My Happy Ending
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Como estão?
Eu to postando mais cedo por que to cheia de coisa pra fazer, trabalho de portugues, ciencias, geografia e ingles.
Esse cap ficou muuuito grande comparando com os outros mas o póximo vai ser menorzinho, tá?
Comentem o quê vocês acharam!
Pov Reyna
— Aconteceu alguma coisa? – Perguntou Annabeth.
— Não, não aconteceu nada. – Respondi olhando para o Valdez. Ele desviou o olhar para seu taco como se fosse à coisa mais interessante do mundo.
Levantei-me e sai do Refeitório, precisava ficar sozinha. Enquanto andava até a porta senti o olhar de todos nas minhas costas, quando cheguei à porta olhei pelo canto do olho e vi que o Valdez me olhava curioso. Abri a porta e sai.
Corri o mais rápido que pude sem direção. Estava completamente imersa em pensamentos quando dou de cara com um pedestal dourado com uma cabeça feita de mármore branco reluzente. Caí de bunda no chão e esfreguei a parte da testa que levou a pancada. Olhei pra cima e vi uma garotinha de uns sete anos me olhando com seus olhos azuis brilhantes.
— Reyna! – Disse a garotinha.
— Júlia. – Respondi. Ela se jogou em cima de mim e agarrou meu pescoço.
— Onde você estava que não apareceu pra me ver? – Perguntou ela saindo de cima de mim. Levantei-me e a peguei no colo.
— Eu estava em uma missão com o Dakota. – Menti.
— Da próxima vez você me leva junto? – Perguntou ela com carinha de cachorro abandonado.
— Levo.
— Prometi?
— Prometo.
— Obaaaaa! – Gritou ela correndo pra dentro da linha Pomeriana.
— Olá, Reyna. – Disse uma voz atrás de mim. Virei-me e vi Término, ele me olhava com aqueles olhos brancos inexpressíveis.
— Oi, Término. – Respondi com um sorriso.
— Teve sucesso em sua missão? – Perguntou.
— Tive sim.
— Pelo menos uma, é de mais campistas como você que precisamos.
— Obrigada.
— Bom, a conversa foi ótima e foi muito bom te ver de novo, mas agora eu preciso ir, Vitellius está tendo dificuldades com os novos recrutas. – Disse ele.
— Tudo bem, até mais. – Respondi.
— Ah, mais uma coisa. Vamos ter alguns visitantes depois dos Jogos.
— Visitantes? Depois dos Jogos? – Perguntei confusa.
— Três pra ser exato. Mas acredito que você já os conheça. – Disse ele virando fumaça. Fiquei pensando, não podia ser quem eu imaginava. Se Derek e Melanie aparecessem aqui, eu estaria completamente ferrada. Completamente ferrada. Mas ainda seriam dois. Quem seria o terceiro?
Recompus-me, limpei a sujeira do shorts e fui caminhar um pouco pra me distrair. Andei até o templo de minha mãe, parei na porta e fitei os degraus.
O quê Belona faria em meu lugar?
Subi os oito degraus e entrei. O templo de Belona não era tão grande quanto o de Júpiter ou o de Marte, mas era mediano. Era cheio de colunas brancas, na parede esquerda havia pinturas e estátuas de minha mãe, na parede direita várias armas de combates, espadas, adagas, lanças, peças de armaduras, escudos, elmos, arcos e aljavas de flechas, e outras armas. Do teto pendiam tecidos roxos como se fossem cortinas, mas as janelas ficavam no topo das paredes, quase batendo no teto.
Caminhei a passos lentos até o fim do templo onde havia uma estátua de uns três metros de Belona. Aos pés da estátua havia dois pratos, um com frutas podres e outro com algumas dracmas. Coloquei a mão nos bolsos e achei três dracmas, joguei dentro do prato e esperei. A estátua não se mexeu e nenhum sinal apareceu. Eu podia ser considerada louca por falar com uma estátua, mas o pior que poderia acontecer era ela responder. Levantei-me e olhei a estátua.
— Oi mãe. – Falei meio sem graça.
— Hum... Não sei se você pode me ouvir, mas se puder, por favor me ajude. Eu não sei o quê fazer sobre esse negócio do Derek e da Melanie. Se eles saírem de Seattle e virem pra cá, estamos perdidos, quer dizer, eu estou. – Ninguém respondeu.
— Não consigo passar por isso de novo. – Disse.
— Algum conselho de mãe? – Perguntei para a estátua. Ainda me sentia um pouco desconfortável. Não obtive resposta.
— Certo. Foi bom não falar com você. – Disse me virando e saindo do templo.
Voltei para o Refeitório e estava vazio, como eu sai mais cedo sem comer nada, minha barriga roncou, pensei em ir direto para o quarto só que a fome falou mais alto. Entrei em silêncio e sentei na primeira mesa que vi, não demorou muito até que um pedaço de torta de morango apareceu na minha frente. Eu já falei que amo torta de morango? Não? Então vou dizer agora: EU AMO TORTA DE MORANGO!!!
Comecei a comer e olhar os pratos serem levados pelas ninfas quando sinto alguém tocar meu ombro. Me virei assustada e vi Annabeth e Piper em pé atrás de mim.
— Podemos sentar? – Perguntou Piper.
— Claro. – Respondi sorrindo. As duas se sentaram e me observaram comer a torta.
— Você está bem? – Perguntou Annabeth.
— Melhor do que nunca. – Disse engolindo uma garfada. – Por quê?
— Você saiu no meio do café, sem dizer nada. – Disse Annabeth.
— Eu estou bem, é sério. – Falei sorrindo.
— É por causa do Leo? – Perguntou Piper.
— O Leo é passado, meninas. Ele escolheu seguir em frente, então por que não fazer o mesmo. – Disse.
— Ele vai te ignorar. – Disse Annabeth.
— O quê? – Perguntei.
— Foi o Percy que me contou. Eles conversaram mais cedo e o Leo abriu o jogo, mas Percy só me disse isso. – Disse Annabeth. Fiquei um tempo a olhando.
— Bom. Dois podem jogar esse jogo. – Falei com olhar desafiador. Elas retribuíram o sorriso e nós três saímos do Refeitório.
— O quê nós vamos fazer? – Perguntou Piper.
— Sei lá. – Respondeu Annabeth.
— Podemos ir pra a Arena. Há essa hora todos estão treinando. – Disse.
— Boa ideia. – Disse Piper.
— Então para a Arena. – Disse Annabeth. Seguimos pra Arena rindo de cada besteira, alguns Lares passaram por nós e nos olharam preocupados. O quê só fazia nós rirmos mais ainda.
— Certo, como vamos fazer isso? – Perguntei quando chegamos à Arena.
— Faremos assim, eu luto com você e quem ganhar luta com a Annie, e depois vamos mudando. Pode ser? – Perguntou Piper.
— Por mim tudo bem. – Falei.
— Por mim também. – Falou Annie.
Seguimos para o local onde haviam as armaduras e as armas. Coloquei só a parte de cima da armadura e peguei uma espada. Levantei o rosto e vi Noah treinando com alguns filhos de Vulcano. Ele notou e eu baixei a cabeça corada. Piper já estava pronta então empunhei a espada e fui até ela.
— Vocês vão lutar e nem chamam a gente? – Perguntou alguém atrás de nós.
Virei-me e Percy, Jason, Leo, Frank e Hazel vinham em nossa direção. Annabeth explicou como iríamos fazer e todos foram para a arquibancada deixando eu e Piper no centro. Levantei a espada e Piper fez o mesmo.
Antes de fazer qualquer coisa olhei de relance pra Leo e vi que ele tinha um sorriso maroto nos lábios. Soltei um risinho baixo, mas acho que não foi tão baixo assim por que todos na arquibancada me mandaram parar de rir e lutar, mandei eles a merda e me vire pra Piper.
— Pronta? – Perguntei.
— Pronta. Só não me mate. – Disse ela. Ri da sua expressão e assenti.
— Vou tentar. – Respondi colocando o elmo.
— O quê? – Ela perguntou alarmada.
Aproveitei a oportunidade e investi contra ela, fiz um pequeno corte em sua perna um pouco acima do joelho. Recuei e esperei ela atacar, como eu havia previsto ela veio até mim com a espada levantada, apertei o cabo da minha espada e contei, um, dois três. Desviei a lâmina de sua espada pra cima e ela soltou a espada, abaixei e dei uma rasteira nela, Piper caiu de bunda no chão e eu peguei sua espada no ar, ela se levantou, mas apontei minha espada para seu pescoço e a sua apontei a lâmina para trás.
— Ganhei. – Falei com a respiração acelerada.
— Parabéns, vocês romanos levam os treinos muito a sério. – Disse ela olhando por cima do meu ombro. Me virei e entendi o quê ela quis dizer, todos os que estavam treinando lutavam pra matar, batiam, socavam, chutavam, faziam o quê fosse preciso pra mostrar que são tão bons quanto você.
— Aqui é matar ou morrer, querida. – Falei. Piper pegou sua espada e foi até a arquibancada. Segui-a e me desculpei pelo corte, ela disse que não se importava, mas pediu um pouco de néctar, Annabeth foi buscar, e quando ela voltasse séria eu contra ela.
Guardei a espada e tirei o elmo que estava atrapalhando, fui até o canto da arena, onde havia suprimentos e peguei uma garrafa de água. Enquanto bebia o conteúdo da garrafa olhei em volta. O acampamento não havia mudado desde que eu sai. Ainda os mesmos costumes, os mesmos locais.
A arena estava igualzinha ao que me lembrava. Um campo de grama dividido em quatro partes, na primeira parte ficavam os suprimentos e as armas pra serem escolhidas, na segunda parte era treinado luta Greco-romana, na terceira esgrima, e a quarta luta em terrenos irregulares. Fiquei olhando cada canto da arena até que meus olhos se focaram em Noah que me olhava com um sorriso maroto. Sorri de volta e ele veio até mim.
— Bela luta. – Disse ele. Noah estava com os cabelos loiros molhados e sua camiseta também, usava uma calça jeans e tênis de corrida. A camiseta do acampamento, por estar molhada, grudava em seu corpo e definia seus músculos. E ele tinha um tanquinho que Meus Deuses.
— Obrigado. Por que está molhado? – Perguntei.
— Eu ganhei a luta com o Dylan, e digamos que ele não ficou muito feliz com isso e me jogou no Pequeno Tibre. – Disse ele colocando os braços atrás da nuca.
— Com quem vai lutar agora? – Perguntei.
— Jessie. E você? – Perguntou. Tentei não revirar os olhos, mas não deu.
— Não faz essa cara, eu tenho que ajudá-la. – Disse ele.
— Está treinando o inimigo? – Perguntei com a sobrancelha arqueada.
— Estou. Mas mesmo com todo o treinamento você ainda ganha dela. – Disse ele.
— Você acha? – Perguntei. Ele olhou para os lados e se aproximou, passou sua mão pela minha cintura e me puxou pra mais perto de si. Encarei-o, ele foi até meu ouvido e com uma voz rouca disse:
— Tenho certeza.
Fiquei arrepiada, e acho que ele percebeu pois sorriu e voltou a ficar cara a cara comigo. Fitei seu lábios e ele me olhou com um sorriso maroto. Tirou sua mão da minha cintura e se afastou. Olhou de novo pros lados e depois voltou sua atenção pra mim.
— O convite que eu te fiz? – Perguntou.
— O quê tem? – Perguntei.
— Ainda está de pé?
— Claro.
— Então te vejo no sábado. – Ele se aproximou e me deu um beijo na bochecha, mas virei à cabeça e seus lábios beijaram o canto da minha boca. Ele sorriu e correu pra fora da Arena.
O observei enquanto ele corria e fui analisando seu corpo. Meus olhos percorreram seus ombros largos, seus braços com músculos bem definidos e fui descendo até suas costas. Quando estou prestes a chegar à melhor parte, que era sua bundinha redondinha, algum desalmado sem coração me interrompe.
— Terra chamando Reyna. – Disse Hazel estalando os dedos na minha frente.
— O quê? – Perguntei saindo do transe.
— A Annabeth já voltou.
— Ah é. Já to indo. – Me virei pra ver se Noah ainda estava lá, mas ele já havia sumido.
Segui Hazel e voltamos para onde todos estavam. Annabeth estava pondo a armadura, então fui lá e peguei uma espada. Fui até o centro da Arena e esperei Annabeth, olhei para as arquibancadas e vi Jason e Percy trocando algumas dracmas, provavelmente apostaram pra ver quem ganha essa luta, Piper e Leo conversavam animadamente com Hazel e Frank.
Voltei minha atenção pra Leo, ele estava com a camiseta laranja do acampamento, uma bermuda vermelha e cinza e um tênis preto. Seu cinto estava amarrado em sua cintura. Subi o olhar até seu rosto e o analisei, os cabelos castanhos estavam bagunçados, os olhos focados em Piper e seus lábios formavam um risinho lindo.
— Pronta? – Perguntou Annabeth.
— Pronta. – Respondi.
— Você percebeu que essa luta vai ser melhor que a do Percy e do Jason? – Perguntou.
— Percebi. – Ela riu e deu o primeiro golpe. Desviei com certa facilidade, ela já esperava, girou e desferiu a lâmina da espada pra mim, levantei a espada e as duas se chocaram fazendo um tinc. Nos afastamos e recomeçamos. Acho que não teria vencedora, pois os ataques de Annabeth eu já sabia e ela também já sabia os meus. Ficamos por um tempo assim. Quando nos afastamos, ambas estavam empapadas de suor e respiravam com certa dificuldade.
— Desiste? – Perguntou ela com a respiração falha.
— Não.
— Nem eu.
Acho que pensamos no mesmo ataque por que no momento em que girei a espada ela fez o mesmo, apontei a espada para seu pescoço e ela fez o mesmo em mim.
— Empate? – Sugeri.
— Empate. – No momento em que ela disse isso desabamos no chão. Ambas esgotadas.
— Vamos lá, sabidinha, eu te levo pra tomar um banho e depois vamos almoçar. – Disse Percy pegando Annabeth no colo.
Observei os dois se afastarem e me levantei com certa dificuldade. Estava de pé, mas quando fui dar o primeiro passo minhas pernas viraram gelatina e eu cai. Fechei os olhos pronta pro impacto, mas nada aconteceu, abri os olhos devagar e vi que alguém segurava minha cintura.
— Você tem que parar de ficar caindo por ai. – Disse Leo.
— Eu só caio quando você está por perto pra me segurar. – Disse sorrindo.
Sorri de volta, me senti estranha. Não sentia minhas pernas e nem os braços. Leo me olhou com cara de desespero. A última coisa que lembro é vê-lo me colocando no chão e gritando por ajuda, depois escuridão total.
Notas finais
Acho que não tenho nada pra falar sobre o cap. Só uma coisa: Agora a relação do Leo e da Reyna vai ficar tipo montanha-russa, sacas? Com seus altos e baixos.
Quem serão os visitantes, hein?
Bom, espero que tenham gostado de verdade.
Até o próximo.
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