My Fairy Tale in Reverse
2 Primeiro capítulo
Notas iniciais
O dia amanheceu em Los Angeles.
Meu mais novo lar.
Havia passado um tempo em Beverly Hills, onde Melanie estava morando.
Bem a cara de minha irmã super patricinha morar.
Não que o lugar seja ruim ou sei lá, mas é onde patricinhas moram e filhinhos de papais.
Minha adolescência inteira eu e minha irmã não nos dávamos bem, mas eu do que ela.
Quer dizer não suportávamos o jeito uma da outra.
Ela por achar meu jeito grosseiro e marrento demais para um garota e eu por acha-la muito delicada e cheia de fru-fru.
Então resolvemos levar uma á outra conhecer seus mundos. Ou seja, hobbies preferidos, para se conhecerem mais...
OB:: O psiquiatra que deu essa ideia louca, mas que no fim deu certo. Quer dizer, fortalecemos nossa relação de irmãs, mas não significa que concordemos com tudo que á outra pense ou fale.
Me espreguicei ainda na cama e levantei bocejando.
Me despi rapidamente com os olhos fechados e entrei no box, abrindo o chuveiro.
A água caia em formato de gotas pelo meu corpo.
Era tão refrescante.
Desde pequena gostava de tudo que me deixava em contato com água: piscina, chuveiro, cachoeira, praia.
Assim que me senti completamente acordada e limpa, sai do box com duas toalhas no meu corpo e outra no cabelo.
Escovei rapidamente os dentes e caminhei de volta ao meu quarto.
Por a mudança ter sido feito em cima da hora, havia caixas empacotadas que facilmente poderia ser confundida com uma.
Sorte que as minhas roupas tinha colocado dentro do guarda roupa, assim não teria que ficar procurado feito uma barata tonta em meio de tantas caixas.
Como parecia está fazendo um sol escaldante lá fora, resolvi colocar uma roupa que não me fizesse suar feito uma porca.
Um shorts jeans, uma regata preta com detalhes em prata e uma rasteirinha.
Graças á Deus, começaria á trabalhar no hospital da cidade, amanhã cedo.
Só de pensar em ter de acordar cedo sinto preguiça!
Mas enfim.
Peguei minha bolsa e sai da casa.
Coloquei meus óculos e comecei a caminhar.
Poderia muito bem ir de carro, seria mais rápido.
Mas como sou nova na cidade e queria já ir conhecendo os lugares, preferi ir andando.
As lojas já estavam abertas, e as vendedoras preparadas com seus sorrisos falsos esperando você comprar algo e dar uma boa comissão para elas.
Típico de cidade grande!
A praia já habitava uma grande população para o começo do dia.
Algumas pessoas patinavam em seus modernos partins, outras andavam de mãos dadas com seus namorados e aqueles exibidos que tem em qualquer lugar exibiam seus belos carros á luz do dia.
Blá!
A primeira cafeteria que avistei, entrei.
Sentei numa mesa sozinha, esperando ser atendida.
O que não demorou muito.
Pedi um milk shake extra grande de chocolate e o sanduíche mais grande que tinha.
A atendente me olhou estranho depois que fiz o pedido.
Qual é?
As pessoas acordam com fome, e comigo não é diferente.
É como uma pessoa cujo não sei o nome dizia: Saco vazia, não para em pé!
E se eu comesse menos que isso, não conseguiria dar dois passos sequer.
O meu pedido com a benção de Deus, não demorou.
Depois de tomar meu café da manhã, paguei e sair da cafeteria.
Continuei caminhando e decidi comprar um soverte na soverteria da praia.
Assim que comprei um soverte de chocolate com gotas de chocolate, resolvi sentar na praia e apreciar um pouco á vista.
Olhando para o mar, vendo as ondas que se formavam fortemente, fiquei pensando.
O mais certo a dizer é lembrando.
Lembrando dos amigos, que deixei em Seattle á partir do momento que fui embora. E como me senti á exatos quatro anos atrás.
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Assim que Carly decidiu morar com o seu pai, uma decisão que me pegou de surpresa devo admiti.
Pois não estava esperando.
Acho que ninguém esperava isso.
Entendo, que ela possa está com saudades dele por todo tempo que se manterão separados, mas porque agora?
Com isso obviamente que o Icarly iria acabar.
Sabendo que tudo seria diferente.
Estávamos encarando novas etapas de nossas vidas.
Decidi aceitar uma bolsa de estudo numa faculdade da Flórida.
Consequentemente iria morar lá.
Eles também ficaram surpresos com essa minha notícia.
Quer dizer, ninguém esperava que eu, a briguenta do colégio, piores notas e que sempre estava na sala do diretor ou de suspensão tivesse conseguido a proeza de ter uma bolsa em alguma faculdade sequer.
E Freddie, o nerd da turma, claramente conseguiu inúmeras bolsas em várias faculdades.
Mas não sei qual escolheu seguir e sinceramente naquele momento não queria saber.
O Spencer continuou a morar no Bushwell.
Era um momento de despedida.
Me despedi da Carly foi terrível, foi ver um elo de todos nós indo embora.
Mas assim foi feita á vontade dela.
Não disse quando iria para Flórida para ninguém.
Pelo simples fato que não queria despedida.
Aliás odeio!
É como se não fosse ver aquela pessoa nunca mais.
Como um adeus.
E isso é triste.
Por esse e outros motivos que não quis que ninguém soubesse.
Não queria ninguém triste ou com cara de choro por mim.
Antes de entrar no avião, tinha total consciência que estava deixando tudo pra trás.
Meu passado, presente e possível futuro.
Mas naquele momento me parecia o certo á fazer.
Quer dizer não tinha muitas alternativas.
E quais eu tinha, não me parecia suficientemente boas.
Mas com a sensação de despedida me veio a fase adulta.
Soltando um beijo e um sussurro “Eu te amo, Freddie”, com o coração apertado entrei no avião.
Com destino? Ao futuro.
Com pensamentos positivos.
Era só isso que eu queria.
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