My Heart

1 Capítulo Único.


Notas iniciais
Ideia tirada desse video, após eu assistir mais de 200 vezes. ~acho que é sem exagero, na boa~ (https://www.youtube.com/watch?v=BLsb_q4SJ0c&list=FLM7coQYWLxaEfuS62So439Q)

"Em meio de tanta guerra, Ulquiorra reaparece assumindo o lugar de Aizen em sua ausência. Ele caminhava em minha direção. Mesmo que eu me sentisse um pouco segura com ele, eu sentia medo.

- Está assustada? — perguntou-me. — Você é inútil para Aizen-Sama agora. Não há mais ninguém para te proteger. — senti um leve aperto no meu coração. — Acabou. Você vai morrer sozinha aqui, onde ninguém pode tocar em você.

Silêncio. Eu o fitei nos olhos, e ele voltou a me perguntar:

- Eu lhe perguntei se você está assustada.

- Não estou assustada. — respondi rapidamente, o que não era mentira. Eu não estava. — Todos vieram me salvar. Então meu coração está com eles.

- Tolice. — responde ele friamente. — Não tem medo porque seus amigos estão aqui? Não me diga que está falando sério... está?

- Sim... Quando soube que eles vieram para me salvar eu fiquei um pouco feliz... e incrivelemente triste também. "Eu só vim para cá para protegê-los, então por que vieram? Por que não entenderam?", foi o que pensei. Mas, quando senti que a Kuchiki-San estava morrendo e vi o Kurosaki-Kun lutando, nada do que eu estava pensando parecia importar mais. Eu só rezava para que todos ficassem bem. E foi aí que percebi. É assim que todos devem estar se sentindo, porque se qualquer deles também sumissem, com certeza eu faria o mesmo por eles.

O vi pensar por um segundo, e pude ouvir ao longe, mais brigas sobre os Las Noches.

- É... Talvez seja impossível sentir a mesma coisa que a outra pessoa, mas é possível que as pessoas se importem uma com as outras, fazendo com que elas aproximassem seus corações mais perto do que conseguem.... Isso se tornaria apenas um. — completei, quebrando o silêncio.

- Coração, é? — diz ele indiferentemente. — Vocês humanos estão sempre falando de coração, como se vocês os carregassem nas palmas de suas mãos. — ele então aponta para seu olho esquerdo. — Mas este meu olho vê tudo, nada passa por despercebido por ele. Se este olho não puder ver algo, então este algo não existe. Eu sempre lutei tendo isso em mente. — ele fez uma pausa e se aproximou mais de mim. — O que é esse "coração" do qual você fala? — ele aponta suas mãos para meu peito. — Se eu abrir seu peito, será que poderei vêr-lo? Se eu abrir seu crânio, será que poderei vêr-lo? — ele me lança um olhar, esperando por minha resposta.

Antes que eu possa responder, alguém invade o salão, quebrando as paredes.

- Kurosaki-Kun... — eu disse baixinho, surpresa pelo seu aparecimento.

- Saia de perto da Inoue, agora. — ele disse a Ulquiorra diretamente.

- Lhe digo o mesmo. Enquanto Aizen-Sama não retorna, meu dever é guardar o Hueco Mundo, mas não tenho ordens de matar-la. Então, a manterei viva. — ele entra um pouco em minha frente, e eu fico surpresa com suas palavras. Primeiro vem me dizer como se não se importasse eu ficar viva ou morta, e agora diz que me deixará viva... — Entretanto, com você é diferente. Eliminá-lo é o mesmo que guardar Hueco Mundo.

[...]

Logo, estava passando em meus olhos o Kurosaki-Kun e o Ulquiorra-Sama lutando. Estava bastante incomodada com aquilo e preocupada também. Não quero vêr-los derrubando sangue um do outro. E muito menos queria ver alguma morte.

Me vi tentando curar o Kurosaki-Kun derrotado, tentando rejeitar a situação. Estava em cima do teto do palácio Las Noches, juntamente com Ishida que tentava deter Ulquiorra sem sucesso. Eu estava muito abismada e desesperada. Não estava sendo fácil rejeitar os danos causados no Kurosaki-Kun. E agora eu tinha Ishida também ferido.

- ME AJUDA KUROSAKI-KUUUUN. — Gritei, pois não sabia mais o que fazer.

De repente, ele desperta em forma de Vasto Lord. Ele estava assustador naquela forma, até mesmo Ulquiorra estava surpreso.

Quando puderam voltar a lutar, a angústia começou a piorar. E Ulquiorra começou a ficar em desvantagem. Com um cero, Kurosaki-Kun consegue acabar com ele, fazendo com que eles perca os membros do lado direito e fazer ele pedir a morte. E mesmo assim, ele pôde ainda conseguir lutar. Aquilo estava sendo pior que filme de terror pra mim.

Logo, a forma de Vasto Lord expirou e se quebrou, e Kurosaki-Kun cai ao chão, o que pude fazer era correr e rejeitar. Podia sentir atrás de mim, os olhares de Ulquiorra nada... contentes. Tristes, assim por dizer. Não sei ao certo dizer o motivo. Quando me virei, estava pensativo e olhando em nossa direção. Ele tinha regenerado seu braço e perna direitos, mas não completamente. Dava agúnia de olhar.

Um pouco mais tarde, Kurosaki-Kun acorda e pude ver o desespero e surpresa nos olhos de Ulquiorra. Por um instante, senti pena.

Eles solicitaram terminar com a luta, porém Ulquiorra começa a desaparecer, a virar pó. Na surpresa, apenas comecei a lacrimejar com vira passar aos meus olhos e fiquei parada.

Ele, então, se virou para mim e disse:

- ... estou finalmente começando a achar vocês um pouco interessantes. — hesitei. — Você tem medo de mim, garota?

- Não tenho medo. — Tentei dizer o mais claro possível, embora tenha saido um pouco triste minha voz.

- Entendo. — ele me fitou nos olhos e ergueu sua mão para mim. Tentei tocá-la, mas quando finalmente quase consegui tocar, ela começar a virar pó. Então vi Ulquiorra desaparecer por completo na minha frente. E eu? Fiz nada.

E o Kurosaki-Kun apenas reclamava sobre não ter conseguido completar a luta.

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Mais uma vez, acordei assustada. Estava sonhando direto desde que eu voltei de lá sobre aquela cena que passei em Hueco Mundo. Estavam querendo me culpar, com certeza. Mas fazer me sentir mais culpada do quê estou? Díficil.

Eu podia ter o salvo. Mas não consegui pensar nisso na hora. Ao invés de me preocupar com Kurosaki-Kun eu podia curar Ulquiorra-Sama, Kurosaki-Kun e Ishida-San ao mesmo tempo... droga!

Eu, particularmente, sinto muito a falta dele. Dentre tudo que passei no Hueco Mundo, ele foi a melhor coisa. Não que ele seja aquela pessoa que me salvou e me livrou de todo o mal, e cuidou de mim e me protegeu. Mas ele era... o menos arrogante dali, assim por dizer. Eu era tratada como escrava por todos, e ele foi o único que foi mais gentil comigo.

Ele era o melhor Arrancar de lá, tenho certeza.

Na luta dele com Kurosaki-Kun, eu sentia uma dor no coração muito forte. Não sei se estava me preocupando mais com ele ou Kurosaki-Kun. Eu queria parar-los, sabia que o final seria nada feliz.

Eu não estava errada. Mas admito, tenho culpa de ser assim. Eu poderia têr-lo salvado. E às vezes hoje, ele seria alguém muito próximo de mim...

Admito. Eu gosto dele. Por isso me sinto tão culpada.

Lembro como ele chegava em meu quarto escuro, abrindo a porta trazendo um pequeno fio de luz. Ele me fitava bem nos olhos e me dizia algo, e às vezes dizia nada. O jeito me provocava coisas que eu não entendia. Não tenho certeza se era amor, porque eu era — e ainda sou — apaixonada pelo Kurosaki-Kun.

Ele me trazia comida, e eu negava dizendo estar sem fome. Então, ele me ameaçava. Eu, sinceramente, gostava. Sua falta de malícia e arrogância na ameaça, me fazia sentir segura. Não entendo como.

Na hora que conversamos sobre coração, eu não sabia ao certo como me sentia. Senti vontade de mostrar a ele como era ter um coração, e sentir emoções por causa dele. E ele respondia dizendo o contrário do que eu queria, mas pelo menos ele estava sendo sincero comigo. E isso me deixava feliz.

No fim, ele entendeu como era ter um coração. Mas não foi no melhor momento. Lembro suas últimas palavras antes de desaparecer em meus olhos:

"O que é isso?

Ah, entendi agora.

Então é isso...

O que a mão estendida dela personifica...

Coração?"

Será que ele havia... se apaixonado por mim?

Dei tapas em mim após pensar isso, até parece. É definitivamente impossível...

Já se fazem dois anos que aconteceu, e ainda não me recuperei.

Eu apenas queria voltar ao passado e concertar tudo o que deixei de fazer.

Então poderia ter você aqui comigo...

...

Será que em alguma reencarnação a gente se encontra?

...

É, de fato. Eu estava amando o Ulquiorra Schiffer.

E sou a culpada pelas dores que sinto ao pensar nele e pelos pesadelos que tenho a noite. Reconheço minha culpa...

E somente gostaria de ser punida em seus braços gelados e carinhosos...

Notas finais
Espero que tenham gostado ♥
E qualquer erro me avisar ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!