My Happy Ending
25 Capítulo 26
Notas iniciais
Pov Reyna
Uma semana.
Uma semana foi o tempo que Leo levou me bombardeando de perguntas sobre meus tempos em Seattle.
Admito: foi ruim na hora. Lembrar de tudo aquilo. Mas depois eu senti como se tivesse ficado anos segurando o céu e agora, algum ocupou meu lugar. Senti como se tivesse me livrado de um grande fardo.
Depois que ele ficou sabendo da história, foi como Percy. Ele fez as perguntas (Por mais que tenha durado uma semana, e Percy só um dia), brigou comigo por não ter lhe contado antes e depois me consolou, dizendo que não era culpa minha (O que, na verdade, era mentira. Eu sábia que a culpa era minha).
Hoje a noite era o baile. Por isso, Piper praticamente sequestrou eu, Annabeth e Hazel. Piper invadiu meu quarto e pegou tudo. Vestido, sapato, maquiagem, perfume, o presente de Afrodite/Vênus (Ela não economizou nas piadinhas e nos sorrisos maliciosos).
– Bom, meninas. – Ela disse andando de um lado pro outro no quarto. – Faltam sete horas para o baile, então temos que ser rápidas.
Me virei pra Annie e Hazel, tentando achar a lógica na frase dela, as duas estavam tão confusas quanto eu. Pude até imaginar as engrenagens no cérebro de Annabeth, girando e girando. Piper começou seu discurso de “nós temos que ficar divônicas e fodásticas nesse baile”.
Por mais que eu quisesse prestar atenção nas palavras dela, eu não conseguia. A única coisa que eu conseguia pensar era no Valdez. Por que ele tinha que ter entrado no meu quarto? Se ele não tivesse feito isso, eu não estaria em greve, não teria passado uma semana sem poder beijá-lo. Vocês podem achar isso clichê, mas Meus Deuses, como eu sinto falta do beijo dele, do abraço dele, dele todo.
Ai que horror! Eu estou parecendo aquelas mocinhas dos filmes românticos que passam a noite inteira pensando no mocinho. Ai credo! Por favor, mãe, não me deixe ficar assim!
– Reyna? – Chamou Piper.
– Eu! – Falei levantando da cama.
– Tudo bem?
– Tudo, por quê?
– Você está ai mordendo a lábio á três horas. – Ela disse me olhando com uma sobrancelha arqueada. – Tudo bem mesmo?
– Tudo, eu só estava pensando nesse desaparecimento da Emma. Já faz quase um mês e nós não tivemos notícias dela.
– É foi bem estranho esse negócio da garotinha. – Disse Annie. – Mas isso não é assunto pra hoje. Se concentre no baile! Quem sabe aconteçam coisas “interessantes” nesse baile. – Ela disse fazendo aspas no interessantes.
Eu franzi a testa, junto com Hazel e tombei a cabeça pro lado.
– Não entendi. – Falei.
– Qual é, Reyna! – Falou/Berrou Piper – Nós sabemos!
– Sabem de que? – Perguntei. Não estava gostando muito disso.
– Sabemos que ainda é virgem! – Disparou Annabeth.
– Como...? – Tentei falar, mas aquilo me atingiu como uma granada. Só Leo sabia que eu era virgem. E ele não contaria, ou contaria?
– Jason disse. – Disse Piper. – Na noite em que pegamos você e o Leo... – Quando Annabeth terminou de falar ela bateu as costas da mão na palma da outra. Ok, pra uma filha de Minerva, a garota é bem pervertida!
– Maldito seja! – Praguejei baixinho. – Júpiter só pode ter merda na cabeça por fazer um filho assim!
Quando eu disse isso um raio cortou o céu, como quando Vênus desafiou Juno.
– É isso mesmo que você ouviu! – Gritei olhando pra teto. – Seu filho é um bocó!
Dessa vez nenhum raio apareceu. Baixei o olhar pras meninas. Elas se seguravam pra não rir. Não as culpo, eu também teria rido. Não é todo dia que se vê uma garota falando com o teto.
Mais uma vez, sou arrancada do meu raciocínio. Uma foto de Piper, Jason e Leo estava em um porta retrato laranja, em cima de sua cabeceira. Será que tudo nesse mundo me faz lembrar dele? De seus cachos castanhos macios, os olhos castanhos que me faziam viajar pra outro mundo, o sorriso sapeca que nunca abandonava sua face, mesmo que ele estivesse de mau humor, as covinhas de suas bochechas, o mesmo cheiro maravilhoso que ele tinha...
Quer saber? Foda-se essa greve! Eu estou com saudades do meu moreno! (N/A: Isso saiu meio broxante, eu sei. Desculpa.) (N/R: Autora, querida, qual o nome que está lá no começo do capítulo?) (N/A:Reyna) (N/R: Isso significa que sou EU que estou narrando, portanto... VASA!!!) (N/A: Ok, tô saindo. Estressadinha)
Continuando... Onde eu estava? Ah, sim! Saudades do meu moreno.
Me levantei da cama de Piper, e ignorando os comentários delas, eu fui em direção a Arena. Lá estava ele! Lindo como sempre! (N/A: Broxante ~le eu cantarolando~). Autora bobona!
Voltando, de novo.
Leo estava junto com Percy, Jason e Frank. Os quatro treinavam, Leo e Jason, Percy e Frank. Corri até eles. Quando ele me viu, Leo abriu um sorriso maior que seu rosto. Estava a poucos metros de distância dele, quando criaturas mortas, vulgo Annabeth e Hazel, seguram meus braços e me puxam pra fora da Arena.
– MAS QUE MERDA VOCÊS ESTÃO FAZENDO? – Eu gritei quando elas pararam na porta da Arena.
– Te impedindo de fazer uma besteira! – Rebateu Annabeth.
– Do quê estão falando? – Perguntei tentando me soltar de seus braços. – Ele é meu namorado!
– Por isso mesmo! – Hazel gritou.
– Mas o que... – Comecei.
– Reyna, raciocina, querida. – Disse Piper, que só agora eu percebi estava aqui também. – Se você acabar com a grave agora, ele vai perder o interesse em... – Ela imitou a gesto obsceno de Annabeth. Será que grego é tudo tarado?
– Mas... – Eu falei manhosa. – Eu tô com saudade!
– Que coisa broxante! – Disse Hazel. (N/A: HÁ! In your face, bitch! Hazel, sua linda, eu te amo!()(N/R: Cala a boca aí! Vai fazer mais capítulos para os leitores)
– Não é broxante! – Resmunguei.
– É sim! – Disse Annie. – Olha, Rey, a Piper tá certa. Espera mais um pouco. O baile é hoje á noite, lá você afoga o ganso.
– ANNABETH! – Gritou uma voz atrás de nós. – Que palavreado é esse? Cadê Artêmis no coração?
– Ah, Percy, me poupe! – Annie rebateu. – Como se você não falasse coisas piores na cam...
– ONDE ESTÃO OS ANJOS DE PLANTÃO – Percy cortou Annabeth e começou a cantar. – SEI COMO É DIFÍCIL ATENDER TODOS OS PEDIDOS E QUE A MINHA PRESSE É MAIS UMA NA MULTIDÃO, SERÁ QUE...
– AÍ, CALA A BOCA, PROJETO DE PEIXE!!! – Gritou Leo. – Não precisa nos torturar com a sua cantoria!
Ah, Deuses! Cada vez mais lindo. (N/a: Broxan...)(N/R: Calada)
– O que vocês estão fazendo aqui? – Pergunta Leo.
Ele vem até o meu lado, abraça minha cintura e me dá um beijo na bochecha.
Pensando melhor, não é uma má ideia esperar mais um pouco. O que são só mais algumas horas pra quem esperou uma semana.
– Nós só estamos dando uma volta, não é meninas? – Falei.
As três se entreolharam confusas. Lhes dei meu melhor olhar de “cooperem”. Elas pareceram entender.
– Nós pensamos em tomar um ar fresco. – Diz Annie.
– Sério? – Leo perguntou virando o rosto em minha direção. – Mais nada?
– Não, mais nada.
– Isso é uma pena! – Ele diz largando minha cintura e indo em direção a Arena. – Vamos, galera. Eu preciso aprender a usar essa merda de arco e flecha.
– Você não sabe? – Perguntei divertida. Arco e flecha é tão fácil!
– Você sabe? – Ele perguntou com uma sobrancelha arqueada.
– Permita-me. – Falei entrando na Arena. Sendo seguida por ele e nossos amigos.
Peguei um arco e uma aljava de flechas. Posicionei-me no lugar certo e olhei pra Leo. – Você poderia acionar os alvos, por favor? – Falei com uma voz doce.
Ele me olhou desconfiado e apertou o botão.
Alguns alvos apareceram e, como sempre, a “pretora destemida” acertou todos. Os alvos foram recolhidos e bonecos com espadas em punho vieram em minha direção. Desviei dos dois primeiros e acertei uma flecha na cabeça do terceiro. Mais dois atacaram. Acertei uma flecha bem no coração desenhado do boneco. O outro foi um pouco mais difícil, mas não impossível. Desviei de sua espada, dei uma cambalhota e parei a poucos centímetros dele. Puxei uma flecha da aljava, mas o boneco se recuperou mais rápido. Ele tirou o arco das minhas mãos e quebrou-o.
Por essa eu não esperava.
Ele investiu sua espada contra mim. Consegui desferir o golpe de sua lâmina com uma das flechas. O boneco se recuperou rapidamente e desferiu vários golpes contra mim. Fui desviando, mas não poderia ficar assim por muito tempo.
– O que, em nome de Hades, está acontecendo? – Gritou Annabeth.
– Não sei. – Ouvi Jason gritar. – Era pra eles serem vivos, mas não tão vivos assim!
Desviei de mais um golpe, o boneco deu um giro e, antes que eu pudesse me mover, a lâmina de sua espada atingiu minha coxa. Soltei um grito de dor. Senti o corte queimar. Toquei o ferimento, mas não deu certo, ele estava ardendo muito.
O boneco levantou a espada e abaixou com força. Me joguei pro lado, ignorando a dor na coxa. Cai na área de luta greco-romana. Não tinha ninguém lá. Provavelmente eles estavam nas Termas, ou ajudando a reconstruir o Campo de Marte. Ergui a cabeça e olhei pra trás, o boneco estava tentando tirar a espada que fincou em uma viga de madeira.
Procurei pelos meus amigos, Hazel, Annie e Piper estavam paralisadas olhando fixamente para o boneco. Jason, Frank e Percy mexiam freneticamente nos controles e alavancas. Leo estava... Onde ele estava? Rodei a Arena inteira, mas não o encontrei. Humpf! Um boneco possuído está tentando matar a namorada dele e o infeliz foge. Típico!
O boneco conseguiu retirar a espada da viga e, agora, andava cambaleante em minha direção. Tentei levantar, mas eu não sentia a perna que estava ferida. Rastejei o máximo que pude, mas boneco me alcançou. Ele segurou a gola da minha blusa e me puxou pra cima. Meus pés já não tocavam o chão. A perna machucada formigava, queimava, doía, ardia... Enfim.
O boneco levantou sua espada. Olhei em volta procurando algo. Qualquer coisa. Uma espada, adaga, um pedaço de madeira, até o cantil com tang vermelho do Dakota serviria!
Obviamente, eu não achei. Minhas mãos tentaram, inutilmente, enforcar o boneco. Só que ele era um boneco, então ele não enforcava. Já estava certa de que ia morrer, quando o boneco para subitamente de se mover. Ele fica paralisado por instantes e depois se dissolve, virando um monte de areia vermelha. Caio no chão e sinto um choque na cabeça.
A última coisa que eu vi foi um moreno de olhos castanhos me pegando no colo.
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