My Everything
5 Capítulo 5 Sentimentos expostos
Então logo após minha lembrança meus olhos se encheram de lagrimas chorei muito, logo em seguida a Adrianny falou que naquela data a irmã de Yulli que havia ficado no Brasil com sua avó, teria morrido em um incêndio e ela estava muito triste e por isso teria que voltar logo, ela iria me pedir para que eu pudesse encontrar-la no Brasil.
Depois que eu soube isso, lembrei-me da noite que meus pais morreram e de quando estava no parque congelando e ela me abraçou e disse que sabia como eu me sentia, ela realmente tinha todo o direito de me olhar estranho, de me odiar, mas mesmo assim quando eu desacreditei no amor ela me mostrou que eu poderia ser amado, quando eu estava morrendo com minha dor insuportável ela dividiu o calor de seu coração comigo e me manteve aquecido realmente eu não tinha como mudar aquilo.
Depois que eu parei de chorar eu perguntei a Adrianny qual o motivo da Yulli está tão brava com o beijo acidental que eu dei em Elizabeth e ela me disse que era por que a Elizabeth havia tido um namorado que a amava muito, mas ele estava doente prestes a morrer e ele fez Elizabeth jurar que se apaixonaria de novo e que teria filhos e que viveria feliz. E ela o respondeu que não podia prometer isso por que ela o amava, mas ele insistiu e disse depois que eu for, ainda estarei vivo em seu coração e quando eu achar o cara certo para você eu farei vocês se beijarem.
Pouco tempo depois ele morreu e isso ficou na mente e no coração de Elizabeth embora ela ainda não o tivesse esquecido ela realmente esperou para quando alguém a beijasse. Aquilo foi informação demais para um dia eu ainda estava me sentindo um lixo pelo o que eu havia feito com Yulli e se a história do antigo amor de Elizabeth era verdade então a Adrianny se despediu e aquela noite eu realmente não pude dormir.
Meus sentimentos eram muito confusos, eu sentia algo que nunca havia sentido por alguém quando olhava para ela, mas também pensava muito em Yulli mesmo eu tendo-a feito sofrer ela ainda sim me ajudou. Então decidi que iria pedir perdão mesmo que não fosse o suficiente.
Chegando a escola eu estava a procura de Yulli, mas o sinal bateu e sabia que ela estaria na sala então quando entrei as carteiras estavam lotadas e havia apenas um lugar e era ao lado de Yulli, quando eu me sentei olhei para ela e sorri, ela me ignorou completamente. A aula acabou e eu pedi para nós conversamos ela disse que estava muito ocupada e não teria tempo para mim, então disse que estava tudo bem, mas que tínhamos mesmo que conversar, ela nem ligou e foi embora.
Nesse dia fui até o restaurante que agora é de minha tia, e Elizabeth estava lá, mas dessa vez sozinha eu realmente queria falar com ela, mas estava querendo me concentrar em Yulli realmente não tinha como concertar o que eu havia feito, mas eu queria que ela soubesse meus motivos de tratar-la de forma tão ruim e que eu realmente estava arrependido.
Não sabia o que fazer e como estava sozinho não tinha com quem conversar, fui até o cemitério visitar o tumulo de meus pais passei cerca de 30 minutos e com um leve olhar para a direita vi Yulli com flores andando pelo cemitério então sem que ela me percebesse a segui e ela estava indo até o tumulo de sua irmã, fiquei atrás de uma arvore e ela começou a chorar, eu comecei a olhar aquela linda garota que estava chorando e não pude, mas me conter, então corri até ela e dei-lhe um abraço pelas costas pus meu queixo eu seu ombro e com os olhos cheios de lagrimas disse.
- Me perdoa mesmo eu deveria está aqui há seis anos me perdoa, me perdoa, me perdoa, me perdoa.
Ela não disse nenhuma palavra e apenas deixou que eu abraçasse-a ficamos ali durante 45 minutos em pé e ela sem dizer nenhuma palavra, então disse que eu iria levar-la até sua casa e ela apenas balançou a cabeça então eu ia pegar um taxi ela falou com uma voz bem baixinha.
- Não! Quer mesmo me levar em casa? Vamos a pé não quero chegar a minha casa agora.
E eu apenas a segui sem dizer nenhuma palavra. Ela morava há uns sete quarteirões do cemitério, certamente era uma boa caminhada até sua casa, mesmo assim fomos andando no meio do caminho começou a chover, e fomos para baixo de uma parada de ônibus que por acaso não tinha ninguém, estava frio o inverno estava no fim, mas mesmo assim estava muito frio, tirei meu casaco e quando eu iria por em seu corpo, ela me deu um abraço muito forte e chorando disse.
- Idiota, imbecil, babaca, você é o pior tipo de ser humano que existe como pode me fazer esperar seis anos para pedir perdão seu idiota.
- Eu realmente me arrependo e sei que apenas pedir desculpas não é suficiente, se não policia e leis não existiriam não é?
Com essa frase eu consegui lhe tirar um leve sorriso.
- Mesmo assim eu ainda acho você um idiota, você não sabe como é importante para uma mulher o primeiro amor? E graças a você minhas lembranças não são nada boas.
Ela falava com o seu jeito de chata, mas estava com a voz mais suave, logo a chuva parou e fomos andando até sua casa e nossos passos eram lentos e sincronizados naquele momento eu podia ouvi os meus batimentos cardíacos e também os dela, mesmo assim a lembrança de Elizabeth vinha em minha mente, então chegando à frente de sua casa ela me beijou.
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