My Happy Ending
15 Solstício de Inverno Parte 2
Notas iniciais
Pov Leo
– Agora vai e arrasa! – Falei lha dando um beijo na bochecha.
Corri de volta pra arquibancada e peguei meu lugar entre Frank e Percy. Reyna e Jessie tiveram uma curta discussão antes de irem ao centro da arena e lutarem.
Estava preocupado com Reyna. O modo como ela reagiu quando o tal do Derek chegou, ela ficou pálida e paralisada, achei que fosse desmaiar outra vez. Alguma coisa aconteceu entre esses dois, eu tenho certeza. Ela disse que eles eram só amigos, mas quem empalidece ou paralisa quando vê um amigo?
As duas levantaram as espadas e se encararam. Reyna fez o primeiro ataque, esse fez um corte não tão profundo no antebraço direito de Jessie. A mesma recuou pressionando o ferimento. Jessie se recuperou e voltou à formação. Levantaram as espadas e Jessie atacou, mas Reyna bloqueou. As duas eram ágeis e rápidas com a espada então não dava pra acompanhar os movimentos. Só consegui ver alguns flashes da luta, mas, baseado nisso, Reyna parecia ganhar.
Jessie recuou pressionando o antebraço que sangrava mais do que antes. Ela tinha esse corte, um corte pequeno no ombro e a boca estavam sangrando. Reyna tinha um corte feio um pouco acima do joelho e uma parte de sua calça jeans estava rasgada e um roxo enorme estava em sua coxa. Reyna aproveitou que Jessie estava distraída e avançou em cima da loira. Jessie não teve muito tempo, a pretora cruzou a lâmina de sua espada e jogou-a longe. Jessie se levantou e tentou ir atrás da espada, mas Reyna bloqueou-a.
– Acabou. – Reyna falou apontando a espada na garganta de Jessie. Ela estava ofegante.
– É. – Respondeu Jessie.
Reyna cravou a espada no chão de terra e foi em direção ao canto do Coliseu onde havia suprimentos. Eu levantei e fui atrás dela empurrando alguns semideuses que não saiam da frente. Olhei de relance para o meio da arena pra ver se Jessie ainda estava lá. Ela havia se levantado e estava com a espada de Reyna em punho andando firmemente até a pretora que estava de costas bebendo uma garrafa de água.
Jessie ia tentar atacá-la pelas costas. Que falta de competitividade.
Jessie se aproximava cada vez mais de Reyna, ela caminhava firmemente segurando tão firme a espada que o nó de seus dedos estavam brancos. Empurrei mais alguns semideuses pra chegar até Reyna, mas estava difícil. Jessie estava a poucos metros de Reyna.
Eu já ia gritar pra avisar Reyna, quando Jessie levantou a espada e se preparou pra atacar.
Meu último pensamento? Acabei de arrumar uma namorada legal, e uma das minhas ex aparece e mata ela. Que maravilha de relação!
Empurrei um garoto de uns 12 anos e finalmente cheguei às escadas. Depois disso eu fiquei em choque.
Jessie abaixou a espada.
Com uma rapidez incrível, Reyna se virou, tirou a espada das mãos de Jessie, deu uma rasteira na loira e encostou a ponta da espada em sua garganta.
– Atacando por trás? – Reyna disse com um sorriso maroto. – Tsc Tsc Tsc. Pensei que você já tinha aprendido a lição!
Jessie torceu o nariz, se levantou e saiu do Coliseu.
– Como...? – Eu gaguejei aproximando-me de Reyna.
– Ela não desistiria assim tão fácil. – Ela disse guardando a espada.
Reyna sentou-se no banco ao lado da mesa e pegou um pedaço de ambrosia. Ela comeu e tomou um gole de néctar. Em menos de um segundo o corte em cima de seu joelho sumiu, o roxo em sua coxa também. Aproximei-me dela meio ressentido. Ela estava cansada, e tensa, eu sei disse por que conheço Reyna, e, vão por mim, ela não é de se abalar tão facilmente.
Sentei-me ao seu lado e segurei sua mão. Ela olhou pra mim como se quisesse muito fazer uma coisa. Então ela fez. Ela me beijou. Não foi um beijo quente, ou urgente. Foi um beijo calmo e apaixonante. Trouxe-a mais pra perto e passei um braço por sua cintura. Ela passou seus braços ao redor do meu pescoço e arranhou de leve minha nuca, fazendo com que eu me arrepiasse.
Reyna soltou uma risada satisfeita e aprofundou mais o beijo. Nos separamos por falta de ar, ambos arfando.
– Agora eu posso ir lutar com Percy! – Ela disse se levantando.
Me levantei logo em seguida e segurei seu braço. Lhe dei um selinho demorado e depois um mais curto.
– Agora eu posso ir pra arquibancada! – Falei e saí correndo.
Sentei um pouco mais perto da Arena e pude ouvir Reyna e Percy conversando antes de lutar.
– Vamos lá, Percito. – Ela disse colocando o elmo. – Pronto?
– Eu nasci pronto!
– Há. Vamos ver!
Os dois levantaram as espadas e Percy fez o primeiro ataque. Reyna só deu um passo para o lado e Percy acertou o ar. Ela riu e voltou à formação. Percy soltou uma risadinha falsa e recuou. Dessa vez foi Reyna quem atacou. Ela desferiu um golpe contra o braço de Percy, mas ele conseguiu bloquear. Ela girou a espada que estava cruzada com a de Percy e os dois giraram como se estivessem dançando. Percy fez um golpe diferente. Eu não conhecia e, pelo visto, Reyna também não.
Annabeth, que a pouco tinha sentado ao meu lado, começou a pular na arquibancada dando tapinhas em meu braço.
– Eu não acredito! – Ela dizia me batendo. – Ele vai usar o golpe que eu ensinei. Ai que emoção!
Que tia louca! Fica dando piti no meio da luta e ainda me bate.
Voltando a luta: Percy cruzou sua espada com a de Reyna e, com a mão livre, tirou a espada dela. Ele girou e a espada de Reyna foi parar atrás de seu pescoço e a de Percy apontada pra seu coração. Eles se encararam por um tempo. Até toda a legião gritar vivas pra Percy.
Ele entregou a espada de Reyna e transformou Contracorrente em caneta de novo. Os dois se cumprimentaram e Percy foi cercado por 75% da população do Acampamento Júpiter. Eles o ergueram nos ombros e saíram do Coliseu carregando-o. Desci da arquibancada sem problemas, já que todos saíram com Percy. Fui até Reyna e abracei-a por trás.
– Eu não disse que você ganharia?
– Ta bom, Sr. Valdez, — Ela disse virando o rosto pra me olhar. – O quê quer que eu diga?
– Não sei. Quem sabe “Você tinha razão, Leo! Você sempre tem razão! E ainda é lindo, inteligente, gostoso...”.
– Ok ok já entendi. – Reyna se virou e abraçou meu pescoço. – Vamos?
– Pra onde?
– O luau!
– Ah! Temos mesmo que ir? – Perguntei beijando de leve seu pescoço. – Eu pensei que a gente podia fazer coisas mais interessantes.
Espalhei alguns beijos no seu pescoço, dei alguns chupões que, com certeza, ficaria roxo e leves mordidas. Ela estremeceu quando subi os beijos pra sua orelha e mordi o lóbulo.
– Leo... – Ela tentou protestar, mas saiu mais como um gemido.
Subi os beijos para seu queixo, sua mandíbula e sua bochecha. Reyna não resistiu e antes de eu terminar ela selou nossos lábios em um beijo avassalador. Seus lábios eram macios e tinham gosto de cereja. Nossas línguas travavam uma batalha gostosa, nos separamos por falta de ar e eu desci os beijos pra seu pescoço.
– Foda-se o luau. – Disse Reyna me olhando nos olhos. Analisei seus olhos, o castanho estava meio tempestuoso e eles tinham um brilho assustador.
Saímos do Coliseu e fomos entre beijos quentes e mãos bobas até meu quarto. Abri a porta pra Reyna, ela entrou e eu tranquei a porta. Agarrei sua cintura e tomei sua boca em um beijo feroz. Fui andando pra trás até sentir a cama. Minhas mãos desceram da cintura de Reyna até suas coxas. Peguei-a no colo a deitei na cama. Minhas mãos passeavam por suas pernas apertando-as às vezes.
Desci os beijos pra seu pescoço dando leves mordidas, ela soltou um gemido quando mordi um pouco mais forte. Senti suas mãos subindo até minhas costas e arranhando-as por cima da blusa. Vamos facilitar pra ela! Levantei o tronco e segurei a barra da blusa. Reyna segurou minha mão antes de eu puxar a blusa e negou com a cabeça, me olhando de uma forma provocativa.
Entendi o que ela queria. Ela queria tirar minha blusa ela mesma. Assenti e apoiei meus braços ao lado de seus ombros na cama. Ela foi subindo a barra da blusa devagar até em cima. Levantei o tronco pra que ela pudesse levantar e tirar a blusa toda. Ela encarou meu tanquinho e um sorriso malicioso se formou em seus lábios. Ela jogou minha blusa em algum canto do quarto e eu tirei sua camisa, revelando seios fartos cobertos por um sutiã vermelho de renda. Tenho que admitir Reyna era mais gostosa do que eu imaginava. Devo ter babado um pouco, pois Reyna percebeu que eu secava seus seios e suas bochechas adquiriram um tom avermelhado.
– Você fica linda corada. – Falei deitando-a na cama.
Encarei seus olhos por um tempo. Não consegui identificar qual a expressão deles, mas Reyna parecia tensa.
– Você quer mesmo fazer isso? – Perguntei.
– Quero. – Ela disse levantando as mãos e colocando-as ao lado da cabeça. – Quero que você seja minha primeira vez.
Lhe dei selinho longo e disse em seu ouvido:
– Eu te amo.
– Eu também te amo.
Tomei sua boca de novo em um beijo quente. Reyna arranhava minhas costas de leve, fazendo com que eu soltasse um gemido. Levei minhas mãos até o botão de sua calça e abri, abri o zíper e deslizei a calça jeans por suas pernas. Apertei de leve suas coxas fazendo-a arfar. Reyna abriu o zíper da minha bermuda e tirou-a.
Ela inverteu as posições, ficando por cima. Eu soltei um gemido de desaprovação. Não gosto de ficar por baixo. Ela soltou um riso e jogou minha bermuda perto de sua camisa.
Quase. Pensei.
Levei minhas mãos até suas costas e abri o fecho do sutiã. Quando ia tirá-lo por inteiro ouço passos vindos do corredor.
– Eles devem estar aqui. – Reconheci a voz de Piper.
– E se eles estiverem... – Reconheci Annabeth.
– Acho que não. – Esse pareceu ser o Jason. – Reyna ainda é virgem!
Olhei pra Reyna com cara feia, como o Jason pode saber que ela é virgem? Reyna simplesmente deu de ombros e desviou o olhar.
– Leo? – Piper chamou batendo na porta.
Olhei pra Reyna procurando uma resposta, mas sua cara estava mais preocupada que a minha.
Foi aí que o Percy começou a usar o cérebro!
Fale com o autor