My Happy Ending

39 Capítulo 40


Notas iniciais
OEEE Olhem, eu resolvi tomar vergonha na cara e postar de uma vez o último capítulo de My Happy Ending. Mas antes, eu vou fazer meu discurso de adeus, por que eu passei um tempão pensando no que diria e finalmente consegui bolar uma coisa... aceitável, por assim dizer. Desde os dez anos eu escrevo histórias, mas ficam só como rascunhos em uma gaveta. Um belo dia, a Nayara, minha raxa do coração, deu uma ideia pra uma fic com um par para Leo Valdez. Fiquei com essa ideia na cabeça por vários dias até que resolvi desenvolver a história. A Nayara fez uma conta aqui no Nyah pra mim e eu resolvi postar, afinal, o pior que podia acontecer era ninguém ler, certo? Certo. Quando eu postei o primeiro capítulo, estava sem nenhuma espectativa em relação a essa história. Mas então, no primeiro capítulo eu já tinha duas leitoras. Não sabia se era um número bom para o primeiro capítulo, mas não me importei. Ao longo do tempo, mais leitores foram aparecendo, e eu ficava cada vez mais animada com a ideia de escrever. Muitas vezes eu pensei em desistir e deletar a fic por falta de comentários, mas aí eu repensava e continuava. E agora... A fic esta no último capítulo. Então... Eu quero dedicar esse cap a todos vocês, leitores, que mesmo depois de todos os empecilhos que eu passei para escrever a fic, não deixaram de acompanha-la. Eu sinceramente espero que essa fic tenha ajudado vocês em alguma coisa, tenha inspirado vocês á escrever ou... sei lá. Por que essa fic me inspirou a escrever outras. Sei que não deve ser o melhor discurso do mundo, mas... É especial, assim como essa fic. Então... Muito obrigado por lerem, comentarem, favoritarem, acompanharem, recomendarem... Obrigado por tudo! Espero que vocês se interessem por outras das minhas fics e que continuem esses leitores maravilhosos que são. Muito obrigado mesmo, gente! Eu amo vocês!

O tempo que Reyna ficou nas mãos de Derek pareciam décadas. O filho de Marte a levou de volta para o casarão. Deixou-a em seu antigo quarto.

Reyna não comia ou dormia. Nos primeiros dias ela só chorava, agarrada a jaqueta de exército de Leo. Chorava por não ter impedido que o moreno fosse morto, por não ter tido chance de dizer que tudo que Derek disse era mentira, e por ter que ver o olhar magoado do moreno sobre ela, por saber que partira o coração dele.

Depois de um tempo, ela não chorou mais. Mas também não sentiu mais nenhuma emoção. Passou de comer pouco a não comer nada, de dormir pouco a não dormir. Derek vinha de vez em quando, conversava com a pretora, mas nunca tinha uma resposta. Ele torturava Reyna, esperando assim, que a mesma falasse algo. Derek acreditava que, fazendo tudo aquilo, Reyna esqueceria Leo Valdez e sentisse por Derek, o que sentiu pelo filho de Hefesto. Mas a pretora não esqueceria tão facilmente. O amor que ela sentia por Leo era tão forte que nem Afrodite ousaria se meter nele.

Os dias se passavam e Reyna ficava cada vez pior. Ela estava magra, fraca e desnutrida. Era incrível como ainda não tinha morrido! E com o tempo, Reyna achava que estava ficando louca. Ela ouvia constantemente a voz de Leo em sua cabeça, sempre a mesma frase.

“Não desista, dulzura. Estou indo. Eu estou indo.”

Como se não bastasse, ela ouvia sua mãe, Belona. A deusa falava coisas do tipo “aguente aí, minha filha, a ajuda vai chegar” ou “eles estão a caminho”. Mas os dois casos eram diferentes. A voz de Leo estava cada vez mais perto, já a de sua mãe, continuava distante.

Foi em uma das visitas de Derek que as coisas mudaram.

Reyna estava sentada, com as costas apoiadas na parede, os braços rodeavam as pernas e o rosto estava apoiado nos joelhos. De repente a pretora ouve duas batidas na porta, ela não precisava olhar, sabia quem era. A porta foi aberta e ele entrou.

– Eu trouxe comida e um pouco de água para você. – Disse o loiro se aproximando da morena.

– Não quero. – A voz da pretora mudara, estava mais rouca e seca, carregada de tristeza.

– Por favor, coma. Faz três dias desde que mandei te trazer alimento.

– Não quero. – Ela repetiu.

– Você precisa, vai te fazer bem.

Reyna levantou a cabeça e encarou o loiro com ódio, o que fez ele recuar.

– Sabe o que vai me fazer bem? FICAR LONGE DE VOCÊ! – Gritou a última frase.

Derek, se sentindo ofendido, deixou o prato no chão e puxou a morena pelo braço, fazendo-a se levantar bruscamente. A pretora não tinha forças para se manter em pé, por isso desfaleceu sobre os braços do loiro. Ele a segurou, mas não antes de estalar um tapa no rosto magro de Reyna.

– Se continuar assim, não pouparei mais sua vida. – Falou com raiva.

Reyna virou o rosto, com alguns fios presos em sua boca, juntou forças e disse sorrindo:

– Então não poupe. Mate-me agora e acabe com meu sofrimento.

O loiro a olhou confuso. Para Derek, ele estava fazendo o certo, mas mesmo assim a garota não gostava dele. Frustrado ele largou Reyna que caiu no chão de concreto. Derek saiu a passos duros e bateu a porta de madeira, trancando como sempre.

Reyna reuniu forças e rastejou de volta para seu cantinho. Refez a posição de antes e permitiu que uma lágrima solitária caísse.

Ficou assim por algumas horas, até ouvir o barulho de madeira se quebrando, gritos e objetos sendo arremessados, típicos sons de uma luta, mas a pretora não se importou muito, eram constantes as brigas entre Derek e seus capangas. Não demorou até a porta ser aberta. Reyna se encolheu contra a parede, esperando que fosse Derek e que ele jogasse algo nela ou agredisse a pretora novamente. Mas em vez disso, ela ouviu passos e uma voz feminina falou bem perto de si.

– Fica tranquila, Reyna, estamos aqui. – A pretora reconhecia a voz. Era Piper, mas o que Piper estaria fazendo naquele inferno?

Reyna arriscou levantar a cabeça e se deparou com os olhos caleidoscópios da filha de Afrodite, que sorriu e se virou para trás e gritou:

– Achei!

Poucos segundos passaram e Reyna ouviu passos, de várias pessoas juntas.

– Achou? – Reyna identificou a voz de Frank.

– Graças aos deuses! – A voz de Jason.

– Onde vocês estão? – Uma voz masculina um pouco distantes.

– Aqui, Percy! – Gritou Piper.

– Cadê ela? Onde... – Outra voz foi soou, mas parou. Era a voz dele. Reyna reconheceria até se estivesse surda. (Sei que não fez sentido, mas... faz sentido!).

A pretora levantou a cabeça e se deparou com os olhos castanhos dele. Os mesmo olhos que a hipnotizavam e a distraiam.

– Deuses, dulzura... – O filho de Hefesto disse, se abaixando e tomando o rosto da morena em suas mãos e fazendo leves carícias com o polegar na bochecha suja de Reyna. – Eu pensei que ele...

– Leo? – Reyna chamou rouca. – Eu pensei que você estivesse...

– Não diga. – Pediu colando ambas as testas e sorrindo. – Eu não estou. Estou vivinho da Silva.

– Como...? – Leo não deixou Reyna continuar.

– Isso não importa. O que importa é que eu te encontrei. E não vou perdê-la de novo. Nunca mais.

O moreno sorriu mais uma vez e beijou a pretora delicadamente.

–-----------------------------------

– Vamos, Valdez! – A pretora gritou. – O Acampamento inteiro veio se despedir.

– Já vou.

Estavam todos reunidos perto do Túnel Caldecott, no Acampamento Júpiter.

O episódio com Derek havia passado. Os outros contaram a Reyna o que havia acontecido. Leo havia dado uma bela surra em Derek, mas ele acabou fugindo. Descobriu também que Quíron havia cumprido sua promessa, depois que Derek levou a pretora, alguns semideuses resgataram Leo, Percy e Annabeth, curaram os três e, quase de imediato, bolaram um plano para resgata-la. Eles voltaram para o Acampamento Júpiter e ficaram juntos por uma semana, até Quíron mandar que Percy, Annabeth, Piper e Leo voltassem para o Acampamento Meio Sangue.

E agora eles estavam indo. Mas Reyna e Jason fizeram questão de fazer uma despedida digna para eles. Fizeram um café da manhã/festa, e mais uma festa em Nova Roma.

– Não esqueceu nada, né? – Perguntou Reyna, quando Leo colocou sua mochila em cima de Porkpie.

– Não, senhorita! – Respondeu sorridente. – Eu vou sentir tanto a sua falta!

– Não faça drama, Valdez. No próximo verão você volta. – Reyna sorriu e beijou o namorado.

– Eu? Voltar? Nem pensar! No próximo verão, vocês é que vão para o Acampamento Meio Sangue.

– Ok ok. Nós vamos.

Os dois sorriram e se encararam por alguns segundos.

– Eu te amo, garoto dos reparos. – Disse Reyna.

– Eu te amo, pretora destemida. – Respondeu sorrindo.

Os dois se beijaram pela última vez e Leo montou no Pégaso.

Até mais, garotos! Falou Reyna para os dois Pégaso em sua mente.

Até mais, pretora. Dá próxima nos receba com torrões de açúcar, ou vamos deixar seu amado no meio do Rio Hudson! Disse Blackjack.

A pretora sorriu e se afastou dos cavalos.

Acenando mais uma vez para Leo, Reyna se lembrou de algo.

– Espera! – Gritou para o moreno. Reyna correu até Leo que a olhou preocupado.

– O que foi?

– Eu esqueci de te dizer uma coisa. – Falou e então beijou Leo, um beijo apaixonante. – Esse é o meu final feliz, Valdez. Não estrague!

– Não vou! – Respondeu sorrindo. – Esse também é o meu final feliz, dulzura!

Notas finais
Beijos e até a próxima!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!