Notas iniciais
Bem gente,espero que gostem do novo capitulo.
E estou aqui para avisar também,que eu irei escrever uma One-Shot de SasuNaru,se gostarem depois eu passo o link,bem esse capitulo é bem grandão então,se contentem em ler,e a história da noiva do Sasuke,bem logo vocês saberão,ok ?
Nos vemos lá embaixo,boa leitura !

Depois da nossa breve conversa fomos para a mesa almoçar,o clima estava ameno, todos riam e comiam, vez ou outra Naruto e Jiraya falavam alguma besteira, do tipo como “nossa, que melões, da até para competir com a minha Tsu” ou “bebes são seres inteligentes, porque sempre querem um peito em qualquer lugar e hora”, é não tinha como negar que eram pai e filho. Só me pergunto como elas os aturam...

Após o jantar eu, Sasuke, minha mãe e Hinata fomos para a sala conversar e Naruto e Jiraya ficaram com a tarefa de lavar a louça, fui colocar mais alguns pratos na pia mas paro no caminho e me encosto em uma das paredes para poder ouvir o que estão falando.

-Filho podemos conversar? — pergunta Jiraya gentilmente.

-Claro pai — Naruto larga a bucha na pia e se vira para o encarar.

-Como anda filho?Digo em relação a bebidas drogas.. A você sabe — falou o grisalho de forma desajeitada.

— Hehe, estou bem ve..- Naruto viu o olhar do pai, engoliu em seco e concertou a frase — pai, não mexi mais com nada disso, eu falei pro senhor que não voltaria pra essa vida.

Não que o grisalho não confiasse em no filho, muito pelo contrario, mas depois de tudo o que ele fez, era compreensivo seus medos.

-Porque você hesitou Naruto? — vendo que o filho não compreendia sobre o que ele falava concluiu — na hora de dizer o que a azulada é sua?

Percebo que Naruto, não sabia a resposta para tal pergunta, nem ele mesmo sabia definir. Não negava que gostava da campainha dela, do jeito carinhoso que ela sempre o tratou sem querer mudar seu lado garoto, estavam saindo e isso não era novidade, porém não tinha parado para definir o que havia entre eles. Amor? Essa palavra o loiro desconhecia, nunca teve esse sentimento então não podia afirmar se era só sabia que se sentia diferente ao lado de Hinata, apenas a presença da morena o animava. Os conselhos dela sempre eram significativos e passou a adimira-lá como pessoa. Já tinha o ouvido varias vezes fazendo debates interiores altos, ele era muito confuso, porém a resposta estava diante dele.

-Por que...eu não sei o que temos — suspirou frustrado com a própria confirmação. — me sinto confuso, perto dela tudo muda, e é um motivo a mais que tenho para não voltar para aquele mundo.

Jiraya sorriu pelo modo desajeitado que ele admitia isso, deus alguns tapinhas no ombro dele e se levantou indo em direção da porta, mas antes falou:

-São esses detalhes de não saber como agir, que nós faz acabar perdendo quem amamos -viu os obres azuis se arregalarem — mas também pode nos fazer telas para o resto da vida.

Com toda certeza Jiraya não era o mais romântico, correto, santo, porém tinha uma sabedoria invejável. Sorriu com a própria constatação que teve. Agora entendia o que sua mãe havia visto nele.

Ambos voltaram para seus afazeres e eu voltei para a sala, satisfeita por saber que minha melhor amiga não tinha errado na escolha.

Na sala, falávamos sobre banalidades, e em uma dessas minha mãe disse que iriam ficar mais uma semana ali, para minha completa aflição, a noite caiu e fui para meu quarto estava na hora de terminar de vez com aquele bendito livre, afinal, eu tinha prazo para entregá-lo.

**

Estava de frente para a tela do meu notebook, depois de duas horas, enfim o livro estava feito, não tinha mais detalhes a serem acertados, mas o que a incomodava era o fato de Sasuke não ter me dito nada sobre essa tal noiva. Está certo que não temos nada sério, mas poxa um pouco de consideração não mata ninguém.

Naquele momento minha cabeça estava um turbilhão, tudo o que os aproximava estava de vez acabado, afinal ele só estava junto dela por conta do livro certo? E esse por sua vez teve seu fim.

Ele abriu a porta do quarto interrompendo qualquer pensamento que tivera, seu semblante era calmo e tranqüilo, o que a incomodava.

-Já vou indo tenho que acertar algumas coisas para amanhã.

Sim eu sabia perfeitamente ao que ele estava se referindo, a volta dele para França, sabe se lá por quanto tempo. Apenas dou um singelo sorriso e balanço a cabeça positivamente. Parece que ele percebe minha tristeza e se aproxima segura meu rosto entre suas mãos.

-Vou resolver tudo e volto – colou nossas testas e sinto seu hálito refrescante em meu rosto – assim aproveitamos mais.

O afasto de mim, não, eu queria mais do que só sexo, será que ele não compreendia? Sim ele me encantava,sempre o amei, mas só “aproveitar” não é mais o suficiente para mim. Poxa eu já falei que o amo, o que mais ele precisa pra entender !?

-Sakura,você esta bem? – arqueia uma sobrancelha.

-Estou, era só isso? – tento ser o mais fria que consigo, aprendi isso com o melhor.

Ele se levanta e fica de frente para mim, apenas me olha e vai embora. Uma fina lagrima escorreu pelo seu rosto, a secou com a ponta do dedo e ficou a encarara a pequena gotícula.

-É só isso que você sabe fazer Uchiha... – fala com um sorriso triste no rosto.

Me levanto, coloco uma roupa de frio e saio. Era por volta das oito da noite, tinha uma grande movimentação na rua tanto de pessoas como de carros, resolvo caminhar para espairecer um pouco, não podia se deixar abater com qualquer decisão dele, Sasuke tinha me dito que resolveria essa situação e se livraria da tal Yume, esse nome começava a atormenta-lá. Teria que confiar nele, mas até quando? Até quando viveria assim, dependendo de toda e qualquer atitude dele. Era ainda uma mulher jovem, atraente, mesmo que não achasse, precisava tomar as rédeas da própria vida, se não quem faria isso por ela? O Uchiha? Sentiu um forte impacto em seu corpo fechou os olhos esperando cair no chão, porém para sua surpresa sentiu fortes mãos a rodearem a segurando. Abriu as belas esmeraldas e deu de cara com um homem alto, com cabelos um tanto rebeldes preso em um rabo de cavalo.

-Desculpe, acabei não te vendo – sorriu enquanto a soltava.

-Ah tudo bem, mas da onde eu lhe conheço? – ele não lhe era estranho, mas não se lembrava muito bem.

-Meu nome é Shikamaru Nara, sou editor-chefe da Emilliuns, conhece?

Emilliuns foi minha primeira editora, foi maravilhoso trabalhar lá!

-Sim! Eu já trabalhei na Emilliuns,mas...nós nos vimos lá antes ?

-Sim, eu era o Shika-kun, ainda era apenas um ajudante naquela época. – diz com um leve sorriso.

-Ah sim, Shika-kun! – pulei nos seus braços o apertando e matando a saudades — Você sempre trazia o meu café e me dava ideias ótimas!

-Sim, bem eu trabalhei muito e consegui minha promoção agora sou editor-chefe daquela empresa. Te vi aqui e pensei em lhe chamar para trabalhar conosco de novo, você faz falta rosada – sorri.

Trabalhar de novo na Emilliuns ? Mas... Assim eu ficaria longe de Sasuke. A Emilliuns foi à primeira editora em que trabalhei, fiquei por lá cinco anos ara a melhor editora que eu podia ter trabalhado. Todos os dias as pessoas estavam de bom humor não tinha intrigas e era um lugar onde você poderia crescer infinitamente em todas as áreas, sem falar que o salário era ótimo, mais de oito dígitos quem não iria querer? Não que eu esteja desmerecendo aonde trabalho, longe disso, lá também é um bom ambiente só que bem menor e com menos funcionários, mas o grande problema é que a Emilliuns é em Konoha e eu estou morando em Tóquio.

-Bem... Posso pensar melhor no assunto? – indago ainda pensando em todos os fatores que me faziam querer ficar e ir.

-Claro, demore o tempo que precisar. – ele me entregou um cartão – ai está meu telefone e o endereço de onde estou,eu vou passar um tempo por aqui se quiser pode ir me visitar.

Logo não vi mais Shikamaru, ele saiu correndo em direção a um taxi. Permaneci sozinha com meus pensamentos, seria uma boa idéia, poderá voltar a viver com minha mãe, veria meus antigos amigos, e teria um tempo de tudo o que me deixa confusa... ele...

Fico em uma praçinha que tem ali por perto observando o movimento, até que vejo duas crianças brincando de pega- pega, no máximo tinham seis anos, era um garotinho e uma garotinha, pareciam felizes. De repente a pequena cai e faz uma carinha de choro, me levanto a fim de ir ver se ela estava bem, mas paro quando vejo o garotinho limpando a lagrima dela,a levantando,o que a faz sorrir. Com o simples gesto sorrio também. Amigos... Eu estava precisando de um tempo com os meus, para que eles secassem minhas lágrimas e me tirassem desse abismo de indecisões que eu me encontrava.

Volto para casa, pego meu carro e vou em rumo a um caminho conhecido, precisava vê-la e conversar, fazia tempo que não via minha loira maluca.

Toco a capainha e logo uma loira descabelada com um pijama de ursinho e com uma cara de sono abre a porta.

-Sakura querida, espero que tenha um bom motivo para me atazanar as... – ela para, puxa meu braço, levanta a franja com uma mão e vê à hora no meu relógio de pulso – onze da noite.

-Ino, isso pra você é mais do que cedo, e que demônio te atingiu pra estar esse trapo? – pergunto risonha.

-O demônio chamado, trabalho!

Ela se joga no sofá e eu me sento de frente para ela.

- Ultima semana do mês é sempre assim, um caos tenho que correr de um lado para o outro e... não to a fim de lembrar das minhas tragédias, me conte as suas.

A conto tudo o que andou acontecendo nessas ultimas semanas, algumas coisas a impressionam, principalmente o fato da noiva de Sasuke. Prossigo e lembro-me de um fato que eu tinha certeza que a loira ia gostar.

-No avião tinha um ruivo que por Kami-Sama – falei me jogando de vez no sofá – se eu não tivesse o Sasuke, investia.

Desatamos a rir e logo ela disse:

- Você Saky? Você tem medo de chegar perto da sua mãe, imagina tentar investir no cara.

-A com aqueles olhos azuis, o corpo atlético, a boca, o cabelo, as pernas – digo delirando em pensamentos.

- Saky ainda estamos falando do ruivo ou você está me falando os pedaços de carne que vai comprar, só faltou à maminha ai.

Era impossível não rir estando na presença da yamanaka, com toda certeza eu tinha feito a escolha certa, quando resolvi vir para cá.

De repente,sinto uma coisa vibrar no meu bolso e um leve ringtone tocar,cortando a fala da loira,pego o celular do bolso,o abrindo vendo o nome “Gaara” na tela,no dia do veterinário,trocamos telefones,claro que foi somente como amigos,mas o que o ruivo queria.

-Só um instante,Ino – digo abrindo o celular ouvindo uma voz grossa e sedutora ao outro lado.

-Alô ? –diz o ruivo curioso com uma voz grossa,mas ao mesmo tempo provocante.

-Gaara ? – digo olhando a loira que me encarava dando uma risadinha como se dissesse “Falando no diabo”.

-Sakura ! – diz a voz ficando alegre – Você está em Tókio agora ?

-Sim – digo – eu já voltei da França.

-Ah – diz o ruivo suspirando de alivio – Que bom ! É porque eu estou em Tókio agora,pensei em te chamar pra gente curtir – quando ia insinuar algo ele completa – estou levando um amigo !

-Bem... – digo pensando em chamar Ino – deixa eu ver !

-Tá.

Levanto pegando a bolsa e encarando Ino,sem desligar o celular,deixando Gaara na linha :

-Ino,quer sair ?

-Ah – Diz Ino se espreguiçando – eu to cansada !

-O ruivo delicia vai estar lá – digo a encarando – não quer conferir por você mesma ?

-Tsc – diz ela se levantando e indo a seu quarto – Já volto.

Dou uma pequena risadinha,sabia muito bem como controlar a Yamanaka,logo pego o celular dizendo a Gaara :

-Eu vou,mas aonde vocês estão ?

-Estamos no Tokyo Sushi Bar – diz a voz meio eletrônica vinda do aparelho,a chamada estava falhando – Pode vir ?

-Sim,Gaara vou ter que desligar.

-Ok,até daqui a pouco.

Logo desligo e volto a encarar a porta branca do quarto da loira,vendo a mesma se abrir e uma Ino chique sair da mesma :

-Sempre rápida – comento pegando a chave do meu carro e me direcionando para fora da casa.

**

Depois de um caminho de bate-papo com Ino,me interrogando sobre certo ruivo chegamos ao Tokyo Sushi Bar,uma estrutura vermelha meio escura,sem janelas e uma porta de vidro,que dava para ver um ruivo bem descontraído,conversando com alguém,que não dava para ver pois a parede vermelha tampava,o ruivo se vira de lado,me vendo descer do carro,saindo em disparada para fora do local :

-Saky-Chan ! – diz o ruivo me erguendo nos braços,me abraçando como podia com os braços fortes.

-Oi Gaara... – digo tentando pegar ar,mas com um enorme sorriso no rosto.

-Quem é ? – diz se virando para a loira,ainda meio boquiaberta,tudo que Sakura havia falado sobre o ruivo era verdade.

-Yamanaka Ino – diz a loira estendendo a mão.

-Sabaku no Gaara — diz o ruivo pegando na mão da loira,mas de forma descontraída abraçando-a depois – Amigos da Sakura,são meus amigos também.

Logo após vejo um garoto com manchinhas vermelhas no rosto,um cabelo meio despenteado mais com um rosto e corpo atraente,usava uma camiseta pólo e um jeans desgastada.

-Chegaram ? – diz com um sorriso no rosto,se virando a mim e fazendo cara de surpresa – Então você é a Sakura ?

-Sim – digo estendendo a mão – Haruno Sakura.

-Que isso – diz ele vindo em minha direção e me dando um abraço muito forte,me deixando sentir seu perfume,era um aroma completamente viciante – nós compartilhamos algo,sabia ?

-Não – digo arqueando uma sobrancelha – O que ?

-Akamaru ... – diz sendo cortado por Gaara.

-É o cachorro que você salvou,Sakura – completa Gaara,se virando a mim – Ainda não me conformei que você se tacou na frente de uma moto pra salvar o cachorro !

-Deu o nome dele de Akamaru ? – pergunto curiosa.

-Sim – diz Kiba pegando minha mão de leve – Venha !

Logo o castanho me puxa para dentro do estabelecimento,todo vermelho,parecia mais uma boate,havia uma pista de dança e uma escada de vidro,ele me puxa para ir lá dentro,tem um corredor e uma porta branca,ele abre e continua me puxando,até que chego a sala,bem pequena porém agradável,um tapete felpudo e um sofá branco que dava de frente com uma TV média,logo sinto algo cheirar meus pés,olho para baixo e dou de cara com um cão branco e marrom,pulando em meus joelhos e latindo amigavelmente.

Me agacho e pego o cachorro no colo,o que faz ele se debater de alegria e me dar algumas lambidas no rosto :

-Parece que ele se lembra de você ! – diz Kiba se agachando e pegando Akamaru para tentar acalma-lo.

-É ... – eu estava com sede,queria beber algo,iria descer – vamos tomar alguma coisa ?

-Vamos – diz ele largando o cachorro e indo em direção a porta.

Saímos e logo estávamos no corredor,chegando as escadas,desço dois degraus e me desequilibro,torcendo o pé no salto que usava,dando um pequeno grito.

Kiba me segura com os braços fortes,os olhos arregalados de susto :

-Você ta bem ? – diz ele ainda me segurando.

-Torci meu pé – digo ainda gemendo de dor.

Sinto suas mãos em minhas coxas,mas quando vou dizer algo para reclamar,sinto a outra mão ir para minhas costas e me levantar até chegar a seu colo,me levando até o corredor :

-Você é desajeitada,rosinha – diz o castanho dando algumas risadinhas.

-Eu posso andar – digo esperando que ele me soltasse – Sério...

-Enquanto Kiba estiver aqui,nenhuma mulher machucada pisa no chão !!

Pelo menos ele é cavalheiro,não é como o Sasuke,a pessoa mais fria e grossa da face da terra.

Notas finais
Gostaram ?
Mereço comentários? E recomendações ?
Espero que sim >..