My Dilemma
3 One Last Time
Notas iniciais
POV Beatrice
– Oi — Disse ele, parecia meio desconfortável — Não queria espantar ela
– Lógico que não — Respondi com uma risada frouxa — Ela mesma disse que o Will estava chamando a, não é? — A quem está querendo convencer Tris? Pensei.
Silêncio totalmente desnecessário.
– Então.. Você ouviu o que o Peter disse? — O que eu não faço pra não ficar sem assunto
– Na verdade, não. Estava conversando com uns amigos, mas a maioria das pessoas está comentando e não pude evitar a curiosidade..
– Ah.. — Acho que era uma sensação de felicidade e nervosismo. — Não ligue para o que ele disse, era mentira. Ele me odeia.
– Eu terminei com a Nita — Disse ele sem perder tempo. Eu me assustei — e não foi por sua causa, relaxe
Ele terminou com a Nita? A puta da Nita? Eu deveria festejar ou agarrar ele? Não sei
– Por que não fala nada? — Disse ele com uma certa dúvida — Você deveria ficar feliz, não é?!
– Olha eu realmente não sei o que dizer — Já estava tarde e eu precisava processar algumas coisas — Melhor eu ir embora — Virei as costas e entrei no táxi, que eu havia chama a uma cota, e por algum acaso o motorista foi bem paciente.
Ele não implorou pra mim ficar, mas também não negou. Ele não gosta de mim, e eu sou uma iludida
–-/--
Segunda. Odeio segundas.
Coloco meus pés para fora da cama e me enrolo na minha manta.
Estava um dia bem friozinho, e eu amo frio!
Vou até o banheiro e enrolo a manta como se fosse uma toalha, para cobrir pelo menos as minhas pernas finas.
Lavo meu rosto, escovo os dentes, e troco de roupa.
7:50 AM
Sou bastante pontual, e odeio atrasos, principalmente da minha parte.
Desço até a sala, e pego minha mochila. Meu pai está me esperando no sofá, observando seu relógio
– Sempre na hora! — Diz ele e se levanta, pegando sua maleta. — Dormiu bem? — Perguntou e depositou um beijo em minha testa
– Não muito. Cheguei meio cedo ontem, mas nada que fuja do meu horário.
Christina deve estar querendo me matar! Fui embora sem "avisá-la" e ainda deixei Tobias plantado lá. É o meu fim.
***
Meu pai nem se despede direito de mim, e sou puxada para fora do carro por uma garota magra e morena.
– O que deu em você?! — Disse ela afobada — Você acha eu eu não quis enfiar minha cabeça no chão, quando o boy me disse que você tinha deixado ele lá na frente?
– Calma! — Dei um leve berro — Eu não estava entendendo mais nenhuma palavra que ele estava me dizendo! Eu precisava de tempo Christina! Sabe quantos anos eu esperei por aquele momento?! Muitos! — Um show de 30 segundos foi o suficiente para Christina ficar brava e sair batendo os pés, inconformada, com a situação.
O mal da Chris, é que, tudo tem que ser do seu jeito, e se não for.. Cuidado, o bicho é perigoso.
Entrei na escola, e tudo estava como semana passada, e retrasada..
***
Bateu o sinal e todos saíram correndo, como formigas em um formigueiro sendo pisoteado.
Andei tranquilamente até a entrada do colégio, onde esperava meu pai vir me buscar. Mas não pude deixar a curiosidade de lado, quando vi uma pequena roda de várias pessoas, não muito longe dali.
Então me aproximei mais e fui perguntando para as pessoas
– O que está acontecendo? — Perguntei para uma garota desconhecida
– Pegação!! — Disse ela em um tom malicioso
Por eu ser baixinha, eu quase não conseguia ver
– Quem são? — Perguntei a mesma
– Tobias e Nita — Disse ela meio grossa
Não sei se fui eu ou o mundo que congelou, só sabia sentir. Sentir a dor no meu coração, que agora parecia estar sendo esmagado e quebrado em pedacinhos por uma bola de demolição, ala Miley Cyrus.
O chão estava desabando, e eu também.
Sem crush e sem amiga, não tinha como ficar melhor..
***
Estava ouvindo várias vozes, mas elas estavam abafadas.
Abri um olho, depois o outro..
Percebi uma agulha dentro do meu braço, colocando um líquido transparente. Soro.
Pude perceber, também, a presença da minha mãe e do meu pai, conversando no canto de uma sala branca.
– ... Por favor! — Implorava minha mãe por alguma coisa. Se veio de NY até aqui para pedir alguma coisa, é por que é sério..
– Não! Se eu soubesse que você ficaria somente nisso, nem teria te chamado! — Respondeu meu pai meio nervoso
Enquanto eles discutiam, tentei tirar o soro.. Sem sucesso, e ainda por cima, doeu muito. Dei um super grito. Admito que fui meio burra..
– Tris! — Meu pai deixou minha mãe falando sozinha e veio correndo — Você esta bem? — Disse vendo minha temperatura — Enfermeiro! Enfermeiro! — Meu pai berrava..
Só vi Christina, Marlene e Lynn entrarem correndo
– O que aconteceu?? — Gritava Christina
– Nada!! — Agora quem gritou fui eu — Gente eu estou bem! Eu nem me lembro como eu vim parar aqui..
– Foi aquele filho da puta do Eaton! — Disse Lynn com rancor na voz
Foi então que um médico entrou na sala, e mandou todos saírem.. Fiquei sozinha naquele quarto.
– Se lembra do seu nome? — Pergunta ele
– Tris
– Muito bom — Respondeu anotando algo em sua prancheta — E que dia é hoje?
– 9 de abril
– Ok! Vou te liberar daqui a alguns minutos. Você está bem, não foi nada de mais.
***
Chego em casa, junto com minhas amigas e meus "pais"
– Por que ela veio junto? — Perguntei ao meu pai — Eu não me sinto bem com sua presença
– Tris.. Sobre isso.. — Meu pai estava meio sem jeito — Ela irá voltar a morar conosco
Olhei para minha mãe, e ela estava com uma feição apreensiva
Não acredito.. Por que?! Ela já não estava feliz o bastante com sua vidinha de rica em Nova York?
– Eu falei que ela não iria gostar! — Disse meu pai batendo os pés no chão e cruzando os braços
E ele tinha razão
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