Notas iniciais
Yooooo estou de volta xD, espero que gostem do capitulo e o proximo talvez demore a sair
Boa leitura!

Depois de ter limpado toda a bagunça que fiz por ter molhado a casa toda, fui ate a geladeira e peguei o que Sayume havia feito pro almoço, esquentei rapidamente o que parecia ser macarrão com algo estranho, talvez soja e joguei em um prato indo pra frente da televisão

_ Itadakimasu – murmurei antes de dar a primeira garfada

O pior é que não importa o quão estranha é a aparência da comida dela, no final o gosto é sempre bom. Mudei os canais enquanto comia vagarosamente, por que nunca passava nada que prestasse meio dia?

Terminei de almoçar e lavei os pratos, aproveitando minha coragem arrumei o resto da casa e fiz um pouco de lamen para Sayume. Ainda eram três horas. Fui ate o meu porta DVDs e escolhi Harry Potter. Eu tinha a coleção completa, do primeiro ao ultimo filme.

Eu não era nenhum fanático por Harry Potter, e ate hoje eu não entendia muito bem o porquê eu ainda assistia esse filme, talvez por ele ser tão longo que faria a tarde passar num piscar de olhos. Eram oito e meia da noite quando os créditos finais de Harry Potter e o cálice de Fogo começaram a subir, eu não disse? Assistindo Harry Potter você nem ver o tempo passar.

Levantei me espreguiçando e caminhei em direção ao banheiro. Sayume saia ás dez, então daria tempo de tomar banho relaxadamente sem pressa alguma. Sequei meu cabelo com uma toalha depois de estar completamente vestido e novinho em folha, amarrei-o no mesmo rabo de cavalo de sempre e sai de casa, trancando tudo antes é claro.

O novo trabalho de Sayume não era perto, mas também não era longe. No entanto eu odiava o fato de vê-la sair todos os dias para trabalhar e não poder ajudar em nada simplesmente por que aquela idiota não quer. Ano passado, quando depois de muito tempo procurando consegui um emprego de meio período, a idiota deu um show dizendo que nunca iria ver seu filho trabalhar e abandonar os estudos por causa disso

Tentei explica-la um milhão de vezes que o emprego era de meio período e não me prejudicaria em nada na escola, mas é claro que ela não ligou, ainda me fez prometer que eu nunca arranjaria um emprego antes de me formar na universidade e blá blá blá. Eu apenas concordei com isso por que eu sei que esse sempre foi o sonho de Sayume

Ela sempre quis ir pra uma universidade e se formar em medicina, se não tivesse sido tão burra ao ponto de engravidar talvez hoje ela poderia estar num hospital sendo respeitada e não numa lanchonete trabalhando como garçonete

Cheguei em frente a lanchonete faltando dez minutos para dez, suspirei enquanto sentava na calçava feliz por não estar chovendo se não me molharia de novo. Dez minutos depois ouvi a porta sendo aberta e levantei vendo todos os funcionários saírem, e é claro que Sayume tinha que ser a ultima.

_ Por que você tem sempre que ser a ultima? — resmunguei pra ela assim que ela começou a se aproximar quando me avistou

_ Não seja tão emburrado garoto – cantarolou bagunçando meu cabelo – Caiu farinha no meu cabelo e eu tive que lava-lo – explicou chorosa enquanto enrolava a ponta do cabelo rosa com o dedo

Sim, o cabelo de Sayume era rosa. E o pior era que era rosa natural. Mais o que pode ser pior do que o pior? Ah sim! O fato de eu ter herdado a cor do cabelo dela. Isso mesmo o meu cabelo também era rosa, e o fato disso me trouxe uma serie de problemas desde sempre já que todos os garotos achavam que eu era uma menina fofa de cabelo rosa.

A única coisa que eu não havia herdado de Sayume eram o olhos. Os olhos dela eram verde claro e os meus eram rosa, um pouco mais forte do que a cor do meu cabelo.

_ Como foi seu dia hoje? – indagou enquanto caminhávamos de volta para casa

_ Como sempre – respondi e ela me encarou risonha antes de pular em cima de mim tentando morder minha bochecha – Para com isso – reclamei tentando afasta-la

_ Ora vamos lá – disse enquanto continuava a tentar me morder – Só uma mordidinha vai – choramingou

E com o impulso que a maluca deu, tentando arrancar um pedaço da minha bochecha, fez com que nos dois fossemos ao chão. A encarei irritado, mas Sayume apenas riu da minha carranca e aproveitando a oportunidade mordeu minha bochecha.

_ Não teve graça – grunhi irritado enquanto massageava o que sobrara da minha bochecha

_ Teve sim – contrariou rindo – Você é muito emburrado Ran-chan, desse jeito Yoru vai largar você antes mesmo de começarem a namorar – completou sorrindo maliciosa para mim e eu lhe dei as costa recomeçando a andar corado e furioso – Ahhhhhh Ran-cha foi só uma brincadeira – ouvi-a cantarolar

Maldito dia em que Sayume e Yoru se encontraram. Isso aconteceu no final do ano passado, eu havia ficado doente depois de ter vindo para casa debaixo de chuva, Yoru ficou sabendo eu não sei como, assim como eu também não sei como ele sabia onde eu morava, e apareceu na minha casa, com o caderno que eu também não sabia de quem era, dizendo que eram os assuntos que os professores tinham dado hoje

Sayume é claro só faltou agarrar o idiota que parecia estar se divertindo com tudo aquilo, ela finalmente ficou quieta quando Yoru e toda sua cara de pau disse que ele era meu. Depois disso eu o coloquei para fora sobre os protestos de Sayume que sempre me pede para convida-lo para passar um feriado lá em casa, mas é claro que eu nunca o convidei

_ Vamos lá Ran, não acredito que você ainda não percebeu que Yoru fala serio quando diz que gosta de você – disse tentando acompanhar meus passos

_ Pare de falar sobre isso como se fosse normal – grunhi para ela

_ Isso é normal – rebateu de volta e eu a encarei incrédula

_ Que tipo de mãe acha normal seu filho namorar com um garoto? – indaguei parando e ela parou também me encarando

_ O tipo de mãe que quer apenas ver seu filho feliz – sussurrou para mim e eu suspirei vendo seus olhos marejarem

Andei ate ficar de frente com aquela idiota e a abracei enquanto bagunçava o cabelo dela. Sayume pareceu surpresa com meu repentino abraço, mas logo retribuiu me abraçando mais forte.

_ Tire esses pensamentos ridículos da sua cabeça – murmurei enquanto apertava o abraço – Não me importo de não ter pai, não me importo de não ter ninguém além de você... Eu não me importo. Eu estou feliz.

_ Mesmo que você diga que não se importa, eu sei que lá no fundo você se importa muito com isso – sussurrou de volta tentando segurar o choro – Eu não queria ser apenas uma garçonete que pode ser demitida a qualquer momento... Eu queria te dar tudo o que você sempre quis... é pra isso que as mães servem não é?

_ Dane-se Sayume – resmunguei – Você já me deu tudo o que eu podia querer... Não existe uma pessoa que eu respeite tanto como você, eu não me importo se você é uma garçonete, ou seja, lá o que você for daqui pra frente, eu vou estar aqui, vamos ser eu e você sua idiota... Vai chegar o dia em que vai ser a minha vez de cuidar de você e nem que eu tenha que te amarrar eu irei fazer isso

_ Então eu acho que esta tudo bem né? – murmurou se afastando e sorrindo para mim – Quando esse dia chegar eu vou deixar você cuidar de mim sem reclamar, palavra de escoteiro.

_ Idiota – murmurei batendo em sua cabeça antes de continuar a andar

_ Isso dói Ran-chan – reclamou enquanto enxugava os olhos com a manga do casaco e voltava a andar correndo para me alcançar

_ Fique quieta – retruquei a fuzilando com os olhos

_ Eu estou feliz Ran-chan – disse enquanto se agarrava a um de meus braços – Muito feliz – repetiu rindo baixinho enquanto mexia no meu cabelo

_ Fique quieta – repeti agarrando uma de suas mãos a fazendo andar mais rápido – Esta fazendo frio – resmunguei – Não fique arrastando o pé e ande direito

_ Tá tá tá tá – choramingou – Você é muito mandão Ran-chan

_ Cale a boca – retruquei

Eu também estou feliz sua idiota. Muito Feliz.

Notas finais
E então o que acharam? No proximo capitulo o Nuy e o clube de basquete vai entrar na area! Bye
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.