My Dear and Love You
10 Sweet Love
Notas iniciais
A luz do sol entrando pela janela me faz despertar. Não reconheço onde estou, por isso, olho diversas vezes para o quarto, até reconhecer que estou no quarto de hóspedes da casa de Maxon.
Suspiro fundo ao perceber que eu acabei dormindo. Olho para o relógio vendo que ainda não se passou das sete horas da manhã. Tento voltar a dormir, o que não acontece, por isso resolvo levantar.
Observo o quarto, ainda sentada na cama, vendo vários enfeites. Não era um quarto feio. Era bem aconchegante e a decoração era bonita.
Suspirei, ainda com sono e olhei para minha roupa toda amassada. A blusa xadrez que eu usava estava completamente amassar e a calça jeans também. Nem queria imaginar como estava meu cabelo. Por isso fiz apenas um coque frouxo nele. Calcei meu tênis que estava ao lado da cama e me levantei. Avistei onde tinha deixado meu celular e logo peguei-o. Fui até a porta do quarto e abri-a vagarosamente, tentando não fazer barulho.
O que eu estava fazendo? Nem eu sabia. Talvez ir embora escondido, não sei. Mas eu não queria ficar na casa de Maxon esperando-o acordar. Por isso sai do quarto cuidadosamente e desci a escada. Consegui ver a porta de entrada e apreseis meus passos para chegar nela, mas fui interrompida por uma voz feminina.
— Aonde você vai? Ainda mais com essa roupa. Sabe quantos graus está fazendo lá fora? -4 graus! — uma mulher loira de olhos azuis disse.
Ela estava sentada no sofá e a televisão estava ligada. Olhei com os olhos arregalados para ela. A única coisa que ela fez foi rir.
— Está fugindo de Maxon? — pergunta rindo.
Sua pergunta me pega de surpresa. Eu estava fugindo do Maxon? Sim, eu estava fugindo do Maxon.
Concordei com a cabeça, o que fez-la rir.
— Sou Nicolleta Scheave. — apresenta-se estendendo a sua mão.
— Sou América Singer. Você é irmã de Maxon? — pergunto apertando sua mão.
Ela ri.
— Sim.
— Eu não sabia que ele tinha irmã.
— Eu morei muito tempo na Itália. Por isso ninguém me conhece por aqui. Eu cheguei ontem à noite. — explica-se.
Sorrio.
— Entendi. Quantos anos você tem?
— 16, vou fazer 17 mês que vem. E você?
— Também tenho 16. Onde você vai estudar, agora que voltou da Itália? Se você for ficar aqui.
Nicolleta sorri mais abertamente.
— Vou ficar aqui sim. E vou estudar na mesma escola que Maxon. — responde — Posso te fazer uma pergunta?
Concordo com a cabeça e ela continua.
— Se eu não tiver sendo intrusa, posso saber por que você estava fugindo do meu irmão?
Penso em como posso respondê-la, mas antes que eu consiga falar qualquer coisa, a voz de Maxon nos interrompe.
— Bom dia meninas! — fala se aproximando. — Vejo que já conheceu minha irmã.
Concordo com a cabeça.
— Estava conversando com a América sobre suas travessuras. — fala Nicolleta. — Sabe América meu irmão gostava muito de apronta, e um dia... — ela não tem tempo de terminar pois Maxon a interrompe.
— Vamos tomar café, estou com fome. — fala me puxando pelo braço.
Ouço a risada de Nicolleta e fico imaginando o que ele fez de tão vergonhoso.
— O que quer comer de café? — pergunta-me Maxon, sentando na mesa da sala de jantar.
Olho-o e suspiro.
— Maxon, eu tenho que ir embora.
Ele me olha por um momento e depois ri, e se levanta.
— Você não vai ir embora agora. — fala começando a andar.
Sigo-o.
— Maxon, é sério. Meus pais devem estar preocupados. Eu vou ir embora!
Ele ri novamente e fala alguma coisa com um dos empregados.
— Vamos tomar café que depois eu te levo. — fala voltando para a sala de jantar.
Volto junto com ele.
— Não precisa, eu vou ir embora sozinha. Apenas estou avisando. — digo.
— Não vai não. Senta aqui e fica quieta. — responde me segurando.
Bufo irritada.
— Quem você acha que é para mandar em mim.
— Eu sou Maxon Scheave, o dono dessa casa, e não te libero para sair.
Fuzilo-o e me sento, não querendo discutir.
Os empregados logo chegam colocando o café da manhã em cima da mesa. Nicolleta se junta a nós sorrindo.
Tomamos o café juntos e depois peço novamente para Maxon me levar embora, já que ele não vai me deixar ir embora sozinha. Ele concorda e fala que vai colocar uma roupa mais aquecida, e pede para Nicolleta me emprestar uma roupa mais quente, o que ela logo concorda. Ela me leva para o seu quarto, que era de um tom de rosa claro com bege. Tinha um cama de casal no centro do quarto e a cada lado havia um criado mudo. Havia uma televisão no meio de uma porta de madeira e a outra de vidro, que mostrava várias roupas naquele quarto, deixando claro que era o closet. Também havia várias estantes com livros e vários enfeites.
— Pode escolher. — fala ela abrindo a porta de vidro e me mostrando seu closet.
— Pode ser qualquer Nicolleta.
— Me chame de Nico. Gostei de você.
Sorri.
— Obrigada. Você também parece ser bem diferente de Maxon.
— Isso é bom? — pergunta rindo.
— Sim, isso é bom. — respondo-lhe também rindo.
Ela gargalha.
— Qual é o estilo de roupa que você gosta América?
— Qualquer roupa, confio no seu estilo. — ela sorri mais abertamente — A propósito pode me chamar de Mari. — ela abre um sorriso maior ainda, se isso é possível.
— Quantos graus está fazendo lá fora? — me pergunta antes de entrar no closet.
Checo meu celular antes de responder.
— 10 graus.
Respondo-lhe. Ela concorda com a cabeça e logo entra no closet. Quando ela sai, me entrega uma calça preta térmica, uma blusa de moletom cinza e um gorro da mesma cor que a blusa.
— Pode ir no banheiro do meu quarto. — fala apontando para uma porta do outro lado da televisão.
Concordo com a cabeça e entro na porta de madeira, vendo um banheiro completamente bege e branco. O banheiro era todo sofisticado e muito enfeitado, como a casa inteira, com um vaso de flor ao lado da pia.
Fecho a porta e troco minha roupa. Coloco novamente meu tênis e solto meu cabelo, dando uma leve penteada com os dedos. Visto a roupa que Nicolleta escolheu para mim e saio do banheiro.
— Toma. — fala me entregando um casaco — Lá fora está muito frio. É melhor você usar.
Sorrio para ela.
— Obrigada.
Ela sorri e descemos as escadas. Maxon estava esperneando na sala de estar, e assim que chegamos ele se levantou.
— Está entregue meu doce amor. — fala Nico fazendo Maxon olhá-la com raiva.
— Doce amor? — pergunto segurando a risada.
— É nosso apelido de infância. — responde Nicolleta. — Posso te contar muitas outras coisas da nossa infância. — começa, mas Maxon não a deixa terminar.
— Vamos América. — fala me puxando.
— Depois adoraria saber sobre esses apelidos. — falo para Nico.
Ela ri e Maxon me puxa com mais força, me obrigando a andar.
— Eu adorarei te contar. — responde alterando o tom de voz para que eu possa ouvi-la.
Gargalho enquanto Maxon forma uma carranca em seu rosto. Entramos no carro e ele começa a dirigir.
— Doce amor. — repito a apelido com ironismo.
Ele bufa irritado.
— Nem começa. — fala irritado.
Gargalho da sua cara e resolvo não tocar mais no assunto. Mas que eu quero descobri por que Nicolleta o chama assim, eu quero, e vou tentar dentar desenrolar esse "mistério" de qualquer jeito. E que vou irritá-lo ainda mais com esse apelido, eu vou.
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