My Hands Are Tied
2 Don't you cry tonight
Notas iniciais
A banda tinha músicas muito boas, que nunca havia visto antes. Izzy fazia solos incríveis, e me diverti muito. Não havia percebido como parecia uma boba olhando para William. Ele era lindo, absolutamente maravilhoso. Sua voz era perfeita, e ele se dedicava ao cantar de uma maneira que jamais havia visto antes, ele realmente sentia paixão naquilo que fazia, e isso foi um dos motivos por que me encantei por ele. Qualquer mulher que o conhecesse se encantaria por ele nas primeiras palavras que ele pronunciasse.
Estava com Tate, Derek e Jack. Eles conversavam sobre as composições da banda e de como tocavam bem, e eu tentei puxar assunto com Derek, estava entediada.
–Mas e aí, Derek, e aquela sua namorada, Kate? Nunca mais a vi contigo. Aconteceu alguma coisa?
–Na verdade sim. Ela disse que não gostava de mim e foi ficar com aquele cara, você conhece, não me lembro o nome. Mas sei que ele é rico... — ele parecia um tanto triste.
–Ah, sei, Brian, eu acho. Que absurdo! Então ela não te amava de verdade, Derek, não deve nem se preocupar. — percebi que ele estava um pouco mais confortável.
–Você gostou do Will, né, Lizzy? Deu pra perceber pela sua cara de boba enquanto ele cantava — disse, brincando. Eu ri, mas parecia um tanto nervosa.
–Não posso dizer que não achei ele gostoso, Derek.
–Não se envolva demais. Se ele der em cima de você, o que é possível, só estou dizendo claro, mas se afaste. Ele fica com mais de duas mulheres todos os dias, ele não vai se apaixonar por você, Liz.
–Tudo bem, eu entendo, não o conheço muito bem mas pude perceber pela garota que estava com ele — dei uma risadinha. — mas obrigada, de qualquer forma.
Derek estava triste, eu havia tocado em uma ferida que não deveria ter mencionado. Ele gostava de Kate. Me aproximei dele e abracei-o. Percebi que por mais que ele sorrisse, não era de felicidade, e uma lágrima escorreu em sua face.
–Me desculpe — disse, me afastando gentilmente, — Não deveria ter mencionado Kate.
–Tudo bem. Estou tentando superá-la. Bem, vou lá com seu irmão, mas preste atenção no que eu disse! Eu quero o seu bem, pequena.
Não gostava que me chamasse assim, mas ele era quase cinco anos mais velho do que eu, e eu era realmente pequena, parecia frágil com um metro e sessenta de altura, mas sempre com um salto tentando aumentar esse número. Continuei ouvindo a banda e quase dormi, mas fui surpreendida pelo fim das músicas e um agradecimento final. Os rapazes entraram no camarim, suados e pareciam exaustos, mas contentes.
–Arrasaram — disse a garota, que estava sentada em um sofá. Mal a havia percebido, mas ela estava muito ocupada fumando alguns baseados e lendo algumas revistas.
–Eu sei disso. — disse Axl rindo. Deixou-a de lado, para minha surpresa. Ela parecia triste, ela gostava dele e queria sua companhia, mas ele a havia deixado de lado. Sentei-me com ela. Ela sorriu, precisava de uma companhia feminina.
–Oi, sou Lea. Não me apresentei antes, mas você parece simpática. — ela riu, estava realmente alterada. Aquela risada não foi de alguém em plena consciência, e sim longa demais. — quer? — disse me oferecendo um cigarro de maconha. Não pude não aceitar.
–Sou Lizzy, irmã de Jack. Bom te conhecer.
–Quantos anos tem, Lizzy?
–Dezenove, e você?
–Dezessete. — disse. Nossa! Eu jamais diria que ela teria dezessete anos, mas Will deveria ter seu charme.
Conversamos animadas, e percebi que todos naquela sala estavam completamente chapados. Consegui me conter em apenas um cigarro, e chamei Jack.
–Jack, pare com isso, já está demais por hoje. Chame os rapazes que eu vou dirigindo.
–Você não manda em mim, idiota. É só uma porra de uma criança. — Ele me deu um soco, mas consegui me recompor. Ele que morresse lá, por mim. Iria para casa de táxi.
Peguei meu dinheiro, mesmo um tanto alterada, e chamei um táxi. Percebi uma presença atrás de mim e virei-me para ver quem era. Era Derek.
–Oi, pequena. Vai sozinha para casa? — perguntou. Não parecia chapado por seu tom de voz. Seus olhos não estavam vermelhos,
–Vou. Jack não quis me levar. Consigo me virar sozinha.
–Eu vou com você. Também não quero mais vê-los hoje. Nosso apartamento, como já sabe, é a uma quadra do seu! Nós dividimos.
O táxi chegou e nós entramos. Disse o endereço e rapidamente chegamos em casa. Descemos e eu já estava abrindo a porta para as escadas do apartamento, quando ele se aproximou.
–Não vai para casa, Derek?
– Vou sim, só... Queria dizer que me preocupo com você. Você é muito frágil, e não pode andar assim sozinha pela rua. Já pensou se alguém te sequestra aqui na frente de sua casa — disse, preocupado. Não pude deixar de rir. Ele me abraçou e disse:
–Se cuida, pequena. E vê se não chega perto desses caras com quem eu e seu irmão andamos!
–Tchau, Derek. Se cuida também, obrigada por tudo.
As vezes sentia que Derek era mais protetor do que meu próprio irmão, que não ligava muito para o que eu estava pensando, só em seu próprio bem, mas ele ainda assim era meu irmão e havia me tirado dos maiores sofrimentos que já passei.
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