Voltei a acordar com alguém a acariciar-me a barriga e claro que o Will estava a mexer-se. Esfreguei os olhos para afastar o sono e depois abri-os. O Jasper já tinha voltado e estava ao meu lado na cama.

- Como estás? – Perguntou ele preocupado.

- Melhor. – Disse. Já estava mais calma e sentia-me descansada.

- Ainda bem. – Disse ele acariciando a minha bochecha. – Ainda não te dei o meu presente. – Disse ele sorrindo.

- Não é preciso nada.

- Mas eu já comprei. – Disse ele sorrindo ainda mais, tirando uma caixinha pequenina do bolso. – Toma. — Peguei na caixinha e comecei a abri-la. Estava uma chave dentro dela. Não percebi o que ele queria com a chave. Fiquei um pouco intrigada a olhar para a chave. – Anda. – Disse ele esticando a mão para mim. Levantei-me da cama e calcei-me. Depois fomos até ao carro.

- Jasper, as meninas?

- Já voltamos, só quero mostrar-te uma coisa.

- Está bem. – Disse mais descansada. A viagem durou cerca de dez minutos e o Jasper estacionou em frente a uma enorme vivenda. Não sabia de quem era esta casa e o que estávamos aqui a fazer. Saí do carro e segui-o até à porta da vivenda. A vivenda era realmente bonita de fora. Era toda branca e tinha a porta e as portadas em madeira, dando um ar rústico à casa. Tinha um jardim da parte de trás da casa com uns baloiços e um escorrega. – Jasper, de quem é esta casa? – Perguntei intrigada.

- Já vais perceber. – Ele enfiou a chave na fechadura e abriu a porta. Entrámos para um vestíbulo que dava para umas escadas e uma porta que dava para uma sala enorme. O vestíbulo possuía um armário e estava com algumas fotos da Amber e da Liv, ora comigo e com o Jasper, ora com o resto da família.

- Jasper… — Disse quando percebi que aquela casa era nossa.

- Vejo que já percebeste. – Disse ele sorrindo. – Esta é a nossa nova casa. – Informou-me ele. – O apartamento já estava pequeno para nós todos e agora vem o Will. Não havia quarto para ele. Esta casa é muito maior que o apartamento.

- Sim, já percebi isso. – Disse sorrindo. Estava deslumbrada com a casa. Era mesmo muito bonita. Nos minutos seguintes, inspeccionei a casa toda. O nosso quarto era perfeito. Tinha uma vista linda. – Foi a melhor prenda que recebi em toda a minha vida! – Disse abraçando-o.

- Fico contente que tenhas gostado! – Disse ele beijando-me ternamente. – Agora, vamos voltar.

- Está bem. Mas podemos já nos mudar hoje para cá. – Disse sorrindo. Queria desfrutar da minha nova casa.

- Claro que sim, a Amber e a Liv também já me pediram isso.

- Elas já viram a casa?

- Claro, são as minhas cúmplices. É a nossa prenda para ti. – Disse o Jasper, sorrindo. Sorri também e voltei a beijá-lo.

- Já te disse que te amo? – Perguntei.

- Já, mas sempre podes dizer outra vez. – Respondeu rindo.

- Amo-te, muito.

- Também eu, Alice. – Disse ele beijando-me com paixão. Voltámos para o carro e o Jasper dirigiu até casa da Esme. Ainda estavam todos na piscina. Eu sentei-me numa cadeira e fiquei a ver as minhas princesinhas a brincar na piscina. A Liv foi a primeira a sair. Ela estava com frio. Fui buscar uma toalha e enrolei-a depois sentei-a ao meu colo.

- Mamã, já viste a casa nova? – Perguntou ela.

- Já. – Disse sorrindo.

- Gostaste? – Perguntou ela inocentemente.

- Adorei. É linda. – Respondi ainda sorrindo.

- Ainda bem, mamã. – Disse ela aconchegando-se mais a mim. Ficámos ali as duas até toda a gente sair da piscina. Já estava tarde quando chegámos à casa nova. Fui dar banho à Liv e depois ajudei a Amber. Comemos e depois do jantar acabei por adormecer no sofá da sala.

Na manhã seguinte, acordei sozinha em casa. A Amber, a Liv e o Jasper não estavam em lado nenhum. Fui até à cozinha e vi um papel colado ao frigorifico. Li o papel que dizia que eles foram buscar as coisas que faltavam, ao apartamento e que vinham rápido. Comi algo, pois já estava com fome e de seguida, fui para a sala ver televisão para passar o tempo. Fiquei à espera deles a manhã toda. Por volta da hora do almoço, fui até à cozinha e comecei a preparar o almoço. Eles deviam estar a chegar. Quando estava a meio do almoço, ouvi a porta de entrada a ser aberta. Depois ouvi passos apressados a entrarem em casa.

- Mamã! Mamã! – Chamou a Liv.

- Estou na cozinha, princesinha. – Disse. Ouvi os seus passinhos apressados a virem até mim. Quando ela chegou ao pé de mim, levantou os bracinhos para eu lhe pegar ao colo. Peguei com cuidado, já estava um bocado difícil devido à barriga mas ainda conseguia. – Olá, meu amor. – Disse beijando a sua bochecha rechonchuda. – O que estiveram a fazer?

- A trazer as coisas da outra casa para aqui. Já está tudo no carro, é só trazer cá para casa. – Disse ela sorrindo.

- Que bom. Estás com fome? – Perguntei. Ela deve ter tomado o pequeno-almoço cedo.

- Sim. – Disse ela abanando a cabeça.

- O almoço já está quase pronto. – Informei-lhe sorrindo.

- Mamã. – Disse a Amber ao entrar na cozinha.

- Olá, princesinha. – Disse baixando-me para lhe dar um beijo na bochecha.

- Como estás? E o Will?

- Estamos bem. – Respondi sorrindo. – Agora, leva a tua irmã para a sala e brinca com ela. O almoço está quase pronto. – Disse pondo a Liv no chão.

- Está bem, mamã. – Obedeceu ela. – Liv, anda. Vamos ver desenhos animados.

- Boa! – Disse a Liv entusiasmada, saindo da cozinha com a Amber. Continuei a preparar o almoço. Também já estava a ficar com fome.

- Que cheirinho. – Disse o Jasper. Senti-o a abraçar-me por trás.

- Está quase pronto. – Disse sorrindo. – Podias ir pondo a mesa.

- Está bem. – Respondeu beijando a minha bochecha. Ele pôs a mesa num instante e depois voltou para o pé de mim. – Já estava com saudades. – Disse ele voltando a beijar a minha bochecha.

- Porque não me acordaste, eu ia com vocês. – Resmunguei. Eu estava grávida, não estava doente.

- Estavas a dormir tão bem. Não te quis acordar. Precisas de descansar, Alice. E nem penses carregar com pesos. Está fora de questão. – Disse ele autoritário.

- Jasper, não vais fazer tudo sozinho.

- Vou. – Constatou.

- Vou ficar a olhar para ti?

- Vais, vais-me dizendo onde hei-de arrumar as coisas. – Suspirei vencida. Ainda estava contrariada. Podia muito bem ajudá-lo. Não ia magoar o Will.

Acabei de fazer o almoço e depois fomos os quatro comer. À tarde, a Amber e a Liv estiveram a brincar no jardim. O Jasper tinha lá montado um parque pequenino. Eu estava num banco, sentada a vê-las e o Jasper a arrumar as coisas que faltavam. Eu bem insisti em ajudá-lo mas ele mandou-me para aqui. Elas estavam tão felizes. Era apenas isso que me importava, ver as minhas filhas felizes. Estava abstraída quando comecei a ouvir o choro da Amber. Levantei-me instantaneamente e fui a correr até ela. Ela caiu.

- O que foi, amor? – Perguntei, aconchegando-a a mim. Ela continuava a chorar. Levantei-lhe as calças e reparei que tinha os joelhos em ferida. – Anda para dentro, a mãe vai desinfectar as feridas. – Levei-a para dentro com a Liv e sentei-a no sofá. Ela continuava a fungar. Fui buscar desinfectante e tratei das feridas dela.

- Amber, não é preciso chorares mais, vai passar. – Disse a Amber. – Está bem? – Continuou limpando as lágrimas da irmã.

- Es…está bem. – Disse a Amber fungando.

- O que se passou? – Perguntou o Jasper entrando na sala. – Porque é que a Amber está a chorar?

- Caiu lá fora, e esfolou os dois joelhos. – Respondi, acariciando a bochecha da Amber. – Já desinfectei as feridas. – Informei-o.

- Já arrumei tudo. – Constatou o Jasper, sentando-se ao pé da Amber e pondo-a ao seu colo. A Liv encostou-se ao Jasper e continuou de mão dada à Amber. – Vai passar, princesinha. – Disse-lhe o Jasper, beijando a sua testa. Ela afirmou com a cabeça. Deixei-os na sala a ver televisão e fui arrumar algumas roupas que estavam a secar. Depois não teria tempo para isso. Fui ao quarto da Amber e arrumei as roupas dela e depois fui ao da Liv. O quarto delas estava lindo, principalmente o da Liv. O da Amber estava parecido ao do apartamento. O da Liv, já não tinha o berço, tinha uma cama com grade para ela não cair. Estava todo em tons de lilás e com flores. O quarto do Will ainda não estava pronto, tinha apenas as paredes pintadas de um azul clarinho muito bonito. Tinha que ir comprar o mobiliário. Já tinha algumas roupinhas que eu comprei e que a Rose comprou, mas mais nada. O meu telemóvel começou a tocar. Andei o mais rápido que pude até ao quarto e atendi-o. Era a Rose.

- Olá, Rose. – Disse sorrindo.

- Olá, Alice. Como estás?

- Bem e tu?

- Também. Olha, sei que ainda não compraste nada para o quarto do Will, queres vir ao shopping, ver de algumas coisas? – Perguntou a Rose. Ela estava um pouco hesitante. Acho que estava com medo que eu rejeitasse.

- Claro. Estava mesmo a pensar nisso.

- Então eu passo aí em tua casa, dentro de um quarto de hora.

- Está bem. – Respondi. – Até já.

- Até já. – Despediu-se desligando o telemóvel. Vesti-me, pois estava com uma roupa de andar em casa e depois calcei-me. Quando cheguei à sala, a Amber e o Jasper estavam a rir de um desenho animado que estavam a ver na televisão. A Liv tinha adormecido, aconchegada ao Jasper.

- Vou com a Rose, ver coisas para o quarto do Will. Querem vir? – Perguntei, baixinho para não acordar a Liv. A Amber negou com a cabeça, ainda devia doer-lhe os joelhos e ela sabia que eu me ia demorar no centro comercial.

- Eu vou ficar com elas em casa, não te importas? – Perguntou o Jasper.

- Claro que não, a Liv também está a dormir, não a queria acordar. Vou pô-la lá em cima. A Rose deve estar a chegar.

- Está bem. – Respondeu o Jasper. Peguei na Liv ao colo e subi as escadas com ela. Ela estava mesmo ferrada a dormir. Deitei-a na cama e tapei-a com uma mantinha fininha, estava calor. Beijei-lhe a testa e sai do quarto dela, para a deixar dormir. Ela remexeu-se mas continuou a dormir profundamente. Quando cheguei lá a baixo, a Rose já estava na sala, à minha espera. Nem tinha ouvido a campainha. Fui com a Rose para o carro e ela dirigiu até ao shopping. Ficámos o resto da tarde metidas dentro de lojas de bebés. Para além de comprarmos o mobiliário todo para o quarto, comprámos mais roupa e mais brinquedos. Estava desejosa que chegasse o dia da entrega dos móveis para montar o quartinho do Will. Já era quase hora de jantar quando a Rose me pôs em casa.

- Até manhã, Alice. – Disse a Rose dando-me um beijo na bochecha.

- Até manhã, Rose. — Saí do carro e entrei dentro de casa. A Liv e a Amber estavam a brincar as duas na sala e o Jasper estava na cozinha a fazer o jantar. Eu estava cansadíssima, doía-me os pés e eles estavam inchados. – Cheguei. – Disse do vestíbulo.

- Mamã! – Exclamaram as minhas princesinhas. Andei até elas e sentei-me no sofá. Elas estavam no chão a montar um puzzle.

- Onde foste, mamã? – Perguntou a Liv.

- Fui com a tia Rose ver coisas para o quarto do Will.

- Ahh. – Disse ela esclarecida, voltando a tomar atenção ao puzzle.

- Vou ter com o pai à cozinha, princesinhas.

- Está bem, mamã. – Concordou a Amber. Levantei-me do sofá e andei lentamente até à cozinha. Os pés estavam cada vez a doer mais, só queria ir para a cama.

- Olá. – Disse sorrindo.

- Olá. – Disse ele com o seu sorriso perfeito. – Como foram as compras?

- Produtivas. Já comprei o mobiliário para o quarto do Will, queres ver? – Tinha trazido uma revista onde mostrava os móveis que eu tinha comprado.

- Quero! – Abri a revista e mostrei-lhe o que tinha comprado. Era tudo tão bonito.

- Então gostaste? – Perguntei.

- Adorei, Alice. – Disse ele beijando-me com ternura. Acabei por me sentar, vencida pelo cansaço. – Estás cansada. – Constatou ele.

- Sim. Andei muito. Os pés estão muito inchados. – Disse.

- Eu depois faço-te uma massagem, está bem? – Disse sorrindo ternamente.

- Está bem.

- Agora, vou acabar o jantar. – Disse ele virando-se para o fogão. Passado uns minutos, fomos todos jantar. Comi pouco, estava cansadíssima e só queria ir para a cama. Depois de comermos, ajudei-o a arrumar a cozinha e depois fui para cima, para o quarto. Vesti o pijama e deitei-me na cama. Relaxei, mal me deitei. Comecei a acariciar a minha barriga, queria sentir o Will. Ele, hoje, tem estado muito sossegadinho, senti-lo, relaxava-me. Como sempre, mal passei a mão na barriga, ele mexeu-se.

- Então pequenino, hoje, tens estado muito sossegadinho. – Disse continuando a acariciar a minha barriga. – A mãe está desejosa de te ver. – Disse sorrindo. Ele acabou por dar um chuto. – Au! – Exclamei. Continuei a acariciar a minha barriga. Estava à espera do Jasper, ele devia estar a deitar as meninas, amanhã era dia de acordar cedo. Já estava quase a cair no sono, quando ele chegou ao quarto. Ele deitou-se de frente para mim.

- Ainda queres a massagem? – Perguntou baixinho. Afirmei com a cabeça. Ele destapou-me e começou a massajar os meus pés. Sabia tão bem. Acabei por adormecer, minutos depois.

Notas finais
Oláa gentee! Como foi a vossa semana! A minha foi óptima principalmente porque foi a minha ultima semana de aulas, agora é fériass! (: (: Então o que acharam do capitulo?? Espero que tenham gostado! Vou esperar pelos vossos comentários, está bem??
Beijinhos
S2