My Everything

11 Quer Dizer Que Somos Amigos?


Notas iniciais
Quem é vivo sempre aparece não é mesmo? Tudo bem,estamos prontos para sermos atacados rsrs.Deixamos claro que não tinhamos intenção de abandonar essa fic,mas depois de tanto tempo parada duvidamos muito que alguém iria querer continuar sendo pacientes com a gente e que continuaria querendo ler.Foram tempos dificeis,e graças a Deus agora só temos que nos preocupar com nossos estudos,o trabalho e afins.Então podemos reservar um tempo para escrever,pelo menos espero que continue assim.Não sei bem ao certo se alguém vai continuar lendo,ou se acabaram se perdendo e até mesmo dessistindo da história mas talvez vale a pena se localizar e continuar a ler!! Postando esse capítulo pelo Renan,até o próximo.Bjos

O cheiro de baunilha que exalava do cabelo de Dallas ainda estava impregnado em meu travesseiro, o resto do apartamento pareceu tão terrivelmente chato pela primeira vez. Como se algo faltasse. Eu já tinha mais do que me acostumado com minha solidão aqui entre essas paredes, mas a companhia de Dallas tinha sido incrivelmente boa.

Tem alguma coisa nela de que eu preciso. Eu tinha certeza disso, só não sabia o que era. A proximidade dos nossos corpos despertava uma sensação diferente em mim, é uma coisa além de desejo.

Quando dançamos no Homecoming, senti que estávamos na mesma sintonia. E bem, quando ela começou a dar o seu showzinho fiquei em um estado de hipnose que nem fui capaz de raciocinar e impedi-la. Mas, o merdinha do namorado dela tinha que aparecer para estragar tudo, o lado bom é que isso a fez com que fosse parar em minha cama e dormisse comigo.

Se eu fosse um cretino como algumas pessoas pensam, poderia ter tirado proveito disso. Ela estava animadinha demais e falava várias coisas sem sentido. E depois de ter vomitado horrores, deixou meu banheiro em um estado lamentável. Nem mesmo quando eu bebia, deixava o banheiro tão fétido. Depois de ter limpado tudo, tomei um banho tentando fazer com que minha mente ignorasse o fato de que ela tinha ficado incrivelmente sexy vestindo apenas minha camisa e minha samba canção. Por conta de sua roupa estar encharcada em vomito.

Demorei dormir. Encarei Dallas por longas horas, tentado entender o motivo de eu querer a presença dela. Estava bem sozinho, mas não tinha notado o quanto solitário estava até ela ter voltado para o seu apartamento.

Isso me deixa louco, o fato de ficar pensando em Dallas me incomoda, o fato de saber que ela está com o merdinha do namorado dela também me incomoda e tudo sobre ela me incomoda. Não entendo porque tenho a sensação de que algo está errado.

– Jason!-escuto uma voz estridente me chamar.

Certamente era Amanda.

– O que você quer?- pergunto sem rodeios, já indicando que não estava tendo um bom dia.

– Vim te apresentar uma coisa chamada educação.

– Não estou interessado. -o pequeno pé de Amanda impedia que eu fechasse a porta.

E a expressão firme que ela exibia, também contribuiu para que eu desistisse de tentar expulsá-la e a deixasse entrar.

– Sabe se Dallas está bem?Ela não atende o celular.

– Caso não saiba, ela mora ao lado.

– Não sei se poderia incomodar, ela não fala comigo nem com a Vanessa desde ontem.

– Faça uma tentativa e me deixe em paz. -já estava irritado, e ter Amanda falando sobre Dallas não ajudava, eu queria fugir do assunto Dallas.

– E se ela estiver com Shane?

– Pouco me importa. Só sei que até ontem de manhã ela estava aqui, e depois se foi e como sua vida não é do meu interesse, não sei com quem está ou o que deverá estar fazendo.

– Cruzes!Você simplesmente poderia ter dito que não estava a fim de conversar hoje. Parabéns, você coseguiu se livrar de mim. Já vou indo.

Eu sabia que tinha sido um idiota com Amanda, mas também sabia que ela ia superar, já estava acostumada a lidar com meu humor temperamental. Porém, minutos depois ela voltou e estava completamente aflita e aterrorizada.

– Eu sei que você está detestável hoje, mas Dallas precisa de ajuda. -pela expressão de Amanda e a urgência em sua voz, notei que era uma coisa séria.

Meu corpo agiu mais rápido que minha mente. Sem ao menos pensar no que teria acontecido e sem dar tempo para Amanda me explicar, fui direto para o apartamento de Dallas e a encontrei desmaiada em seu sofá. O leve levantar e baixar de seus seios indicava isso.

– Ela desmaiou assim que entrei aqui e sentamos para conversar.

– Seu carro Amanda?

– Está lá embaixo.

Peguei-a no colo e apesar de saber que ela voltaria a abrir aqueles olhos, um certo desespero se instalava em mim.Seu corpo tão inerte em meus braços,sua pele pálida e seus lábios secos era espantoso para mim.

Entrei no carro de Amanda tendo o maior cuidado para deixar Dallas o mais confortável possível.

– Vamos para o hospital Amanda. -peço com certa urgência na voz.

– Não disse que a vida dela não era do seu interesse?

– Dane-se o que eu disse antes. O inferno que não me importa!

Posso jurar que Amanda sorria enquanto dirigia, e que eu estava odiando vê-la sorrindo. Porque eu podia imaginar o que se passava em sua cabeça, e eu não aprovava aquilo. Cadê o desespero e a preocupação que ela parecia estar minutos atrás?

– É uma vida Amanda. Claro que eu me importo.

– Vai ficar tudo bem, é só um desmaio. -ela falou tentando manter a calma.

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– Está tudo certo. Dallas é uma jovem forte e saudável. Acho que o desmaio é consequência do esforço que fez para lembrar de alguma coisas.Não force querida,isso tem que acontecer naturalmente.

– Entendemos. Obrigada. -Amanda agradece ao médico por ter atendido Dallas.

– Não se sabe quando e como as memórias voltaram. Ou se realmente retornaram. Só aproveite essa segunda chance que lhe foi dada.

Dallas que não tinha falado muito depois de ter voltado a si, só moveu a cabeça em sinal afirmativo concordando com o médico e ficou encarando um ponto fixo qualquer a sua frente.

– Bom, eu tenho que ir ajudar minha mãe em uma coisa. Se quiserem carona, já podemos ir. -diz Amanda.

– Prefiro voltar caminhando, vai me fazer bem. -responde Dallas.

As duas amigas se abraçaram e logo depois Amanda se foi. Dallas parecia estar sem graça comigo, da mesma forma que eu fiquei quando pude me sentir aliviado depois do susto que ela nos deu.

Eu podia não assumir para ninguém, mas tinha sim me assustado e muito ao vê-la inconsciente. Agora ela parecia meio desconectada do mundo e com os pensamentos dando voltas em sua cabeça. Estava completamente tensa.

– Então, conseguiu acalmar o merdinha?-perguntei depois que ultrapassamos a saída do hospital.

Ela sorriu e revirou os olhos.

– Já falei para não chamá-lo assim.

– Prefere o quê?Que eu o chame de viadinho?Qual é Dallas, ele é um viadinho.

– E você é um preconceituoso. E tem umas ideias bem malucas em relação ao Shane.

– Não sou preconceituoso. Apenas... Ah, esquece isso.

– Ótimo. Porque não estou com cabeça para falar sobre ele agora. -toquei de leve em seus ombros e massageei-os. Eu não sabia por que estava sendo legal com ela de novo. Eu estava lhe cedendo algum espaço, estávamos nos aproximando mais uma vez. E isso poderia não ser bom.

– Pronta para voltar para casa?-perguntei quando percebi que ela estava relutante, dando passos lentos e vacilantes pela calçada.

– Talvez. Eu só queria extravasar a tensão um pouco.

– Isso pode cansar. -digo. -Sabe, você pode ficar um pouco indisposta.

– Do que você está falando?-ela me encarou como se eu fosse sugerir algum absurdo ou fosse ser malicioso.

– Porque só espera o pior de mim?Eu só ia sugerir que corrêssemos até o prédio. Te garanto que uma boa corrida alivia qualquer tensão.Você vai cansar um pouco fisicamente,mas vai aquietar os pensamentos que te torturam agora.

– Bem pensado.

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– Melhor?-perguntei assim que fizemos uma pausa para comprar água.

– Sim. Obrigada por toda ajuda desde o homecoming. -ela ficou meio constrangida ao mencionar o homecoming, certamente tinha se lembrado do show que deu.

Sorri em resposta, não sei por que, mas ela pareceu ficar mais envergonhada, pois eu podia ver o rubor em suas maçãs do rosto.

– Se o merdinha não tivesse aparecido, confesso que eu não seria capaz de resistir e talvez não tivesse coragem de te impedir. -lhe dei uma piscada de olho.

– Que horror!

– Você acha que não?Lógico que eu teria que te tirar dali. Não ia deixar que todos aqueles babões voassem em cima de você, como se você fosse um suculento pedaço de carne. Sou do tipo mais egocêntrico sabe, não compartilharia. -sorri maliciosamente.

– Jason, não torne isso difícil. Quero ser sua amiga, mas não sou suas negas.

Não pude evitar uma gargalhada, ela tinha mesmo mencionado essa coisa de não ser uma de minhas negas?

– Minhas negas?Quem é a preconceituosa agora?

– A questão não é essa, você sabe muito bem o que eu quis dizer.

– Quer dizer que somos amigos?

– Acho que sim. -ela sorriu, e logo desviou seu olhar de mim.

– Não sei se é para tanto.

Tudo bem que eu tinha ajudado ela, mas não queria dizer que somos amigos. Isso poderia não acabar bem. Não tenho muito experiência com isso de ter amizade com uma mulher que eu queria ter em minha cama, de várias formas diferentes. Essa era a verdade.

Até mesmo agora, o suor de sua pele não fazia com que o desejo fosse embora. O corpo dela, na maioria das vezes ou até mesmo todas às vezes era convidativo.

– Acho que podemos caminhar agora, só falta duas quadras para chegar. -ela diz enquanto arrumava o cabelo.

– Tudo bem?

– Sim.

– Olha, eu concordo com o médico quando ele diz para você não forçar suas lembranças a voltarem.Depois de um tempo,o mais importante vai voltar.E bem,talvez você deveria ficar feliz em não lembrar de todo o glamour da sua vida de antes.

– Por quê?Acha eu sou tão superficial para sentir falta disso?O que mais me importa é tudo que eu vivi com meu pai, e também tem o Shane. Você não faz ideia de como é ter tantas perguntas rodeando sua mente, e vários espaços em branco.

– Me desculpe, eu não quis dizer que você é superficial ou algo assim. E tem razão, eu não sei como é estar na mesma situação que você, mas acho que não pode ficar exigindo demais de você mesma. Apenas viva.

– Esse é o problema, é só o que eu faço. Viver assim é difícil, parece que eu estou ignorando algumas coisas.

– Só porque não lembra do que já passou,não quer dizer que está ignorando.Você tenta lidar com isso da melhor forma,acredite em mim,ignorar é diferente.Falo isso,por experiência própria.

Ela me encarou imaginando o que, e quantas coisas, eu já teria ignorado na minha vida. Dallas se mostrava curiosa em relação a mim, isso era desnecessário. Minha vida não tem sido nada maravilhosa, apesar de ter tomado rumos melhores nos últimos meses.

Assim que chegamos, pude ver Vanessa indo para o elevador. Ela nos viu, e parou esperando que nos aproximássemos. Passei direto sem ao menos cumprimentá-la.

Eu tinha cometido meu segundo erro com Dallas, depois de tê-la levado para meu apartamento, o meu pequeno refúgio que apenas tinha acolhido uma pessoa do sexo feminino, que era Amanda. Eu também tinha compartilhado algo que eu gostava de fazer com meu pai, que era praticamente usar a corrida como válvula de escape para aquietar a mente. Isso estava ficando perigoso, porque poucas palavras trocadas com Dallas sempre me deixava querendo mais.

Notas finais
Desulpem mesmo gente.Bem,a última vez que postamos foi no fim de fevereiro e como sabem o Renan estava passando por um periodo dificil,que ficou bem pior assim que a mãe dele faleceu.E dai veio outras coisas familiares tentando se estabilizar emocionalmente.E eu meio que me perdi em meio a loucura da agitação da minha vida e alguns choques.Mas,como fênix,nós ressurgimos das cinzas e estamos aqui.Vamos continuar com isso!!Vambora despertar a magia de Dallas e Jason kkk