My Heart
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Capitulo Dois
Eu mantinha os braços cruzados, as pernas cruzadas e a cara emburrada. Sem contar o fato que eu batia freneticamente meu pé no chão sem um pingo de cerimônia e bufava de dez em dez segundos. Eu não acreditava que eu estava me sujeitando aquilo. Não mesmo. Bufei mais uma vez, mais alto do que há dez segundos, eu estava irritada e queria irritar. Pude ver pelo retrovisor Paul abrir a boca.
- Não fala nada – eu disse emburrada, eu não conseguia acreditar que eu havia deixado o Parker ganhar, tudo bem que ele me ameaçou se eu não cumprisse minha parte na aposta ele queimaria minha coleção de CDs e molharia meus pôsteres. O que eu não duvidaria que acontecesse, mas eu não sei que porra se passou na minha cabeça pra chegar aquilo. Eu havia deixado Paul me maquiar. Eu estava maquiada, MAQUIADA. Eu havia sido maquiada pelo meu irmão! E vestida que nem uma bonequinha. Eu não conseguia acreditar. Eu estava indo pra escola usando uma calça skinny jeans clara de cintura BAIXISSIMA, uma camiseta com alça de BABADOS e detalhe de fitinha ROSA perto do busto, Josh havia me “dado” uma enorme bolsa branca, que eu não havia gostado. Em menos de uma semana ela já estaria amarela, cinza ou até preta. Eu jogo bolsa em tudo quanto é canto. Elas costumam ficar podres na minha mão. E uma das piores coisas, senão A pior. Acho que empata com ser maquiada pelo Paul. EU ESTAVA USANDO SALTO. Para o mundo que eu quero descer, por favor? Eu estava usando uma sandália de salto plataforma. Alguém me da um tiro? Brincadeirinha. Eu queria arrancar o birélio do Parker fora. Mata-lo, ou melhor, tortura-lo e deixa-lo agonizando no meio fio. Era isso que eu queria fazer com ele, filho da puta. E meu ódio ia apenas crescendo a cada segundo que ele virava o rosto pra janela pra rir. Chutei com força o banco da frente e ele riu mais alto. – CALA A BOCA
- Eu não to falando – Disse entre risos fazendo cara de inocente e meu irmão acompanhou.
- Paul meu amor, eu te amo, mas vou ser obrigada a te torturar junto com o Parker se você continuar rindo da minha cara – fiz bico de brava, mas ele apenas apertou minha bochecha me dando um beijo no nariz voltando sua atenção para a rua.
- Você está linda Julie, nem sei por que esta fazendo esse charme todo – ele sorriu parando em frente ao colégio e eu gelei. Na boa, eu não ia descer daquele carro. No way.
- Eu to parecendo uma palhaça isso sim, e daquela das piores, daqueles circos bem pobrezinhos em que elas se enfeitam com se estivessem indo pra uma festa de dia das bruxas.
- Não esta não – Josh disse sério e eu me virei pra ele o encarando estranho – Você conseguiu ficar pior – chutei novamente o banco, me sentando de novo e cruzando os braços infantilmente.
- Eu não vou descer do carro – Me senti eu mesma quando tinha seis anos e não quis descer do carro por que senão meu priminho iria puxar minhas trancinhas.
- Para de palhaçada, você vai descer desse carro e ir pra sala de aula nem que eu tenha que te arrastar pelos cabelos que nem faziam a moda antiga – Mandei o dedo pro Parker, Ele e Paul saíram do carro quase juntos e meu irmão abriu a porta do passageiro. Ele era um vadio, ele sabia exatamente que eu detestava primeiro dia de aula, e ainda deixava o Parker aprontar uma dessas comigo. Cachorro. Que espécie de irmão é esse? E ainda por cima mais velho? Ele tinha que me proteger. PROTEGER. E proteção pra mim significava expulsar o Parker de casa!
- Anda Julie, você sabe que se fosse uma coisa grave eu nunca deixaria o Josh fazer, mas você esta linda, e é a mesma Julie de sempre, só que com um pouco de maquiagem, salto alto e rosa. – eis o fato meu querido, EU SIMPLESMENTE ODEIO ROSA. – você esta linda, então desce desse carro já, antes que eu deixe o Josh te arrastar pelos cabelos – ele sorriu me dando um peteleco no nariz.
- Anda Juliet, sai do carro – Josh deu um leve empurrão no meu irmão que riu apenas pegando sua mochila. Eu sempre achei que irmãos mais velhos serviam pra proteger, mas agora descubro que eles servem pra ter amigos pentelhos que atormentam nossa vida e ficarem quietos rindo enquanto eles fazem isso – Não vou falar de novo – Josh meteu a cabeça dentro do carro e puxou meu braço quase me jogando pra fora do carro.
- Me solta peste – disse puxando meu braço quando já estava do lado de fora- Você quer que eu faça esse papel ridículo? Ótimo eu faço você ganhou Parker. Eu posso parecer uma patricinha ridícula e mimada – sorri falsamente pra ele – Mas só tenho uma coisa a te dizer: VOCÊ ME PAGA e você – me virei pra Paul – Me aguarde. – gritei irritada antes de jogar o cabelo pro lado e sair pisando firme caminhando em direção ao pátio. Se alguma vez na minha vida eu tive duvidas de que Deus existia essa duvida se dissipou naquele momento, por que só pode ter sido Deus que me segurou pra que eu não me estabacasse no chão naquele momento. Tudo bem que eu provavelmente estava andando que nem uma pata, toda estranha, como se estivesse assada, — o que eu não duvido que aconteça quando eu tirar essa calça, a bicha parece se fundir a pele – pelo menos a camiseta que o Parker tinha escolhido não deixava minha bunda tão à mostra. Ai como eu odeio esse moleque. Meu rosto esquentou e provavelmente foi a mil e quinhentos graus quando alcancei o pátio. A maioria das pessoas me olhavam de cima abaixo. Ai meu deus eu sabia que aquela calça era apertada demais. Provavelmente deve ter rasgado em algum lugar, ou eu to andando que nem uma jeca, que é o que eu tenho CERTEZA que esta acontecendo. Oh papai, eu quero meu irmão. Me virei observando Paul caminhando calmamente com Josh ele sorriu quando nossos olhos se encontraram e eu continuei parada no mesmo lugar até que ele chegasse próximo de mim.
- Ficou com medinho foi? – Josh riu debochado e eu novamente lhe mandei o dedo
- Se eu fosse você eu tomava cuidado Parker, essa roupa não me impede de te dar umas porradas aqui mesmo,e o salto até facilita já que eu posso arrancar ele do meu pé, e dar com ele na sua cabeça. Te garanto que ele é pesado – Eu disse tão seria que o diarréia de hipopótamo ficou me olhando com a boca aberta. – Fecha a boca que vai cair baba – puxei meu irmão pelo braço.
- Vocês dois hein – Paul passou o braço pelo meu ombro – Não sei pra que tanto ódio no coração, vocês moram juntos, deveriam tentar se dar bem.
- Parker? E eu? NEVER! – mexi no bonequinho que tinha na minha bolsa – Pelo menos eu ganhei roupa de graça – ri pra Paul que me olhou carinhoso.
- Você sabe que fugir não vai adiantar né? Nós ainda temos que conversar por que você veio pra cá Julie. – ele falou sério.
- Você não me quer aqui? — parei
- Não é nada disso – ele me puxou pra um abraço – Não tem outra coisa que eu queira mais do que minha irmãzinha mais nova aqui morando comigo, debaixo do meu teto pra eu poder vigia-la contra os garanhões que estão soltos por ai. Eu só queria entender. Entender por que sua mãe ainda não me ligou surtando? Por que você fica com esse sorriso murcho ai. Eu te conheço bem Juliet, aconteceu alguma coisa.
- Vai ver ela simplesmente não se importa – dei de ombros, pegando minha agenda – Minha primeira aula é história, e a sua? – tentei mudar de assunto. Paul era mais velho que eu dois anos, ele já deveria ter terminado a escola, mas repetiu um ano, e ainda estava no ultimo. Eu ainda estava no terceiro, o que fazia com que não tivéssemos nenhuma aula juntos. Josh ao contrario, mesmo sendo um ano mais velho que eu, também havia repetido. O que fazia com que ele também estivesse no terceiro, O que tornava maior ainda a possibilidade de termos alguma aula juntas. Sério. É muito azar pra uma menina só.
- Literatura – ele entendeu que e queria mudar de assunto e pegou em meu braço novamente, entrando comigo em um corredor onde havia varias pessoas. As quais todas nos olharam. Ainda bem que a nossa semelhança era boa, caso contrario pensariam que eu era a namorada dele, devido a enorme quantidade de pessoas nos olhando eu pude chegar a uma conclusão nada legal. Meu irmão era popular. Varias pessoas passavam por ele o olhando e cumprimentando, e me olhando curiosas. Merda. Poderia ser pior? Eu era Nerd. Loser. Excluída. Não poderia ficar com ele pela escola. No way. Não fazia meu estilo. Os armários eram escolhidos e ordenados pelo segundo nome, como tínhamos apenas o ultimo nome semelhantes — Paul e eu éramos irmãos apenas por parte de pai. – nossos armários eram em lugares diferentes.
- Acha que consegue seguir sozinha até o armário madame? — ele fez uma reverencia ridícula eu lhe mandei o dedo. Esse habito pra mim era tão normal quanto dizer bom dia, ok, bom dia pra mim não é normal. Eu sempre acordo de mau humor e não falo com ninguém direito até ter pelo menos quinze minutos que eu tenha acordado. No mínimo. Quarenta e cinco nos finais de semana, e outro fato, eu simplesmente DETESTO ser acordada. Eu viro um estrupício quando isso acontece.
- Hey, você esqueceu que eu vivi durante anos em outro colégio? Esse daqui não é nada diferente. – Lhe mandei língua e seguindo pelo corredor que indicava onde seria meu armário. Abri o mesmo, mudei o segredo, coloquei meu material lá e eu já estava quase pegando o tênis que eu havia escondido dentro da bolsa quando o vomito do coisa ruim apareceu do meu lado.
- Você acha que eu não vi você escondendo isso? – ele se apoiou no armário ao lado do meu. E eu fechei a cara, por que ele tinha que ser tão irritante?
- Isso o que? – fechei o armário com força, sem querer chamando atenção. Droga.
-O tênis — ele fez cara de obvio, a sua parte é usar isso, não burlar a aposta e ficar quietinha sem reclamar. E já quero adicionar mais uma exigência, você não pode me bater, caso contrario nunca mais vai ver o seu CD autografado do Lynyrd Skynyrd – ele mordeu o lábio risonho. E eu pensei como seria legal arrancar seus dentes com um alicate de unha e logo depois costurar seus lábios com uma agulha de crochê enferrujada. – Para! – Josh estalou os dedos de frente a meu rosto.
- Parar o que? — provavelmente eu fiz cara de idiota. Fazer o que? Eu não entendi o que ele queria que eu parasse!
- De secar minha boca como se estivesse prestes a me agarrar – ele fez uma careta esquisita – eu não te quero como escrava sexual, e isso esta longe de ser pedido, eu prefiro milhões de vezes ficar no cinco contra um do que cogitar essa hipótese, e eu sei que você quer meu corpo nu e – não consegui ouvi-lo falar tudo aquilo e comecei a rir, começando a caminhar para o que seria minha sala de aula.
- Do que você esta rindo? –ele veio atrás de mim — Você me seca descaradamente e depois ainda me deixa falando sozinho?
- Josh – parei, e o encarei séria – primeiro, eu preferia beijar sei lá, o Ozama Bin Laden sem nenhum dente na boca do que chegar perto da SUA boca. Segundo eu não penso, nunca pensei e nunca vou pensar em te beijar por que pra mim você tem cara de quem não escova os dentes e terceiro, você é feio. – falei como se todas as opções ali fossem mais que obvias. Dude, não era mentira, talvez feio não fosse a palavra adequada, já que todas as meninas que eu conheço e que já viram o Josh seja por foto ou pessoalmente acham o Parker um gato. Mas o Josh era esquisito.
- Feio? – ele quase gritou e eu ri.
- É! – Sim, pra mim Josh Parker era feio. Não feio, feio. Mas acho que meu ódio me impossibilitava de ver beleza nele. Crucifiquem-me plateia feminina. – Seu cabelo é jogado na cara, e é seboso – fiz gesto com as mãos como se indicasse nojo e torci a boca — parece que você nunca lava, e sua cara é esquisita eu acho que ela é torta e seu nariz, sei lá, sem tirar seu corpo, você anda esquisito, se veste esquisito, você é todo estranho. Sem contar que você é loiro, eu não gosto de caras loiros – Voltei ao meu trajeto. Depois de indicar por que eu não ficaria com ele. Como se fosse necessário essa explicação, ele já não havia me dado motivos o suficiente pra nunca pensar nele em outra forma?
- Ótimo — ele deu de ombros – você também não faz o meu tipo – ele fez cara de pouco caso.
- Claro que não! – parei pra encara-lo – O seu tipo é menina fútil, sem cérebro que só pensa em maquiagem, bolsa, sapato e rosa. Que vai de salto alto pra escola e se importa mais com beleza do que conteúdo. – Parei de falar quando Josh fez cara de riso – O que foi? – perguntei e ele me olhou de cima abaixo, e eu entendi. Eu estava vestida exatamente da mesma forma ao qual eu tinha acabado de citar.
- Essa porra que você esta me fazendo vestir é algum tipo de fantasia sexual? É isso? Você quer que eu me torne alvo da sua fantasia sexual assim você pode e usar como objeto sexual, por que eu vou estar que nem elas? – apontei para um grupo de meninas que realmente eram lindas, elas usavam saltos altos, muita maquiagem, seus cabelos perfeitamente penteados, escovados e caracolados, elas exibiam uma espécie de sorriso que eu não sei dizer, sabe quando aquelas pessoas famosas estão em passeata ai elas cravam aquele sorriso “perfeito” na cara conforme vão passando pelas pessoas, pois bem era exatamente assim que elas estavam. E Sabe quando uma delas se sente a ultima esfera do dragão, e olha pras outras pessoas como se elas fossem sei lá, simples bolas de gude que podem ser chutadas pra escanteio a qualquer momento? Foi exatamente dessa forma que a loira com fitinha rosa no cabelo me olhou quando passou por Josh e eu. E sabe quando elas olham pra um cara com aquele sorriso que elas entendem como, oi sou sexy e estou tentando te seduzir e já eu entendo, oi sou puta e quero te dar. Bom, você não precisa ser gênio pra saber que foi exatamente esse sorriso que ela mandou pro Parker.
- Juliet, meninas assim – ele indicou com a cabeça a patota que passou – são o meu tipo, habitam meus sonhos e você vai ver que também a minha cama – ele fez cara de convencido e me mandou uma piscadela — você NUNCA habitara minhas fantasias – ele rolou os olhos – quem sabe depois de uma plástica,uma lipoaspiração, um aparelho, lentes de contato e uma tinta no cabelo, tinta não, muito formol a sim quem sabe eu cogito a hipótese de te ver como uma outra coisa sem ser a irmã nerd retardada do meu melhor amigo – ele deu aquele sorrisinho que só ele achava sedutor, por que pra mim ele parecia um macaco coçando a gengiva.
-Nossa Parker, acho que vou me internar agora mesmo pra ficar de acordo com a sua vontade – lhe mandei uma piscadela e continuei caminhando, mas aquele infeliz não saia do meu lado.
- Não precisa, acho que seu caso só nascendo de novo mesmo – revirei os olhos. Sério, por que ele tinha que querer me atentar tanto. Um garoto moreno usando um boné e calça larga passou por nós e me deu um sorrisinho que não foi retribuído. Eu queria entender porque as pessoas me olhavam tanto como um ET. Foi ai que a lâmpada acendeu em minha cabeça. – você é popular né?
- Claro, com essa beleza, esse sorriso e esse corpo você queria que eu fosse o que? – ele fez cara de convencido.
-Dude, sério, quem te iludiu? – eu não conseguia não ficar abismada com o Parker. Três anos que eu conheço esse infeliz, e ele nunca me pareceu mais convencido.
- As mulheres Juliet, as mulheres. – ele sorriu como se fosse galã – Você vai entender do que eu estou falando quando começar a cruzar com elas apenas se roupas intima pela sala lá de casa. – O encarei séria. – Ah e quando ouvir os gemidos também. – Tentei não imaginar a cena, principalmente por que o quarto de Josh era ao lado do meu.
- Aff Parker, se existe uma coisa que eu não quero ouvir nunca na minha vida são os barulhos da sua performance sexual, se bem que as únicas coisas que se deve ouvir é – Nossa Parker só isso? Pensei que fosse maior. Nossa Josh anda. Nossa Josh já? – imitei gemidos e ele me olhou raivoso. Passei a mão por seu rosto com um leve sorriso nos lábios. – Sorry Parker, mas com o tamanho do seu instrumento o trabalho não deve ser dos melhores – ri da sua cara antes de sair andando em direção ao corredor que provavelmente seria minha sala. Por sorte – pelo menos uma coisa boa tinha que acontecer né — era o corredor certo. Entrei na sala de aula que ainda estava um pouco vazia, mas ainda assim as pessoas dali me olharam, algumas meninas como se me fuzilassem com o olhar. Procurei pelo ultimo lugar e joguei aquela bolsa ridícula em cima da mesa antes de sentar minha bunda na cadeira. Eu realmente esperava que o lugar ao lado do meu ficasse vazio, ou que quem se sentasse ao lado dele fosse legal.
- Hey, Você é namorada do Parker? – Uma menina de cabelos pretos cortados Chanel e com ar de alegre me perguntou, pude ver que ela estava acompanhada de mais duas meninas que por sinal não se aproximaram, ficaram só olhando de longe.
- Não – respondi indignada por ela achar isso. Tanta menina no mundo para acharem que era a namorada do Parker e foram logo achar que era eu? – De onde você tirou isso?
- É o que estão dizendo no corredor – a menina deu de ombros. Cinco segundos no corredor com aquele infeliz e eu já tinha estragado a reputação que eu nunca havia pensado em construir. – Vanessa muito prazer. – ela sorriu e eu fiz o mesmo, apertando a mão que ela me estendia. – podem vir – ela disse pra suas duas amigas que caminharam em nossa direção. – ela não é namorada dele. Fiquei com cara de pachá. – eu perdi uma aposta e tive que vir perguntar se você era namorada do Parker – ela rolou os olhos
- Sei bem como é isso.
- O que? Ser perguntada se é namorada do Parker?
- NÃO! Não sei nem como inventam um absurdo desse, se existe uma pessoa no mundo que eu não namoraria é ele. Se no mundo tivesse apenas ele, um cachorro e eu, eu preferiria um cachorro. O morrer sozinha. Eu... Eu preferia cortar minha língua ao invés de enfia-la na boca dele. – As meninas paradas a minha frente me olharam como se eu fosse uma espécie de extraterrestre – Que foi? – perguntei arqueando a sobrancelha.
- Nada – uma delas, loira do cabelo cacheado disse com tom risonho – Gleici muito prazer – ela estendeu as mãos.
- Juliet França – apertei sua mão.
- França como o Paul França? – a única que eu ainda não sabia quem era disse.
- Se você estiver falando de um moreno do olho verde- elas acenaram com a cabeça – forte e alto do quarto ano, bonitão – elas concordaram mais uma vez sorrindo como se também o achassem bonito – ele é meu marido, nos casamos durante as férias, e agora eu moro com ele e o infeliz acapetado do melhor amigo dele que é o Parker – elas me encararam serias.
- Você é casada com o Paul? – a que eu ainda não sabia o nome disse – E aliança?
- Me responde quem são as pessoas que usam aliança hoje em dia? Principalmente quando se esta no colegial? – fiz cara como se fosse o mais obvio e elas continuaram me encarando estáticas – mentira, na verdade eu sou apenas a irmã mais nova que veio morar com ele e ganhou a praga do Parker como bônus residência – sorri sem mostrar os dentes
- Ah ta, que susto! Já estava começando a achar que você era louca, a propósito Mariana – a menina se apresentou e eu sorri pra ela.
- Não, eu não seria louca de me casar tão cedo. O Paul é só meu irmão gostosão com o qual eu tiro onda – sorri e elas se sentaram na minha frente e a Vanessa ao meu lado.
- Por que esse ódio todo pelo Parker? Ele parece ser uma pessoa legal.
- Parece, mas não é – sorri – Aquilo dali é alguma alma ruim que foi esgurmitada de outro planeta, é serio. – todas elas riram. – falando no diabo... – torci a boca. Legal, ele também era da minha aula. Eu era a pessoa mais sortuda do mundo. E Pra completar a minha sorte o infeliz sentou atrás de mim, puxando meu cabelo.
- Vou te dar outra coisa pra você puxar daqui a pouco – Resmunguei baixo e ele riu, puxando meu cabelo de novo. Vanessa nos olhou se soslaio e as meninas que estavam sentadas na frente também, ambas contendo o riso. Eu queria saber que porra elas estavam achando tão engraçado. Queria ver se fosse eu puxando o cabelo delas o que elas achariam. Josh puxou de novo e eu me virei irritada.
- Ou você para com essa porra agora – o olhei de forma ameaçadora e acrescentei baixo de forma que apenas nos dois pudéssemos ouvir – ou eu te juro que espalho pelo colégio detalhes das suas regiões baixas, e eu te garanto que eu posso não ser tão generosa em relação a isso – Josh arregalou os olhos e olhou pros lados, como se procurasse alguém que já tenha visto.
- Eu te garanto que varias meninas aqui podem te desmentir – ele sorriu maroto falando no mesmo tom que eu.
- E eu te garanto que eu posso fazer da sua vida um inferno em um piscar de olhos, paga pra ver? – sorri abertamente, fazendo minha cara de psicopata, LOUCA pra ele dizer que pagava. Josh apenas se endireitou na cadeira e eu sorri mais ainda – Assim que eu gosto – voltei a minha posição inicial observando o professor entrar na sala de aula e peguei meu caderno, vendo a menina chamada Vanessa sorrir quando eu bufei alto quando Josh deu seu ultimo puxão no meu cabelo.
Fale com o autor