My Dear Babysitter - Concluída

24 De volta ao lar: A novidade


Notas iniciais
O título do capítulo já diz tudo. Mais um capítulo de MDB. Aproveitem e boa leitura!!!

No dia seguinte...

P.O.V Do Freddie

Minha noite com a Sam foi ótima, quando chegamos no hotel após nosso passeio na praia tomamos banho individualmente e dormimos juntos. Foi bom ela ter me contado que era virgem, mais um detalhe importante sobre ela que apenas ressaltou ainda mais sua pureza diante dos meus olhos.

Eu a respeitei, abracei seu corpo com carinho e cuidado. Sam logo adormeceu em meus braços num sono profundo, e pela primeira vez ficou quieta a noite inteira, sem me chutar e falar durante o sono. Peguei no sono tendo seu corpo pequeno e quente junto ao meu, sentindo o cheiro frutal que vinha dos seus cachos macios.

Acordamos bem cedinho, fui o primeiro a pular da cama e tomar uma ducha para despertar. Nossas malas já estavam feitas, Sam não demorou no banho. Logo descemos para tomar café-da-manhã com nossos amigos.

Bonnie e Lena puxaram a Sam para um canto após terminarmos de tomar café. Ouvi gritos e risadinhas, pareciam três adolescentes fofocando. Contei aos rapazes sobre a novidade, Alex e Ray me parabenizaram. Me senti o cara mais sortudo do mundo.

Nos apressamos para as compras, fomos escolher presentes para as crianças, lembrancinhas para minha mãe e para os seus amigos. Nosso vôo estava marcado para às 13h:15min.

— Você acha que Ally vai gostar? — Ergueu um vestido coral com alcinhas trançadas.

— Ela usa vestidos, mas é uma raridade. Sinceramente, ela não gosta dessa cor. — Falei.

— Quais cores ela gosta? — Perguntou colocando vestido de volta na arara.

— Qualquer cor que aquelas personagens da Monster High usam. Ally é louca por aquele desenho. — Respondi.

— Que feio, Sr. Benson, nem sabe direito as cores preferidas da sua filha. — Brincou.

Eu ri, o que não deixava de ser verdade. Desleixei como pai. Não me orgulho disso. Mas eu faria de tudo para mudar. Me tornar um pai melhor para meus filhos.

Ela por fim escolheu um vestido rosa-escuro e um par de sandálias enfeitadas com pedrinhas. Sabia o número que minha filha calçava, me surpreendendo ainda mais.

Sam ficou escolhendo pulseirinhas e colares infantis, e depois foi me ajudar com o restante. Ela queria agradar a Ally. O que não seria muito fácil, minha menina estava complicando as coisas até para mim.

Escolhi alguns brinquedos para o Noah e Hannah com a ajuda da minha namorada... Minha namorada, até quando eu ficaria tão bobo e derretido por ela?

Comprei algumas coisas pra casa, objetos decorativos. Sam escolheu as lembracinhas para os amigos, toda empolgada, não parava de sorrir. Saímos da lojinha para turistas com um monte de sacolas, fui comprar os guardanapos bordados para a minha mãe, só vendiam em barracas.

Ficamos um bom tempo andando pela feirinha de Hermosa Beach.

Meia-hora depois...

— Ainda temos duas horas. O que quer fazer agora? — Terminamos de arrumar tudo.

Comemos mais cedo quando fizemos uma pausa, ela foi para a sacada, se apoiou no parapeito olhando para a praia.

— Vou sentir saudades daqui. Esse foi o melhor final de semana da minha vida. — Virou para mim.

Aqueles lindos olhos brilhavam intensamente. Ela sorria genuinamente.

— Eu também vou. Foi o meu melhor final de semana sem sombras de dúvidas. — Admiti. — Você é tão linda. Não se mexa. — Saquei meu celular rapidamente.

Ela me olhou curiosa, ficou parada encostada no parapeito. Sob à luz do dia ficava mais encantadora, os cachos iluminados e o rosto corado, ela sorriu para a foto.

Depois fui tirar uma selfie com ela.

Trocamos de roupa, precisávamos descer e nos despedir do nossos amigos. Tínhamos que pegar um táxi e ir para o aeroporto.

Finalmente voltaríamos para Seattle, para casa e para as crianças, eu já estava com muitas saudades dos meus filhos. Sam havia se apegado tanto a eles. Aquilo de fato era impressionante.

[...]

P.O.V Da Sam

Acho que ninguém gosta de despedidas, amei conhecer os amigos do Benson. Bonnie chorou, Lena também se emocionou, eu também. Salvamos o número uma da outra, eles resolveram nos acompanhar até o aeroporto. Alexander e Raymond eram legais, elas eram mulheres sortudas. E eles mais sortudos ainda por terem mulheres incríveis.

17h de viagem... Até que me senti mais tranquila na volta. Conversamos, tirei alguns cochilos, tentei ler o livro que comprei, e o Freddie ficou me distraindo até anoitecer e pegarmos no sono. Chegamos por volta das 06h em Seattle, pegamos um táxi para irmos direto para casa, depois buscaríamos as crianças na casa de dona Marissa.

— Como é bom estar de volta. — Largou as malas sobre a cama dele.

As sacolas com os presentes ficaram na sala.

— Preciso de um banho. Vou para o meu quarto. E não me perturbe porque vou tirar uma soneca. — Avisei.

— Você dormiu a noite toda com a cabeça no meu ombro. Como ainda está com sono? — Ficou pasmo.

— Ainda são 06h:20min. — Chequei as horas.

— Tudo bem, descanse. Iremos buscar as crianças às 09h. — Avisou.

— Iremos pegar a Hannah às 09h. Já esqueceu que tem aula? Às 11h buscaremos Ally e Noah na escolinha. — O lembrei.

— Talvez eu ainda esteja com sono. — Esfregou os olhos e abafou um bocejo.

— Freddie, e como vai ser de agora em diante? — Perguntei.

— O quê? — Me olhou confuso.

— Você e eu. O nosso relacionamento. Sua mãe precisa saber. Ally e Noah também. Não quero que a gente esconda. — Eu disse séria.

— Não vamos esconder. Primeiro contaremos à minha mãe. Mais tarde conversaremos com as crianças. — Me tranquilizou.

— Também vou contar para os meus amigos. — Carly com certeza surtaria.

— Vou continuar pagando o seu salário, Sam. Não pretendo arrumar outra babá. É minha namorada agora, faremos tudo da melhor forma possível e da maneira correta. — Explicou com calma.

— Quartos separados, por favor. Podemos sair como um casal e tudo mais. E não vamos nos empolgar diante das crianças, não me sentirei confortável. — Era importante esclarecer as coisas.

— Não vou te agarrar na frente deles, pode ficar tranquila. Mas vou te beijar para que possam se acostumar, selinhos e abraços, tá bom para você? — Sugeriu.

— Ótimo! — Concordei.

— E sobre dormirmos em quartos separados...

— Não adianta. Estou falando sério, é para se comportar. — Avisei.

— Tudo bem. Pode ficar tranquila, eu jamais irei derespeitar você, Sam. — Prometeu.

— Eu sei disso. Confio em você. — Me aproximei para abraçá-lo. Ele me roubou um selinho.

[...]

— Vocês estão com uma cara ótima. Pegaram uma corzinha, parecem radiantes! — Sua mãe nos recebeu alegre.

— Radiantes e apaixonados, mãe! — Ele nem conseguia se conter.

Me abraçou e beijou meu rosto, sorri sabendo que coraria até o último fio de cabelo.

— Eu sabia! Meu Deus, que notícia maravilhosa! — Ela nos abraçou, nos dando parabéns.

— Fui surpreendida, dona Marissa. Seu filho é um fofo. Me pediu em namoro durante o Pôr-do-Sol. Foi lindo. — Contei.

— Eu já imaginava o que poderia acontecer nessa viagem. Que coisa mais romântica, meu filho. — Sorriu para ele.

— Você tinha razão, mãe. Sempre disse que eu encontraria uma mulher incrível e muito especial. Sam é tudo isso e muito mais, é um anjo na minha vida. — Envolveu minha cintura e sorriu para mim.

Devolvi o sorriso.

Ele tinha aquele sorriso torto e charmoso, encantador. Me fazia derreter por inteiro.

— Agora a família está completa. Estou feliz por vocês. — Ela nos abraçou novamente.

— Mãe, viemos buscar a Hannah. — Avisou para a senhora que estava até emocionada.

— Oh, claro... Ela estava brincando com o coelhinho de pelúcia. A deixei no bebê-conforto. — A seguimos.

Bem que estranhei todo aquele silêncio. Encontramos a pequena dormindo agarrada ao Sr. Orelhudo, o coelhinho amarelo.

Meu coração se derreteu mais ainda.

— Aqui está a bolsa dela, e as coisas da Ally e do Noah. — Dona Marissa entregou a bolsa infantil e as duas mochilinhas.

— Obrigado, mãe. — Freddie agradeceu.

— Não precisa me agradecer, filho. Amei ficar com as crianças. Foi maravilhoso passar o final de semana com meus netinhos. — Era a avó coruja mais babona.

Entregamos as lembrancinhas que compramos juntos. Ela ficou ainda mais animada.

Marissa Benson era uma mulher muito boa.

[...]

P.O.V Do Freddie

— PAPAI! — Noah correu para o meu colo.

O peguei e o abracei. Meu filho ficou tão feliz quando nos viu.

— Não vai abraçar o papai? — O coloquei no chão e olhei para sua irmã.

Noah correu para os braços da Sam.

— Você mentiu, papai. Disse que chegaria ontem. — Ally estava emburrada.

— Foram 17h de viagem. Chegamos hoje bem cedinho. Desculpa, filha, esqueci de avisar que chegaríamos...

— Não importa mais. Noah ficou chorando. Você nunca cumpre nada do que promete. — Passou por nós arrastando a mochila de rodinhas.

— Não fica triste, papai. A Ally só sabe reclama de tudo. — Meu garotinho desceu do colo da Sam e veio me abraçar.

Durante o caminho para casa, Ally não largou o bendito vídeo-game portátil. Hannah mordia as orelhas do coelho de pelúcia e Sam permaneceu quieta ao meu lado.

Chegamos em casa, trocamos de roupa. Sam foi ajudar o Noah com o banho. Hannah ficou no cercadinho. Resolvi ir falar com a minha filha mais velha.

— Ally, não é justo ficar chateada comigo. Sam e eu voltamos porque sentimos falta de vocês. Você e seus irmãos não ficaram abandonados, sua avó cuidou de vocês enquanto estivemos fora. — Abordei o assunto enquanto ela retirava os All-Stars.

— Deve ter sido divertido. Por quê não ficaram lá para sempre? Diz tanto que nos ama, mas levou só a Sam. — Me olhou magoada.

— Filha, era um aniversário de adulto...

— Era para ter ido sozinho. A Sam foi e...

— Foi porque a convidei. — Resolvi contar a novidade e esclarecer as coisas.

— Porque ela deve ter pedido, ela é uma intrometida. — Cruzou os braços, sem parar de balançar as pernas, inquieta.

— Filha, não fale assim. Agora a Sam é parte da família. — Falei o mais calmo possível.

— Não é não, ela é a babá. — Insistiu.

— Sim, de fato, ela é a babá de vocês... Mas é minha namorada. — Não era bom enrolar.

— Ah, não, papai... Ela não pode. — Fez cara de choro.

— Pode sim, meu amor. Sam agora é minha namorada. — Contei para ela que me encarava sem reação.

Esperei os gritos e os escândalos que não vieram. Ally ficou me olhando sem falar nada.

— Não fica assim, filha. — Tentei abraçá-la, ela desviou e virou o rosto.

— É por causa do Noah e da Hannah? — Sequer me olhou. Estava chateada.

— Como assim? — Não entendi.

— Para ela ser mãe deles? — Virou para mim com os olhos cheios de lágrimas.

— Não... Você não entende, é muito pequena ainda. Eu gosto da Sam. Ela me faz feliz. — Sentei ao seu lado.

— Mas e a tia Wendy, papai? Ela não te faz feliz? — As lágrimas já rolavam por seu rosto.

— Presta atenção, a Wendy é minha amiga, Alyson. Sam é minha namorada e vai continuar sendo a babá. — Toquei seu ombro.

— Mas eu não gosto dela, papai... — Começou a fungar baixinho, esfregando os olhos.

— Não precisa gostar. Só precisa respeitá-la, filha. — Deixei bem claro, falando sério.

— Queria que ficasse com a tia Wendy... — Resmungou inconformada.

[...]

P.O.V Da Sam

— Tia Sam, o papai me contou que agora você faz parte da família. — Sorriu para mim enquanto eu servia seu almoço.

Deixei que ele contasse para os filhos. Que o fizesse sozinho. E foi o que ele fez...

— Você está feliz, filhão? — Freddie alimentava a bebê que estava na cadeira apropriada para alimentação.

— Estou. Muitão! — Abriu os braços indicando a tamanho, nos fazendo rir.

— Que bom, agora coma. — Terminei de cortar o frango para ele.

— Vou comer tudo, quando eu raspo o prato você fica feliz e me dá sobremesa. — Como era espertinho.

— Se eu comer tudo, vou ganhar sobremesa também? — Freddie me fez corar.

— Talvez. Preste atenção, a Han está se sujando. — A bebê havia amassado os cobinhos de batata cozida com as mãozinhas se sujando toda, mastigava devagar, com os três dentinhos e mais um nascendo, ela já estava aceitando os legumes molinhos.

— Não quero mais! — Ally empurrou o prato pela metade.

— Filha, você nem comeu direito. — Suspirou o moreno que já não sabia mais o que fazer.

— Não tô com fome. Me deixa ir, tenho dever de casa. — Disse sem olhar para ele.

— Depois eu te ajudo, agora termine de comer, Ally. — Freddie limpou a Hannah.

— Mas eu não gosto da comida dela! — Ela apontou para mim, fazendo cara feia.

— Está bem, agora suba para o seu quarto. Depois conversamos! — Estava frustrado.

Ally correu e Freddie tirou a bebê da cadeira.

— Não precisa brigar com ela, Ally não entende. É só uma criança. Eu também implicava com os namorados da minha mãe. — Eu disse com calma.

— Toda criança precisa de limites, Sam. Querendo ou não, ela vai me ouvir. E se não comer, vai ficar com fome. Guarde todos os potes de doces e biscoitos, ela não vai poder abrir a geladeira para pegar nenhuma guloseima. Ela não almoça para depois ficar querendo comer besteiras. Agora as coisas vão mudar nessa casa! — Estava decidido.

— Okay, como quiser. Só não precisa brigar com ela por minha causa, eu não quero que ela pense que a culpa é minha. Que estou te colocando contra ela e...

— Não se preocupe, Sam. Vamos almoçar agora. Mais tarde entregaremos os presentes. — Pareceu se acalmar.

— Vamos. Estou faminta. — Concordei.

Nos servimos e nos sentamos para comer. Eu sabia que não seria fácil, Ally não aceitou a notícia sobre o nosso namoro. Paciência e tempo, era o que nos restavam.

Notas finais
A sogrinha surtou com a novidade maravilhosa hahaha Sra. Benson até se emocionou. Noah não entende muito, mas ficou feliz... Agora a Ally... Bom, vamos ter paciência, né??? Sam finalmente pôde matar a saudade dos pequenos e principalmente da coisa mais fofa... A pequena Hannah. Freddie está feliz da vida. Como será o dia a dia deles daqui pra frente??? Tia Wendy... Por quê será que a Ally gosta tanto da tal tia Wendy??? Até o próximo. Bjs