My Happy Ending

6 História de vida da Larissa? Não é legal!


Notas iniciais
Me perdoem pelo tempo sem postar? Prometo que irei recompensar, mas agora, eu postei um capítulo! Ele revela bastante coisa que é legal vocês saberem e fixarem bastante na memória! Continuando, tentarei postar ainda hoje ok? rs Espero que gostem!

Percebi que eu já estava há muito tempo dentro do banheiro. Decidi encurtar meu banho e me vestir. Me vesti, mas não me sentia bem com essa roupa, pena que teria que ficar com ela e com roupas assim até desaparecer os meus roxos. Vocês deve estar pensando que eu poderia usar um shorts né? Porém eu não posso, pos Londres é frio e eu também tenho marcas roxas na perna também. Odeio essa tortura, mas agora irá melhorar, afinal, estou em Londres... longe da minha família! Continuando, ontem eu pude perceber que as meninas da minha idade gostam bastante de andar de shorts e com certeza me acharam estranha em um dia de calor que eu estiver de calça jeans, principalmente na faculdade. Falando em faculdade, segunda-feira é o primeiro dia de aula e acho que não vai ser legal... com certeza, serei ignorada como no Brasil. Escutei barulhos vindos do meu quarto e ajeitei meu cabelo rápidamente, passei lápis de olho, um batom nude e saí do banheiro já conseguindo ver o Will deitado na minha cama.

- Gostei da sua cama... — ele disse.

- É, eu também! — eu disse enquanto jogava o meu pijama encima da mala.

- O que vamos fazer? — ele perguntou.

- Poderíamos conversar... não sei nada de você! — eu disse e me sentei ao lado dele, que permanecia deitado na minha cama.

- Você sabe meu nome e em que bairro eu moro! — ele disse e riu.

- Isso é quase nada! — eu disse e ele me olhou espantado, mas logo voltou com a sua fisionomia normal e deitou a cabeça na minha perna, que me ajeitei um pouco e me encostei nas costas da cama e comecei a fazer cafuné na cabeça dele.

- Sou William Santos, morava em Ipanema — RJ, Brasil e vim para cá por causa do meu intercâmbio e aproveitarei pra fazer minha faculdade de Rádio e TV. — ele falou e eu disse um "disso eu já sabia" e ele me olhou como quisesse que eu me calasse, okay, me calei. — Sou de uma família muito rica que me dá tudo o que eu quero, meus pais falaram que me mandariam dinheiro todo mês para que eu sobrevivesse bem aqui em Londres e realmente, eu não sei com o que eu vou gastar todo o dinheiro que eles falaram que iriam me dar. Acho que nunca sofri na vida, e com a única coisa que sofri, além de amor por uma garota da minha sala na 6ºsérie, foi com a morte da minha avó que era praticamente a minha vida.

- Nossa, sortudo você. — eu disse e ele sorriu.

- Eu sei, agora me conte sobre você! — ele disse.

- Minha história não é bonitinha como a sua, prefiro não contar. — eu disse e desviei meu olhar para o chão.

- Eu quero saber... serei o seu melhor amigo, esqueceu? — ele disse e me fez sorrir.

- Obrigada... realmente quer saber? — perguntei e ele assentiu. — Tá, sou Larissa Cunha como você já sabe, venho de Copacabana — RJ, Brasil e vim pra cá pelo mesmo motivo que você, mas só que farei faculdade de Moda. E eu já disse que minha história não é bonitinha como a sua, né? Então, tudo começou quando eu era pequena. Minha família nunca teve muitas condições financeiras e por isso minha vida foi desde sempre muito complicada. Cheguei a passar dificuldades dentro de casa apartir do nascimento do meu último irmão, o Pedro, pois teríamos que alimentar mais uma pessoa e a quantidade de alimentos que tínhamos em casa já não era o suficiente, mas antes do nascimento dele, quando eu ainda estava entrando na adolescência precisei trabalhar para ajudar a minha família e por isso fiquei muito fraca, pois passava a tarde e a noite trabalhando e pela manhã eu estudava. Fiquei pernoitada por muito tempo, até que um dia adoeci, fiquei de cama por muito tempo, mas uma hora chegou à uma situação que não dava mais pra suportar pois meu organismo ainda não estava preparado para tudo aquilo, então foi aí que eu tive que ficar internada recuperando minhas forças e nessa época foi um caos na minha família, meus pais brigavam a cada vez mais e minha irmã, Thalía, tinha que ficar sozinha em casa, mesmo sendo muito nova e não tendo muitas noções para isso. Saí do hospital no dia do meu aniversário de 14 anos e aquele foi um dos piores dias da minha vida. Cheguei em casa junto com a minha mãe e fiquei conversando com a Tatá para matar um pouco da minha saudade, mas aí meu pai chegou da rua completamente bêbado e puxou minha mãe, que estava na cozinha preparando algo para que pudéssemos comer, pelos cabelos. Eles subiram para o quarto e depois minha mãe desceu chorando e um pouco roxa, falando que meu pai me chamava no quarto. Eu tive medo, mas eu precisava ir, então fui... ao chegar lá, ele me olhou e sorriu sarcástico. Lembro que ele veio para cima de mim e pegou no meu cabelo, puxando com força, o que me fez gritar. Levei um soco na boca que a fez ficar toda cortada e quase perder os dentes. Ele me jogou na cama e tirou o seu cinto, batendo com ele em seguida nas minhas pernas, causando marcas e muita dor... depois disso eu fiquei desacordada e só acordei quando... — nesse momento fiquei com a voz embargada de tanto que eu já chorava e tentei conter o choro. William se levantou e me abraçou.

- Continue pequena... — ele disse, parecia interessado na minha história.

- Quando eu acordei vi como eu estava e a situação era lamentável... eu estava toda marcada e então levantei da cama, quase sem forças. Fui para o meu quarto, peguei algumas roupas e fui tomar banho para tirar o sangue que estava no meu corpo. Depois desse dia, ele começou a me bater frequentemente depois parecia que nada tinha acontecido, da parte dele. Comecei a ficar com um ódio mortal dele e ver ele circulando dentro de casa, me doía, mas ele era mais um bêbado nesse mundo... que poderia morrer a qualquer momento. Há 2 anos atrás, mais ou menos, a minha mãe engravidou e a 1 ano e 6 meses, nasceu o meu irmão, Pedro. Ele foi uma das melhores coisas que aconteceu na minha vida, além de Tatá... eu não sei o que seria de mim sem eles.

- E sua mãe, não fez nada nessa história? — Will perguntou. Limpei um pouco meu rosto que estava brilhando de lágrimas, respirei e continuei.

- Minha mãe apanhava também e não fazia nada, mas tentava nos proteger... mas à mim já era impossível e eu mesma pedia para que ela me deixasse e se importasse em proteger a Thalía e o Pedro, eles importavam mais. — eu disse e olhei para Will, que me abraçou.

- Como conseguiu vir para Londres? É caro! — ele disse ainda abraçado comigo.

- Minha avó antes de morrer, deixou dinheiro comigo para que eu usasse para vir pra cá realizar meu sonho e minha tia arranjou mais um pouco pra mim o que me fez conseguir pagar a faculdade. Minha mãe guardava dinheiro sem o meu pai saber e semana passada deu pra mim. Juntando tudo, dá pra viver bem. — eu disse.

- Sua história comove, mas parece que ainda tem muita coisa por debaixo do pano. — ele disse e eu fiquei nervosa.

- Não, não tem! — eu disse, mas tinha sim porém eu não iria contar.

- Os roxos do seu corpo tem haver com seu pai, né? — ele perguntou.

- Sim, da última surra que levei. — eu disse e desviei meu olhar.

- Quando foi? — ele perguntou.

- Semana passada. — eu disse e permaneci sem o olhar.

- Me responde mais uma coisa? — ele perguntou.

- Claro! — respondi.

- Por causa dos problemas que passava em casa, você já se automutilou? — ele perguntou e eu senti meu coração acelerar.

- Não! — eu respondi e preferi nem olhar pra ele... meus olhos verdes sempre denunciavam quando eu mentia.

- Mesmo? — ele perguntou e virou meu rosto para ele, fechei meus olhos imediatamente.

- Não... eu já me cortei. — eu disse ainda de olhos fechados, logo pude sentir uma lágrima rolando pelo meu rosto.

- Quando ofoi a última vez? — ele perguntou.

- Há 4 dias atrás. — eu disse e ele me abraçou. Desabei enquanto apoiava minha cabeça em seu ombro, mas sei lá, ele estava me passando uma sensação de proteção.

- Eu te quero muito bem, tá? — ele disse enquanto passava seus dedos por entre os meus cabelos.

- Obrigada. — eu susurrei em seu ouvido e abri os olhos. Acho que eu ficaria bem agora depois de contar um pouco de mim para alguém, que a partir de hoje, talvez fosse o meu melhor amigo. (Coisa que eu posso dizer que nunca tive.)

Notas finais
E aí, o que me dizem sobre esse capítulo? Continua? Reviews?