My Destiny

8 ✧CAP 07. Encontros. (PARTE I)


Notas iniciais
Quem aqui estava com saudades? (eu!) Um capítulo mais longo? Mas não muito... foi o que saiu... (cabeça quebrada aqui) rs. Não se esqueçam que a Harunnah tem seus traumas com o ex dela tá? por isso ela reluta e se entrega na mesma intensidade. É processo, mas mesmo assim vai bem. Bom eu até revisei, mas estou com a atenção meio ruim, certeza passaram erros. Eu espero que curtam, nesse capítulo a Haru vai começar os dates, não fiz nada muito extenso, mas acho que deu para dar uma essência legal. Leiam as notas finais okay? Boa leitura meus amores!



“A verdade nunca dita é que não haverá destino se não houver encontros, na verdade, o encontro por si só é a forma mais real de destino manifesto, e por mais que esses encontros sejam marcados com antecedência, seus resultados, sim, é que mostrarão o que o destino era para ser desde o início.”



⸙♡ Na manhã seguinte acordei toda abraçada ao corpo musculoso do Binnie, nada demais aconteceu, mas ele estava desnudo por ter estado em sua fursona enquanto corríamos floresta adentro e quando eu o vi fiquei nervosa, ele era perfeito e meu corpo reagiu a ele então sem me controlar entrei em shift e agora eu era apenas uma gata angorá e me deitava em seu peito musculoso.


— Oh, olha só uma gatinha linda deitada em seu lobo. — A voz do Binnie era ainda mais grossa de manhã, sexy, perfeita. — Bom dia, minha pequena Haru.

Ele fazia carinhos em meus pelos e sorria para mim, e eu, como uma boa gata manhosa, ronronava baixinho pelo afago desejado.

— Bom dia, Binnie, dormiu bem?

— Dormi sim, pequena, te abracei a noite toda, só aí já foi perfeito, agora deixe-me adivinhar, entrou em sua fursona quando sua ficha caiu que eu estou todo pelado, né?

Me deitei em seu peito, cruzando minhas patas embaixo de mim.

— É... foi isso...

Ele gargalhou e beijou minha cabeça.

— Que fofinha! Bom, mas agora precisamos voltar, você quer que eu a leve no colo? Não vou deixar você andar com suas patas fofas por aqui, pode se machucar, a não ser que se importe de voltar a sua forma humana e... Eita...

Enquanto ele falava, eu voltei à minha forma humana, peguei minhas roupas e as vesti, mas não deixei de notar como ele me olhava.

— Se você ler minha mente agora, eu te bato Binnie.

Ele sorriu com um olhar maldoso.

— Desculpe, não controlei dessa vez... mas esse é um ponto a se pensar, pequena. — Ele se aproximou de mim e me abraçou. — Realmente teremos que tomar cuidado para não te ferir, você é pequena e frágil, e tem os instintos... mas você pensar nisso significa que já pensa em se entregar para nós? Estou certo, não estou?

Dei um tapa no ombro dele e apertei meus lábios, eu estava tímida e muito desconcertada.

— E me adiantaria mentir para você? Você saberia, não?

Ele gargalhou...

— Bom, vá aos seus encontros, sinta cada um deles assim como nos sentimos ontem à noite e quando a hora chegar conversaremos sobre isso.

— Tudo bem, Binnie... mas e se...

— E se os instintos deles falarem mais forte? Bom, aí teremos problemas, eu quase perdi meu controle ontem, foi difícil... mas acho que se eu consegui, eles se controlaram bem também...

— Mesmo o Lince, o tigre e o leão?

— Eu, se fosse você, me preocuparia mais com a lontra, o guaxinim e o falcão...

Caímos na risada.

— Meu deus...

— É... o beija-flor também é fogo, mas ele é fofo demais e se controla bem, então... bom, vamos embora?

— E você vai assim? Peladão?

— Eu até iria sabe? Mas não vou passar a impressão errada ao nosso pack.

Estremeci quando ele usou o termo “nosso” e ele notou, mas nada disse, me dando espaço.

O Changbin se vestiu, nós ríamos feito dois bobos das piadinhas que ele fazia por termos ficado desnudos um para o outro e voltamos para a casa.



Já em casa, ninguém comentou o fato de que o Binnie e eu passamos a noite juntos e fora, mas eu senti olhares... curiosos e até um tanto ciumentos e com isso entendam LeeKnow.

E o mais engraçado?

Não era ciúme do Binnie, era de mim e por isso o ômega me abraçou a manhã inteira. Manhoso, tão perfeito.

— Amo seu cheirinho, minha gatinha.

— E eu, o seu, meu gatão.



Naquele mesmo dia, eu teria o meu encontro com o bebê do pack e, bem, agora estávamos indo para o lago. O Innie estava empolgado e fez questão de ir segurando minha mão.


— Haru, você é muito bonita, sabia? E eu tinha que te dizer isso.

Eu sorri envergonhada.

— Você também é Innie... muito mesmo.


Ficamos calados por um tempo e andando de mãos dadas, parecia que ele queria me sentir e eu não iria reclamar nem um pouco.

Eu estava à vontade com ele.


— Chegamos bebezinha.

Eu sorri, ele deveria ser menos fofo ao me chamar assim.

— Não tem jeito mesmo de você não me chamar assim, bebê?

Ele me encarou e veio até mim, colocou as mãos em minha cintura e, na mesma hora, me lembrei do que o Binnie disse sobre ter cuidado com a lontra.

— Serei o seu bebê, mas só se você se deixar ser a minha bebezinha...

Como aquilo poderia ter soado tão sexy?

Eu me senti ruborizar e nada o fez desviar o olhar de mim.

— E então?

Suspirei fundo, ele era muito persuasivo.

— T-tudo bem...

— Tudo bem, o que exatamente, minha doce Harunnah?

Ele queria me ouvir dizer... ele era muito intenso e seu cheiro de verbena, que trazia notas cítricas, refrescantes, florais e amadeiradas, já estava me envolvendo e, ao mesmo tempo que me acalmava, também me deixava extasiada.

Por ele.

— Eu serei a sua bebê, Jeongin...

Falei em um tom baixo, mas pelo sorriso que ele deu para mim, eu soube que ele ouviu muito bem.

— Espero que tenha trazido uma muda de roupa e toalha em sua sacola...

— Por q... Innie!

Mal deu tempo de gritar e ele pulou no lago me levando consigo, e quando emergimos, ele sorria ainda mais travesso.

— Bebê assim não vale!

— Ah, não vale? E se eu fizer assim?

Ele mal se calou e a água começou a se mover, ela nos envolveu e formou um arco em forma de coração em nosso entorno.

— Bebezinho! Que lindo! Seu poder é... perfeito!

Ele me encarava com um semblante que mesclava divertimento e prazer.

— Nossa... você é mesmo linda... eu já disse? Porque acho que nunca vou parar de dizer...

Me senti ruborizar ainda mais quando ele me apertou, me puxando mais para si.

— Bebê... não faz assim...

— Sinto muito, Haru, eu vou beijar você agora, eu preciso do seu cheiro, me deixa sentir?

A bolsa d’água em forma de coração começou a chover em nós, a água literalmente caía devagar como se fosse chuva e agora ele já estava com seus braços envolvidos em meu corpo.

— Você é sempre assim?

— Apaixonado? Sim... eu sou...

Fechei os olhos e puxei ele para um beijo. Eu já estava imersa naquilo, não dava para fugir.

Enquanto nos envolvíamos em um selar gostoso e lento, ele gemeu ao sentir meu cheiro se misturar ao dele.

— Bebê, que perfeita... nós combinamos em cheiros.

Ele não mentiu, era uma combinação perfeitamente absurda de tão boa.

— Você exala paixão, mas também uma linda pureza bebê.

— E você me faz sentir amor, vitalidade, doçura... e aah... tantas coisas... — Eu sorri e ele me puxou para o seu peito. — Eu quero que você se sinta à vontade para ser minha quando achar que está pronta, mas não garanto que não vá te dar uns amassos por aí enquanto não se sente assim...

Ele me deu um selar breve e deu um mergulho sem mim, que fiquei sorrindo, entendendo que ele fez aquilo para se controlar e quando ele voltou, ele era uma lontra tão fofa, tão linda que dei um gritinho de felicidade.

— Ai, meu deus, bebê, que fofo!

Eu me sentei na beira do lago e ele veio se deitar no meu colo.

— Faz carinho na minha barriguinha?

Eu sorri boba com o pedido dele.

— Claro que faço, bebê.

Eu comecei e ele sorria... ele estava sorrindo! Eu quase morri, mas aí então ele entrou em ação novamente, voltando a sua forma humana sem avisos e agora eu acarinhava o abdome definido do seu corpo humano.

— Innie! — Tampei meus olhos para sua nudez. — Bebê, você é...

Ele tirou minhas mãos do meu rosto.

— Isso é algo normal, bebezinha... se acostume, olhe para mim.

Eu o olhei e nossa...

— Isso mesmo... Vem, vamos comer...

Ele pegou em minha mão novamente e fomos.


A nossa tarde foi gostosa e eu entrei em shift para ele me ver em minha forma de gato. Ele amou e brincou comigo, eu parecia mesmo o bichinho dele e quando voltei à forma humana, ele fez questão de me olhar bem.


— Linda, perfeita, uma gata gostosa... Será difícil resistir a você, Haru.


Por sorte, havíamos levado roupas limpas. E nós ficamos pelo resto do nosso encontro como um casal manhoso e brincalhão e, no final do nosso encontro, eu sentia como se eu precisasse do Jeongin o tempo todo comigo, eu não me via mais sem ele.



Voltamos para casa e já era noite, todos nos encaravam e nossos cheiros misturados acabaram descontrolando o Hyunjin.


— Eu… aah... eu vou para o meu quarto, desculpe.

Ele foi sem nem falar comigo e eu fiz um biquinho que nem notei.

— Relaxe, minha querida, ele é o mais sensível aos cheiros de todos nós.

O Chan falou, me tranquilizando e me abraçando com força.

— Eu vou dormir com ele hoje, assim ele pode me pegar de jeito e ainda sentir o cheiro da bebezinha.

O I.N falou e eu quase tive um troço com seu jeito nada discreto.

— Não sei se é uma boa ideia isso, bebê, ele vai me associar ao prazer de vocês... pode ser difícil para ele se controlar perto de mim depois.

— Ela tem um ponto, amorzinho, deixa que eu durmo com ele hoje.

O Han falou, se sentando ao meu lado, se inclinando para falar no meu ouvido.

— Posso ser seu próximo encontro?

Eu sorri e vi o Chan sorrir também.

— Claro, eu já pensava em te chamar mesmo, mas amanhã tenho que ir ver o Mika.

— Perfeito, eu te levo e na volta quero te levar em um lugar, pode ser?

Eu sorri com o jeito certeiro dele fazer as coisas.

— Pode sim.

— Ótimo... Você vai pela manhã?

— Isso mesmo.

— Tá, te encontro na cozinha, tomamos café juntos e vamos.

— Perfeito, Hannie.

— Agora, se quer um conselho, tem um beija-flor doido para dormir com você de novo, o chame e bom... como já deve saber, ele quer beijinhos como sempre.

O Han deixou um selar em meu rosto e saiu piscando para mim.

Estava tarde, então eu quis me deitar. Nadar no lago com o Innie foi intenso, porque ele nada muito bem e eu tentei o acompanhar, mas não era fácil.

— Lix, vem dormir comigo hoje?

O Felix pulou do sofá onde ele estava todo jogado no Seungmin e veio pegar minha mão.

— Sim, vamos por favor?!

— Fui eu que te chamei Lix, não precisa pedir, por favor...

— Nããoo amorzinho, o por favor, foi para irmos agora mesmo.

Todos na sala sorriram, nos despedimos com abraços e beijos e fomos.



O Felix entrou no meu quarto voando, ele estava tão empolgado que entrou em shift sem se controlar e eu acabei fazendo o mesmo e pulando na cama.

Por ele ser um beija-flor, ele não parava seu voo, a não ser que fosse dormir, que é onde ele entra em “torpor”*. Então, ele logo voltou a sua forma humana e eu agradeci sinceramente por eu estar em minha fursona.

— Você ainda fica com vergonha de nos olhar nus, né, amorzinho?

Ele colocou a camiseta que estava sobre a cadeira onde eu havia colocado antes de virar um gato.

— Sim, um pouco...

Ele se deitou do meu lado e me fez carinhos e eu acabei voltando ao meu estado humano e, diferente de mim, ele me olhou sem pudor algum.

— Eu não tenho, acho perfeito, para mim significa que estamos em nosso estado mais a vontade junto ao outro, e você já sabe que é minha, que é nossa, então não tem porque se envergonhar ou se sentir tímida com nossa condição de nudez.

Eu amava o ouvir, ele era sensato e objetivo sempre.

— Certo, eu concordo com você, mas ainda sim...

Ele sorriu e começou a assoviar...

— Fiquei sabendo que você queria beijos.

— E quando um beija-flor não quer beijos, Haru?

Nos beijamos por um bom tempo e dormimos abraçadinhos enfim.



Na manhã seguinte, o Hyunjin apareceu bem melhor, o Han havia dormido com ele, então os dois apareceram juntos na cozinha conversando entre si descontraidamente.


— Vocês vão passar o dia juntos? Ou será só até o almoço?

— Segunda opção, lindão, a tarde tenho que ir ao vilarejo e a Dandannyah já está sabendo disso.

Eu os ouvia e sorri para eles.

— Bom dia, Dandannyah!

— Bom dia, Hannie.

O Hyunjin veio até mim e me beijou na testa.

— Bom dia, minha cheirosinha, me desculpe por ontem, tá?

Estremeci no lugar.

— Bom dia, Jinnie, está tudo bem.

Eles começaram a comer e logo o Seungmin apareceu.

— Bom dia, amores.

Ele falou com os dois e veio até mim.

— Bom dia, meu moranguinho.

— Oi, Seung... bom dia.

— Posso ir ao hospital com vocês? Depois deixarei os pombinhos a sós, prometo.

Sorri para ele.

— Claro, o Mika vai adorar poder ver os dois, e Seung...?

— Oi, morango.

— Está livre essa tarde? Depois do almoço?

Ele sorriu...

— Te encontro onde?

— Pode ser perto da macieira?

— Estarei lá.


Depois do café, fomos para o hospital através do portal do falcão dourado. Seria a segunda vez que o Han e o Seungmin veriam o Mika e da primeira o pandinha estava dormindo então era como se eles fossem se conhecer agora.



— Titia Dandan! Que saudade!

— Oi, amorzinho! Oi oi oi, lindinho!

Eu beijava a cabeça dele por todo canto e ele, com suas mãozinhas, segurava meu rosto.

Ele então olhou para os dois comigo.

— Mais titios? Oi, eu sou o Mika!

Ele sorria e os dois que observavam se derreteram inteiro por ele.

— Oi, Mika, tudo bom, carinha? Sou o tio Han Jisung.

— Titio Ji, você também namora a titia Dandan?

— É isso...

— E você, titio?

O Seungmin que estava observando muito, foi até o Mika e se sentou do seu lado.

— Sou seu tio Seungmin, Kim Seungmin, mas você pode me chamar como quiser.

— Tio Minnie, você namora a titia?

Os dois ali sorriram com a facilidade do Mika em arrumar apelidos e eu só os observava.

— Sim, nós somos todos namorados dela.

— Legal que vocês falam como se eu não estivesse aqui...

Falei sorrindo.

— Titia, eu gosto dos seus namorados, vocês são uma família grande.

— Vamos levar ele com a gente?

O Han falou baixinho em meu ouvido e eu sorri.

— Ele ainda não pode sair daqui, Hannie.

Olhamos para o Mika e ele brincava com a mão do Seung.

— Tio Minnie disse que toca violão, você também toca, tio Ji?

— Sim, eu também, carinha...

— Vocês me ensinam?

— Eu ensino, e sei que o Jijico também vai.

— É claro que eu vou!

Eu olhava os três, eles se conectaram na mesma hora, foi tão bonito.

Eles ainda falaram de muitas coisas e eu aproveitei para ver minha situação no hospital.

A enfermeira chefe cuidou de tudo com os superiores e eu estou amparada por hora, tudo graças às minhas muitas horas na casa, então eu poderia ficar tranquila.



Quando voltamos, o Seung se despediu da gente e o Lino nos trouxe uma cesta de comida.


— Aqui, levem e comam, almocem por lá e se divirtam.

Dei um beijinho no ômega e ele sem resistir me abraçou.

— Estou com saudades da minha ômega.

— Eu também sinto sua falta Lino.

— Posso dormir com você hoje?

— Claro...

— Esses dois... depois vou querer um date com os meus ômegas.

O Hannie falou se aproximando e o LeeKnow o abraçou.

— Claro alfa, vamos adorar não é gatinha?

Me juntei a eles no abraço.

— Claro, será perfeito.

Nos despedimos e o Han me deu seu braço, eu o segurei e começamos a andar.


— Para onde vamos Hannie?

— Para as montanhas mais ao leste, não se preocupe vamos em meu atalho. — Ele entrou em shift e começou a voar alto. — Pegue minhas roupas por favor Dandannyah, e vamos nessa!

Fiz o que ele falou e assim que me virei ele havia aberto o portal, passamos por ele e meus olhos se arregalaram, estávamos no topo da montanha, era lindo e tinham muitas árvores dando sombra.

Vi o falcão dourado descendo em um belo voo e antes de tocar o chão ele já era um homem novamente.

Nu, e muito belo.

— Posso ficar assim se não te incomodar...

A voz dele foi tomando meus ouvidos e eu me senti queimando.

— O quê? É... meu deus... calma, Hannie se veste, vai...

Ele se aproximou de mim e eu arregalei os olhos.

— Se eu te beijasse agora, estando assim, você viraria uma gatinha?

— Han...

— Vamos um beijo?

Eu não falei nada, não pude e ele avançou em meus lábios.

Nosso beijo era calmo e detalhado e eu sentia sua pele em meu toque.

Ele me abraçava com firmeza, mas assim que o ar nos faltou nos separamos.

— E então? Como se sentiu?

Eu não pude mentir.

— Parecia ser o certo.

Ele encostou sua testa na minha.

— Porque é... esse é o certo para nós Dandan, basta você se entregar.

Ele se afastou e se vestiu — Agora vem, vamos comer e conversar um pouco.

Ficamos conversando sobre muitas coisas e depois dele me pedir com carinho virei uma gata para ele que fez muitos carinhos em mim e quando voltei a forma humana ele veio em mim e me segurou pelo braço me impedindo de me vestir de imediato.

— Minha vez de fazer o certo...

Ele me deu um beijo firme, agora eu era a desnuda e ele o vestido, mas ele fez questão de sentir bem o meu corpo e quando nos separamos ele me olhou.

— Perfeito né?

— Sim... muito...


Nosso encontro foi perfeito e ele por várias vezes me mostrou como estava aprimorando seu poder, ele também pode controlar o vento e sempre fazia as folhas lindas e coloridas voarem em lindos loopings.

Nos beijamos algumas vezes mais e bom, ele realmente era difícil de controlar, mas me respeitou o tempo todo e no final do nosso encontro ele me deu uma pedra obsidiana que de acordo com ele tem boas energias e ajuda com traumas emocionais.

E ao sair daquele encontro, tive ainda mais certeza de que queria ele sempre por perto.

Eu não quero mais minha vida sem o Jisung.



Voltamos pelo portal e eu fui tomar um banho. Quando entrei em meu quarto, havia um lindo buquê de flores em minha cama e um bilhete.

“Estou na macieira te esperando moranguinho. Beijos, Seung.”

Eu sorri, ele era todo preocupado com detalhes.

Coloquei um vestido leve, amarrei meus cabelos e coloquei uma das flores neles e fui ao encontro do alfa.

Chegando próximo à macieira, eu ouvia o som do seu violão.

Me aproximei e ele me encarou sorrindo.

— Nossa, morango, como você é linda!

Sorri e me sentei ao seu lado.

— Você também é lindo, e fica ainda mais tocando violão.

— Você gosta? Gosta mesmo?

Seu semblante era perfeito.

— Sim, Seung eu adoro.

Ele colocou uma mão no chão, se apoiando e, bem debaixo da macieira, nos beijamos.

Um doce e delicado beijo, mas cheio de sentimentos não ditos.

Senti o chão vibrando, cada vez mais forte, e paramos o beijo.

— Isso...

Eu o olhei.

— Acho que isso foi você, Seung...

Olhamos em volta e várias flores pequeninas haviam crescido em nossa volta, coloridas e perfeitas.

— Eu fiz isso? Eu achava que só podia ouvi-las...

Sorri com a emoção dele e ele me beijou nos lábios.

— Você é tão perfeito.

— Olha só quem fala... — Ele me deu mais um selar enquanto ainda tentava entender como ele fez aquilo. — Quer maçã?

Eu o encarei curiosa.

— Quero...

— Legal...

Ele virou um lindo guaxinim e subiu correndo na árvore, e assim que chegou perto das frutas, ele começou a pegá-las com suas mãozinhas e eu sorria toda boba, mas sem ter como descê-las, ele pensou no que faria e então ele começou a simplesmente enviá-las a mim como se fosse com o poder de sua mente.

— Seung, uau!

Falei maravilhada e, de onde ele estava, ele também parecia estar assim.

— Você está vendo isso, meu moranguinho? Eu só pensei em descê-las e elas estão indo até você!

— Sim! Você é perfeito, alfa!

Falei alto e ele sorriu.

— Tem uma pequena bacia ali, pegue-a para mim, por favor, meu morango?

Eu sorri, um guaxinim me chamando de meu morango era uma imagem que eu jamais esqueceria.

— Claro, Seungminnie.

Peguei a bacia e ele enviou as maças até ela com a maior facilidade do mundo, em seguida ele desceu já voltando a sua forma humana e eu não pude evitar, eu o olhei e me senti ruborizar.

— Meu morango, você está bem? Está assim pela minha nudez?

— Desculpe Seung, mas eu ainda estou me...

Não pude falar mais nada, ele estava me beijando e, diferente do nosso beijo de há pouco, esse era muito mais intenso, e posso dizer que essa foi a primeira vez que nos beijamos assim.

Eu senti os lábios dele e suas mãos em minha cintura, eu o abracei sentindo sua pele, e o beijo foi bem...

Apaixonado.

— Caramba, você tem gostinho de morango mesmo... O Chan vai pirar.

Eu estava atordoada e acabei entrando em shift, foi o tempo dele deixar um carinho pela extensão do meu corpo e me elogiar, e logo voltei me mostrando a ele que me olhava como se eu fosse a coisa mais preciosa do mundo.

— Para ser o que mais pensa do pack, isso foi bem inesperado, né?

Tentei me manter tranquila com seu olhar em meu corpo e ele sorriu e me encarou um pouco mais, mas logo se vestiu, apenas a calça e veio se sentar comigo, me dando maçã na boca enquanto me abraçava...

— Sim, eu sou o que mais penso moranguinho, porém só tenho pensado em seus lábios desde aquela noite no bar, e eu não acho que devêssemos esperar mais, beijos pelo menos? O que me diz?

Eu sorri, quem resiste a essa carinha?

— Eu também penso nos seus lábios, e agora, eu sei como é te beijar para valer.

— Então podemos continuar?

— Sim, nós podemos...

Falei tímida, mas meu coração estava cada vez mais cheio de alegria.

Ele me abraçou e me deu mais um pedaço de maçã.

— Sabe o mais legal nisso?

— O que Seung?

— É que já nos pertencemos, você é a minha ômega e eu sou seu alfa, sem rodeios ou falhas de percurso, o destino só nos colocou frente a frente e nos encontramos.

Eu sorria com sua fala, ele de fato era alguém que pensaria algo assim.

— É, isso é mesmo bom...

O final de tarde foi bem gostoso, ele tocou para mim e cantou lindas canções, comemos mais maçãs, mas o gosto que prevaleceu em nossas bocas foi um do outro, porque o Seungmin ama beijar na boca e ele não fez questão de esconder isso.

E enquanto estava com ele, eu só podia pensar em uma coisa...

Sim, eu já pertencia ao meu alfa, e não me vejo mais sem ele.



A noite estava um tanto silenciosa, eu havia tomado meu banho e, quando desci para jantar, não havia ninguém na casa...

Ou pelo menos foi o que pensei.


— Boa noite, meu amorzinho...

Olhei para a cozinha já reconhecendo a voz do alfa.

— Oi, Lix, cadê todo mundo?

— Estão cumprindo seus afazeres noturnos, e bom, pensei em já ter o meu date com você, o que me diz?

Vi a mesa que ele havia preparado para nós, era literalmente um jantar romântico.

— Acho perfeito, Lix.

Ele sorriu e veio me beijar.

— Ótimo, meu amor, sei que hoje você dorme com o nosso ômega, mas eles vão demorar para voltar, então seremos só nós dois por horas.

Me senti ruborizar e ele deixou um carinho doce em minha bochecha.

— Fofa, assim posso te querer como sobremesa.

Ele disse e piscou para mim.

— Lix... meu deus...

Falei sorrindo e ele sorriu também.

— Vem, amor, vamos jantar e conversar um pouco.


A comida estava deliciosa e, enquanto jantávamos, descobri que ele mesmo havia cozinhado.


— Lix... hm... que gostoso...

Ele me olhava arteiro.

— Amorzinho, sabe que isso fora de contexto...

Eu sorri sem acreditar.

— E o Binnie disse que você era o mais controlado...

— Ele disse? Pense direito... no máximo, ele disse que sou fofo e que até consigo me controlar bem, mas tenho certeza de que ele também disse que sou fogo.

Eu sorri, de fato, foi exatamente o que o Binnie me disse.

— Vocês se conhecem bem mesmo... acho lindo isso.

— Será ainda mais lindo quando você estiver exatamente assim com todos nós.

Sorri e o encarei com carinho, o Lix é muito perfeito.


O jantar se seguiu e falamos de praticamente tudo, sobre o pack e sobre mim, era incrível como ele me dava atenção.


— Amorzinho, você dança?

Eu o olhei e sorri.

— Hum... não muito...

— Ah, nem vem, um corpo gostoso desses não dança?

— Meu deus, Lix...

Ele se levantou e veio até mim, pegou minha mão e me levou para a área atrás da casa onde podíamos ver as estrelas.

— Dança comigo, Harunnah?

O seu timbre de voz convenceria qualquer pessoa sã, imagine eu que já estava louca por ele.

— Sim...

Assim que eu o respondi simplista, ele me tomou nos braços e dançamos juntos.

Nós flutuávamos, ele me levava com uma leveza absurda, era como se eu não pesasse nada para ele. E então olhei em volta.

— Lix...?

— Eu sei... é a outra face do meu pólen mágico, ele não só cura feridas, ele realiza coisas também.

Nós dois estávamos flutuando envoltos em um pólen colorido, era a mais pura magia...

— Me beija, Lix?

Eu pedi sem mais aguentar e ele sorriu largo.

— Acho que encontrei um fogo igual ao meu... ainda é uma pequena chama, mas quando inflamar para valer...

Ele colocou a testa na minha e eu suspirei.

— Poderíamos queimar o mundo?

— Então que queime...

Ele me beijou avidamente e o nosso encontro foi até o fim com amassos bem mais intensos do que tive até agora com qualquer um dos membros do pack Bang.

Ele cuidava de mim e se controlava para não perder a sanidade. E eu estava com ele, só podia sentir o quanto minha vida nunca mais seria a mesma sem o Felix.



E com cada um deles que estive naquele dia, eu entendi que o destino é feito de encontros e não me restam dúvidas de que os nossos já estavam escritos há muito para ser exatamente como foram.

Perfeitos.



Em quanto isso na floresta.


Eles estavam reunidos por conta do que aconteceu com o Hyunjin e porque o Chan viu coisas que o fizeram temer um descontrole do pack e agora eles resolviam essas questões.

— O Lix esteve de fora dessa conversa, mas passaremos tudo para ele depois.

O alfa líder finalizava a “reunião” que tiveram.

— Hyunjin, você continua ansioso com isso?

— Eu... estou bem, só acho que o controle perto dela não será tão fácil como foi nas adaptações dos demais membros e fico feliz em saber que não sou o único assim líder.

O LeeKnow se aproximou do Hyunjin e o beijou nos lábios com doçura.

— Meu alfa, até para mim, que sou um ômega, está difícil de manter o controle, não se preocupe muito.

— É, mas também precisamos falar dos ciúmes... Não só o LeeKnow, mas venho notando certos comportamentos em vocês, meus amores, não vamos deixar os instintos comandarem, okay? Não dessa forma.

— Leão, você já esteve com ela... E sabe como ela mexe com tudo dentro da gente.

— Eu sei lontra... eu... nossa, eu realmente sei... Mas vamos seguir assim, e sobre nossa força com ela, que fique claro que eu vou ficar de olho e, se eu vir algum de vocês perder o controle, irei intervir... daremos um jeito para descontar essa tensão toda, mas pelo amor da lua, não forcem ela a nada, não podemos assustá-la.

— Se me permite, líder, eu posso ficar de olho também...

— Claro, mas você está bem agora... Binnie não é lua cheia ainda.

— Eu sei, Channie, na lua cheia vou me manter afastado.

— E ela vai demorar tanto assim a se entregar para nós?

— Innie, bebê, ela pode levar meses para estar segura e entregar seu corpo assim, sete alfas? Um ômega possessivo? Ela é só uma gata pequena...

— E deliciosa... desculpem, mas é...

— O temperinho tem razão...

— Bom, acho que acertamos tudo, hoje o Lino dorme com ela, certo ômega?

— Finalmente...

Todos sorriram.

— Se querem saber, acho que se ela não se entregar ao líder primeiro, ou para o Binnie, ela vai passar meses no ninho com esse ômega manhoso.

— Que os deuses te ouçam, Jinnie.

O LeeKnow falou, se animando para valer e mais risadas vieram e o Seungmin finalmente colocou seus pensamentos em jogo.

— Acho que serei um dos piores a me controlar, mas sou um fursona pequeno... acho que os menores darão menos medo a ela.

— Pode ser meu amor... Bom, se for assim, o Lixie está em grande vantagem...


A reunião se seguiu, com eles tomando nota dos seus cios e das luas por conta do Changbin, e depois voltaram para a casa, todos pensativos, mas também ansiosos.



Os dois agora estavam em uma rede deitados olhando as estrelas, eles haviam dado uns bons amassos, mas resolveram parar por enquanto.


— Eles voltaram, amorzinho...

Eu sorri e dei um selar no Lix.

— Obrigada pelo date, amorzinho, foi... mágico!

O Felix sorriu e beijou o topo da cabeça da ômega.

— Foi mesmo, não é?


Entramos e todos já estavam dispersos, o LeeKnow me viu e correu até mim.

— Vamos subir?

Sorri para ele.

— Sem me despedir dos demais?

O Chan ouviu e veio até nós, nos dando selares em nossas testas.

— Podem ir, falo que eu os liberei para ir.

— Obrigado, alfa.

O ômega sorriu e selou seus lábios, eu me encolhi envergonhada.

— Se quiser, pode me dar selinhos também, acho até que...

Fui até o alfa líder e dei um rápido selar em seus lábios.

Ele sorriu, um lindo sorriso e fez um carinho em meu rosto.

Eu ainda segurava as mãos do LeeKnow.

— Alfa, ainda faltam três dates e depois poderemos ir aos meus pais.

— Certo, passe o dia com o Hyunjin amanhã, pode ser?

— O dia todo?

— Só se quiser, mas amanhã seria legal você ficar com ele pela manhã e comigo à noite, o LeeKnow pode ser seu último date, e aí, sim, com ele, eu gostaria que você ficasse o dia todo, pode ser?

Sorri, gostando das sugestões.

— Por mim, pode sim.

— Certo, vou avisar o Hyunjin e amanhã pode ficar com ele até a parte da tarde. Estarei no vilarejo e quando chegar eu te procuro para o nosso date, okay?

— Okay!

— Ótimo, podem ir... Boa noite, meus amados ômegas.



Tomamos banho, cada um em seu quarto e dessa vez fui dormir no quarto do Lino, ele me pediu e eu não pude negar.


— Entra amor.

Ouvi quando bati em sua porta e entrei.

O quarto dele era mais escuro, o que faz sentido por ele ser um tigre.

— Vem, não fique aí parada, deita aqui com seu ômega.

Fiz o que ele disse e nós dois logo estávamos bem juntos.

O ômega brincava com a minha mão e eu sorria o encarando, ele estava lindo apenas com a luz da noite iluminando sua pele.

— Gatinha?

— Hm?

— Quero ser seu porto seguro, eu vou ser para você um lar, quero que venha a mim sempre que precisar, que seja por ter farpas na pele, medos, alegrias, um simples ferimento ou uma enorme dor no peito, não importa, okay? Venha sempre para o seu ômega e se abra comigo.

Eu me apertei nele.

— Sim, meu ômega líder.

E bem ali eu reconheci a liderança do ômega sobre mim, e ele me apertou com força.

— Sim, meu amor, seu líder, seu ômega, seu homem.

— E meu amor também...

Ele levou a mão em meu queixo e me fez o encarar.

— Sou o seu amor também, minha ômega?

Tocamos nossos narizes e colamos nossas testas.

— Sim, LeeKnow, meu coração já te ama.

Ele sorriu e me olhou.

— Meu coração te amou assim que nos esbarramos naquele corredor do banheiro do bar restaurante.

Ele me beijou docemente e eu me entreguei ao beijo, ele parecia esperar por esse tipo de contato com ansiedade e eu, no fundo, não estava nada diferente dele.



“O LeeKnow realizou finalmente o que tanto queria, intimidade, proximidade e conexão com a sua gata, sua ômega, seu amor.

E amar a Harunnah para ele era mais do que o certo e ele faria de tudo para ser o ômega líder mais perfeito que ela poderia ter.

Já a doce Haru se viu completamente rendida ao ômega que, assim que o viu pela primeira vez, ela o desejou para si, ela pensava em tudo o que viveu para chegar até ali e olhando para o ômega que a abraçava com amor; o tempo que levou para ela finalmente estar em seus braços assim foi só um detalhe e agora era apenas parte da trajetória que ela sabe em seu coração que será perfeita daqui em diante.”



“Um dia, messes, décadas até, mas o que é seu vai te encontrar, pois o encontro é a forma mais perfeita do destino se manifestar. Então, fique atento e, quando o seu encontro viver, permita se entregar”


☆☆☆☆♡☆☆☆☆


Notas finais
“torpor”*. = O Beija-flor não pousa sempre, tendo um voo constante e linear e, quando pousa, ele se senta em galhos de árvores e entra em um estado chamado “torpor”, que é semelhante à hibernação. O que é o torpor? O torpor é um sono profundo onde a temperatura corporal do beija-flor cai, o coração desacelera e a respiração fica lenta. Um período de torpor de 10 horas permite que o beija-flor economize energia. O beija-flor leva cerca de 20 minutos para acordar do torpor. O beija-flor é um pássaro que tem um voo único, batendo as asas em uma velocidade que os olhos humanos não conseguem captar. Ele também pode voar para trás ou permanecer suspenso no ar. Acho que foi isso... dúvidas? Podem perguntar se tiverem okay? Eu espero que tenham curtido o capítulo, de verdade... Vamos ter atualizações mais demoradas mas vamos ter, tenham fé. Beijokas e bebam água... se cuidem e fiquem atentos aos encontros da vida. Obrigada por ler "My Destiny" 💙💜 🐾🐾
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.