao fundo. Era a voz dele. Poderosa. Firme. Suplicante. Cheia de angústia e sentimento.

Ele não ia deixar ela morrer.

Sua luta ainda não acabou.

Eles se encontrariam novamente.

E então ela mostraria a Josephine que ela era mesmo uma lutadora. Ela não ia desistir de lutar para sobreviver, e principalmente, jamais o deixaria para trás de novo porque o seu coração estava pedindo que sua mente voltasse.

.

.

Ele podia sentir os lábios e a respiração ofegante dela na curva do seu pescoço. O calor que ela irradiava junto a ele era extremamente reconfortante e, se ele pudesse encontrar quaisquer palavras para definir tal sensação, abraçá-la tinha a mesma sensação que sentia quando estava em casa com sua família. Era como se aquele abraço fosse o seu lar. Ele poderia e queria se perder naquele abraço, pois naquele momento nada mais no mundo importava. Clarke estava ali. A sua Clarke. Ela estava viva.

Quando ele finalmente encontrou forças para se desvencilhar dos braços dela, ele não segurou o impulso de segurar seu rosto entre as mãos. Ele queria gravar cada detalhe daquela face, os lábios entreabertos, seus olhos azuis tão brilhantes, a respiração que estava se tornando ritmada conforme ela olhava nos olhos dele. Eles se encaravam tão intensamente que talvez pudessem ter paralisado o tempo. Ele poderia facilmente encará-la por horas e não seria problema algum, mas ele precisava desesperadamente dizer algo.

O coração dele batia irregularmente em seu peito e por um momento ele se perguntou se ela estava ouvindo. Podia sentir as lágrimas se formando no canto dos seus olhos enquanto um loop passava por sua mente. O coração dela parando. Ele lhe dando o beijo da vida. E agora Josephine estava fora de sua cabeça, para sempre.

Ela enxugou algumas lágrimas que rolaram pela face dele com um dedo, delicadamente.

Era incrível a sensação do toque dela, macio, sobre a pele quente.

— Clarke… — ele finalmente disse. — Eu…

Ela segurou as mãos dele, tirando do rosto dela. Ela entrelaçou os dedos com o dele, enquanto assentia, as lágrimas também caindo pela face dela.

— Bellamy, eu sei. Eu... sei. — sua voz era suave, mas ao mesmo tempo continha um tom firme, como se tivesse o avisando que aquele era um assunto delicado. — Está tudo bem.

— Não está tudo bem — ele sussurrou. — Por deus, eu… — ele se interrompeu, olhando nos olhos dela.

Ele queria dizer tanto a ela.

Ele precisava dizer.

Eu te amo.

Eu te amo tanto.

Como tantas outras vezes ele quis dizer que a amava e não disse. Mas agora era insuportável apenas não dizer. Agora ele não precisava ter medo da rejeição.

Mas ele não podia dizer. Ainda não. E ele se odiou por isso. Não era justo com a Echo e muito menos justo com a Clarke. Ele não era esse tipo de homem.

— Está tudo bem — ela repetiu, dando um meio sorriso.

Ele encostou a testa na dela e fechou os olhos. Ele podia jurar que ela também o tinha feito, mas não ousou olhar. Ele controlou sua respiração e segurou o impulso de simplesmente beijá-la ali mesmo.

Mas ele não queria causar a impressão de que seus sentimentos só foram despertos porque sentiu que ia perdê-la para sempre, não. No fundo de seu coração, ele sabe que esse sentimento sempre esteve ali e nunca passou. Ele sempre teve esperanças, no âmago de seu ser, que um dia eles teriam o seu momento.

— Eu vou fazer com que tudo fique bem — ele abriu os olhos para falar. Ele viu a incerteza e confusão nos olhos dela, e, ele sabia que ela não queria manter uma falsa esperança de uma confissão que foi provocada apenas pela morte dela. Ela precisava que fosse real. E ele também precisava de um momento real, então ele faria isso real. Sem hesitação, sem empecilhos. — Eu prometo — ele disse firme, tentando transmitir, nas entrelinhas, o quanto ele estava certo sobre sua decisão.

Ele a amava.

Ele deu um beijo em sua testa, finalmente se afastando daquela proximidade tão perigosa e tentadora.

— Isso sim é algo que pensei que nunca veria — Octavia se pronunciou, claramente fazendo referência há muito tempo atrás. Bellamy revirou os olhos, enquanto Gabriel encarava a todos, pensativo. Octavia caminhou até onde Clarke estava, agora deitada sobre a maca de novo, se recuperando. — Clarke…

— Octavia — ela sorriu e Octavia se aproximou dando-lhe um abraço. — Obrigada — Clarke sussurrou.

Ela viu todos dormirem de cansaço, mas por mais que seu corpo suplicasse para que ela fizesse o mesmo, ela tinha medo de fechar os olhos e nunca mais voltar.

Bellamy sentou em uma cadeira do seu lado antes, e ela o viu adormecer, segurando sua mão.

Eles dormiram por três horas até Gabriel os acordar.

— Nós não podemos ficar aqui. Clarke, você está muito desconfortável aqui e precisa descansar melhor, ainda não sabemos se o seu cérebro teve algum dano maior nesse processo, você ficou alguns minutos sem oxigênio… — ele ponderou. — Eu conheço um lugar próximo daqui, é mais confortável, para todos nós.

.

.

Eles caminharam por aproximadamente uma hora. Bellamy manteve-se ao lado de Clarke o tempo todo, apoiando um braço dela em seu ombro e ajudava a caminhar. Em alguns momentos a carregava no colo, e ela o agradecia.

Ela estava tão cansada.

— Clarke… — ele sussurrou, apenas para ela ouvir. Gabriel e Octavia estavam a frente, e eles mais atrás. — Você precisa dormir, sei que não dormiu nada. Eu preciso que você fique bem logo, ok? — ele falou, suavemente.

Ele estava realmente muito preocupado com ela.

— Eu tenho medo, Bellamy… — ele a encarou, confuso. — Eu tenho medo de dormir e quando acordar não estar mais aqui… de ser ela.

Ele parou abruptamente de andar e pegou o rosto dela com as mãos novamente como mais cedo naquela noite.

— Clarke, ela se foi. Eu não vou deixar que nada aconteça com você de novo, tudo bem? — ele olhou nos olhos dela. — Eu estou cansado de perder você! Por favor…

Ela sorriu, tampando a boca dele com um dedo.

— Tudo bem. Você não vai me perder de novo. Eu nunca mais vou sair do seu lado.

Ela o puxou pelo braço, os seus dedos se entrelaçaram por um momento, até se sentirem desconfortáveis e soltarem a mão um do outro.

.

Quando chegaram na cabana, Clarke foi acolhida com uma sensação de nostalgia. Aquela cabana de madeira a lembrava de onde passou parte de sua vida com Madi e como foram felizes por lá, embora fosse um pouco mais rústica e charmosa.

Gabriel a instalou em um dos quartos, que possuía uma larga cama de casal e um sofá estreito ao lado. Ela suspirou de alívio ao sentir a cama macia sob suas costas, ela precisava mesmo desesperadamente dormir. Ele lhe deu um líquido verde, o que disse ser uma infusão de plantas que ajudariam com a dor. Naquela altura, ela acreditava nele o suficiente para tomar, e alguns minutos depois estava se sentindo bem, como se não houvesse dor nenhuma.

Octavia esquentou um pouco de água de um lago próximo e chegou no quarto dela com a vasilha e umas toalhas, ajudou-a a se limpar por inteira, num silêncio mútuo e confortante entre as duas, até deixá-la sozinha, para se juntar a Bellamy e Gabriel que conversavam no que parecia ser a sala daquela cabana. Eles também haviam aproveitado para se limpar momentos antes.

O clima entre ela e Bellamy estava estranho e ela não forçaria mais nada com o irmão, havia muito o que ser dito e eles teriam o seu momento, ela imaginava. Então ela decidiu deixá-los à sós, e escolheu um dos quartos para também descansar.

Bellamy decidiu verificar como Clarke estava, e ao abrir o quarto, viu que ela acabou caindo no sono em algum ponto e decidiu deixá-la um pouco sozinha. Havia algumas coisas que ele ainda gostaria de perguntar a Gabriel.

Quando voltou até a sala, Gabriel estava um pouco hesitante.

— Ei… hum… — ele disse, olhando para a porta fechada. — Tem uma pessoa aqui.

— Quem? Pensei que esse lugar fosse seguro! — ele disse, se aproximando da porta.

— É uma mulher… Ela disse que o nome dela é Echo. Octavia não queria que ela entrasse aqui, mas ela disse que precisava falar com você, e deixei ela ali fora até que você dissesse se ela poderia entrar ou não. Octavia não parece ser muito fã dela, sabe?

Merda. Ele pensou. Agora não.

Felizmente Octavia não estava por perto.

Ele abriu a porta e logo foi surpreendido por braços ligeiros que cercaram seu corpo fortemente em um abraço.

— Bellamy — ela disse, firme, enquanto o abraçava.

Ele não tinha cabeça para retribuir o abraço na mesma intensidade. Ele estava feliz por ela estar bem, se importava com ela, mas ele ainda não tinha se recuperado do impacto dos eventos recentes e, o que sentia por ela agora não chegava perto do que poderia ter sido um dia.

Como se ela percebesse, logo afastou-se do abraço desajeitado, olhando em seus olhos em busca de algo que pudesse revelar o que estava acontecendo.

— Echo… — ele disse, finalmente, soltando uma lufada de ar. Estava surpreso por ela estar ali, de qualquer forma. — Como chegou até aqui? Os outros estão bem?

— Ryker me ajudou com isso… É uma longa história, mas ele me disse sobre alguns esconderijos do Gabriel, eles parecem se conhecer muito bem… Os outros estão bem, por ora. — ela olhou ao redor — E Clarke?

— Ela está bem, está a salvo. Está apenas descansando… Nós passamos por tanta coisa...

Ela assentiu e ele deu um passo ao lado para que ela pudesse entrar. Ele deu um olhar sugestivo para que Gabriel o deixasse a sós, e foi o que ele fez, partindo para um dos quartos.

— Nós vamos precisar de um plano melhor para salvar a todos, todos estão sob custódia, incluindo a Madi — ela disse quando Gabriel saiu.

— Eu tenho um. Nós vamos negociar a todos pelo drive da Josephine e se eles quiserem ela de volta, vão ter que fazer um acordo.

— Sim… — Echo assentiu. — Então… Ela está de volta?

— Sim… ela está bem, só precisa descansar. Seu corpo e sua mente passaram por tanto trauma… — ele fez uma pausa. Estava hesitante. — Eu…

— O que aconteceu? — ela perguntou, olhando em seus olhos com certa intensidade.

— Olha, eu não… — ele balançou sua cabeça. Queria que existisse um jeito melhor de explicar as coisas. — O coração dela parou de bater e eu não podia perder ela de novo… Eu não podia, Echo… Então eu… Eu fiz… Eu tive que trazer ela de volta.

Ela confirmou com a cabeça, parecendo entender o que tinha acontecido.

— O coração e a mente, huh? — ela disse. No entanto não parecia possuir qualquer desdém em sua voz.

— Eu fui o coração dela. Eu bati até que ela pudesse lutar por ela mesma. Só de pensar que eu pudesse perder ela de novo…— ele sentiu lágrimas formarem só de pensar na possibilidade. — Echo… Eu… Eu amo ela. Eu sinto muito por isso, mas eu amo ela tanto que…

Ele gostaria muito que houvesse um jeito melhor de resolver as coisas. Mas não tinha nada que pudesse fazer além de ser sincero com ela e consigo mesmo. Mas independente do que acontecesse, ele nunca deixaria de se importar com ela, ela também fazia parte de sua família e o tinha ensinado tantas coisas que jamais poderia apagar a importância que ela teve em sua vida.

— Você não tem que se desculpar por seus sentimentos, Bellamy — sua voz tinha um tom indiferente, não estava carregada de raiva como ele pensou que estaria. Talvez estivesse subestimando ela demais. — Não é como se eles nunca estivessem aí, de qualquer forma… Nós ficamos juntos porque pensamos que ela estava morta, eu sei que nada teria acontecido entre nós se você soubesse que ela estava viva…

— Eu não queria te magoar… Eu não quero que você me odeie.

— Nós tivemos o nosso tempo bom, Bellamy. E eu sei que você não é esse tipo de pessoa… Agora o nosso tempo juntos acabou, mas eu nunca seria capaz de te odiar. Você vai continuar sendo minha família — ela o abraçou e ele retribuiu. — Agora nós temos que salvar o resto da nossa família… Ela vai estar bem para ir conosco amanhã? Não acho que eles têm muito tempo…

— Eu espero que sim… — ele disse, se separando dela. — Obrigada Echo, por tudo.

— Ela é forte, Bellamy. É uma guerreira. E eu sei que ela é importante para você, sempre soube — Echo deu um beijo em sua bochecha.

Aquela era uma despedida entre eles. E Bellamy estava livre para lutar por suas reais intenções.

— Bellamy! Ela acordou — ao fundo, ele pôde ouvir a voz de Gabriel chamando por ele.

Ele olhou para Echo, como se precisasse de uma confirmação, para saber que algo não ia magoá-la.

— Vai… Ela precisa de você, Bellamy.

E ele foi, sem hesitação.

.

Quando entrou no quarto, ela estava tentando se levantar para se sentar na cama.

Ele correu para lado dela, segurando seu braço para firmá-la.

— Ei, não tão rápido… — ele disse gentilmente.

— Agora que ela acordou, acho que ela precisa da sua companhia. Verifiquei e está tudo bem com ela, então vou deixar vocês a sós — Gabriel disse, logo fechando a porta, os deixando sozinhos.

— Está tudo bem com você? — ele perguntou, tirando uma mecha de cabelo dela do rosto e colocando atrás da orelha. Ele se sentou sob a cama, ficando bem próximo a ela, passou um braço sobre ela, num abraço lateral.

— Me sinto muito melhor agora que sei que ela realmente se foi… Sinto muito se ela disse algumas coisas para você, ela também me deixava muito irritada, às vezes — ela terminou, encostando a cabeça dela no ombro dele.

Ele riu disso e ela o acompanhou

Por Deus, ele estava se sentindo tão mais leve que achou que poderia facilmente voar. Eles ainda tinham muito o que enfrentar, mas só de saber que agora ele estava livre para realmente ser sincero sobre tudo, e agora que estava tudo perdoado entre eles, ele só tinha vontade de gritar aos quatro cantos o quanto ele amava aquela mulher.

Ele a trouxe para mais próximo de si, agora colando seus corpos e ficando de frente para ela. Ela ficou surpresa por um momento e encarou seus olhos com intensidade e arregalados.

— Echo apareceu aqui Clarke, e eu… Está tudo resolvido entre nós — ele disse olhando para a boca dela. Pôde sentir que a respiração dela estava acelerando com a proximidade de seus corpos.

Ele não tinha mais medo. Não precisava ter.

— Você quer dizer que… — ela não terminou, porque também olhou para a boca dele.

— O que eu quero dizer há tanto tempo. Clarke... — ele disse o nome dela num tom rouco. — Eu te amo.

Ela deu um sorriso tão genuíno que ele pensou que, se morresse ali mesmo, tudo aquilo valeria a pena. Tudo o que eles passaram até aquele momento valeu à pena, porque o sorriso dela era tão lindo, os olhos azuis que o contemplavam com tanta ternura fazia aquele sentimento ser mais palpável do que nunca.

— Eu te amo tanto, Bellamy.

Lágrimas escorreram pelo rosto dela quando ela fechou os olhos e ele nivelou suas alturas para beijá-la e ele finalmente a beijou.

Ele segurou o pescoço dela, tomando cuidado com a recente cicatriz, trazendo-a para seu corpo enquanto deitava na cama por debaixo dela, tomando o cuidado suficiente para não pressionar o seu peito e fazer nada que pudesse machucá-la após tudo o que ela passou.

Suas línguas se entendiam muito bem, seus lábios eram mornos e tão cheios de desejo quanto os dele.

O beijo lhe roubava o ar, o senso e o coração.

Ele esperou tanto por aquele momento que era realmente difícil não pensar que aquilo podia ser um sonho. O melhor dos sonhos.

Quando ela se afastou, descansou a cabeça contra a dele, enquanto ambos recuperaram o fôlego.

Ela ainda se sentia dolorida demais para fazer qualquer coisa.

Ela sorriu para ele e ele retribuiu.

Ela deitou ao lado dele, que passou o braço por ela, trazendo-a para mais perto.

— Vamos, salvar o nosso povo — ela disse.

— Juntos. — ele respondeu.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!