My Demons [HIATUS]
3 Lily L. Potter – Imagem.
Notas iniciais

“Se Albus era a cara de Harry, Lil é a cópia de Gina.”
Ela discordava totalmente daquela frase, seu irmão realmente era o único que havia puxado seu pai, mas ela não era nada parecida com quem diziam. Poderia sim ter seus olhos e a cor de seus cabelos, porém sua mãe era estonteante, determinada, insubmissa e feminista, sempre bem cuidada e com um corpo atlético, seu sorriso tanto acalentava quanto podia botar medo se quisesse.
Já Lily era magra e pequena, tinha sardas demais e o cabelo em um tom muito laranja, tinha dezessete anos e possuía um corpo de uma menina de quatorze, todos achavam aquilo uma gracinha, mas ela não queria ser fofa, queria ser como sua mãe, como sua Tia Hermione e suas outras inúmeras primas.
Toda manhã se levantava e ficava se analisando no espelho por bastante tempo, o que via era realmente deprimente. Fazer aquilo todo dia era como enfiar laminas em sua pele, nunca achava nem um ponto que realmente pudesse admirar em si. Todas as revistas do mundo sempre focavam nas famílias que salvaram o mundo, porém os holofotes se voltavam tanto para James, Albus e Rose que achava que só eles eram realmente filhos dos heróis.
Quem queria saber da mais nova? A nunca citada. Não fez nenhum feito suficiente para chamar a atenção, não nasceu com beleza e tinha pouca inteligência, o espírito de marota pareceu morrer a partir do momento que ela entrou em Hogwarts sem que ninguém verdadeiramente a visse além da cicatriz de seu pai que faziam questão de sempre mencionar como se estivesse em sua testa.
Ela não tinha uma beleza veela como Victoria, nem rebelde como Dominique, muito menos natural como Rose. E isso a sufocava, a vaidade era seu pecado, o pecado que nunca poderá ter por completo. O que é uma vaidade sem beleza?
Poderia ter personalidade, mas parecia uma mosca que não tinha vontades próprias, o único momento e que se sentia bem era quando mergulhava no lago negro e ás vezes não queria realmente voltar á superfície, na água tudo é leve, tudo é turvo e o mundo se torna belo, esse era seu demônio, a imagem, a imagem da beleza, a imagem da vaidade a imagem que queria ter, a imagem que nunca iria alcançar.
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