My Fallen Angel

8 And I need you in my life


Notas iniciais
Eu sei que eu escrevo bem pouco, mas é que to meio sem inspiração ):
Mas mesmo assim, espero que gostem!

Era isso.

A Lucy ia ser minha.

Por bem... Ou pormal.

Acordei com ela deitada ao meu lado e saí sem acordá-la.

Hoje ela ia ser minha.

Eu posso estar sendo um pouco obsessivo, mas ela me mantinha no lugar, são.

Fui até o hospital onde David se encontrava.

Andei normalmente já que ninguém me veria e entrei no quarto onde ele estava internado.

- Pobre David. – Disse irônico. – Você sabe, a Lucy é uma garota linda... Doce... Pena que ela não é minha. Ah, mas nós poderíamos dividir... Ou não, já que você nem em si está. Acho melhor ela ficar só pra mim não é? – Continuei, sussurrando em seu ouvido.

Eu estava agindo friamente, quase como um louco. Mas eu não me importava, isso seria melhor pra mim e pra Lucy.

Tirei os tubos respiratórios e sei lá mais o quê que estava ligado ao David.

Contei até dez na minha cabeça.

1...2...3...4...5...6...7...8...9...10.

E tudo o que eu vi no aparelho que mostrava seus batimentos, era uma linha reta.

Saí de lá dando um riso sarcástico e estava a caminho da casa de Lucy.

Parei em uma lojinha de conveniências e comprei uma garrafa de Jack Daniel’s.

Chegando lá, fui direto pro quarto dela.

(Lucy Pov’s)

Eu acordei logo que não senti o corpo magro e comprido dele ao meu lado, me levantei rapidamente, coloquei um moletom pois estava fazendo frio, uma camiseta simples, calça jeans e umas botas de frio.

Como meu irmão havia deixado seu celular antigo em casa, resolvi dá-lo a Andy no dia anterior, então como ele não estava em casa, liguei pra ele.

- Andy?

- Eu mesmo.

- Onde você está?

- To aqui na sua casa, entrando no seu quarto.

Desliguei o celular esperando por ele em minha cama.

Ele entrou, lindo como sempre com aqueles olhos azuis e aquele cabelo preto.

- E aí pequena.

- Oi Andy.

- Quer comemorar? – Ele disse, chacoalhando uma garrafa de bebida.

- O quê?

- O fato de que você vai finalmente ser minha.

- Do que você tá falando?

- Ouvi dizer que o David morreu... Acho que algum enfermeiro não colocou os aparelhos respiratórios direito.

- Ah Meu Deus... Isso é horrível, não acho que a gente devia comemorar... E eu não bebo.

- Qual é Lucy, isso é passado... Nós finalmente podemos ficar juntos.

- Quem disse que eu quero ficar com você?

- Seus olhos.

Ele me puxou bruscamente pelos braços e pôs suas mãos em minha cintura.

- Ah Andy... Eu não me sinto bem com isso... – Uma lágrima rolou pelos meus olhos.

- Ei meu amor, tudo vai ficar bem. Ele deve estar melhor agora.

- Promete?

- Prometo. – Ele deu um beijo na minha testa e continuou:

- Acho que você deveria tentar. – Apontou pra garrafa e sorriu malicioso.

- Eu não sei... – Fiz careta.

- Vamos! Por favor, você não vai se arrepender!

- Tudo bem, mas só um pouquinho. – Olhei pra ele e fiz biquinho.

- Não faz isso que assim eu morro. – Ele me abraçou e depositou um beijo rápido em meus lábios.

Eu acho que finalmente caí em mim, e isso significa que eu percebi que estou apaixonada por ele.

Por aquele jeito despreocupado, misterioso.

Aqueles olhos perfeitos.

Aquela pele macia e branca.

Aqueles cabelos negros como a noite.

Aquele toque no qual eu me perdia e me entregava.

- Mas nós temos que ir pra outro lugar, não acho uma boa idéia bebermos na minha casa.

- Você quem manda.

Peguei em sua mão e o arrastei pra fora de casa, deixei uma mensagem pra minha mãe e fomos em direção a uma praça atrás da minha casa.

Nos sentamos no primeiro banco que vimos pela frente e eu deitei minha cabeça no seu ombro.

Andy já bebericava sua bebida, da garrafa mesmo.

- Sabe o que esse lugar me lembra?

- O que?

- Quando eu te conheci.

- Ah, claro. – Ele deu mais um gole na garrafa e a estendeu pra mim.

- Ai céus, não acredito que você vai me fazer beber isso!

- Tudo tem sua primeira vez.

Arranquei a garrafa da mão dele e dei um longo gole.

- Caramba! Isso é forte pra caralh...

- Caralh...? – Ele debochou.

- Eu não falo palavrão.

- Qual é Lucy!

Dei mais um gole entre risadas e gritei:

- CARALHO!

Nós dois rimos até não agüentarmos mais, e quando já estávamos caídos no chão eu o cortei:

- Acho melhor irmos, se minha mãe desconfiar ela me mata.

- Ok. Eu te levo.

Antes que eu pudesse protestar, ele me pegou pelas pernas e me colocou em suas costas.

- Andy me larga!

- Não mesmo!

Ele começou a correr e rir ao mesmo tempo.

- Eu te odeio!

Já na frente de casa, ele me deixou no chão e me olhou com cara de cachorrinho abandonado:

- Poxa.

- To brincando seu bobo! – Dei um tapinha nele e o abracei.

- Eu te amo Lucy.

- Eu também.

Notas finais
The Pretty Reckless - You