My Destiny Is You
85 Capítulo 85
A Liv levava-me até à sua sala de aula. Seguíamos por uns corredores com imensos trabalhos dos alunos e meio coloridos. Até que chegámos a uma porta que dizia “1º Ano – Professora Camille Stevens”
- É aqui, amor? – Perguntei-lhe. Ela apenas afirmou com a cabeça e bateu de levezinho à porta. Ouvimos um “entre” abafado e depois a mãozinha da Liv rodou a maçaneta para abrir a porta. - Professora, a minha mãe está aqui. – Disse a Liv num tom nervoso. A professora levantou-se da cadeira onde estava sentada e veio cumprimentar-me.- Boa tarde, Sra. Cullen! – Disse ela estendendo a mão para eu apertar.- Boa tarde. A Olívia disse-me que a senhora queria falar comigo. – Falei apertando a mão dela.- Sim, quero. Vamos ali para a minha secretária. – Disse ela. Antes de seguir a professora, disse para a Liv ficar ali sentada, sossegadinha. Ela apenas afirmou com a cabeça e sentou-se. Fui com a professora até à sua secretária, que ficava na outra ponta da sala e sentei-me na cadeira que a professora ofereceu.- O que se passa? – Perguntei preocupada. - Há algum problema em casa? – Perguntou a professora.- Não. Está tudo bem. Porque pergunta? – Disse confusa.- A Liv está com um péssimo desempenho na escola. Nunca trás os trabalhos de casa completamente feitos. Estás com dificuldades em todas as matérias e está sempre distraída nas aulas. Já tentei falar com ela para ver o que se passa, mas ela diz que não se passa nada. – Explicou a professora. Olhei completamente chocada para a senhora. Eu sempre perguntava se tinham acabado os trabalhos de casa e a Liv respondia-me sempre que sim. – Pensei que poderia ser algum problema em casa. Muitas vezes, quando as crianças estão com problemas em casa, tendem a baixar o seu desempenho, mas se esse não é o problema da Olívia não sei. - Ela não me disse nada! – Comentei com a professora. – Sempre lhe pergunto como correu o dia e se a escola foi boa e ela sempre responde que sim. E também diz sempre que fez os trabalhos de casa. Não sei o que se passa. – Disse com um tom preocupado para a professora.- Ela distrai-se com muita facilidade e isso não ajuda. Mas o que é estranho é que ela não se distrai com os colegas, como normalmente acontece. Ela mete-se a desenhar ou então fica a encarar o parquinho pela janela e não ouve nada da aula. - Sim, eu já tinha percebido que ela se distraía com muita facilidade. Ela sempre foi assim, distraída, mas não sabia que isso a estava a afetar na escola. – Comentei. Eu também era assim quando era pequena mas como tinha a Rose na minha turma, ela ajudava-me muito. - Eu queria ajudar a Olívia a melhorar mas para isso preciso que ela depois do tempo escolar diário, normal, que ela fique mais um tempo comigo. Acho que sozinha comigo, será mais fácil ensinar-lhe. Ela é muito inteligente, Sra. Cullen, mas se ela não presta atenção no que eu digo e nos exercícios que eu faço para a turma, ela não consegue aprender. - Eu sei disso. Disponibilizaria o seu tempo para ajudar a Olívia? - Sim, com o maior prazer. Sei que ela vai apanhar a matéria num instante. – Disse a professora um pouco pensativa. – O mais estranho de tudo é que no início do ano, o aproveitamento dela era muito melhor. Não sei o que se passou.- Eu vou falar com ela para resolver isto tudo. Muito obrigada por falar comigo. – Agradeci.- De nada. Também estou preocupada com a Olívia. – Disse a professora simpaticamente. – Adeus, Sra. Cullen e o resto de um bom dia. - Para si também. – Respondi sorrindo. - Adeus, Olívia. – Disse a professora simpaticamente para a Liv. Ela apenas acenou com a mãozinha e murmurou um adeus. Peguei na mão dela e saímos da sala em silêncio. Ela continuava nervosa. Eu acho que ela estava com medo que eu ralhasse com ela. Acariciei a sua mãozinha e sorri para ela. Assim que chegámos perto do carro, levei-a até um banquinho que se encontrava próximo dele e sentei-a. De seguida, sentei-me ao lado dela e acariciei a sua bochecha.- O que se passa, amor? – Perguntei. Ela continuava nervosa e o olhar dela ficou um pouco triste.- Vais zangar-te comigo? – Perguntou ela baixinho, torcendo os seus dedinhos. Peguei nas suas mãozinhas carinhosamente.- Não, amor. A mãe só quer perceber o que se passa nessa cabecinha. Eu sei muito bem que tens capacidades para tirar boas notas, só não sei porque começaste a não te preocupar com a escola. – Disse-lhe. Ralhar com ela, não ia dar em nada. Ela já estava suficientemente nervosa para que eu ralhasse com ela e conseguia perceber que algo se estava a passar. Sabia que ela era inteligente. Quando ela entrou no primeiro ano, já sabia ler minimamente, tinha aprendido com a Amber e quando começou a escola, era muito dedicada e vinha sempre feliz da escola. Uma coisa que eu tinha notado, é que de uns tempos para cá, ela não vinha com a mesma animação mas eu pensei que era por a escola já não ser novidade. - Não se passa nada, mamã. – Mentiu ela. Quando ela mentia não conseguia olhar nos meus olhos. E quando ela disse que não se passava nada desviou o olhar.
- Olívia Cullen, sou tua mãe e sei perfeitamente que algo se está a passar. Sei que não é em casa, então o problema deve ser na escola. O que aconteceu, amor? A mãe só quer entender, mais nada.- Eles odeiam-me, mamã! – Disse ela com uma voz de choro. - Quem, amor? – Perguntei um pouco assustada com a sua frase. - Os colegas da minha turma! – Respondeu ela. – No início do ano, eu já sabia coisas que eles não sabiam, então eles começaram a dizer que eu era estranha e que sabia coisas que a professora ainda não tinha ensinado. – Disse ela fungando. – Eu tentei-lhes explicar que foi a Amber que me ensinou mas eles não quiseram ouvir e a partir daí, só se riam de mim. Então, eu passei a não ligar à escola para ver se eles começavam a ser meus amigos, mas eles agora chamam-me de burra e continuam a rir de mim. – Disse ela à beira do choro. - Ó amor! Não tens que mudar por ninguém. Se eles não querem ser teus amigos tenta arranjar outros, existem outras crianças na escola. – Disse abraçando-a. – Só não quero que te despreocupes com a escola. Agora, vais ter que estar mais tempo na escola para aprenderes a matéria que não aprendeste antes porque estavas distraída. - Mamã, eu não quero vir mais à escola. Eu podia ficar contigo e com o Will, ou com a avó Esme, ou então com a avó Let. – Disse ela com uma voz chorosa.- Não, amor. Tu precisas de vir à escola, para aprender. Todas as crianças precisam de vir à escola. – Respondi. Por mais que me custasse, ela tinha mesmo que vir à escola. Eu sabia que as crianças podiam ser más umas com as outras e a Liv estava a ser alvo disso, mas também sabia que ela conseguiria superar isso, nem que eu pedisse para ela trocar de turma.- Está bem. – Disse com uma voz triste, baixando a cabeça.- Princesa, eu não te quero ver triste. É mesmo necessário vires à escola, se não fosse, a mãe tirava-te daqui. A mãe não te quer ver triste. – Disse-lhe. – Porque é que nos intervalos, não tentas conhecer crianças que não sejam da tua turma? De certeza que há muitas que querem brincar contigo. - Está bem, vou tentar fazer isso. – Disse ela ainda fungando e limpado uma lágrima que escorria pela sua bochecha. - E a partir de agora, quero-te mais concentrada na escola, está bem? - Está bem, mamã! – Disse ela. - Anda cá, princesinha! – Disse abrindo os braços para a abraçar. Ela não hesitou, abraçou-me fortemente e escondeu o seu rosto na curvatura do meu pescoço. Acariciei os seus cabelos castanhos que se encontravam enormes, com a intenção de a acalmar um pouco. Aos poucos ela foi acalmando e quando já nenhuma lágrima caía do seu rosto, fomos até ao carro e eu dirigi até casa da Esme. A Liv foi calada o caminho todo, também não quis insistir com ela. Quando cheguei a casa da Esme, estacionei o carro e saí com a Liv. Batemos à porta e a Esme veio atender. - Olá. – Disse a Esme sorrindo assim que nos viu, mas o seu sorriso murchou um pouco quando viu a Liv. Sabia que ela tinha percebido que a Liv estava triste. Entrámos as duas e a Liv foi até à sala dos brinquedos, enquanto eu fui para a sala, onde estava a Rose sentada no sofá. - Então, Alice? – Perguntou a Rose preocupada.- O que a professora queria falar contigo? - O que se está a passar? – Perguntou a Esme preocupada.- A professora da Liv quis falar hoje comigo. – Respondi à Esme. – A Liv está com problemas na escola. A professora diz que ela está constantemente distraída e que o aproveitamento dela piorou bastante desde o início do ano. Ela vai ter que ter aulas extra para aprender a matéria que não sabe. – Expliquei. – Mas o pior é porque é que isto aconteceu. A Liv diz que na turma dela, os colegas não gostam dela, que se riem dela e lhe chamam nomes. – Disse-lhes. – Ela está tão triste, até me pediu para não ir mais à escola, que poderia ficar comigo ou com uma das avós. – Falei preocupada com a Liv.- Alice, sabes que as crianças conseguem ser mazinhas quando querem, é só uma fase, vai passar. – Acalmou-me a Esme. – Vais ver que tudo vai melhorar.- Espero que sim, Esme. – Respondi suspirando. Eu só não queria ver a minha menina a sofrer. Eu sofri bastante na minha infância, não por problemas na escola mas por problemas familiares. Não queria que a Liv também sofresse na sua infância, queria que a sua infância fosse feliz.Fiquei mais um pouco em casa da Esme e depois decidi ir para casa. A Amber e a Liv ainda tinham que fazer os trabalhos de casa e eu tinha que me preparar para ir para a faculdade. Estava nos últimos dias. Já só me faltavam alguns exames e depois formava-me, claro, se passasse nos exames. Assim que cheguei a casa, mandei-as fazer os trabalhos de casa e fui dar um banho ao Will, que, hoje, estava elétrico. Ele estava tão bonito. Tinha uns caracóis loiros como o pai e os meus olhos, a juntar com a pele branquinha e o sorriso lindo que tinha, que era absurdamente igual ao do Jasper. Assim, que acabei de lhe dar banho e vestir o seu pijama, pedi à Amber, que já tinha acabado de fazer os trabalhos de casa, para ficar um pouco com ele. Ela, prontamente, aceitou e eu fui ter com a Liv para a ajudar. Entrei no quarto dela e ela encontrava-se com o cenho franzido a olhar para o livro. - Princesinha, precisas de ajuda? – Perguntei. Ela apenas afirmou com a cabeça. Fui até ela e sentei-a ao meu colo. Ela estava com o livro se matemática aberto num exercício de somas. Parecia ser bastante fácil mas ela não o estava a conseguir fazer. - Mamã, eu não percebo nada de números! – Resmungou ela.- Calma, a mãe ajuda-te. – Peguei no estojo de lápis de cor dela para facilitar o exercício. – Vamos fazer assim: Aqui está, cinco mais dois, não é? – Ela apenas afirmou com a cabeça. – Então vamos juntar um montinho de cinco lápis. – Disse. Deixei ela fazer isso. – Agora faz um montinho com dois lápis. – E ela fez. – Agora conta-os todos. - É sete, mamã! – Disse ela sorrindo um pouco.- Sim, amor, é sete. Agora faz o mesmo para as outras contas. Ela foi fazendo o mesmo para as outras, levando o tempo que precisava. Às vezes, tentava fazer sem a ajuda dos lápis, mas errava de vez em quando. Quando chegou às de subtração, ela voltou a franzir o cenho.- E agora, mamã? – Perguntou ela.- Então, aqui está seis menos quatro. Junta um montinho de seis. – Pedi e ela fez prontamente. – Agora, desse montinho retira quatro lápis e vê quantos fica.- Dois! – Exclamou ela. - Sim. – Incentivei-a. Ela continuou o exercício e não demorou a acabá-los. – Percebeste tudo, amor? – Perguntei.- Percebi. – Respondeu ela, sorrindo. - Tens mais alguma coisa? – Perguntei. - Sim, mas já fiz. Podes ver? – Perguntou.- Claro, mostra à mãe. – Ela saiu do meu colo e foi até à mala buscar outro livro e abriu na página do trabalho de casa. Era simples, era apenas fazer algumas letras que pediam e depois tentar escrever algumas palavras pequenas. Estava tudo bem. – Se já está tudo, agora vai tomar um banho para depois ires brincar com a Amber e o Will. – Disse. Ela sorriu para mim e foi até à casa de banho para tomar um banho. Fui ver da Amber e do Will e eles estavam os dois a brincar no quarto dele. De seguida, fui até ao meu quarto, tomei um duche rápido e vesti-me. Estava quase na hora de ir para a faculdade. Assim que saí do quarto, vi que a Liv já estava a brincar com os irmãos de banho tomado. Entrei no quarto do Will e pedi para a Amber ir tomar banho também. Ela foi prontamente e a Liv e o Will vieram para baixo comigo, para brincarem na sala. Não demorou muito para que o Jasper chegasse a casa. Assim que as crianças o cumprimentaram e voltaram para a sala, contei-lhe sobre a conversa que tive com a professora e com a Liv. Ele ficou preocupado e disse que ia falar, hoje, com ela sobre isso. Despedi-me de todos e fui para a universidade, já estava um pouco atrasada. As aulas passaram rapidamente e mal acabaram, fui para casa. Quando cheguei, a casa já estava silenciosa, já estavam todos a dormir. Fui até ao meu quarto, fazendo o mínimo de barulho. Vesti o meu pijama e enfiei-me na cama. Também estava cansada e queria dormir.
Notas finais
Um capitulo fresquinho para vocês! Espero que tenham gostadoo! E o que acharam da situação da Liv? Coitadinha, não é? Mas vai melhorar, eu prometo! (:
Queria que algumas pessoas não tivessem deixado de comentar! Fico muito triste quando isso acontece. Todas as vossas opiniões são importantes para mim, ok? Fico à espera dos vossos comentários e se quiserem deixar uma recomendação, eu não me oponho! ahaha
Beijinhos
S2
Queria que algumas pessoas não tivessem deixado de comentar! Fico muito triste quando isso acontece. Todas as vossas opiniões são importantes para mim, ok? Fico à espera dos vossos comentários e se quiserem deixar uma recomendação, eu não me oponho! ahaha
Beijinhos
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