My Fuckin Valentine
1 oneshot
Notas iniciais
OK, fic-presente feita p'ro meu amor, Anne-chan <3
Não dei chocolates no Valentine's Day, mas to dando uma fic Então, essa é a minha maior oneshot, de toda a minha vida, me empolguei escrevendo-a. Era p'ra eu tê-la postado dia 14, MAS CAHAM, ME ATRASEI UM POUQUINHO, rs. Boa leitura.
Não dei chocolates no Valentine's Day, mas to dando uma fic Então, essa é a minha maior oneshot, de toda a minha vida, me empolguei escrevendo-a. Era p'ra eu tê-la postado dia 14, MAS CAHAM, ME ATRASEI UM POUQUINHO, rs. Boa leitura.
Desabou no sofá, apoiando os cotovelos nos joelhos e escondendo o rosto nas mãos. Ouvira sua ex-mulher dizer aquilo inúmeras vezes, mas era tão injusto assim querer um pouco de carinho às vezes? Pelo menos era assim que Atsushi pensava, que não recebia carinho o suficiente algumas vezes.De Imai só recebia carinho na cama e olhe lá quando, depois da transa, ele não dormia instantaneamente. Sabia que o guitarrista gostava de si, mas doía só sentir esse amor na cama e em raros momentos de calmaria.Imai suspirou, desabando no sofá ao lado de Sakurai. Pegara pesado nas palavras, sabia disso perfeitamente. Mas... Falara a primeira coisa que viera à sua cabeça, sempre fora assim, impulsivo.-Atsushi, eu... — --Nem do Dia dos Namorados você lembrou, Imai. Nem isso. O povo na rua, rindo e comentando, pessoas a sua volta, e você nem se sequer comentou ou disse algo para mi — --Ma – -Eu sei o que você vai dizer – riu triste, se recostando no sofá. – Nós nem namoramos oficialmente, Acchan. – imitou o tom de voz do mais velho, virando o rosto para olhá-lo. –Mas fazemos algo de tão diferente assim que não nos defina como namorados, Imai?Hisashi entre abriu os lábios para rebater o que o vocalista falara. Iria dizer sim, que faziam, mas... Não, não faziam, e não adiantava dizer que faziam.-É isso, Acchan? – murmurou derrotado.-Isso o quê?-O estopim da nossa briga. Foi eu ter esquecido... Do Dia dos Namorados?Sakurai respirou fundo, mordendo o canto da boca. –Sim, foi. Eu achei que pelo menos disso você iria se lembrar, já que eu me lembrei também. –disse se levantando do sofá de Imai, sorrindo triste. – Mas não sei onde eu tava com a cabeça ao pensar que você se lembraria.-Atsushi...-Deixa pra lá, depois conversamos... Tchau, Imai. – disse baixo, caminhando da sala até a saída do apartamento do guitarrista. Não esperou que ele abrisse a porta para sair por ela.Hisashi grunhiu, gritou de raiva.Odiava quando Atsushi virava a mesa para cima de si, quando invertia os papéis, quando ele virava a vítima e Imai o monstro.Ambos estavam errados, cada um à sua forma, mas o guitarrista não conseguiria viver achando que ele era o monstro, e o vocalista sempre dava um jeito de fazer com que ele ficasse com a consciência pesada por dias. Bufou irado, indo para o quarto. Resolveria aquilo.Mas só depois de dormir.Acordou tão irritado quanto dormira no dia anterior. Irritado com o sol entrando por uma fresta na janela e irritado por ter sonhado com a discussão que tivera com o amante. Nem na hora de dormir Atsushi o deixava em paz com sua consciência.Levantou da cama a contra gosto e se enfiou embaixo do chuveiro, tentando relaxar, tentando pensar no que faria. Sabia que Sakurai era traumatizado com relacionamentos frustrados, ainda mais depois de ter saído de um casamento conturbado. Queria pedir desculpas, ser carinhoso, amoroso e fazê-lo feliz, tudo ao mesmo tempo.Mas sabia que depois daquela briga, chegar com palavras de desculpas não adiantaria muito. E nem era de seu feitio.Vestiu-se casualmente, decidido a sair e esfriar a cabeça, nem que fosse num bar. Talvez mais tranqüilo, a solução viesse mais fácil à sua mente.As ruas do centro estavam lotadas. Lotadas de pessoas comentando os feitos do dia anterior – do Dia dos Namorados. Era chocolate pra namorado p’ra cá, janta pra lá, dia especial e blábláblá. Tentava fingir indiferença, afinal nem era um dia tão importante assim para o guitarrista.Mas... Era pro Atsushi, não era?Era, claro que era, e isso só deixava Hisashi ainda mais... Fodido com a situação.Bem que poderia estar solteiro. Poderia estar dormindo agora e não na rua, com a cabeça quente pensando em como resolver a maldita situação em que se metera.Atravessara a rua junto com outras dezenas de pessoa. Usava óculos escuros – ser reconhecido agora seria um castigo. Olhava para um ponto aleatório à frente, apenas para não tropeçar em alguém ou acabar caindo no meio da rua. Logo a sua frente – e Imai só percebeu porque tinha que desviar do obstáculo – várias colegiais gritavam e esperneavam em frente uma loja. Aquela cena era ridícula, mas comum no bairro onde estava. Aliás, onde estava mesmo? Ah, devia ser algum lugar perto de Harajuku.
Sua curiosidade humana o forçou para olhar para o lado quando passou pelas garotas, para ver porque elas gritavam tanto. Um gato.Um maldito gato numa vitrine faria tantas colegiais gritarem daquele jeito? Ah, era uma petshop então.Continuou andando, rindo um pouco da estupidez das adolescentes e... Em algum momento do passado Atsushi dissera que gostava de gatos, não dissera?Hisashi parou a caminhada, ouvindo algumas pessoas xingarem por ele ter parado de súbito.Sim, um gato. Era a coisa perfeita para se dar à alguém como Sakurai. Gatos eram companheiros para a vida toda, pelo menos em parte o peso sobre Imai se aliviaria.Deu meia volta, andando rapidamente e entrando na loja.O vocalista estava ansioso. Ansioso, irritado, emburrado, com sono e com vontade de beber.Tudo de uma vez, e Imai ainda ligara avisando que passaria em sua casa? Ele que fosse pro inferno, p’ra casa do caralho!Se ele achava que chegar pedindo desculpas e distribuindo beijos iria adiantar algo, estava muito enganado. Só pioraria. E Sakurai já estava com quatro pedras na mão p’ra atirar bem na testa do guitarrista. Nem tivera ânimo para se trocar depois do banho, quando recebera a ligação de Hisashi. Colocara uma calça moletom qualquer e uma camiseta velha e ficou assistindo TV, de braços cruzados e divagando em pensamentos. Estava só esperando o momento em que a campainha soasse para abrir a porta e soltar uma enxurrada de xingamentos que envolviam até a quarta geração da família de Imai.E a campainha tocou no mesmo minuto que Atsushi pensou sobre os xingamentos. Levantou do sofá e correu até a porta, tomando fôlego para começar os gritos, mas quando a abriu, não prestou atenção em Imai.Só viu... Um gatinho?-U-um gato? – murmurou, desnorteado. O que ia falar para Imai mesmo?-Uma gata, por favor, assim você ofende ela.-U-uma gata? Mas...-Seu presente de Dia dos Namorados. Atrasado, eu sei, mas... Eu tinha que te dar um presente de qualquer forma. Se eu d... Posso entrar para conversarmos melhor? – Hisashi perguntou um pouco receoso, segurando a gata junto ao corpo.Se Imai não estivesse com uma coisa tão fofa nos braços, provavelmente teria levado um não e um soco na cara. – P-pode sim, entra.O guitarrista sorriu mínimo, entrando no apartamento assim que Atsushi lhe dera espaço para tanto. Assim que viu que não seria posto para fora à gritos e chutes, se virou para ele, estendendo a gatinha para que o vocalista a pegasse. – É sua, Atsushi, por que não a pega?Sakurai piscou algumas vezes, pegando o animalzinho com cuidado. O gato –ou melhor, a gata – miou manhosa, se aninhando no moreno, cravando as unhas no tecido de sua camiseta.-Fofa, não é? Tinha um monte de colegiais gritando por ela na vitrine do petshop. – riu um pouco, caminhando até a sala de estar, se sentando em um dos sofás.Atsushi ainda não havia dito nada, apenas ficou olhando para o bichano, vendo-a e ouvindo-a miar. Era linda, tinha pêlos macios e pelo tamanho, ainda era filhote. –É... É mesmo minha? – balbuciou, sorrindo um pouco ao vê-la bocejar.-Claro que é. Como eu disse, é seu presente atrasado de Dia dos Namorados. – sorriu, passando a mão pela nuca, um pouco sem jeito. Nunca dera presente de Dia dos Namorados antes. –Agora vem pra cá, não fique aí na porta. O apartamento é seu, oras.Riu um pouco, fazendo o que Imai dissera. Sentou-se ao seu lado no sofá, sem tirar os olhos da gatinha em momento algum.Ficaram em silêncio por alguns segundos, Atsushi fazendo carinho no novo animal de estimação e Hisashi apenas o observando.-... Gostou? – perguntou finalmente, em um tom de voz baixo ao ver que a gata havia pegado no sono.-Gostei, claro que gostei. Você sabe que eu gosto de gatos. – sorriu um pouco mais largo, sem parar de afagá-la. Mas logo o sorriso em seus lábios morreu. – Não vá achando que me dando um presente desses nós ficaremos resolvidos.-Eu nunca achei que seria fácil assim. – claro que Imai achou, mas não iria admitir.-Hm. – resmungou, olhando para o guitarrista com o canto dos olhos. – Mas você realmente sabe me amolecer, Hisashi. Pegou pesado dessa vez. –riu um pouco. –Eu realmente gostei dela, Imai. Muito mesmo.Imai sorriu vitorioso. Meio caminho andado, afinal.-Bom, mas ela precisa de um nome. – disse sorrindo, apoiando o queixo no ombro do vocalista, voltando seus olhos para a gatinha. –Qual vai ser?-Eu... Não sei. Realmente não sei. – Atsushi franziu o cenho, observando-a também. – Escolha um.-Eu? Mas a gata é su — — o guitarrista perdeu a fala ao ver a cena fofa que era o animalzinho acordando e soltando um bocejo, um quase miado. Nyan.Ficaram mais um pouco em silêncio, talvez pensando a mesma coisa.-Nyan?-Perfeito.-Concordo.Riram um pouco, esquecendo-se momentaneamente de que estavam brigados.-Nee, Atsushi?-Fala.-Vai me perdoar por todas as merdas que eu fiz até agora? A Nyan pode ser um... Acordo de paz.-Não use minha gata como desculpa! – disse quase indignado, olhando para Imai.-Opa, pera lá, fui eu que te dei a gata! Eu mereço um crédito, ok?!-Mas não a ponto de usá-la como carta de perdão! Usa até os animais, Imai?!-Só entre nós dois? -começou, se afastando do vocalista. — Eu sou o único dessa porra de relação que não pode ser acusado de usar os outros!Sakurai abriu a boca para falar. Iria começar a gritar, com certeza, xingar Imai de todos os nomes que tinha ensaiado antes dele chegar.-Não! Atsushi! Não fala nada, desculpa, mesmo. –suspirou e jogou a cabeça para trás, cobrindo o rosto com as mãos. – Não quero começar outra briga. ‘To aqui p’ra gente se ajeitar e não p’ra piorar as coisas.-Você sempre dá um jeito de piorar as coisas, Hisashi. É impressionante. – murmurou, olhando para Nyan. –Acho que essa gata foi a única coisa que você acertou na vida, com exceção da banda.Se não gostasse tanto do vocalista, teria feito questão de lhe mostrar o dedo do meio e mandar ele enfiar aquela gata num lugar bem feio.-Eu sei, eu sei. Agora podemos conversar feito pessoas civilizadas?-Civilizadas? Ah, vai ser meio complicado pra você hein, Imai. –riu de puro escárnio, afofando Nyan.-Cuidado, você vai matar a gata envenenada. – estreitou os olhos, pensando seriamente sobre mostrar o dedo do meio.Atsushi virou o rosto, fitando Imai nos olhos, e o guitarrista fazia o mesmo. Era impressionante como conseguiam se amar e se odiar ao mesmo tempo.-Ok, Imai, vamos conversar.-Finalmente. – bufou.-... O que você tem p’ra me dizer? – disse, sem tirar olhos de Hisashi.-Eu vim te pedir perdão, eu já disse. Eu sei que só faço merda, mas... Sei lá, quero que tudo dê certo p’ra gente.-...Só isso?-SÓ ISSO?! Você age como se fosse muito fácil p’ra eu falar essas coisas.-E você acha que é fácil ouvi-las sabendo que você vai fazer a mesma merda no dia seguinte pela qual você está se desculpando?O mais velho suspirou pela enésima vez no dia. Sabia muito bem que o que Atsushi dizia era verdade, que provavelmente não se passaria nem uma semana, mas... Queria pelo menos ficar um dia de bem com ele, para poder beijá-lo e abraçá-lo, nem que fosse uma última vez.Se bem que Imai sabia que a tal última vez ainda demoraria anos para vir. E que talvez nem viesse. Não daquela forma, com brigas e discussões.-Eu am... Eu gosto muito de você, Atsushi. Eu sei que talvez eu vá fazer tudo isso de novo e — --‘Talvez?’ – arqueou uma das sobrancelhas, olhando para Hisashi com um ar zombeteiro.-... Eu sei que vou fazer tudo isso de novo, -se corrigiu, sorrindo de canto. – Sei que vou te magoar de novo, e por inúmeras vezes, mas... Por todas essas inúmeras vezes que eu errar, eu vou pedir perdão, porque minha intenção nunca foi, nem é e nem será te magoar. E eu nunca falei tanto dos meus sentimentos como eu to falando agora, mas que merda. – bateu na própria testa, rindo enquanto balançava a cabeça.Nunca ouvira Imai falar aquele tipo de coisa. Nunca ouviu nem ele dizer que amava a própria mãe, e agora aquela clara declaração de amor. Era quase demais para Atsushi acreditar.-...Cê tá tirando uma com a minha cara, né, Hisashi?-Viu que merda?! Eu não posso tentar ser sério uma vez na minha vida e já acham que é brincadeira! – disse indignado, batendo nas próprias coxas. – Atsushi, porra! Tenho cara de quem tá te tirando?!
Sakurai tentou segurar o riso, mas não conseguiu, rindo divertido. Nyan miou, reclamando por ter sido acordada. Imai não acreditava naquilo. Acabara de abrir o coração para ele, pedir perdão e agora... Ele tava rindo?!-Por que você sempre ri da minha cara quando eu tento soar sério? -Porque... É bizarro demais você soar sério. Mais do que o U-ta soar sério. – tentou se conter, levando a mão à boca, cobrindo-a.-Mas eu to tentando falar sério aqui! Dá pra você me dar um voto de confiança?! -To tentando, to tentando. – dizia abafado por causa da mão. Mas realmente era difícil de acreditar que Imai Hisashi, o seu Imai Hisashi, havia dito aquilo.-...-...-...-...Pffff – voltou a rir, abaixando a cabeça.Hisashi se resignou a suspirar, passando a mão pelo rosto. – Bom, pelo menos minhas desculpas foram aceitas?-S-sim, foram. Ai. -Menos mal.-Mas... – respirou fundo, fazendo um pouco de carinho na gata, mas depois se virou para Imai. – Você... Realmente estava falando sério? Quer... Que nós continuemos?-Quero sim. Ou não entendeu e quer que eu desenhe? – fez cara de tacho. Às vezes Atsushi era inacreditável.-Eu adoraria vê-lo desenhar.Dessa vez foi Imai quem riu, um pouco mais relaxado. Aparentemente Atsushi já havia desculpado-o, pelo menos em parte. E isso era mais um pouco do caminho andado. Se não o caminho todo andado.Sakurai sorriu, puxando o guitarrista pela nuca gentilmente, lhe dando um suave beijo nos lábios.-Resolvidos? – Hisashi murmurou ainda com os lábios colados nos do mais novo, sorrindo mínimo.-...Acho que sim, pelo menos por enquanto. – riu, sugando o lábio inferior de Imai, se aproximando mais dele aproveitando que Nyan havia descido de seu colo para conhecer a nova casa.O mais velho se sentiu aliviado. Deu mais um beijo em Atsushi e então se afastou. – Ótimo, então posso ligar a TV? Hoje vai ter um especial daquele anime que eu assisto, sabe?O moreno abriu a boca para responder gentilmente, mas seu cérebro registrou a pergunta e mandou um aviso.-Como assim ligar a TV e ver anime? – estreitou os olhos, se afastando de Imai incrédulo. Ele não tinha ido pra pedir desculpas?-...É, ligar... No botão de ligar... E pôr no canal... Pra ver o anime. Que tal? – arqueou uma das sobrancelhas. Ué, Atsushi sempre soube que ele gostava de animes.Iria começar a gritar e a xingar, fazendo o escândalo que havia prometido a si mesmo que faria quando Imai chegasse em seu apartamento. Como assim ele ia lá se desculpar e agora ia fazer o que se comprometera a evitar fazer?Bufou, passando a mão pelo rosto. Cansara de reclamar. Sabia que Imai não iria mudar. Macacos velhos não mudam de galho.Mas nem por isso deixaria de amá-lo. Só daria uma trégua no momento, não queria outra briga.Jogou o controle da TV em seu colo, revirando os olhos.-Obrigado, Acchan. – sorriu animado, ligando a TV e se esparramando no sofá. Já tinha acertado as coisas com Atsushi, e bem a tempo de assistir o especial. Sentia-se bem mais aliviado agora. Tudo estava em seu devido lugar.O vocalista ficou chocado com a espontaneidade - falta de vergonha na cara?- do guitarrista. Em um momento estavam jogando acusações um na cara do outro e no seguinte... Ele pedia pra ver anime. Se já não estivesse vacinado, provavelmente ficaria magoado e deprimido com a atitude dele.Mas apenas sorriu. Cansado e contente. Oras, nem gritando um milhão de vezes faria Imai tirar os olhos da TV agora, pior seria se tivesse um Nintendo também.Nyan voltou a miar, pedindo para subir no sofá, já que ainda era pequena demais para conseguir sozinha. O moreno a pegou no colo e a afofou.É, não se importaria se todas as discussões que tinha com Hisashi terminassem assim.
Notas finais
É... q
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