My Dear Stripper
4 Capítulo 4 - So This Is My House
Notas iniciais
Thomas’ POV
Senti uma estranha sensação de déjà vu ao entrar na boate. Minho se aproximou de mim com um sorriso.
– Achei que não ia voltar.
– Recebi um convite – murmurei, fazendo o asiático rir.
– Ah, Newt. Bem, ele ainda não chegou, mas pelo visto já não sou mais eu quem deve atender você.
Ele simplesmente se afastou e me deixou ali, e não consegui evitar pensar o que Newt fazia para estar atrasado. Com certa desconfiança, notei que Brenda não tinha se despedido de mim. Estava, apesar de não querer admitir, começando a sentir ciúmes.
– Demorei? – olhei para cima e ali estava o loiro. Dessa vez sem camisa, a calça preta contornando suas pernas. Corei de leve e ele riu, sentando-se ao meu lado. – Estava trabalhando, acabei de chegar.
– Minho disse – comentei seco, notando que ele estava mesmo com Brenda. Ele percebeu.
– O que foi?
– O que estava fazendo?
– Já disse, trabalhando – assim que respondeu, parou e abriu um sorriso. – Está com ciúmes?
– Não – ele continuou sorrindo. Sabia que era mentira.
– De mim ou da sua amiga? – ele pareceu perder um pouco o tom de divertimento.
– De você – sussurrei, notando ele ouvir e logo corrigindo minha frase. – Não estou com ciúmes.
– Tudo bem – ele pareceu mais alegre e se aproximou de mim. – Estava com medo de me ver hoje? Sua amiga foi muito simpática.
– Brenda é acolhedora – murmurei, o fazendo rir.
– NEWT!
Nós dois nos viramos e encontramos Minho ali, um sorriso divertido no rosto. Ele olhou para nós e riu.
– Me perdoem, mas vou ser obrigado a atrapalhar vocês. Janson vai te matar se você não fizer nada, agora que você apareceu aqui.
Newt riu ao meu lado, levantando-se e piscando para mim.
– Posso dedicar o show a você – ele sugeriu. Dei risada.
– Apenas faça o seu melhor.
Ele abriu um sorriso malicioso e saiu. Minho sentou-se ao meu lado, no lugar de Newt, e olhou o loiro se afastando.
– Você tem sorte, trolho – estranhei a gíria, mas ignorei.
– Por que? – o asiático ainda olhava o lugar por onde Newt tinha sumido.
– Newt não confia em ninguém. Quando confia, não vai muito além de amizade – ele sorriu, finalmente me olhando. – Mas todos superam.
Percebi então o que sempre vi nos olhos de Minho ao olhar para o amigo, mas nunca entendi o que era. Afeição. O asiático olhava para o outro com carinho, com cuidado, e entendi que ele estava falando sobre si mesmo.
– Aproveite seu show – ele piscou e se levantou, ao que Newt apareceu no palco. Ainda estava sem camisa, mas a calça também tinha sumido. Ele usava um shorts, preto como todas as roupas que ele usava na boate, e seus olhos estavam contornados com maquiagem.
Ele me procurou no meio das pessoas e, quando me viu, piscou e abriu um sorriso. Então se aproximou, chegando na beirada do palco, e começou a dançar.
O loiro era simplesmente lindo. Era apaixonante, e era impossível tirar os olhos de seu corpo. Ele agia provocante, e eu sabia que era porque eu estava assistindo. Senti uma pontada em meu baixo ventre e sabia que Newt tinha conseguido o que queria. Tinha conseguido me excitar.
Quando ele saiu do palco, continuei esperando por ele na mesa, inquieto. O loiro anunciou sua presença com um beijo em meu pescoço.
– Gostou? – ele sentou-se em meu colo, e enlacei sua cintura.
– Nada mal.
Ele riu, sentindo minha excitação evidente. Abriu um sorriso malicioso, rebolando de leve, me fazendo soltar um gemido baixo. Percebi então que Newt já tinha me conquistado praticamente por completo – não dava para voltar.
– Newt – sussurrei. Ele riu.
– Eu sei, Tommy. Ainda não.
Ele saiu de cima de mim, sentando-se na cadeira ao lado. Percebi que poderia muito bem passar todas as noites assim.
Newt’s POV
Tommy era, se podia dizer, um encanto. Ficou comigo até o fim da noite e, no final, acabou decidindo que seria cavalheiro de sua parte me acompanhar até minha casa.
– Sabe que não precisa fazer isso, né? – perguntei, vendo ele dar de ombro e corar de leve ao ver Minho e Alby se aproximar. Olhei para eles com um sorriso torto. – Acho que tenho companhia pra me levar embora.
Os dois deram risada, fazendo Thomas corar ainda mais. Me senti mal por ele – por um segundo apenas. Não fiquei para ouvi-los fazer algum comentário, apenas puxei o moreno pelo braço para fora do espaço.
– Ignore-os, vai se sentir melhor – comentei, entrando no carro dele.
O caminho para casa foi confortavelmente silencioso. Thomas parecia nervoso demais para falar algo sem bater o carro, e preferi manter nossa segurança. Ele não pareceu ter problemas com o apartamento caindo aos pedaços, e agradeci mentalmente por isso. Sem saber o porquê – e acho que nem mesmo ele sabia a resposta -, acabei por deixa-lo entrar.
– Então... é aqui que você mora? Não estamos apressando muito as coisas? – ele brincou, provavelmente tentando deixar o clima mais leve. Acabei gargalhando ao perceber a situação. Agradeci aos céus pelos garotos não estarem ali.
– Acho que como recompensa por você ter ido, posso oferecer algo para você comer ou beber? Que não seja eu, claro – ele ficou ainda mais vermelho, e ao mesmo tempo a porta se abriu revelando Clint e Gally. Este último ergueu as sobrancelhas.
– Não sabia que estávamos trazendo nossas próprias presas para o apartamento, achei que era contra o “regulamento” – Thomas me olhou assustado, mas apenas revirei os olhos e empurrei o moreno para a cozinha, gritando para o loiro:
– SEM COMENTÁRIOS GALLY – fechei a porta atrás de mim, procurando algo na cozinha que pudesse dar para Thomas. Ele sentou-se num banco e suspirou.
– E esses são seus amigos – apontou para a porta fechada, me fazendo sorrir.
– “Colegas de quarto” é um termo melhor. Acho que podemos dizer que Minho e Alby são meus amigos e esses são... pessoas com quem preciso conviver?
Consegui o que queria – fazê-lo rir. Talvez fosse precipitado, mas não consegui, naquele momento, pensar em um som mais agradável.
Não demorou muito para Alby e Minho chegarem, e logo em seguida Jeff aparecer com eles. Thomas não pareceu incomodado. A presença dos dois primeiros já era algo comum para ele, e os garotos – tirando Gally, é claro – foram surpreendentemente simpáticos. Algumas piadas maldosas, algumas brincadeiras feitas apenas para ver o moreno corar e Tommy já parecia mais a vontade.
– Eu preciso ir – ele comentou, quando os garotos saíram para fazer alguma outra coisa. Sorri de lado, lembrando-me do trabalho do moreno.
– Sim, imagino. Espero que não esteja tentando fugir de mim – brinquei, e vi ele arregalar os olhos.
– Não, claro que não! Eu só...
– Hey, calma – dei risada, fazendo o garoto olhar para mim. – Estava brincando, pode ir. Mas precisa prometer que vai voltar amanhã. Na boate, claro, não precisa vir até aqui.
– Claro – me surpreendi ao não ouvir hesitação em sua voz, mas gostei. Acompanhei-o até a porta e, quando estava prestes a fechá-la, comentei:
– Não esqueça de explicar a Brenda o que aconteceu!
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